O Conselho Sul-Africano das Igrejas (SACC) exortou os líderes espirituais do país a denunciarem as violações dos direitos humanos alegadamente cometidas pelo regime do presidente Robert Mugabe contra o povo do Zimbabwe. Em comunicado emitido quarta-feira à noite na Cidade do Cabo, os representantes permanentes das mais poderosas denominações religiosas da África do Sul expressaram a sua preocupação pela crise política, social e económica que afecta aquele país vizinho, afirmando-se convencidos de que as eleições legislativas de 31 deste mês não resolverão a situação, sejam quais forem os resultados. Entre os líderes religiosos que subscreveram a declaração está o arcebispo anglicano Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz e uma das figuras mais respeitadas da África do Sul. Para o SACC, as Igrejas devem mobilizar a opinião pública contra «a continuada deterioração da situação no Zimbabwe, em particular contra a repressão e as violações dos direitos humanos perpetrados contra o seu povo».
