Esquadrões da morte matam meninos de rua nas Honduras

Os meninos de rua estão na mira dos chamados “esquadrões da morte” nas Honduras, indica um relatório de uma ONG presente neste país da América Central. Apesar de anos de denúncias, incluindo vozes da Igreja Católica, a violência contra crianças e adolescentes não pára de crescer, com mais de 395 vítimas no ano passado. Os mais de 9 mil menores que vivem nas “calles” das principais cidades das Honduras vêem assim as suas vidas em perigo. Os meninos de rua começam a ser vistos como parasitas que é preciso eliminar e desde 1999 cerca de 2150 crianças e adolescentes foram assassinados pelos paramilitares, reconvertidos em “esquadrões da morte” para defender os interesses dos grandes proprietários do país, comerciantes, industriais e mesmo políticos. Estas mortes, como refere a agência APIC, não fazem as primeiras páginas dos jornais, mas estiveram em destaque no I Encontro Internacional da Pastoral dos Meninos de Rua que a Santa Sé organizou em Outubro passado. Nessa altura, a Igreja Católica assumiu que é necessário “dar visibilidade a todas as forças institucionais e privadas, às associações e organizações não-governamentais, aos operadores de base, ao voluntariado e aos grupos comprometidos em favor de todos estes pequenos marginalizados”. A ONG “Casa Alianza” acusa os sucessivos governos hondurenhos, e principalmente o actual, de “indiferença perante estas crianças”, nada fazendo para parar com estes crimes. Desde o início de 2005, 34 adolescentes forma mortos nas ruas do país da América central. Nos últimos 14 meses há uma média de 6 assassinatos por dia, dos quais 43% fazem vítimas com menos de 18 anos.

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