Continuam em todo o mundo as iniciativas de oração em comunhão com o Papa. “L’Osservatore Romano”, jornal do Vaticano, destaca que são os pobres, “aqueles aos quais não é concedido o direito a falar na ribalta do mundo”, os que mais acompanham João Paulo II, “a sua voz”. Em Portugal, é no Santuário de Fátima que se concentram as orações pelo Papa, sobretudo na missa diária das 11h00, cuja intenção oficial é sempre pelo Santo Padre. Apesar de ser precipitado fazer um balanço deste Pontificado, a verdade é que a dimensão universal de um dos verdadeiros gigantes do nosso tempo fica bem visível nesta onda de solidariedade, retratada pela agência missionária do Vaticano, a Fides: Burundi “Os burundineses, tocados pelo sofrimento da guerra, estão especialmente próximos do sofrimento actual do Papa”, disse à Agência Fides Pe. Salvator Niciteretze, secretário da comissão episcopal para o apostolado dos leigos de Bujumbura, capital do Burundi. “Estamos todos preocupados com a saúde do Papa. Os Bispos burundineses pediram aos fiéis que rezem pela saúde de João Paulo II”, disse o Pe. Salvator. RD Congo “Que do coração da África cheguem os melhores votos de pronto restabelecimento do pastor da Igreja”, diz o director da Rádio Maria de Bukavu, no leste do Congo. “Aqui em Bukavu, em todas as missas se reza pela saúde do Papa. O Movimento Mariano organizou vigílias de oração no santuário situado na colina de Mater Dei”, diz o padre Luigi. “As condições de saúde do Papa mexeram muitos como os congoleses, como se nota nas orações espontâneas dos fiéis durante as Missas, onde são principalmente as crianças a intervir. Pode-se dizer que a doença tornou o Papa ainda mais presente no meio de nós”, conclui. Egipto A comunidade islâmica egípcia segue com afecto e atenção as condições de saúde de João Paulo II, afirma do Cairo à Agência Fides o Pe. Giuseppe Scattolin, missionário Comboniano e grande especialista do mundo islâmico. “A recordação da visita de João Paulo II ao Egipto ainda está viva na memória de todos. O Papa é muito apreciado pelo seu empenho em favor do diálogo inter-religioso, que aqui no Egipto está a ter uma evolução significativa”, disse o Pe. Scattolin. Espanha O Arcebispo de Madrid, Cardeal António Maria Rouco Varela, com os Bispos Auxiliares, enviou um comunicado a todas as paróquias, mosteiros, comunidades cristãs, movimentos e associações da Igreja diocesana e a todos os fiéis, exortando calorosamente a elevar orações ao Senhor, principalmente nas celebrações da Eucaristia, “para que o Senhor conforte o Papa nestes momentos do exercício do seu ministério de Pastor de todo o Povo de Deus, no qual se identifica com o Cristo paciente e sofredor da Cruz, que a Igreja contempla no tempo da Quaresma, como o Senhor que ensina a reconhecer no sofrimento a estrada fecunda que conduz à vida”. Turquia Cristãos de todas as confissões rezam pelo Papa e a população turca está atenta às condições de saúde de João Paulo II. O Pe. Eleutério, frade Franciscano da comunidade de Istambul, disse à Fides que “estamos a preparar-nos para um encontro de oração ecuménica que se realizará a 8 de Março, ocasião para rezarmos pelo Papa com os fiéis ortodoxos e os cristãos de outras confissões. Todos estimamos João Paulo II como pessoa que contribuiu nestes últimos anos a edificar a Igreja e a unidade dos cristãos. Também os muçulmanos o consideram uma grande pessoa e o admiram”, revelou. Sri Lanka “O Papa está nas mãos de Deus, confiemos nele e continuemos o nosso trabalho pastoral”, diz à Fides D. Vianney Fernando, bispo de Kandy e presidente da Conferência Episcopal de Sri Lanka. “Toda a Igreja do Sri Lanka lhe está próxima. As nossas comunidades na ilha rezam pelo Papa todos os dias, todos os domingos, e nestes dias intensificarão as suas orações”, revelou. Indonésia Da ilha indonésia de Samatra, atingida pelo maremoto de Dezembro passado, fala D. Martinus Situmorang, bispo de Padang: “não existem ainda na nossa região muitas notícias sobre a saúde do Papa, mas todos os que ficam a saber do momento difícil que está a viver rezam por ele e convidam outros a fazê-lo”. “Em Samatra, os cristãos são uma pequena minoria, mas mesmo entre os muçulmanos existe muita estima e respeito pelo Papa como homem, como chefe religioso e como aquele que soube percorrer com convicção a estrada do diálogo com todos, os que crêem e os que não crêem”, revela. Índia Os bispos indianos, reunidos na Conferência que congrega as três comunidades católicas presentes no país, enviaram uma mensagem a todas as dioceses, sensibilizando os fiéis e solicitando um empenho especial de oração, com vigílias, missas e adorações eucarísticas. Terra Santa O Patriarca latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah, enviou uma carta a todos os bispos da Terra Santa onde pede que rezem pela saúde do Papa. D. Sabbah solicitou também às diversas e numerosas comunidades de vida contemplativa da Terra Santa que rezem incessantemente por João Paulo II. Uruguai Os Bispos da Conferência Episcopal Uruguaia fazem votos de que, uma vez superada essa dificuldade, João Paulo II possa continuar a guiar a Igreja, e a tal fim o recomendam, em especial, à protecção materna da Virgem Maria, de quem é particularmente devoto. México A Igreja mexicana, assim que tomou conhecimento do novo internamento de João Paulo II, invocou a ajuda materna e a protecção da Virgem de Guadalupe sobre o Papa. “A Igreja – escrevem os Bispos do país – compartilha esta prova, na convicção de que o Papa realiza fielmente a sua missão, como Cristo, sem descer da Cruz”. Filipinas Os “torpedos” são protagonistas de uma cadeia de oração pelo Papa, que “sempre amou de modo especial o povo filipino”. A cadeia de oração pelo Papa difundiu-se nas Filipinas principalmente através das mensagens SMS. Comunidades paroquiais, movimentos e associações reúnem-se para rezar constantemente. O Papa visitou pela primeira vez Manila em 1981 e depois voltou em 1995, quando celebrou um Missa no Rizal Park de Manila, na presença de quatro milhões de jovens, reunidos para o Dia Mundial da Juventude. Mongólia As crianças de rua da Mongólia rezam todos os dias pelo Papa, uma referência para a sua jovem fé. “A maior parte das 123 crianças que hoje hospedamos no nosso centro de acolhimento vêm à paróquia do Bom Pastor, que se encontra nas proximidades, e rezam pelo Papa”, conta à Agência Fides o Pe. Gilbert Sales, missionário de Scheut, que actua na Mongólia desde 1996 na recuperação de meninos e meninas de rua.
