O Conselho dos Bispos maronitas libaneses, a mais importante comunidade cristã no país, alertou hoje para o desmoronamento económico que pode resultar da crise política em que o Líbano mergulhou. O presidente libanês, Emile Lahud, aceitou esta semana o pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro, Omar Karame, encarregando-o de gerir os assuntos correntes da governação. Para evitar que esta crise perdure, os prelados exigem ao Parlamento que “forme rapidamente um governo de transição, neutro, que se encarregue de organizar eleições legislativas na próxima primavera”. O comunicado dos Bispos, reunidos sob a presidência do Patriarca Nasrallah Sfeir, vinca que “é inaceitável deixar correr as coisas e criar um vazio constitucional, porque iremos saltar para o desconhecido e arriscamo-nos a um desmoronamento económico”. A situação no Líbano – e da presença síria no país – tem vindo a agravar-se nas últimas semanas, desde o atentado que vitimou o antigo primeiro-ministro do Líbano, Rafic Hariri. João Paulo II condenou duramente esse assassinato, considerando o “terrível atentando” de 15 de Fevereiro como “um gesto criminoso que ofende Deus e os homens criados à sua imagem e semelhança”. O telegrama, enviado em nome do Papa pelo Cardeal Angelo Sodano ao Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano), assegurava as orações de João Paulo II “pela bem-amada terra do Líbano”.
