Um mundo de orações

A dimensão universal de João Paulo II vem ao de cima quando as suas dificuldades físicas se tornam mais evidentes. Um mundo de orações, incluindo as de outras religiões, pedem a sua rápida recuperação e prestam a sua homenagem a uma figura incontornável nos nossos dias. Desde ontem de manhã, membros da Cúria Romana, líderes cristãos de Terra Santa e autoridades europeias difundiram pedidos de oração pela saúde do Papa. Em Roma, vários grupos de católicos têm rezado na Basílica e na Praça de São Pedro pela saúde do Papa. O presidente da Conferência Episcopal Italiana e vigário papal para a diocese de Roma, Cardeal Camilo Ruini, convidou toda a diocese a elevar orações pelo restabelecimento do “nosso amado Bispo e Pai na fé”. “Todas as paróquias, as comunidades religiosas e os mosteiros, as pessoas individualmente e as famílias, pedirão ao Senhor através da intercessão da Virgem, que proteja novamente a João Paulo II e o conserve na sua missão, pelo bem de Roma, da Igreja e da humanidade”, afirmou. O Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger, pediu na Catedral de Milão, durante o funeral de D. Luigi Giussani, que os católicos rezem “pela saúde do Santo Padre”. O porta-voz da Conferência Episcopal Polaca, Pe. Jozef Klotz, informou que os bispos da terra natal estão neste momento em oração “pelo restabelecimento do Papa” e convidam as paróquias a unirem-se à corrente de orações pela saúde de João Paulo II. Em declarações a uma rádio local, responsável destacou que o Papa “é extraordinário, tem sempre a força de superar todos os problemas de saúde”. Não foram apenas católicos os que desejaram as melhoras ao Papa. O rabino-chefe judeu de Roma, Riccarco Di Segni, afirmou que oferecia também as suas orações pelo rápido restabelecimento de João Paulo II. Mohamed Nour Dachan, presidente da União das comunidades islâmicas italianas, disse sentir-se “como se um amigo estivesse doente”.

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