Movimentos católicos de base italianos reclamam reconhecimento do cristianismo na Constituição Europeia

Diversas organizações católicas italianas lançaram uma “ofensiva popular” para conseguir que o cristianismo seja reconhecido no preâmbulo da nova Constituição Europeia. Recentemente, a organização juvenil “Papaboys” – dedicada a promover o pensamento do Papa que nasceu após a Jornada Mundial da Juventude em Toronto – denunciou o nascimento da Constituição Europeia “sem as suas raízes cristãs”. Numa carta ao Presidente italiano Romano Prodi, os “Papaboys” afirmaram que “nós, os católicos, querido Presidente Prodi, e o senhor bem o sabe, contribuímos para construir esta Europa, durante dois mil anos de história vivida na terra”. “Portanto – acrescentam- na Constituição Europeia deve falar-se deste profundo senso de civilização que nasceu também através do nosso compromisso”. Os colectivos italianos “Cultura Cattolica” e “Strano Cristiano”, lançaram a campanha “Parece um fantasma”. A campanha baseia-se numa histórica frase comunista, só que a palavra original “comunismo” foi substituída por “cristianismo”, fazendo pleno sentido com a situação actual de negação da fé cristã na Constituição Europeia: “um fantasma aparece na Europa: o fantasma do cristianismo. Todas as potências da velha Europa aliaram-se numa santa temporada de caça à este fantasma…” Os promotores da campanha afirmam que a vaga referência da actual Constituição Europeia a “contribuições culturais, religiosas e humanísticas” é uma “versão politicamente correcta” que é “tão típica da Europa como da Ilha de Páscoa, do continente africano como da Gronelândia, indistintamente”. A campanha criou uma página na Internet para enviar mensagens às máximas autoridades europeias mediante o simples procedimento de activar um link e oferecendo em todos os idiomas da comunidade europeia a mensagem: “Sobre o preâmbulo da constituição Europeia. Por que não podemos nos chamar cristãos?”

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