Dia Mundial do Doente Na passagem de mais um Dia Mundial do Doente, a Fraternidade Cristã dos Doentes Crónicos e Deficientes Físicos aproveita a oportunidade para, com base na Mensagem do Papa, lembrar a todos que o 11 de Fevereiro é o dia que foi instituído e é bom que todos o saibam e que se consciencializem da sua importância. No Evangelho de São Mateus (5, 4) diz-se que são «bem-aventurados todos os que choram». Assim, também os deficientes e/ou doentes que estão isolados ou marginalizados pela sociedade, por diversas razões, encontram na Fraternidade uma razão de viver. Deste modo, a Fraternidade é um movimento evangélico, cujos responsáveis são os próprios doentes crónicos e deficientes físicos e é dirigido a todos os limitados, fazendo-os ver que, apesar das suas incapacidades, são seres humanos como qualquer pessoa e, sendo assim, também têm um papel fundamental no desenvolvimento dessa mes-ma sociedade. O Evangelho também nos mostra que o doente/deficiente pode ser visto como aquele homem que descia de Jerusalém para Jericó. Quantas vezes ele é visto com indiferença pela sociedade que o rodeia e, por vezes, pela própria família. Aqui é preponderante o papel do responsável da Fraternidade: ele, através do seu testemunho, mostrará a todas as pessoas que todos temos “espaço” na sociedade e que sem nós (doentes/deficientes) a sociedade fica como um corpo mutilado, sem um membro, membro esse arrancado por preconceitos retrógrados e completamente ultrapassados. Para realizar isso, no nosso Movimento os deficientes têm que se sentir responsáveis pelas suas próprias vidas para, a partir daí, poderem chegar aos outros. Para que haja crescimento nesse sentido, deve-se começar pelo incentivo das Equipas de Base. Aqui aprendemos “a pescar”, tanto para nós próprios, como para, depois de bem alimentados da palavra de Deus, podermos chegar até ao outro e, assim, dinamizar-nos o nosso Movimento. Esse alimento vem-nos através da entrega ao outro que encontramos na “beira da estrada”. Nesta nossa entrega, devemos levar ao outro a esperança de uma vida melhor. Esperança essa que passa, como já vimos, por consciencializar o doente/deficiente de que ele é um ser humano como qualquer outro, com defeitos e virtudes, mas que, e isto é muito importante, tem um papel fundamental para melhorar a sociedade, com vista a que esta o integre como membro de pleno direito, sem nenhum tipo de discriminação, eliminando barreiras físicas e psíquicas que impedem um total desenvolvimento da pessoa: um ser humano é sempre um ser humano, independentemente da sua condição física. Esta integração não pode ser realizada somente pelos deficientes, visto que as limitações dificultam-lhes o acesso a bens e serviços elementares para qualquer cidadão, tais como: comer, vestir, entrar para uma viatura, etc. Felizmente, podemos contar com “bons samaritanos”, que, sendo pessoas sãs, colaboram com o doente/deficiente, ajudando-o a realizar as suas tarefas do dia a dia. Como seria diferente a comunidade, começando pela família, se estivesse sempre aberta e acolhedora em relação aos doentes e deficientes. Oxalá que isto se torne uma realidade! Este ano, a Fraternidade Cristã dos Doentes Crónicos e Deficientes Físicos celebra o Dia Mundial do Doente no próximo domingo, dia 13, na paróquia de São Mamede de Negrelos, Santo Tirso (diocese do Porto). Do programa consta «uma sensibilização aos alunos da catequese e aos catequistas, das 09h00 às 10h30», seguida de almoço partilhado no salão paroquial e da celebração de uma eucaristia, às 15h30, na igreja paroquial. Adolfo Ribas (Membro da Fraternidade Cristã dos Doentes Crónicos e Deficientes Físicos)
