O Padre Werenfried, fundador da Ajuda à Igreja que Sofre faleceu na manhã de 31 de Janeiro de 2003, num hospital em Bad Soden, perto de Frankfurt, Alemanha. As cerimónias fúnebres do Padre Werenfried começam com uma Eucaristia, no dia 7 de Fevereiro, presidida pelo Cardeal Darío Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação para o Clero. O funeral será celebrado no dia seguinte em Tongerlo (Bélgica), a abadia na qual o Padre Werenfried entrou quando tinha 27 anos. O religioso Norbertino, nascido na Holanda em 1913 e que celebrara noventa anos no passado dia 17 de Janeiro, criou a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre em 1947. Inicialmente, a Instituição tinha como objectivo a protecção dos refugiados dos territórios oriundos da antiga Alemanha e que, em consequência da II Guerra Mundial, são agora a Polónia e a Rússia. Em 1962, a pedido de João XXIII, a Ajuda à Igreja que Sofre passou também a apoiar cristãos na América Latina e mais tarde na Ásia e em África. Depois da queda da “cortina de ferro” foi a vez de João Paulo II pedir uma colaboração mais estreita com a Igreja Ortodoxa Russa, para ajudar uma Igreja gravemente afectada pelo comunismo. O Padre Werenfried, cujo nome religioso, directamente traduzido do alemão, significa “o que luta pela paz” tornou-se famoso sob o nome “Padre Toucinho” por ter iniciado a sua obra de caridade a distribuir entre os refugiados Alemães centenas de toneladas de Toucinho que recolhia junto dos camponeses flamengos. Este religioso ficou conhecido como “o mendigo mais importante do século”, após ter sido capaz de reunir mais de três mil milhões de Euros em donativos. Em Portugal, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre promoveu já uma sessão de homenagem póstuma, presidida por D. Tomaz Silva Nunes, no passado dia 2 de Fevereiro. Nessa ocasião foi proferida uma pequena comunicação e procedeu-se, como estava agendado, ao lançamento do livro “Todo o imigrante é meu irmão”, publicado em conjunto com a Comissão Episcopal das migrações. Cata-rina Martins referiu à agência ECCLESIA que “o lançamento do livro é uma maneira de homenagear e perpetuar a vida e obra do Padre Werenfried, que foi um defensor incansável dos refugiados”.
