O Eng. Magalhães Crespo recorda os últimos 30 anos deste grupo radiofónico que lidera o panorama da rádio há 26 anos O primeiro conselho de gerência da Rádio Renascença (RR), pós 25 de Abril, comemora hoje, dia 9 de Julho, 30 anos de vida. A razão desta longevidade está “na fidelidade à orientação que nos foi definida quando fomos convidados e depois tomámos posse” – disse à Agência ECCLESIA o Eng. Magalhães Crespo, actual vice-presidente do Grupo Renascença e um dos três elementos que constituíam o Conselho de Gerência: Cón. António Gonçalves Pedro, entretanto falecido, e o Dr. Luís Torgal Ferreira, Gerente do Conselho de Gerência do Grupo Renascença. Destas três dezenas de vida, a Rádio Renascença lidera o panorama radiofónico “há 26 anos”. E aponta as razões: damos a informação mais credível, completa e honesta e, por outro lado, procuramos transmitir alegria às pessoas”. Este conselho de Gerência tomou posse dia 9 de Julho mas foram convidados dois dias antes (7 de Julho). No dia 8, “a comissão de trabalhadores andou a investigar o nosso passado político” que “não era nenhum” – sublinhou o eng. Magalhães Crespo. E recorda: “nem sabia onde ficava a Rádio Renascença”. Nas conversas introdutórias que teve com o Patriarca da altura, D. António Ribeiro, o Eng. Magalhães Crespo refere que este lhe pediu “para utilizar as técnicas actuais” mas “não me peça dinheiro”. A Igreja “nunca retirou dividendos” da Rádio Renascença apenas “um pequeno donativo quando foi construída a Universidade Católica” – mencionou. Ao longo destes trinta anos, o actual vice-presidente do Grupo Renascença recorda “os momentos difíceis que ultrapassámos – Almeida Santos convocou-nos para o Palácio da Independência com instruções para nacionalizar a RR” – mas também as alegrias: “em 1977 soubemos que estávamos próximos da RDP”; “a criação da RFM e MegaFM”; “a aquisição da Intervoz” e o “desenvolvimento das novas instalações” – disse. Estão a cumprir o sonho do Cardeal Cerejeira: “ver longe e largo” – finaliza.
