2026: Encontro Cristão de Sintra 2026 está a concretizar a «esperança» através da «amabilidade» e da «hospitalidade»

«Há esperança!», é o tema do encontro que, destaca Luís Parente Martins, nasce do «ecumenismo do povo»

 

Cartaz: Encontro Cristão Sintra 2026

Lisboa, 12 jan 2026 (Ecclesia) – O Encontro Cristão de Sintra 2026, iniciativa ecuménica organizada por várias Igrejas Cristãs, na sua 16ª edição, centra-se no tema da esperança, vai realizar-se no dia 31 de janeiro, a partir das 21h00, no Centro Cultural Olga Cadaval.

“É preciso dar esperança, e esta esperança que é, para nós, Jesus Cristo tem que ser fomentada, tanto nos cristãos, porque, muitas vezes, nós cristãos não temos a valorização de qual é a nossa real esperança, o que é que nós de facto esperamos, mas é uma coisa que é muito abrangente de coisas na sociedade de hoje, que é uma sociedade caracterizada sobretudo pela indiferença. Eu não diria tanto pelo ódio, mas sobretudo pela indiferença, o que passa no telejornal, enfim, a mim não me diz muito se há respeito”, disse Luís Parente Martins, ligado à organização do Encontro Cristão de Sintra, hoje, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O entrevistado da Igreja Católica, ligado ao Movimento dos Focolares, acrescenta que “a sociedade está tão dividida, e existe tão pouca esperança em relação ao futuro”, que é fundamental irem “à raiz da esperança que é Jesus Cristo”, percebendo que “não é uma coisa alienante, não é uma coisa que leva para uma esperança do futuro”, mas é uma esperança que se pode viver hoje, no dia-a-dia.

Helena Rogério, da Igreja Baptista Vida Nova, que tem sido “assídua” desde a segunda ou terceira edição, explica que “o que converge é Cristo”, embora pensem muitas vezes “de formas diferentes, mas quem os junta “é precisamente a pessoa de Cristo”.

“E tem sido enriquecedor estar com, e perceber que tenho irmãos, verdadeiramente irmãos e companheiros de caminhada; na preparação também vemos o desejo de estarmos juntos, de partilharmos a Palavra, e de sermos, interligar-nos e trabalharmos para o bem comum”, acrescentou.

Os organizadores do Encontro Cristão de Sintra querem “concretizar” a esperança, e, no itinerário para esta 16.ª edição, estão a promover “a amabilidade e a hospitalidade”, valores que todos os cristãos partilham, “mas também os homens de boa vontade”, que vai continuar após o dia 31 de janeiro.

Cartaz: Encontro Cristão Sintra 2026

O XVI Encontro Cristão, a partir do tema “Há Esperança!” (Ef 4,4), estão a dinamizar uma campanha que pode ser realizada através das redes sociais, um grupo na aplicação WhatsApp, e têm também uma pulseira, onde partilham desafios semanais e incentivam a gestos concretos, como “dar valor às pessoas, elogiar desinteressadamente”, os ‘10 Mandamentos’ da condução, para além do Código da Estrada, a ‘sorrir’.

“A esperança não é uma utopia, não é uma coisa longínqua, é uma coisa que nós podemos construir no dia-a-dia, e nestes desafios nós começámos por um que é a amabilidade dentro das nossas comunidades; o sorriso é uma coisa que falta e este gesto de amabilidade, já é uma esperança que é comum, e que pode ser fomentada entre cristãos e não cristãos”, acrescentou Luís Parente Martins, no Programa ECCLESIA, desta segunda-feira, 12 de janeiro, na RTP2.

Helena Rogério explicou os vários símbolos da pulseira do Encontro Cristão de Sintra 2026, nomeadamente “o sinal de esperança”, da internet/Wi-Fi, que “pode fortalecer, e alargar as relações de forma saudável”, o envelope, para “partilhar mensagens de esperança e comunicar e praticar, com gestos fraternos de amabilidade e hospitalidade”, o símbolo da partilha, e a raiz, “o último, a raiz da esperança, que é este Jesus Cristo, Redentor, Salvador”.

Luís Parente Martins salienta que o Encontro Cristão de Sintra “resulta do ecumenismo do povo, ou seja, não há nenhuma estrutura teológica por trás”, em 2025 participaram “60 comunidades cristãs”, os Ortodoxos, “de vários patriarcados”, aos Adventistas, a Aliança Evangélica, “todo o COPIC”, o Conselho Português de Igrejas Cristãs, a Igreja Católica, e o patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, também marcou presença.

A 16.ª edição do Encontro Cristão de Sintra, “um momento de louvor”, vai começar às 21h00, o dia 31 de janeiro, no Centro Cultural Olga Cadaval, mas, durante a tarde, há um momento dedicado aos jovens, no salão da igreja de São Miguel.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026, que decorre, habitualmente, de 18 a 25 de janeiro, no hemisfério norte, tem como tema para este ano ‘Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança – a da vossa vocação’, da carta de São Paulo aos Efésios (4:4); os subsídios foram preparados na Arménia.

HM/CB/OC

Helena Rogério, da Igreja Baptista Vida Nova, explica que várias Igrejas e denominações cristãs em Sintra criaram uma plataforma que é um ponto de encontro, e “que é a continuidade para este encontro dos afetos e da partilha da fé”, onde, para além da espiritualidade, estão atentos às necessidades do próximo.

Luís Parente Martins acrescenta que “é um bocadinho um balão de ensaio”, mas “já muito bem conseguido”, porque têm um encontro de dois em dois meses, a um sábado de manhã, onde tomam “o pequeno-almoço em conjunto”, depois fazem uma leitura bíblica, o anfitrião, de uma das comunidades cristãs, “faz uma pequena reflexão”, e tentam dar uma resposta à comunidade “que não seja duplicada, porque não faz muito sentido, por exemplo, se o Exército de Salvação tem muitos móveis”, a Igreja Católica ou a Igreja Batista terem “um armazém de móveis”.

“E há coisas muito interessantes, por exemplo, o ‘Ser Alternativo’ da Igreja Evangélica criou um babysitting temporário, de duas ou três horas. Quando as pessoas têm de ir a uma entrevista de emprego, e, às vezes, não vão porque não têm onde deixar o filho, sabem que pode deixar ali em segurança a sua criança, e isto não vale a pena fazer na Igreja Católica; a mesma coisa em relação ao centro social, o Centro Social do Algueirão oferece uma resposta em relação aos idosos, não vale a pena duplicar”, desenvolveu o entrevistado da Igreja Católica.

Para Luís Parente Martins, “vale a pena” estas Igrejas e comunidades cristãs, atualmente são oito, serem “uma rede, porque esta é que é a complementaridade dos dons”, e essa complementaridade tem “uma potencialidade que permite alimentar a esperança”.

 

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