{"id":98708,"date":"2018-03-08T05:52:07","date_gmt":"2018-03-08T05:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=98708"},"modified":"2025-03-14T15:14:37","modified_gmt":"2025-03-14T15:14:37","slug":"dia-da-mulher-pequeno-rodrigo-da-a-mao-a-quem-foge-da-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-da-mulher-pequeno-rodrigo-da-a-mao-a-quem-foge-da-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"Dia da Mulher: Pequeno Rodrigo d\u00e1 a m\u00e3o a quem foge da viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"<p><em>Centro Social e Paroquial de S\u00e3o Bento da Ribeira Brava acolhe v\u00edtimas<\/em><!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/livro_rodigo2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ribeira Brava, Madeira, 08 mar 2018 (Ecclesia) \u2013 Uma hist\u00f3ria real serve de premissa para dar a conhecer o regulamento interno e integrar as mulheres que chegam ao Centro Social e Paroquial de S\u00e3o Bento da Ribeira Brava, na Madeira, fugindo da viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Uma casa abrigo a capacidade para acolher 20 v\u00edtimas, mulheres ou menores que necessitem de prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/livro_rodigo4.jpg\" width=\"398\" height=\"617\" \/>Magna Rodrigues \u00e9 a diretora t\u00e9cnica e autora do livro que entendeu ser a \u201cmelhor forma de facilitar este processo e dar a perceber \u00e0s crian\u00e7as que n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos\u201d a viver esta situa\u00e7\u00e3o, mas que \u00e9 poss\u00edvel \u201cdar a volta\u201d.<\/p>\n<p>O Rodrigo, figura principal da hist\u00f3ria, d\u00e1 a m\u00e3o a quem chega a este processo, que se adivinha dif\u00edcil e doloroso. \u201cNo fundo representa todas as crian\u00e7as que passaram aqui pela casa, a coragem que a fam\u00edlia teve para sair de casa, deixar tudo e as inquieta\u00e7\u00f5es que trazia; \u00e0s vezes \u00e9 muito dif\u00edcil para as m\u00e3es explicarem o que vai acontecer\u201d, justificou, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia dom\u00e9stica ainda \u00e9 vista com \u201csentimentos de culpa e vergonha por parte das mulheres\u201d e as v\u00edtimas chegam \u201cnum p\u00e2nico muito grande, com baixa autoestima, depend\u00eancia emocional e financeira e muita inseguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que Magna Rodrigues descreve como recebe as v\u00edtimas naquela casa onde trabalha h\u00e1 tr\u00eas anos e que existe desde 2006; por ali j\u00e1 passaram 158 mulheres e 201 crian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cEmocionam-me sempre as situa\u00e7\u00f5es com as crian\u00e7as, \u00e9 complicado para uma crian\u00e7a, ou mesmo para um jovem, ter de sair de casa. Depois referem que o pai \u00e9 agressor, mas h\u00e1 um la\u00e7o afetivo, sentem pena e quando chegam c\u00e1 perguntam: o que lhe vai acontecer? Ser\u00e1 que se vai alimentar? E querem estar com ele\u201d, conta a diretora t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>\u201cUma jovem m\u00e3e que vinha com dois filhos, um de 12 e outro de dois anos (fruto do relacionamento violento), apresentava viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica. Os pais das crian\u00e7as amea\u00e7avam tirar-lhe as crian\u00e7as e diziam que ela era uma m\u00e1 m\u00e3e. Ela tinha d\u00favidas se seria capaz de dar a volta. Tinha tido uma educa\u00e7\u00e3o na base da viol\u00eancia, nesta casa aprendeu a pedir ajuda e cresceu. Hoje est\u00e1 bem na vida e \u00e9 uma mulher independente\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/livro_rodigo3.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/livro_rodigo.jpg\" \/><\/p>\n<p>Perspetivas de quem lida com esta realidade de viol\u00eancia todos os dias, onde \u201cn\u00e3o h\u00e1 casos iguais\u201d; o principal papel \u00e9 o de \u201cencontrar estrat\u00e9gias para ir de encontro aos interesses e ambi\u00e7\u00f5es destas mulheres\u201d.<\/p>\n<p>Uma das principais estrat\u00e9gias \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o da autoestima e o autocuidado da imagem daquelas mulheres que se \u201cesqueceram de si e descuidavam os acontecimentos\u201d.<\/p>\n<p>Esta val\u00eancia tem ateliers de beleza e est\u00e9tica, de cozinha e pastelaria, de express\u00e3o pl\u00e1stica e de comemora\u00e7\u00e3o de datas anivers\u00e1rio e \u00e9pocas festivas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 frequente ouvir que nas fam\u00edlias n\u00e3o se comemoravam anivers\u00e1rios, nem delas nem dos filhos\u2026depois, \u00e9 comum ouvir-se que j\u00e1 preparou a festa do filho, at\u00e9 lhe fez um bolo\u201d, refere.<\/p>\n<p>Outra realidade que chega ali s\u00e3o m\u00e3es agredidas pelos filhos, com certa idade e s\u00e3o maltratadas, \u201cum choque\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata de uma nova realidade, mas nas situa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 um filho a maltratar, \u00e9 mais dif\u00edcil a v\u00edtima denunciar, porque a m\u00e3e n\u00e3o quer que aconte\u00e7a nada de mal ao filho\u201d, explica a diretora t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Sendo uma val\u00eancia do Centro Social e Paroquial de S\u00e3o Bento da Ribeira Brava, no Funchal, o conv\u00edvio com o lar de 3.\u00aa idade \u00e9 uma realidade que at\u00e9 j\u00e1 levou a descobertas de f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>\u201cH\u00e1 mulheres que estavam t\u00e3o envolvidas na situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, que nem sa\u00edam de casa, n\u00e3o conviviam com ningu\u00e9m\u2026 aqui na casa t\u00eam outra liberdade e v\u00e3o \u00e0 missa depois de muitos anos sem o conseguir fazer. E at\u00e9 h\u00e1 descobertas de f\u00e9, depois ao se mudarem para c\u00e1 as crian\u00e7as continuam a frequentar a catequese\u201d,<\/strong> conta Magna Rodrigues.<\/p>\n<p>Entre os casos de sucesso a diretora t\u00e9cnica desta casa recorda ainda o de uma mulher que ali chegou maltratada e que alimentava o sonho de tirar a carta de condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAinda aqui na casa, mas j\u00e1 a trabalhar, tra\u00e7\u00e1mos um plano de poupan\u00e7a e ela conseguiu tirar a carta; este \u00e9 um dos aspetos que limitava a vida daquela v\u00edtima\u201d, refere.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/livro_rodigo1.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u201cUma m\u00e3e de 79 anos, meio social baixo&#8230; viol\u00eancia f\u00edsica extrema por parte de um filho alco\u00f3lico, desempregado e que exigia dinheiro para tabaco e \u00e1lcool; quando a m\u00e3e n\u00e3o lho dava, ele batia-lhe. Era do conhecimento do centro de sa\u00fade e da pol\u00edcia de proximidade; foi dif\u00edcil integrar esta idosa na casa, mas depois foi considerada uma av\u00f3 para estas crian\u00e7as. Posteriormente foi acolhida numa val\u00eancia de lar; mas esta m\u00e3e n\u00e3o quis fazer a queixa-crime porque n\u00e3o queria prejudicar o filho\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda muitas mulheres que, j\u00e1 na sua vida aut\u00f3noma e est\u00e1vel, voltam \u00e0quela que, um dia foi a casa que as acolheu e consideram ainda como \u201cuma fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo h\u00e1 esta jovem que nos vem visitar, mostrar os filhos e dar o feedback \u2013 manda mensagens \u2013 mas h\u00e1 v\u00e1rias que passaram por c\u00e1 e ficaram com a fam\u00edlia que nunca tiveram\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><em>SN\/OC<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centro Social e Paroquial de S\u00e3o Bento da Ribeira Brava acolhe 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