{"id":982,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-igreja-em-portugal-no-caminho-da-cultura\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-igreja-em-portugal-no-caminho-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-igreja-em-portugal-no-caminho-da-cultura\/","title":{"rendered":"A Igreja em Portugal no caminho da cultura"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente, Bispo auxiliar de Lisboa, \u00e9 o presidente da rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o Episcopal para a Cultura, um mundo cheio de potencialidades e desafios para a Igreja em Portugal, como revela em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> Ag\u00eancia ECCLESIA \u2013 Porque se sentiu a necessidade criar uma Comiss\u00e3o Episcopal para a Cultura? D. Manuel Clemente \u2013 Para a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa \u00e9 evidente que a cultura \u00e9 mais do que uma actividade espec\u00edfica. Esta nova comiss\u00e3o episcopal surge porque a cultura \u00e9 uma dimens\u00e3o da actividade em geral, algo de pr\u00e9vio e envolvente \u00e0 actividade espec\u00edfica de cada sector. Neste sentido, a nossa actividade n\u00e3o se confunde com o trabalho de outras comiss\u00f5es, como a da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ou dos bens patrimoniais da Igreja. De certa maneira, esta comiss\u00e3o existe para activar na Igreja a aten\u00e7\u00e3o para a realidade cultural no sentido das mentalidades, das ideias das sensibilidades, dos gostos das prefer\u00eancias, de tudo aquilo que mexe com as pessoas, num sentido mais amplo e mais vasto do que aquele que a palavra ganhou. Existimos, portanto, em fun\u00e7\u00e3o das outras comiss\u00f5es, para que tenham relev\u00e2ncia cultural, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0s mentalidades dominantes no meio para n\u00e3o correr o risco de estar a dar respostas a perguntas que ningu\u00e9m fez e acertar ao lado das grandes quest\u00f5es.  AE \u2013 A nova Comiss\u00e3o pretende cativar para as causas da Igreja os agentes culturais mais destacados da nossa sociedade? MC \u2013 N\u00f3s queremos criar um meio onde as pessoas possam encontrar ocasi\u00f5es para reunir-se e estar umas com as outras. Queremos proporcionar aos criativos e \u00e0queles que reproduzem a cultura \u2013 porque ela tem uma grande dimens\u00e3o de transmiss\u00e3o \u2013 caminhos comuns.  AE \u2013 E que percurso j\u00e1 foi feito nesse caminho? MC \u2013 N\u00f3s estamos a come\u00e7ar, atrav\u00e9s de um grupo de trabalho, por fazer um levantamento das iniciativas e institui\u00e7\u00f5es culturais da Igreja. Para j\u00e1 estamos a ficar surpreendidos com o que j\u00e1 h\u00e1: na \u00e1rea da m\u00fasica, por exemplo, h\u00e1 dezenas de iniciativas que n\u00e3o s\u00e3o espor\u00e1dicas, nas 20 Dioceses do pa\u00eds. A partir deste levantamento queremos criar uma base de dados e depois, quando tivermos uma ideia da qualidade e quantidade destas realidade, promover encontros sectoriais nas diversas especialidades. As pessoas que j\u00e1 est\u00e3o no terreno s\u00e3o a nossa rampa de lan\u00e7amento para perspectivar os caminhos de futuro.  AE \u2013 A actual composi\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o (al\u00e9m de D. Manuel Clemente, integra D. Manuel Fel\u00edcio, Bispo auxiliar de Lisboa, D. Ant\u00f3nio Marto, Bispo auxiliar de Braga e o Pe. Tolentino de Mendon\u00e7a) pode ajudar nesses objectivos? MC \u2013 Os tr\u00eas Bispos est\u00e3o ligados ao meio universit\u00e1rio, que \u00e9 um dos laborat\u00f3rios mais constantes da cultura, e s\u00e3o pessoas ligadas \u00e0 vida das Dioceses, n\u00e3o est\u00e3o fora da vida eclesial. O secret\u00e1rio, Pe. Tolentino Mendon\u00e7a, \u00e9 um homem que est\u00e1 dentro do meio cultural portugu\u00eas e da sua intelectualidade, junto de crentes e n\u00e3o-crentes. O grupo de trabalho tem mais pessoas a colaborar e parece que estamos num caminho com futuro. H\u00e1 poucos dias estive numa reuni\u00e3o das v\u00e1rias comiss\u00f5es episcopais da cultura da Europa e tive oportunidade de constatar que a nossa op\u00e7\u00e3o \u00e9 bem acolhida pelos outros, at\u00e9 porque n\u00e3o queremos cair numa vis\u00e3o elitista.  AE \u2013 A n\u00edvel de estruturas e capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o a Igreja Cat\u00f3lica tem uma capacidade sem compara\u00e7\u00e3o em Portugal. Essa realidade pode criar agentes culturais? MC \u2013 Estamos a falar, de facto, de excelentes pontos de partida para a cria\u00e7\u00e3o de realidades culturais, porque num sentido mais vasto da palavra \u2013 que \u00e9 o de encontrar pessoas, com uma mensagem que tem uma enorme relev\u00e2ncia como despertador de ideias e comportamentos \u2013 o maior acto cultural da Igreja \u00e9 reunir 25% da popula\u00e7\u00e3o todas as semanas, mais o outro tanto que aparece episodicamente, nos ciclos festivos. Queremos, sobretudo, potenciar e criar a consci\u00eancia da dimens\u00e3o cultural que toda esta actividade deve ter, indo ao encontro daquilo que a sociedade de hoje e amanh\u00e3 mais anseia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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