{"id":9788,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cristo-foi-o-verdadeiro-vencedor-em-vicente\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cristo-foi-o-verdadeiro-vencedor-em-vicente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristo-foi-o-verdadeiro-vencedor-em-vicente\/","title":{"rendered":"\u00abCristo foi o verdadeiro vencedor em Vicente\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Lembrou o Bispo do Algarve no encerramento do &#8220;Ano Vicentino&#8221;  <!--more--> Perante uma assembleia numerosa que encheu por completo a tenda de grandes dimens\u00f5es, D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, come\u00e7ou por sublinhar na sua homilia da Eucaristia de Encerramento do \u201cAno Vicentino\u201d, o \u00aban\u00fancio realista que Jesus faz aos seus disc\u00edpulos sobre as dificuldades que encontrar\u00e3o no an\u00fancio do Evangelho\u00bb, relatado por S\u00e3o Mateus: \u201cSereis levados, por minha causa, \u00e0 presen\u00e7a de governadores e de reis para que deis testemunho diante deles. Aquele que permanecer firme at\u00e9 ao fim h\u00e1-de salvar-se\u201d. Dificuldades confirmadas j\u00e1 na Igreja nascente de Jerusal\u00e9m quando o evangelista escreveu o \u201cseu\u201d Evangelho. A pris\u00e3o dos Ap\u00f3stolos, o mart\u00edrio do di\u00e1cono Estev\u00e3o, a persegui\u00e7\u00e3o generalizada aos crist\u00e3os, foram alguns dos exemplos enumerados pelo Bispo diocesano.  \u00abS\u00e3o Vicente confirmou com a sua vida, e mais ainda com o seu mart\u00edrio, a convic\u00e7\u00e3o profunda de S\u00e3o Paulo a respeito daqueles que, no seu tempo, e em todos os tempos, n\u00e3o se atemorizaram, nem cederam, perante os sofrimentos que tiveram de enfrentar por causa de Cristo e do Evangelho\u00bb, afirmou D. Manuel Quintas, referindo-se \u00e0 segunda leitura, que relatava a exorta\u00e7\u00e3o de Paulo aos crist\u00e3os do seu tempo para que confiem em Deus, \u00abde modo a n\u00e3o esmurecerem na f\u00e9 e na ades\u00e3o a Cristo face aos sofrimentos a que s\u00e3o sujeitos\u00bb. \u00abTal como o mart\u00edrio do di\u00e1cono Est\u00eav\u00e3o foi uma refer\u00eancia para a Igreja nascente de Jerusal\u00e9m e o mart\u00edrio do di\u00e1cono Louren\u00e7o o foi para a Igreja de Roma, tamb\u00e9m o mart\u00edrio do di\u00e1cono S\u00e3o Vicente contribuiu para o fortalecimento e a maturidade da f\u00e9 das comunidades do sul da Pen\u00ednsula Hisp\u00e2nica\u00bb, lembrou o Bispo do Algarve. O Prelado recordou igualmente a persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, implementada pelo imperador Diocleciano, em finais do s\u00e9culo III, \u00abcom o objectivo de eliminar todos os factores que podiam enfraquecer a sua unidade e conduzir \u00e0 sua decad\u00eancia\u00bb. \u00abPersegui\u00e7\u00e3o que seria particularmente feroz na Igreja de Saragoza, conduzida pelo governador Daciano, que n\u00e3o poupou o Bispo Val\u00e9rio, e muito menos o di\u00e1cono Vicente, a quem foi aplicada toda a esp\u00e9cie de tormentos\u00bb, acrescentou D. Manuel Quintas. Vicente, a quem \u00abnada, nem ningu\u00e9m conseguiu desviar da sua firme convic\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00abtestemunhou com o seu mart\u00edrio a firmeza da sua f\u00e9 em Cristo e o seu amor \u00e0 Igreja\u00bb, considerou o Bispo diocesano. \u00abCristo foi o verdadeiro vencedor em Vicente. Vencedor, em sua vida, pela sua diaconia, e tamb\u00e9m pelo seu mart\u00edrio e vencedor ap\u00f3s a sua morte, pois o governador tudo fez para se ver livre do seu corpo n\u00e3o o tendo conseguido\u00bb, afirmou D. Manuel Quintas. Lembrando que \u00absangue de m\u00e1rtires, \u00e9 semente de crist\u00e3os\u00bb, o Bispo do Algarve salientou o contributo do exemplo de Vicente para o fortalecimento da Igreja. \u00abO mart\u00edrio do di\u00e1cono Vicente foi verdadeiramente semente lan\u00e7ada \u00e0 terra na Igreja de Val\u00eancia que depressa germinou e frutificou em todo o sul da Pen\u00ednsula\u00bb, frisou. \u00abTamb\u00e9m n\u00f3s hoje aqui, como Igreja diocesana do Algarve, somos herdeiros do seu testemunho e da sua influ\u00eancia no fortalecimento da f\u00e9 de quantos aqui, marcados pelo seu exemplo, a viveram, a celebraram e a foram transmitindo atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es\u00bb, complementou, acrescentando que \u00abesta \u00edntima liga\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente ao crescimento da Igreja no Algarve levou o Bispo D. Francisco Gomes d\u2019Avelar a proclamar S\u00e3o Vicente, o padroeiro principal da nossa diocese\u00bb. A terminar, D. Manuel Quintas, em jeito de balan\u00e7o da celebra\u00e7\u00e3o no Algarve do \u201cAno Vicentino\u201d, manifestou alguns desejos: \u00abfica-nos o apelo a conhecermos melhor a vida de S\u00e3o Vicente, como di\u00e1cono e o seu testemunho como m\u00e1rtir, para melhor o venerarmos, mais ass\u00edduamente invocarmos a sua protec\u00e7\u00e3o e mais esclarecidamente seguirmos e imitarmos a heroicidade do seu testemunho de f\u00e9\u00bb.  \u00abQueridos diocesanos, que a celebra\u00e7\u00e3o e invoca\u00e7\u00e3o do nosso patrono nos obtenha de Deus um novo impulso do an\u00fancio e do testemunho do Evangelho, uma renovada consci\u00eancia da nossa heran\u00e7a espiritual, heran\u00e7a do passado, mas tamb\u00e9m projecto para o futuro que deve ser transmitido \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es com a f\u00e9, com vigor e o entusiasmo dos m\u00e1rtires. Que ele nos obtenha de Deus uma resdescoberta das nossas origens, um reavivar das nossas ra\u00edzes, de modo a n\u00e3o deixarmos cair os bra\u00e7os, a n\u00e3o cedermos ao des\u00e2nimo, a n\u00e3o nos resignarmos com formas de pensar e de viver que n\u00e3o t\u00eam futuro, porque n\u00e3o assentam na s\u00f3lida certeza da palavra de Deus, nem no testemunho e na heran\u00e7a que nos legaram os m\u00e1rtires\u00bb acrescentou, terminando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembrou o Bispo do Algarve no encerramento do &#8220;Ano Vicentino&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[185],"class_list":["post-9788","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-algarve"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9788\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}