{"id":9752,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ano-de-sao-vicente\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ano-de-sao-vicente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-de-sao-vicente\/","title":{"rendered":"Ano de S\u00e3o Vicente"},"content":{"rendered":"<p>O dia 22 de Janeiro de 2005 assinalou o final do \u201cAno Vicentino\u201d que as Dioceses de Lisboa e do Algarve proclamado para celebrar os 1700 anos do mart\u00edrio do seu patrono, o di\u00e1cono S\u00e3o Vicente. A mem\u00f3ria de um dos primeiros santos da nossa Igreja foi sendo reavivada, ao longo destes 12 meses, atrav\u00e9s das mais diversas iniciativas religiosas e culturais. A S\u00e9 Patriarcal de Lisboa acolheu uma Exposi\u00e7\u00e3o com perto de uma centena de pe\u00e7as e pain\u00e9is ilustrativos, com os quais se procurava dar a conhecer a personalidade deste di\u00e1cono e m\u00e1rtir, com influ\u00eancia hist\u00f3rica, pol\u00edtica, social, cultural e religiosa na cidade de Lisboa e em Portugal. Mais de meia centena de milhar de lisboetas responderam a esta proposta, que deixa a sua marca. O \u201cAno Vicentino\u201d era, no Patriarcado de Lisboa, um tempo de gra\u00e7as jubilares, concedido por Jo\u00e3o Paulo II.  Pela Catedral, passaram mais de 100 mil peregrinos, em atitude jubilar, como recordou o Cardeal-Patriarca de Lisboa no encerramento desta celebra\u00e7\u00e3o. No Algarve, este tempo ficou marcado pelas publica\u00e7\u00f5es, intituladas \u201cO Algarve e S. Vicente\u201d e \u201cPeregrinar em Igreja &#8211; Ano Vicentino 304-2004\u201d, com a inten\u00e7\u00e3o de dar a conhecer melhor o seu perfil de homem, de di\u00e1cono da Igreja e de santo, verdadeira testemunha da f\u00e9 at\u00e9 \u00e0 morte. A Igreja algarvia deu um especial destaque, ainda, aos seus lugares vicentinos: Vila do Bispo e Cabo de S\u00e3o Vicente, em Sagres.  Neste \u00faltimo situa-se a igreja de S. Vicente, assim nomeada por causa das rel\u00edquias do m\u00e1rtir a\u00ed guardadas desde o s\u00e9culo VIII at\u00e9 \u00e0 sua traslada\u00e7\u00e3o para Lisboa, no tempo de D. Afonso Henriques. O primeiro Rei de Portugal era, ali\u00e1s, um devoto por S. Vicente. Diz a tradi\u00e7\u00e3o que enviou duas expedi\u00e7\u00f5es em busca da sua sepultura e que a segunda, comandada pelo Almirante D. Fuas Roupinho, foi bem sucedida. O Mosteiro de S. Vicente de Fora foi fundado em 1147 por D. Afonso Henriques em cumprimento de um voto dirigido ao M\u00e1rtir, pelo sucesso da conquista de Lisboa aos mouros. Os relatos hagiogr\u00e1ficos conservados coincidem no epis\u00f3dio do achamento do corpo, junto ao cabo de S\u00e3o Vicente, \u00e0 deriva numa barca guardada por dois corvos &#8211; atributos iconogr\u00e1ficos que ser\u00e3o constantes nas representa\u00e7\u00f5es posteriores do m\u00e1rtir, na arte portuguesa, e adoptados como emblema municipal da cidade de Lisboa ainda durante a primeira dinastia. Algumas narrativas pl\u00e1sticas incluem, ainda, a caracter\u00edstica palma do mart\u00edrio, o molho de cordas e as vestes de di\u00e1cono: \u00e9 assim que o encontramos nas obras de Nuno Gon\u00e7alves, pintadas para o altar de S\u00e3o Vicente da S\u00e9 de Lisboa. A fama dos milagres atribu\u00eddos ao m\u00e1rtir fez dele Padroeiro principal do Patriarcado. O culto ao m\u00e1rtir S\u00e3o Vicente espalhou-se rapidamente por toda a Pen\u00ednsula, sobretudo durante o dom\u00ednio mu\u00e7ulmano, como se constata pela sua devo\u00e7\u00e3o no Algarve. Vicente, di\u00e1cono de Sarago\u00e7a (Espanha), foi martirizado no princ\u00edpio do s\u00e9culo IV, durante as persegui\u00e7\u00f5es de Maximiano e Diocleciano. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, era filho de uma fam\u00edlia ilustre e crist\u00e3. O Bispo Val\u00e9rio chamou-o para seu colaborador no minist\u00e9rio da Palavra. Com a persegui\u00e7\u00e3o foi levado de Sarago\u00e7a para Val\u00eancia, juntamente com o seu bispo, onde foram martirizados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 22 de Janeiro de 2005 assinalou o final do \u201cAno Vicentino\u201d que as Dioceses de Lisboa e do Algarve proclamado para celebrar os 1700 anos do mart\u00edrio do seu patrono, o di\u00e1cono S\u00e3o Vicente. A mem\u00f3ria de um dos primeiros santos da nossa Igreja foi sendo reavivada, ao longo destes 12 meses, atrav\u00e9s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,185,206,237,325],"class_list":["post-9752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-algarve","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-vicentinos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9752\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}