{"id":95093,"date":"2018-02-05T11:00:55","date_gmt":"2018-02-05T11:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=95093"},"modified":"2018-05-29T10:23:52","modified_gmt":"2018-05-29T09:23:52","slug":"eutanasia-associacao-dos-medicos-catolicos-portugueses-alerta-para-destruicao-da-relacao-medico-doente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eutanasia-associacao-dos-medicos-catolicos-portugueses-alerta-para-destruicao-da-relacao-medico-doente\/","title":{"rendered":"Eutan\u00e1sia: Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses alerta para \u00abdestrui\u00e7\u00e3o\u00bb da rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-doente"},"content":{"rendered":"<p><em>Organismo contesta proposta de legaliza\u00e7\u00e3o, que \u00abvai contra a pr\u00f3pria medicina\u00bb<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-93197 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/hand-in-hand-1686811_1920.jpg 1918w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Lisboa, 05 fev 2018 (Ecclesia) \u2013 A Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses (AMCP) manifestou-se hoje contra a proposta de Lei em favor da legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, apresentada pelo Bloco de Esquerda, considerando que a mesma \u201cafetar\u00e1 gravemente a rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-doente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 qualquer legitimidade \u00e9tica para se aprovar uma lei cuja aplica\u00e7\u00e3o criar\u00e1 uma desconfian\u00e7a generalizada na rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-doente, isto porque, o poder de provocar ou antecipar a morte de algu\u00e9m, ainda que a pedido do pr\u00f3prio, vai contra a pr\u00f3pria medicina; \u00e9 um poder que inevitavelmente destr\u00f3i a medicina&#8221;, refere uma nota do organismo, enviada \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o, presidida pelo m\u00e9dico psiquiatra Pedro Afonso, <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-associacao-dos-medicos-catolicos-reforca-posicao-contra-eutanasia-e-aborto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reitera<\/a> a sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, por entender que coloca em causa a \u201crela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a m\u00e9dico-doente\u201d, a \u201ca base da medicina\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;A medicina apoia a sua pr\u00e1tica no diagn\u00f3stico e no tratamento das doen\u00e7as, no al\u00edvio do sofrimento dos doentes, sempre com a finalidade de defesa da vida humana\u201d, sublinha a AMCP.<\/p>\n<p>A proposta do BE prev\u00ea a participa\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos numa Comiss\u00e3o de Avalia\u00e7\u00e3o dos Processos de Antecipa\u00e7\u00e3o da Morte.<\/p>\n<p>Para a AMCP, \u201cadmitir que os m\u00e9dicos possam validar ou participar numa decis\u00e3o que provoca a morte, com o objetivo de eliminar o sofrimento, \u00e9 absolutamente inaceit\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O m\u00e9dico n\u00e3o pode mudar de posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode fazer tudo para melhorar a vida do doente e, em simult\u00e2neo, agir, a pedido do doente, no sentido de lhe tirar a vida, ajudando ao suic\u00eddio. Os m\u00e9dicos n\u00e3o podem alternar entre serem uma refer\u00eancia profissional, amiga e confi\u00e1vel e serem os executantes de uma senten\u00e7a de morte arbitr\u00e1ria&#8221;, acrescenta a nota.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-86017 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1clasped-hands-300x222.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1clasped-hands-300x222.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1clasped-hands.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses entende que \u201cnenhuma circunst\u00e2ncia ou ideologia\u201d pode apagar \u201ca certeza de que a eutan\u00e1sia &#8211; ou o suic\u00eddio assistido &#8211; n\u00e3o pode ser considerada um ato cl\u00ednico\u201d, j\u00e1 que \u201cn\u00e3o se destina a aliviar ou a curar uma doen\u00e7a, mas sim a p\u00f4r termo \u00e0 vida do paciente\u201d.<\/p>\n<p>No final do m\u00eas de janeiro, o Papa deixou no Vaticano uma mensagem contra a eutan\u00e1sia e pediu mais acompanhamento dos doentes terminais.<\/p>\n<p>\u201cO processo de seculariza\u00e7\u00e3o, absolutizando os conceitos de autodetermina\u00e7\u00e3o e de autonomia, levou ao crescimento dos pedidos de eutan\u00e1sia em muitos pa\u00edses, como afirma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da vontade de poder do homem sobre a sua vida. Isso tamb\u00e9m levou a considerar a interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da exist\u00eancia humana como uma escolha de \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb\u201d, declarou, num discurso proferido perante os participantes da assembleia plen\u00e1ria da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 (Santa S\u00e9).<\/p>\n<p>As propostas de legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia t\u00eam merecido forte contesta\u00e7\u00e3o de respons\u00e1veis da Igreja Cat\u00f3lica e movimentos da sociedade civil, com destaque para a nota da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP), divulgada em mar\u00e7o de 2016, na qual os bispos rejeitam solu\u00e7\u00f5es que coloquem em causa a \u201cinviolabilidade\u201d da vida.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o pode justificar-se a morte de uma pessoa com o consentimento desta. O homic\u00eddio n\u00e3o deixa de ser homic\u00eddio por ser consentido pela v\u00edtima: a inviolabilidade da vida humana n\u00e3o cessa com o consentimento do seu titular\u201d, refere o <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/documentos\/eutanasia-o-que-esta-em-causa-contributos-para-um-dialogo-sereno-e-humanizador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">texto<\/a> do Conselho Permanente da CEP.<\/p>\n<p>O Conselho Permanente divulgou ainda um conjunto de 26 quest\u00f5es sobre temas ligados \u00e0 eutan\u00e1sia e ao fim da vida, em que se\u00a0<a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/nacional\/igrejaeutanasia-26-respostas-contra-absurdo-do-direito-a-morrer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">questionam<\/a> o \u201cabsurdo\u201d de um \u201cdireito\u201d a morrer.<\/p>\n<p>Em 2017, deu entrada no Parlamento a peti\u00e7\u00e3o \u2018Toda a Vida Tem Dignidade\u2019 que contou com mais de 14 mil assinaturas.<\/p>\n<p>As associa\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas de enfermeiros e profissionais de sa\u00fade, de farmac\u00eauticos, de professores, de juristas, de psic\u00f3logos e de m\u00e9dicos, e ainda a ACEGE, assinaram um comunicado conjunto em que exprimem o seu apoio a esta peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organismo contesta proposta de legaliza\u00e7\u00e3o, que \u00abvai contra a pr\u00f3pria 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