{"id":950,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/envelhecimento-uma-questao-de-cidadania\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"envelhecimento-uma-questao-de-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/envelhecimento-uma-questao-de-cidadania\/","title":{"rendered":"Envelhecimento &#8211; uma quest\u00e3o de cidadania"},"content":{"rendered":"<p>Realizou-se nos dias 10 e 11 de Abril passado, um FORUM promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Psicogerontologia, com o tema: \u201cENVELHECIMENTO \u2013 UMA QUEST\u00c3O DE CIDADANIA\u201d. A Confer\u00eancia de Abertura foi feita pela Presidente do Movimento \u201cVida Ascendente\u201d \u2013 Sra. Dra. Maria Teresa Ascens\u00e3o.  TEMA: \u201cUma sociedade para todas as idades. Interven\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria\u201d A sociedade avan\u00e7a por marcos hist\u00f3ricos que demonstram que perante os sucessivos desafios, \u00e9 capaz de lhes dar uma resposta positiva. Estamos a viver um desses momentos! Jean Guitton, ao tomar consci\u00eancia da transforma\u00e7\u00e3o do xadrez demogr\u00e1fico, causada pelo aumento sem precedentes do n\u00famero de pessoas mais velhas, falava duma nova fase da hist\u00f3ria e dizia: \u2013 \u201cN\u00e3o \u00e9 o fim do mundo, \u00e9 sim o fim dum tempo\u201d. Procurarei fazer uma breve resenha do que se foi propondo, a n\u00edvel mundial, para encarar de frente o evoluir do fen\u00f3meno do envelhecimento. Foi a partir dos meados do s\u00e9c. XX que o aumento da esperan\u00e7a de vida come\u00e7ou a afirmar-se, provocando em todas as sociedade, com maior ou menor impacto, grandes transforma\u00e7\u00f5es nas suas estruturas demogr\u00e1ficas. N\u00e3o podendo ficar alheia ao desenrolar deste processo a ONU chamou a si a an\u00e1lise deste nova realidade, procurando encontrar respostas concretas para enfrentar as crises que este acontecimento iria provocar. Foi h\u00e1 pouco mais de 20 anos que decidiu organizar, em 1982, a I Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento. A\u00ed se tra\u00e7ou um plano, que ficou conhecido como Plano de Viena. Mas talvez, porque na altura esta nova situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tivesse grande express\u00e3o em muitos pa\u00edses, este Plano demasiado ambiciosos \u2013 continha 62 recomenda\u00e7\u00f5es \u2013 n\u00e3o produziu o eco que se esperava. Mas a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es continuou o seu trabalho. E em 1991 definiu os princ\u00edpios base para um envelhecimento com qualidade. Reagrupou-se em cinco rubricas: \u2013 Independ\u00eancia \u2013 Participa\u00e7\u00e3o \u2013 Cuidados de sa\u00fade \u2013 Desenvolvimento pessoal \u2013 Dignidade. Por\u00e9m, reconhecendo a ONU que era necess\u00e1rio chamar todos os pa\u00edses a tomar em m\u00e3os este processo, a Assembleia decidiu, 10 anos depois, proclamar o ano de 1999, Ano Internacional dos mais velhos com o tema: \u201cUma sociedade para todas as idades\u201d. No decurso desse ano procurar-se-ia estudar o envelhecimento em v\u00e1rias perspectivas, mas tendo sempre em conta que todas as ac\u00e7\u00f5es deveriam levar a projectos que \u201cpromovessem a educa\u00e7\u00e3o para toda a vida, a planifica\u00e7\u00e3o de estruturas comunit\u00e1rias para todas as idades, tendo como objectivo principal criar harmonia entre as gera\u00e7\u00f5es\u201d. Por todo o mundo se foi tomando cada vez mais consci\u00eancia desta realidade e embora a sua progress\u00e3o n\u00e3o fosse igual em todas as sociedades, havia no entanto factores comuns que deveriam merecer respostas id\u00eanticas: \u2013 A explos\u00e3o demogr\u00e1fica do n\u00famero de pessoas idosas estava a ultrapassar de longe o que tinha sido previsto, sendo proporcionalmente maior nos pa\u00edses em desenvolvimento. \u2013 Por outro lado, estas pessoas com mais anos de vida, deveriam poder ser intervenientes em todos os sectores da vida social. Foi j\u00e1 com estes novos dados que se organizou em 2002 a II Assembleia Mundial realizada em Madrid. N\u00e3o vou esgotar-vos com n\u00fameros e percentagens, mas referirei apenas aqueles que serviram de pano de fundo a esta Assembleia: 1.\u00ba \u2013 Em 1950 a percentagem das pessoas com mais de 60 anos, a n\u00edvel mundial, era de 8%. Em 2002 era de 13%. Calcula-se que em 2050 ser\u00e1 de 21%. 2.\u00ba \u2013 Este aumento de esperan\u00e7a de vida, pelo menos at\u00e9 ao per\u00edodo que permite fazer progn\u00f3sticos s\u00e9rios, \u00e9 irrevers\u00edvel e n\u00e3o ser\u00e1 compensado mesmo que a curva descendente de nascimentos seja invertida. 3.\u00ba \u2013 O n\u00famero de pessoas com mais de 60 anos foi calculado, nos estudos que precederam esta Assembleia, em 629 milh\u00f5es, prevendo-se para 2050 a cifra de 2000 milh\u00f5es. Com base nesta mudan\u00e7a dr\u00e1stica da estrutura de todas as sociedades, Kofi Anam come\u00e7ou o seu discurso naquela Assembleia dizendo: \u2013 \u201cA expans\u00e3o do envelhecer n\u00e3o \u00e9 um problema. \u00c9 sim uma das maiores conquistas da humanidade. O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 tra\u00e7arem-se pol\u00edticas ajustadas para um envelhecer s\u00e3o, aut\u00f3nomo, activo e plenamente integrado\u201d. E continuou: \u201cA n\u00e3o se fazerem reformas radicais, teremos em m\u00e3os um bomba rel\u00f3gio a explodir em qualquer altura\u201d. Reconhecendo-se a justeza desta an\u00e1lise, foram tra\u00e7ados dois objectivos que dever\u00e3o orientar as pol\u00edticas inovadoras para responder construtivamente a este fen\u00f3meno. \u2013 O envelhecimento tem de ser activo. \u2013 A sociedade \u00e9 feita por todas as pessoas, em todas as idades. Nesta vis\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, desde logo uma mudan\u00e7a de mentalidades, quer da parte da sociedade, quer da parte das pessoas mais velhas. Da parte da sociedade, olhar os mais velhos com respeito e gratid\u00e3o, deixando de proclamar que s\u00e3o um peso insuport\u00e1vel para as novas gera\u00e7\u00f5es. Da parte dos mais velhos n\u00e3o se deixando marginalizar, mas antes, continuar a assumir os seus direitos e responsabilidades. Os problemas da seguran\u00e7a social em grande parte resultam de erros de solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e n\u00e3o dever\u00e1 responsabilizar-se os mais velhos por isso. Daqui decorre que as pol\u00edticas a implementar devem encarar o envelhecimento como manifesta\u00e7\u00e3o do evoluir natural de ser humano, que se vai desenvolvendo em etapas bem diferenciadas, mas em que a pessoa continua a ser criadora de riquezas e valores e por isso nunca poder\u00e1 ser tratada como um elemento passivo a depender da boa ou m\u00e1 vontade dos outros. Sem d\u00favida que o grande protagonista e respons\u00e1vel do percurso do envelhecer \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa: \u2013 mas cabe tamb\u00e9m \u00e0 sociedade empenhar-se em ser espa\u00e7o integrador de todos os seus elementos. Olhar o fen\u00f3meno do envelhecer, numa perspectiva positiva, implica chamar ao palco da vida os mais velhos, atribuindo-lhes tarefas espec\u00edficas, reconhecendo na sua presen\u00e7a uma valia insubstitu\u00edvel na edifica\u00e7\u00e3o da sociedade a que pertencem. Al\u00e9m do mais, \u00e9 pela integra\u00e7\u00e3o que se combate a chaga do isolamento. \u00c9 que a solid\u00e3o n\u00e3o magoa por se estar s\u00f3. Todos temos de aprender a estar s\u00f3s. Magoa por n\u00e3o ter ningu\u00e9m com quem partilhar, nem ningu\u00e9m que nos estenda a m\u00e3o. Podemos ent\u00e3o perguntarmo-nos que papel pertence \u00e0 pessoa idosa como sujeito activo, respons\u00e1vel neste tecido social. Diria que, antes de tudo, ela pr\u00f3pria tem de se assumir como pessoa, investindo at\u00e9 ao fim consciente dos seus dias na sua valoriza\u00e7\u00e3o humana. \u00c9 que como ser humano, vai-se reestruturando num projecto de atingir o seu equil\u00edbrio, mediante o esfor\u00e7o constante de ir vencendo as crises, que v\u00e3o sendo cada vez maiores e mais profundas. Mas para que possa seguir este percurso, h\u00e1 que desenvolver os elementos construtivos do ser pessoa, chamar-lhe-emos elementos constitutivos: forma\u00e7\u00e3o, liberdade, aprendizagem continuada, viv\u00eancia dos valores humanos, toler\u00e2ncia, respeito e altru\u00edsmo. Para al\u00e9m destes, h\u00e1 os que chamaremos suportes exteriores do desenvolvimento da pessoa: cuidados de sa\u00fade, factores econ\u00f3micos, factores urban\u00edsticos e estruturas sociais diversificadas. Estes ser\u00e3o tratados ao longo deste Forum. Mas n\u00e3o deixamos de referir que \u00e9 pela conjuga\u00e7\u00e3o de todos estes elementos que se garante a dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa em todo o percurso da sua vida. Tra\u00e7amos este esquema porque nos ajudar\u00e1 a responder a uma quest\u00e3o essencial. Fala-se at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o da sabedoria, da experi\u00eancia, da generosidade e de outros dons dos mais velhos. At\u00e9 parece que o seu projecto j\u00e1 est\u00e1 cumprido; nada mais h\u00e1 a acrescentar. Mas n\u00e3o \u00e9 assim. H\u00e1 que continuar o caminho, sen\u00e3o a quem serviria este potencial que parou de se enriquecer? Porqu\u00ea n\u00e3o encontrar abertura dos outros para partilhar? \u00c9 aqui que entra a interac\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios elementos que atr\u00e1s referimos. N\u00e3o nos constru\u00edmos como pessoas abstractamente. Precisamos de desenvolver todas as componentes que a formam. J\u00e1 dissemos que a primeira responsabilidade recai sobre os mais velhos, mas n\u00e3o levaremos de vencida este projecto sem os apoios que atr\u00e1s mencion\u00e1mos. Ajudar as pessoas mais velhas a dar sentido a esta etapa da vida, acreditando que \u00e9 no crescer interior, na rela\u00e7\u00e3o interpessoal e comunit\u00e1ria, que continuam a dignificar-se, a participar como elementos de pleno direito na constru\u00e7\u00e3o da sua sociedade, \u00e9 tamb\u00e9m tarefa da comunidade. Para isso v\u00e1rias estruturas t\u00eam de ser criadas atrav\u00e9s de solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas coerentemente propostas. N\u00e3o se pode continuar a adiar por mais tempo a implementa\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es que abram aos mais velhos os espa\u00e7o que lhes pertencem. Quando falamos em estruturas n\u00e3o podemos deixar de referir, em primeiro lugar, a estrutura familiar. \u00c9 no seio familiar que os mais velhos vivem a sua hist\u00f3ria. Exclu\u00ed-los da viv\u00eancia familiar \u00e9 mutilar as suas vidas. Foram eles que formaram a fam\u00edlia, a sustentaram, a prepararam para entrar no mundo social e s\u00e3o ainda eles que quase sempre continuam a ser uma pe\u00e7a chave do n\u00facleo familiar. S\u00e3o-no como suporte afectivo, nas rupturas familiares que hoje corroem esta institui\u00e7\u00e3o. S\u00e3o-no como transmissores dos valores, que hoje as novas gera\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o sentiram a necessidade de acolher. S\u00e3o-no como guardi\u00f5es do mais novos, quando as exig\u00eancias do mercado do trabalho n\u00e3o d\u00e3o tempo aos pais. Mas quando chegar a hora do n\u00e3o poder mais, que rumo se d\u00e1 a estas pessoas? Felizmente estamos a assistir a um esfor\u00e7o de humanizar as respostas pol\u00edticas a estas situa\u00e7\u00f5es. Mas h\u00e1 ainda muitos problemas em aberto. Das v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es colocadas em cima da mesa, h\u00e1 exig\u00eancias que n\u00e3o devem ser afastadas: \u00e9 a pessoa idosa que deve ter autonomia para fazer a sua escolha. \u00c9 pelo pleno direito de participar nas decis\u00f5es que lhes dizem respeito que se expressa o seu direito de cidadania. Na medida do poss\u00edvel, devem ser salvaguardadas as suas ra\u00edzes, procurando mant\u00ea-las integradas no meio em que se desenvolveram. Mas no empenhamento do envelhecer activo, os mais velhos querem estar inseridos noutros sectores da comunidade. Tendo em conta a regra da reciprocidade, h\u00e1 muitas iniciativas onde se pode desenvolver a troca de servi\u00e7os e saberes. Na passagem da vida profissional para a etapa da reforma, estas pessoas devem poder continuar a manter a sua presen\u00e7a nas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es onde trabalharam. Elas pr\u00f3prias t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de organizar cursos e trabalhos para preencher frutuosamente os tempos que outros n\u00e3o s\u00e3o capazes de optimizar. Outras ac\u00e7\u00f5es podem ser incentivadas. H\u00e1 dois exemplos que gostaria de referir: em Fran\u00e7a, h\u00e1 o projecto chamado \u201cOs Av\u00f3s voltam \u00e0 escola\u201d. Contam as hist\u00f3rias da Hist\u00f3ria. Em Espanha h\u00e1 outro: \u201cPrecisam-se Av\u00f3s\u201d. Fam\u00edlias que n\u00e3o usufru\u00edram do amor generoso dos av\u00f3s, querem acolher pessoas idosas que t\u00eam tanto para dar. Mas para que se v\u00e1 interagindo com as outras gera\u00e7\u00f5es tem de recorrer-se aos mais jovens, chamado-os a participarem em projectos, sobretudo nas estruturas sociais. \u00c9 promovendo troca de ideias em debates, reflex\u00f5es e no pr\u00f3prio projecto da educa\u00e7\u00e3o continuada, ensinado sobretudo novas tecnologias, que contribuem para que os mais velhos sejam integrados na nova era. \u00c9 assim neste entrela\u00e7ar da sabedoria, experi\u00eancia e gestos de disponibilidade, com o entusiasmo, idealismo e saberes novos dos mais jovens, que se vai desenvolvendo a forma\u00e7\u00e3o intergeracional e se vai edificando a sociedade solid\u00e1ria. \u00c9 respondendo a esta exig\u00eancia que qualquer estrutura que acolha os mais velhos tem de se responsabilizar por favorecer a sua participa\u00e7\u00e3o em tarefas que correspondam \u00e0s suas circunst\u00e2ncias. Eles n\u00e3o podem ficar a\u00ed acantonados, fechado nas suas realidades, sendo despertados apenas para algumas val\u00eancias da pessoa humana, que muitas vezes nem s\u00e3o as mais importantes. Mas h\u00e1 ainda um projecto para os mais velhos, cuja relev\u00e2ncia queria salientar: o voluntariado. Consideramos este trabalho a melhor resposta, para p\u00f4r a render os seus dons, assegurando a humaniza\u00e7\u00e3o das suas vidas. Nenhuma iniciativa lhes deve ser imposta, mas h\u00e1 campos para onde deveria orientar-se a sua ac\u00e7\u00e3o. Pensamos que, por todas as raz\u00f5es, era junto dos que est\u00e3o a viver a mesma fase da vida, que o seu trabalho seria mais \u00fatil. Isto exigiria uma reestrutura\u00e7\u00e3o nas modalidades deste servi\u00e7o e tamb\u00e9m na sua org\u00e2nica. Mas para tudo isto ser vi\u00e1vel, \u00e9 necess\u00e1rio derrubar muitas barreiras, mesmo aquelas todas enfeitadas de flores. J\u00e1 vai longa a minha interven\u00e7\u00e3o, mas antes de terminar, queria salientar a nota dominante que perpassou em todas as propostas e interven\u00e7\u00f5es da Assembleia Mundial de Madrid. Todas foram no sentido da urg\u00eancia da defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que tenham em conta a nova arquitectura do envelhecimento. No plano pessoal, valorizando todas as componentes da pessoa respeitando a sua dignidade at\u00e9 ao \u00faltimo momento de vida. No plano institucional, chamando todos os interessados a participar e definir os esquemas concretos para que todos se sintam respons\u00e1veis por esta grande aventura. Reconhecendo os mais velhos como os grades protagonistas deste novo caminho, confiando nas suas potencialidades, quereria lan\u00e7ar-lhes um desafio, desafio que descobri num simples placar publicit\u00e1rio que dizia: \u2013 Fa\u00e7a mais. \u2013 Cres\u00e7a mais. \u2013 Seja mais. Transpondo-o para o nosso tema, \u00e9 todo o programa. Achei que n\u00e3o podia encontrar um apelo que melhor concretizasse o projecto do envelhecer activo com os outros. \u00c9 nesta estrada da vida com dois sentidos \u2013 dar e receber \u2013 que construiremos uma sociedade (deixem-me que mude a preposi\u00e7\u00e3o) e, em vez de dizer para todas as idades, diga antes: UMA SOCIEDADE COM TODAS AS IDADES.  Maria Teresa Ascens\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizou-se nos dias 10 e 11 de Abril passado, um FORUM promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Psicogerontologia, com o tema: \u201cENVELHECIMENTO \u2013 UMA QUEST\u00c3O DE CIDADANIA\u201d. A Confer\u00eancia de Abertura foi feita pela Presidente do Movimento \u201cVida Ascendente\u201d \u2013 Sra. Dra. Maria Teresa Ascens\u00e3o. TEMA: \u201cUma sociedade para todas as idades. 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