{"id":94384,"date":"2018-01-31T12:59:58","date_gmt":"2018-01-31T12:59:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=94384"},"modified":"2018-02-10T10:07:56","modified_gmt":"2018-02-10T10:07:56","slug":"94384-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/94384-2\/","title":{"rendered":"Bangladesh: A hist\u00f3ria de f\u00e9 de um povo que usa com \u00aborgulho\u00bb o apelido portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Bejoy D\u2019Cruz falou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA sobre os 500 anos de evangeliza\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds<\/em><\/p>\n<p><!--more--><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-94653 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200.jpg\" alt=\"\" width=\"1127\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200.jpg 1127w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200-300x213.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200-768x545.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200-1024x727.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200-400x284.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/BejoyDCruz1200-1080x767.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1127px) 100vw, 1127px\" \/>Lisboa, 31 jan 2018 (Ecclesia) \u2013 A Igreja Cat\u00f3lica no Bangladesh est\u00e1 a celebrar 5 s\u00e9culos de evangeliza\u00e7\u00e3o, iniciada por comerciantes portugueses em 1518 e cujos sinais ainda hoje permanecem muito vivos naquela na\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o bispo de Sylhet, D. Bejoy D\u2019Cruz, recorda uma hist\u00f3ria que come\u00e7ou a ser escrita \u201cno porto de Chittagong\u201d, ent\u00e3o um importante \u201cponto de com\u00e9rcio\u201d do Bangladesh.<\/p>\n<p>Mais tarde, por volta de 1598, chegaram os primeiros mission\u00e1rios lusos, os jesu\u00edtas Francisco Fernandes e Domingos de Sousa, que \u201cestabeleceram v\u00e1rias igrejas naquela regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 assim tamb\u00e9m que hoje, em especial nas arquidioceses de Chittagong, de Daca e tamb\u00e9m na Diocese de Rajshahi, a maioria da popula\u00e7\u00e3o tem um apelido portugu\u00eas\u201d, salienta o bispo.<\/p>\n<p>D. Bejoy D\u2019Cruz \u00e9 um exemplo disso mesmo, com o apelido \u2018da Cruz\u2019, mas no territ\u00f3rio encontramos tamb\u00e9m v\u00e1rios outros nomes familiares ao povo portugu\u00eas, como Ros\u00e1rio, Costa ou Gomes; v\u00e1rias constru\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m evocam essa presen\u00e7a, como a igreja do Santo Ros\u00e1rio, em Daca, que acolhe as l\u00e1pides dos primeiros mission\u00e1rios portugueses, constru\u00edda em 1677.<\/p>\n<p>O bispo de Sylhet real\u00e7a o \u201corgulho\u201d que sente em poder assinalar estes 500 anos, escrita atrav\u00e9s da transmiss\u00e3o da f\u00e9 mas tamb\u00e9m do apoio que os mission\u00e1rios portugueses deram &#8211; mais tarde \u201ctamb\u00e9m os mission\u00e1rios brit\u00e2nicos\u201d &#8211; a um povo cuja vida tem sido marcada por m\u00faltiplos desafios, como a pobreza extrema (o Bangladesh \u00e9 um dos pa\u00edses mais pobres do mundo), a desigualdade social e a discrimina\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>Nesta na\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica, 90 por cento da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 mu\u00e7ulmana e a rela\u00e7\u00e3o com as minorias, ainda que n\u00e3o t\u00e3o grave como em outros pa\u00edses, n\u00e3o deixa de ser complicada.<\/p>\n<p>\u201cGra\u00e7as a Deus, o Bangladesh n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds fundamentalista, n\u00e3o temos a leia da sharia ou a lei da blasf\u00e9mia, podemos dizer que somos um pa\u00eds mu\u00e7ulmano moderado. Mas isso n\u00e3o significa que todas as pessoas aqui sejam consideradas iguais. H\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o, em especial sobre as minorias\u201d, real\u00e7a o bispo de Sylhet.<\/p>\n<p>Este contexto \u00e9 vis\u00edvel sobretudo na rela\u00e7\u00e3o entre a maioria mu\u00e7ulmana e os v\u00e1rios povos ind\u00edgenas existentes no pa\u00eds (como os chakmas ou os bihari), que segundo D. Bejoy D\u2019Cruz \u00e9 marcada \u201cde tempo a tempos\u201d pelo \u201cmedo de agress\u00f5es e ataques\u201d.<\/p>\n<p>Na Diocese de Sylhet, criada em 2011, uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica est\u00e1 centrada nas comunidades que trabalham nas planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1.<\/p>\n<p>Anteriormente integrada na Arquidiocese de Daca, a Diocese de Sylhet conta com uma popula\u00e7\u00e3o de 10 milh\u00f5es de pessoas \u2013 um territ\u00f3rio em extens\u00e3o muito semelhante a Portugal \u2013 e dessa fatia demogr\u00e1fica perto de 20 mil pessoas s\u00e3o cat\u00f3licas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsta \u00e9 uma zona de campos de ch\u00e1, de jardins de ch\u00e1, temos cerca de 200 campos, e neles trabalham pelo menos 600 mil pessoas, na sua maioria hindus. Pessoas que por volta do ano de 1850, durante o dom\u00ednio brit\u00e2nico, vieram do nordeste da \u00cdndia para trabalhar. Disseram-lhes que teriam boas condi\u00e7\u00f5es de vida, mas ainda hoje vivem em pobreza extrema\u201d, lamenta D. Bejoy D\u2019Cruz, que visita Portugal a convite da Funda\u00e7\u00e3o Pontif\u00edcia Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 neste ambiente que a Igreja Cat\u00f3lica procura intervir e dar aos que mais precisam perspetivas de futuro, de educa\u00e7\u00e3o para os filhos, de acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos como a sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cBoa parte dos cat\u00f3licos e crist\u00e3os da minha diocese trabalham nestas planta\u00e7\u00f5es, e recebem apenas um d\u00f3lar por dia de trabalho, muito pouco para sobreviver. Vivem numa situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil e a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma grande esperan\u00e7a para eles\u201d, frisa o bispo.<\/p>\n<p>Junto \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1, a Igreja Cat\u00f3lica ergueu mais de 50 escolas, um hospital e duas cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Esta miss\u00e3o \u00e9 cumprida tamb\u00e9m em parceria com as irm\u00e3s mission\u00e1rias de Madre Teresa, que acolhem nas suas instala\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias e de sa\u00fade mais de 300 pessoas carenciadas.<\/p>\n<p>Muitos hindus, \u201cao verem a bondade da Igreja Cat\u00f3lica, o seu trabalho a favor dos pobres\u201d, come\u00e7am a ficar \u201cabertos a receber a f\u00e9 crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCada ano, na minha diocese, tenho cerca de 100 novos batismos de adultos\u201d, real\u00e7a D. Bejoy D\u2019Cruz, que pede a ora\u00e7\u00e3o e o apoio dos portugueses para que a Igreja Cat\u00f3lica possa continuar a florescer nesta na\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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