{"id":9405,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bispos-pedem-aposta-por-portugal-em-2005\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bispos-pedem-aposta-por-portugal-em-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispos-pedem-aposta-por-portugal-em-2005\/","title":{"rendered":"Bispos pedem aposta por Portugal em 2005"},"content":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio de elei\u00e7\u00f5es legistlativas antecipadas e instabilidade pol\u00edtica no nosso pa\u00eds marcaram v\u00e1rias das interven\u00e7\u00f5es com que os Bispos portugueses iniciaram o ano de 2005. No seu conjunto, os prelados pedem uma aposta decidida por Portugal, colocando de lado eventuais interesses pessoais ou partid\u00e1rios. O Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, fez votos para que o \u201cbem comum\u201d seja a prioridade da vida nacional ao longo do ano que agora se inicia. O prelado admite que este ser\u00e1 um ano de \u201cgrande agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, merc\u00ea dos v\u00e1rios actos eleitorais em agenda, mas manifesta o desejo de que tudo se passe dentro do \u201crespeito de todos, num sadio reconhecimento de pensamentos diferentes\u201d. \u201cFa\u00e7o votos para que os partidos pensem em Portugal e para que os portugueses os julguem pelo car\u00e1cter positivo das suas propostas\u201d, apontou.  No mesmo sentido se pronunciou o Bispo de Viseu, que pediu aos nossos pol\u00edticos para \u201cpensar em grande\u201d o Bem Comum do pa\u00eds. \u201cN\u00e3o poderia a pr\u00f3xima competi\u00e7\u00e3o eleitoral que se avizinha, constituir uma esp\u00e9cie de \u2018laborat\u00f3rio pol\u00edtico\u2019 em que o bem comum seja posto, por todos e cada um, antes e acima dos interesses de parte?\u201d, pergunta. D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, alertou no primeiro dia de 2005 que o pa\u00eds n\u00e3o tem encontrado \u201ca lucidez corajosa para sujeitar interesses pessoais e particulares \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, esquecendo assim os naturais compromissos de cada um e dispensando facilmente a responsabilidade da autoridade pol\u00edtica\u201d. A quest\u00e3o j\u00e1 tinha sido levantada pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa na Noite de Natal. D. Jos\u00e9 Policarpo referia, ent\u00e3o, que Portugal vai novamente \u201cdiscutir, confrontar, procurar caminhos, solu\u00e7\u00f5es para problemas, objectivos a atingir, modelos de desenvolvimento e de conviv\u00eancia\u201d. Nesse sentido, pedia que os crist\u00e3os n\u00e3o se alheiem deste momento, \u201cno exerc\u00edcio pleno das suas responsabilidades democr\u00e1ticas; lutem por objectivos e solu\u00e7\u00f5es que concretizem o ideal de sociedade em que acreditamos, que garantam os valores que defendemos e que n\u00e3o significam apenas a defesa da nossa f\u00e9, mas a defesa da dignidade da pessoa humana\u201d. Aos cat\u00f3licos portugueses, o Bispo de Angra disse na mesma altura que \u201cmais do que lamentar-se, importa discernir a situa\u00e7\u00e3o com objectividade e assumir atitudes respons\u00e1veis e construtivas\u201d.  \u201cA vida \u00e9 mais do que permitem os mecanismos da economia de mercado. Nem tudo depende s\u00f3 dos pol\u00edticos de profiss\u00e3o, das for\u00e7as partid\u00e1rias e dos governantes. T\u00eam responsabilidades acrescidas, que n\u00e3o podem escamotear. Mas a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica n\u00e3o se esgota na pol\u00edtica. Cada cidad\u00e3o tem a sua quota-parte de responsabilidade pelo bem comum\u201d, escreveu D. Ant\u00f3nio Sousa Braga. D. Ant\u00f3nio Marto aponta o dedo \u201c\u00e0 difus\u00e3o da cultura individualista p\u00f3s-moderna, uma mentalidade corporativista e uma vis\u00e3o economicista do mercado global sem regras \u00e9ticas t\u00eam provocado a car\u00eancia de \u2018pensar em grande\u2019 o bem comum e de \u2018organizar a esperan\u00e7a\u2019, que caracteriza a vida p\u00fablica entre n\u00f3s\u201d, exigindo \u201cuma maior aten\u00e7\u00e3o a quem est\u00e1 ao nosso lado, uma maior confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es, mais paz entre os representantes das institui\u00e7\u00f5es, menos ego\u00edsmos privados e de grupos, o surgir de perspectivas nacionais, europeias e mundiais capazes de justificar os sacrif\u00edcios que fazemos e que, de algum modo, s\u00e3o inevit\u00e1veis\u201d. O prelado acredita, no entanto, que aderir ao bem comum come\u00e7a pelas atitudes mais simples e fundamentais. \u201cFazer bem o pr\u00f3prio dever, ser honesto em todas as ac\u00e7\u00f5es, atender com respeito e generosidade sobretudo os mais fr\u00e1geis e necessitados, s\u00e3o regras elementares sem as quais a conviv\u00eancia humana se torna numa selva insuport\u00e1vel, onde reina a lei do mais forte ou do mais esperto\u201d, aponta. Na sua homilia de Ano Novo, o Bispo de Viseu convida os nossos pol\u00edticos a acolher a mensagem da paz de Jo\u00e3o Paulo II, \u201cfujam do mal com horror e adiram ao bem\u201d. Num olhar mais alargado sobre a sociedade portuguesa e o contexto europeu, o Arcebispo de Braga refere, por outro lado, que \u201co laicismo galopante deveria inquietar-nos\u201d. \u201cTodos se deveriam empenhar por uma sociedade de aceita\u00e7\u00e3o e respeito pela diversidade de experi\u00eancias religiosas sem fundamentalismos cegos destruidores dum sentido de toler\u00e2ncia como ambiente normal para um conhecimento e felicidade comum\u201d \u00e9 a receita de D. Jorge Ortiga para 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio de elei\u00e7\u00f5es legistlativas antecipadas e instabilidade pol\u00edtica no nosso pa\u00eds marcaram v\u00e1rias das interven\u00e7\u00f5es com que os Bispos portugueses iniciaram o ano de 2005. No seu conjunto, os prelados pedem uma aposta decidida por Portugal, colocando de lado eventuais interesses pessoais ou partid\u00e1rios. O Arcebispo Primaz de Braga, D. 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