{"id":9382,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/solidariedade-e-uma-exigencia-etica\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"solidariedade-e-uma-exigencia-etica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/solidariedade-e-uma-exigencia-etica\/","title":{"rendered":"Solidariedade \u00e9 uma exig\u00eancia \u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto no Dia Mundial da Paz <!--more--> Celebramos, no in\u00edcio do ano civil e oitava do Natal, a Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus.  \u201cQuando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito \u00e0 Lei, para resgatar os que estavam sujeitos \u00e0 Lei\u201d (Gal. 4,4). \u00c9 palavra de Deus, transmitida por um Ap\u00f3stolo da Igreja. \u00c9 express\u00e3o da nossa f\u00e9, que nos aproxima da M\u00e3e de Jesus (modelo de crente), a qual conservava e meditava em seu cora\u00e7\u00e3o as palavras dos pastores junto ao Pres\u00e9pio a respeito do Menino a quem foi dado o nome de Jesus (Salvador) (cf. Lc. 2, 16-21). Deste modo se come\u00e7ava a realizar a profecia de benevol\u00eancia e de b\u00ean\u00e7\u00e3o \u201co Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a Paz\u201d (Num. 6,26). Para este Dia Mundial da Paz (que \u00e9 j\u00e1 o XXXVIII) o Santo Padre enviou-nos, como de costume, a sua Mensagem, que obedece ao seguinte tema: \u201cN\u00e3o te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem\u201d (Rom. 12,21). A exist\u00eancia do mal n\u00e3o \u00e9 um mero suposto, mas uma afirma\u00e7\u00e3o equivalente, que n\u00e3o se compadece com qualquer forma de indiferentismo, \u00e9tico ou moral. \u201cDesde as origens, a Humanidade conheceu a tr\u00e1gica experi\u00eancia do mal e procurou encontrar as suas ra\u00edzes e explicar-lhe as causas&#8230; O mal passa atrav\u00e9s da liberdade humana&#8230; Tem sempre um rosto e um nome: o rosto e o nome de homens e mulheres que o escolhem livremente\u201d (Mensagem, n.2). \u00c9 impressionante a difus\u00e3o das mais variadas manifesta\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas do mal, como sejam a desordem social, a anarquia, a inseguran\u00e7a e as guerras, a injusti\u00e7a e a viol\u00eancia em desrespeito da vida de outrem. A viol\u00eancia atingiu o n\u00edvel mais perigoso com o terrorismo que amea\u00e7a e destr\u00f3i, sem aviso e sem previs\u00e3o. E se h\u00e1 pa\u00edses ou regi\u00f5es em que o terrorismo j\u00e1 aniquilou e deixou as marcas do exterm\u00ednio com ondas de medo irreprim\u00edvel, tamb\u00e9m a sociedade em que vivemos respira uma paz falaciosa, tanto que os n\u00edveis de viol\u00eancia, se ocupam espa\u00e7os obscuros, invadiram j\u00e1 a \u00e1rea dom\u00e9stica. Ou porque o fen\u00f3meno surgiu e n\u00e3o foi suficientemente combatido, ou porque dele se tomou conhecimento ou porque se lhe atribuiu a gravidade adequada e criminosa. Na nossa linguagem vamos banindo alguns conceitos e palavras para introduzirmos os termos da nossa prefer\u00eancia lingu\u00edstica ou ideol\u00f3gica. A palavra solidariedade adquiriu lugar e n\u00edvel de privil\u00e9gio, porque a solidariedade \u00e9 necess\u00e1ria, pertence \u00e0 natureza social da pessoa humana, e tamb\u00e9m porque se presta para substituir a palavra caridade e o conceito mais l\u00eddimo do amor. E tamb\u00e9m , h\u00e1 que admiti-lo, porque temos de encontrar ant\u00eddotos contra tend\u00eancias denunciadas da sociedade, como sejam o ego\u00edsmo e o individualismo. E no entanto, tamb\u00e9m por esta perspectiva a nossa sociedade n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfica. Labora em contradi\u00e7\u00f5es que afectam o ambiente social. N\u00e3o \u00e9 verdade que o materialismo reinante e o positivismo cient\u00edfico da nossa cultura t\u00eam da realidade humana uma vis\u00e3o redutora e transformam o bem comum num simples bem-estar s\u00f3cio-econ\u00f3mico, sem transcend\u00eancia e sem base para aut\u00eantica solidariedade humana? Ser\u00e1 que ainda n\u00e3o quisemos esquecer a m\u00e1 experi\u00eancia e o entusiasmo quase fatalista (e quase fatal) do sistema que resultou dessas correntes de pensamento? Insistindo na doutrina, b\u00edblica e eclesial, da Antropologia crist\u00e3, o Papa lembra, na sua Mensagem, os in\u00edcios da Hist\u00f3ria Humana e as primeiras escolhas (op\u00e7\u00f5es) erradas, com a respectiva e \u201cessencial conota\u00e7\u00e3o moral, que implica concretas responsabilidades por parte do sujeito e p\u00f5e em quest\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es fundamentais da pessoa com Deus, com as outras pessoas, e com a Cria\u00e7\u00e3o\u201d (n.2). Mas continua: \u201cSe no mundo est\u00e1 presente e actua o \u201cmist\u00e9rio da iniquidade\u201d (2 Tess. 2,7), n\u00e3o se deve esquecer que o homem redimido tem em si energias suficientes para contrast\u00e1-lo. Criado \u00e0 imagem de Deus e redimido por Cristo que \u201cse uniu de certo modo a cada homem\u201d (G.S. 22), este pode cooperar activamente para o triunfo do bem\u201d (n.11). Esta vis\u00e3o realista e positiva fundamente a confian\u00e7a pessoal e a esperan\u00e7a de que necessitamos para abordar e tratar o problema da paz, que \u201c\u00e9 o resultado de uma longa e \u00e1rdua batalha\u201d, \u201cum bem a ser promovido com o bem\u201d (Mensagem n.1). Todas as an\u00e1lise da realidade social e respectivas cr\u00edticas convergem no reconhecimento da necessidade urgente de salvaguardar a dignidade humana, a liberdade e os direitos fundamentais de cada pessoa. Mas quando se apela \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de uma \u201cobra educadora das consci\u00eancias\u201d, n\u00e3o se descobre nem se denuncia quem \u00e9 respons\u00e1vel e tem o dever de fundar e institucionalizar uma tal obra. Ali\u00e1s, logo se contestaria com a defesa da liberdade de consci\u00eancia e se denunciaria a viola\u00e7\u00e3o dessa liberdade. \u00c9 que o mal estar que sentimos vem do c\u00edrculo vicioso que nos enreda e do qual n\u00e3o nos temos libertado. Nem mesmo temos encontrado a lucidez corajosa para sujeitar interesses pessoais e particulares \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, esquecendo assim os naturais compromissos de cada um e dispensando facilmente a responsabilidade da autoridade pol\u00edtica. O Conc\u00edlio Vaticano II recordou que \u201cDeus destinou a terra e tudo o que nela existe ao uso de todos os homens e de todos os povos, de modo que os bens da cria\u00e7\u00e3o afluam com equidade \u00e0s m\u00e3os de todos segundo a regra da justi\u00e7a, insepar\u00e1vel da caridade\u201d (G.S. 69). Desta doutrina emanam implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, de entre as quais a  \u201ccidadania mundial\u201d, que se deve reconhecer tanto a uma crian\u00e7a que foi concebida como a todos os membros da fam\u00edlia humana que s\u00e3o alvo de atitudes e comportamentos da mais vasta escala. Condenar qualquer forma de racismo, tutelar as minorias, assistir os pr\u00f3fugos e refugiados, dar as m\u00e3os para socorrer todos os necessitados s\u00e3o atitudes \u00e9ticas pr\u00f3prias de uma humanidade que reconhece a cidadania mundial de cada pessoa. Quando se est\u00e1 perante uma calamidade ou cat\u00e1strofe como aquela que se abateu sobre o Sudeste Asi\u00e1tico, todos os apelos (\u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 caridade, \u00e0 generosidade, \u00e0 solidariedade&#8230;) n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o o reconhecimento l\u00f3gico e necess\u00e1rio desta cidadania que comporta uma exig\u00eancia \u00e9tica do uso correcto dos bens da terra. A n\u00edvel interno nacional, a paz que desejamos exige que sejam comuns os respectivos bens p\u00fablicos, como o sistema judicial, a defesa para a seguran\u00e7a, a rede de comunica\u00e7\u00f5es, as condi\u00e7\u00f5es iguais de higiene, de desenvolvimento, de cultura, de n\u00edvel de vida. Importa adequar \u00e0s dimens\u00f5es que temos a globaliza\u00e7\u00e3o que se vai identificando com as causas, as dist\u00e2ncias e as \u00e1reas de grande dimens\u00e3o. Quando pensamos que em condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria vive um bili\u00e3o de seres humanos e que desta condi\u00e7\u00e3o partilham tantos a quem chamamos pr\u00f3ximos, mesmo que deles n\u00e3o nos aproximemos, havemos de compreender que a Igreja manifeste um amor preferencial pelos pobres (cf. Mensagem n.9) e repetidas vezes tenha manifestado preocupa\u00e7\u00e3o e solicitude relativamente \u00e0 d\u00edvida externa dos pa\u00edses pobres e \u00e0 ajudas p\u00fablicas para um desenvolvimento geral harm\u00f3nico.  Quando pensamos que h\u00e1 no mundo pa\u00edses cronicamente pobres (porventura marginalizados por monop\u00f3lios de pa\u00edses que os exploram), e que s\u00e3o frequentemente destinat\u00e1rios de ajudas com car\u00e1cter de assist\u00eancia, compreendamos que para a realiza\u00e7\u00e3o da paz no mundo \u201co desenvolvimento ou se torna comum a todas as partes do mundo, ou ent\u00e3o sofre um processo de regress\u00e3o mesmo nas zonas caracterizadas por um constante progresso\u201d (Jo\u00e3o Paulo II, cf. Mensagem n.10). Apesar das sombras que afectam a sociedade e que se estendem com apreens\u00e3o nossa aos mais  variados sectores e a qualquer latitude, \u00e9 de esperan\u00e7a o Novo Ano, como \u00e9 de esperan\u00e7a o terceiro mil\u00e9nio da era crist\u00e3 que inici\u00e1mos com sentimentos e express\u00f5es p\u00fablicas de esperan\u00e7a. Ao terminar o Grande Jubileu do Ano 2000 o Papa falava da \u201curg\u00eancia de uma nova fantasia da caridade para difundir no mundo o Evangelho da Esperan\u00e7a\u201d (Novo Mill. Ineunte, n.50). No Ano 2003 escrevia: \u201cNa aurora deste Terceiro Mil\u00e9nio, todos n\u00f3s, filhos da Igreja, somos convidados a progredir com renovado impulso na vida crist\u00e3. Como escrevi na Carta Apost\u00f3lica \u2018Novo Millenio Ineunte\u2019 \u201cn\u00e3o se trata de inventar um programa novo\u201d. O programa j\u00e1 existe: \u00e9 o mesmo de sempre, expresso no Evangelho e na tradi\u00e7\u00e3o viva. Concentra-se em \u00faltima an\u00e1lise no pr\u00f3prio Cristo, que temos de conhecer, amar, imitar, para n\u2019Ele viver a vida trinit\u00e1ria e com Ele transformar a Hist\u00f3ria at\u00e9 \u00e0 sua plenitude na Jerusal\u00e9m Celeste. A concretiza\u00e7\u00e3o deste programa de um renovado impulso na vida crist\u00e3 passa pela Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, n.60). Manifestando a vontade de dedicar um ano inteiramente ao Sacramento da Eucaristia, o Papa publicava em 7 de Outubro de 2004 uma nova Carta Apost\u00f3lica \u201cMane nobiscum Domine\u201d (Fica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo) (cf. Lc. 24,29), inspirada no epis\u00f3dio b\u00edblico sobre os disc\u00edpulos de Ema\u00fas. Recordava que o Ano da Eucaristia se prolonga desde Outubro de 2004 at\u00e9 ao mesmo m\u00eas de 2005, e afirmava contar com a solicitude pessoal dos Pastores das Igrejas particulares ou dioceses. De facto, \u201cCristo est\u00e1 no centro n\u00e3o s\u00f3 da hist\u00f3ria da Igreja, mas tamb\u00e9m da hist\u00f3ria da humanidade\u201d (n.6), e a Eucaristia \u00e9 o mist\u00e9rio desta presen\u00e7a central na hist\u00f3ria e na vida dos homens. Sendo fonte da unidade da Igreja, \u00e9 tamb\u00e9m a sua epifania ou manifesta\u00e7\u00e3o, e a base da comunh\u00e3o fraterna e do dever de partilha n\u00e3o s\u00f3 dos bens espirituais mas tamb\u00e9m dos materiais. E assim, tamb\u00e9m para os n\u00e3o crentes a Eucaristia tem o significado e o alcance que eles n\u00e3o atingem mas n\u00f3s n\u00e3o podemos ignorar ou esconder. Antes devemos sentir a urg\u00eancia de testemunhar e evangelizar, e testemunhar com mais vigor para evangelizar com maior confian\u00e7a. Na nossa convic\u00e7\u00e3o profunda e na nossa f\u00e9 crist\u00e3 importa esclarecer e testemunhar que a Eucaristia que celebramos e que \u00e9 sinal distintivo do nosso culto faz parte do nosso projecto de solidariedade com a humanidade inteira (independentemente da f\u00e9 de cada irm\u00e3o nosso) e \u00e9 uma escola de paz para a sociedade que nos envolve e para o mundo todo. O projecto de Deus chama-se Igreja e a sua finalidade \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o universal. Assim se dava testemunho nos prim\u00f3rdios da Igreja. Para a celebra\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia do Ano da Eucaristia, o Santo Padre pediu \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos a oferta de sugest\u00f5es e propostas que t\u00eam o car\u00e1cter de subs\u00eddios e sugest\u00f5es pr\u00e1ticas para as Dioceses, Par\u00f3quias, Santu\u00e1rios, Comunidades Religiosas, Semin\u00e1rios, Associa\u00e7\u00f5es, Movimentos e Confrarias. Sem deixar de recomendar a sua leitura aos respons\u00e1veis destas institui\u00e7\u00f5es, e tendo presente que algumas delas, sobretudo par\u00f3quias, j\u00e1 puseram em pr\u00e1tica louv\u00e1veis iniciativas, consultado o Rev.mo Cabido e ouvidos os Senhores Bispos auxiliares, propomos \u00e0 Diocese os seguintes actos para este Ano da Eucaristia: Confer\u00eancias quaresmais, na S\u00e9, nos dias 3, 10 e 17 de Mar\u00e7o, inspiradas na Eucaristia;  Adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento em 5.\u00aa Feira Santa desde o final da Celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor at\u00e9 \u00e0s 23 horas;  Canto das Primeiras V\u00e9speras, durante o Tempo Pascal, na S\u00e9, todos os S\u00e1bados  \u00e0s 17 horas;  Tr\u00edduo preparat\u00f3rio da Festa do Corpo de Deus;  Prociss\u00e3o do Corpo de Deus com especial solenidade;  Encerramento do Ano Eucar\u00edstico, em 30 de Outubro, com Missa estacional \u00e0s 11 horas, seguida de Adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento at\u00e9 \u00e0s 16 horas, terminado dom TE DEUM;     Pedimos aos Rev.dos P\u00e1rocos que promovam a celebra\u00e7\u00e3o das Quarenta Horas nesta Cidade do Porto e nas outras cidades da Diocese;  Esperamos que as v\u00e1rias prociss\u00f5es do Corpo de Deus na Diocese assumam quanto poss\u00edvel uma dimens\u00e3o diocesana;   Muito desejar\u00edamos que, ao menos nesta cidade do Porto, fosse restaurada a pr\u00e1tica organizada da adora\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua (laus perene) do Sant\u00edssimo Sacramento;  E ordenamos que em cada par\u00f3quia da Diocese seja revigorada, restaurada ou institu\u00edda a Confraria do Sant\u00edssimo Sacramento, com Estatutos actualizados.  Estas orienta\u00e7\u00f5es n\u00e3o dispensam a consulta ao citado Documento da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, porquanto a\u00ed se encontram in\u00fameras sugest\u00f5es que nos ajudar\u00e3o a viver melhor o Ano da Eucaristia. Que seja um \u201cAno de Gra\u00e7a\u201d, de b\u00ean\u00e7\u00e3o e de paz. Assim seja.  Porto, S\u00e9 Catedral, 1 de Janeiro de 2005  <i>D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto no Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[108,144,154,160,165,168,187,206,221,237,267,91,291,294,303,314],"class_list":["post-9382","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-eucaristia","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-historia-da-igreja","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-quaresma","tag-refugiados","tag-sacramentos","tag-santuarios","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9382\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}