{"id":9208,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/natal-pao-repartido\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"natal-pao-repartido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-pao-repartido\/","title":{"rendered":"Natal, P\u00e3o Repartido"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. Jorge Ortiga <!--more--> Com o nascimento de Cristo inicia-se uma aventura divina. Deus, no Seu amor infinito pela humanidade, identifica-se com o ser humano para que este queira aderir a Ele atrav\u00e9s duma vida que antecipa a realidade do Para\u00edso. O Natal torna-se, deste modo, consci\u00eancia e interpela\u00e7\u00e3o para reconhecer a presen\u00e7a divina entre n\u00f3s. O materialismo parece querer distrair-nos desta realidade. Acontece que Ele veio para ficar. Forma preeminente desta presen\u00e7a \u00e9 a Eucaristia. A\u00ed o milagre acontece e assume-se a responsabilidade de visibilizar essa presen\u00e7a. Infelizmente, habituados \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, esquecemo-nos da miss\u00e3o de colocar Cristo na hist\u00f3ria da humanidade e defraudamos os conte\u00fados duma Eucaristia aut\u00eantica. Ela n\u00e3o pode ser mero acto passageiro. Deveria tornar-se, por um lado, luz que, na turbul\u00eancia hodierna, indica caminhos duma sociedade mais justa e fraterna; por outro, vida que, no encontro com as variadas nega\u00e7\u00f5es de vida, se empenha e compromete em dar dignidade e estatuto de humanidade a quem se v\u00ea dele privado ou desconsiderado. Natal torna-se, assim, empenho pela vida toda e de todos. O Menino Jesus leva-me a sonhar no compromisso que aqueles e aquelas que se alimentam de Cristo devem assumir em beneficio das crian\u00e7as. S\u00e3o muitas as feridas, na sua dignidade, pelos adultos que as humilham na sua situa\u00e7\u00e3o de indefesas. Vejo-as obrigadas a mendigar, abandonadas \u00e0 sua sorte e privadas dum amor e calor familiar. Sinto-me indignado com a degrada\u00e7\u00e3o familiar, os abusos sexuais, o trabalho infantil, o aproveitamento para o tr\u00e1fico de drogas, o encaminhar para a prostitui\u00e7\u00e3o a enriquecer uns poucos\u2026 N\u00e3o dever\u00e1 o Natal, em Ano Eucar\u00edstico, tornar-se apelo \u00e0 coragem da esperan\u00e7a que uma an\u00e1lise serena sobre o modo como elas s\u00e3o tratadas na fam\u00edlia, na sociedade, na Igreja poder\u00e1 alterar o rumo desta situa\u00e7\u00e3o que envergonha uma sociedade considerada evolu\u00edda? Se a Eucaristia nos responsabiliza pela vida digna das crian\u00e7as, teremos de encontrar o dinamismo suficiente para imprimir um cunho vocacional a favor da vida no quotidiano dos crentes. Nesta quadra natal\u00edcia n\u00e3o posso ignorar os resultados do Diagn\u00f3stico que efectuamos, como Arquidiocese, sobre a nossa ac\u00e7\u00e3o social e as respostas que, como Igreja, damos \u00e0 pobreza e \u00e0s suas formas novas e variadas. Ningu\u00e9m ignora a dramaticidade de casos de exclus\u00e3o social aliados a alguma mis\u00e9ria, \u00e1lcool, desemprego e depend\u00eancia de drogas. Perante este mundo que parece oculto, a Igreja deve oferecer voca\u00e7\u00f5es que, em nome de Cristo, ofere\u00e7am \u201cvida e vida em abund\u00e2ncia\u201d. O Natal n\u00e3o poder\u00e1 acordar muita gente? E a simplicidade do Menino de Bel\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 capaz de seduzir e cativar jovens \u2013 rapazes e raparigas \u2013 para esta entrega totalizante para o Mundo Novo de maior fraternidade e amor? O Natal acontece na vida aut\u00eantica que temos e naquela que, atrav\u00e9s da doa\u00e7\u00e3o, oferecemos. Um Natal com a coragem duma esperan\u00e7a renovada dum mundo com p\u00e3o para todos.  Braga, 17.12.2004  D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. Jorge Ortiga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,172,206,267],"class_list":["post-9208","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9208"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9208\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}