{"id":91729,"date":"2018-01-15T15:03:23","date_gmt":"2018-01-15T15:03:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=91729"},"modified":"2018-01-15T15:06:38","modified_gmt":"2018-01-15T15:06:38","slug":"a-cruz-escondida-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-2\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>O drama esquecido de milh\u00f5es de refugiados na R.D. Congo<\/em><!--more--><\/p>\n<h4><strong>A conspira\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio<\/strong><\/h4>\n<p>Crise pol\u00edtica prolongada, conflitos \u00e9tnicos, mil\u00edcias armadas que semeiam o terror\u2026 A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo vive uma crise humanit\u00e1ria de propor\u00e7\u00f5es gigantescas e o mundo parece ignorar o que se passa por l\u00e1. Ningu\u00e9m est\u00e1 a salvo. Nem a Igreja escapa \u00e0 onda de viol\u00eancia\u2026<\/p>\n<p>Ataques a semin\u00e1rios e par\u00f3quias, conventos e congrega\u00e7\u00f5es. Nem a Igreja tem escapado \u00e0 onda de viol\u00eancia que tem assolado a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. De dia para dia, de a situa\u00e7\u00e3o parece agravar-se cada vez mais. Os n\u00fameros s\u00e3o tr\u00e1gicos e falam por si. Desde Agosto de 2016 o n\u00famero de deslocados no Congo mais do que triplicou. Estima-se que quase 4 milh\u00f5es de pessoas ter\u00e3o fugido de suas casas por causa da viol\u00eancia \u00e9tnica ampliada pela prolifera\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias armadas que semeiam o terror entre as popula\u00e7\u00f5es. Na origem desta situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 a crise pol\u00edtica causada pela recusa de Joseph Kabila em abandonar a presid\u00eancia, ap\u00f3s 17 anos de exerc\u00edcio do poder e depois de ter terminado o seu mandato. Nem a Igreja tem escapado a este horror. Nos \u00faltimos tempos, dezenas de par\u00f3quias foram atacadas. Cerca de centena e meia de escolas vandalizadas e mais de tr\u00eas mil e quinhentas casas arruinadas. Calcula-se que vinte aldeias foram praticamente destru\u00eddas. \u00c9 raro o dia em que n\u00e3o ocorre o sequestro e assassinato de crian\u00e7as, raptos de pessoas, roubos \u00e0 m\u00e3o armada e ataques a estruturas da Igreja. Ainda recentemente, a Irm\u00e3 Vedruna Maria-N\u00faria Sol\u00e0, que se encontra em Kinshasa, partilhava a sua perplexidade perante o desmoronar da paz neste pa\u00eds africano. \u201cA Igreja fala, escreve e age contra as injusti\u00e7as, a viol\u00eancia e a ditadura camuflada de democracia\u201d, afirma esta freira carmelita. \u201cA Igreja Cat\u00f3lica actua com valentia, continua a denunciar as injusti\u00e7as e, para ser fiel ao Evangelho, n\u00e3o pode deixar de faz\u00ea-lo. O \u00fanico objectivo \u00e9 o bem comum da popula\u00e7\u00e3o \u2013 acrescenta a Irm\u00e3 Maria-N\u00faria Sol\u00e0.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4>Desejo de paz<\/h4>\n<p>Tamb\u00e9m o Padre Apollinaire Cibaka, professor do Semin\u00e1rio Maior de Malole \u2013 que foi atacado por mil\u00edcias rebeldes em Fevereiro \u2013 vive a perplexidade de estar num pa\u00eds em profunda crise humanit\u00e1ria e de perceber que o mundo parece n\u00e3o querer escutar os pedidos de ajuda. Como se houvesse uma conspira\u00e7\u00e3o de sil\u00eancio. \u201cO mundo parece ter-se esquecido do Congo.\u201d No meio do caos, a presen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica neste pa\u00eds \u00e9 um o\u00e1sis de esperan\u00e7a. Cada sacerdote, cada irm\u00e3 \u00e9 mais do que um simples homem ou uma mulher. Os seus sorrisos s\u00e3o a certeza do sorriso de Deus, s\u00e3o a garantia da ternura de Deus. Com milh\u00f5es de deslocados, de pessoas em fuga procurando salvar as pr\u00f3prias vidas, com campos de refugiados atolados de homens, mulheres e crian\u00e7as em l\u00e1grimas, a presen\u00e7a destes sacerdotes e destas irm\u00e3s \u00e9 a garantia de que n\u00e3o est\u00e1 tudo perdido. H\u00e1 dias, o mundo assinalou o nascimento do Menino Jesus. Na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, os desejos de paz, sa\u00fade e prosperidade s\u00e3o, infelizmente, apenas palavras. Dias antes do Natal, o Padre Apollinaire confessava \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS que, apesar de tudo, \u00e9 sempre poss\u00edvel descortinar uma semente de esperan\u00e7a no meio do caos. \u201cO Congo \u00e9 um pa\u00eds empobrecido, sem meios para celebrarmos o Natal como nos outros lugares. Mais a mais, vivemos uma guerra silenciosa. Em vez de presentes e do encontro das fam\u00edlias, muitos de n\u00f3s estar\u00e3o a fugir para sobreviver. Mas vamos rezar, pedindo ao Menino Jesus a convers\u00e3o dos respons\u00e1veis pelo nosso infort\u00fanio. \u00c9 o \u00fanico presente que pedimos a Deus.\u201d J\u00e1 estamos em Janeiro, j\u00e1 estamos em 2018. Na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo continua tudo na mesma, com grupos armados \u00e0 solta e popula\u00e7\u00f5es em fuga. O Padre Apollinaire e a Irm\u00e3 Maria-N\u00faria Sol\u00e0 precisam muito das nossas ora\u00e7\u00f5es, do nosso apoio. Vamos ajud\u00e1-los?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O drama esquecido de milh\u00f5es de refugiados na R.D. Congo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":91734,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[154,206,215,267,291],"class_list":["post-91729","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas","tag-crianca","tag-familia","tag-fundacao-ais","tag-natal","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}