{"id":9163,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cristaos-devem-assumir-atitudes-responsaveis-e-construtivas-na-transformacao-da-sociedade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cristaos-devem-assumir-atitudes-responsaveis-e-construtivas-na-transformacao-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristaos-devem-assumir-atitudes-responsaveis-e-construtivas-na-transformacao-da-sociedade\/","title":{"rendered":"Crist\u00e3os devem assumir atitudes respons\u00e1veis e construtivas na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. Ant\u00f3nio Sousa Braga, Bispo de Angra <!--more--> Foi com alguma expectativa e esperan\u00e7a que a Igreja celebrou o Grande Jubileu da Encarna\u00e7\u00e3o, no Ano 2000. Certamente, ningu\u00e9m tinha ilus\u00f5es que uma data cronol\u00f3gica, apesar de sugestiva, fosse a f\u00f3rmula m\u00e1gica, para resolver os grandes problemas da humanidade. E, infelizmente, ap\u00f3s o in\u00edcio do novo mil\u00e9nio, a situa\u00e7\u00e3o mundial agravou-se. Vivemos hoje num mundo dilacerado pela trag\u00e9dia da guerra e do terrorismo, num cen\u00e1rio cada vez mais violento e brutal.  Na Uni\u00e3o Europeia, mesmo com os avan\u00e7os verificados, com o seu alargamento e a aprova\u00e7\u00e3o do Tratado Constitucional, emergem os ego\u00edsmos nacionais, criando ulteriores dificuldades em fazer vingar os ideais dos pais fundadores de uma Europa unida.  Na sociedade portuguesa, com a crise financeira e econ\u00f3mica, acentuou-se, por sua vez, a depress\u00e3o psicol\u00f3gica do povo, que acabou por ficar baralhado com a recente convuls\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds. Esta crise nacional ainda n\u00e3o se fez sentir muito fortemente na Regi\u00e3o. As elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Legislativa decorreram com normalidade. A\u00ed est\u00e1 a \u00e9poca natal\u00edcia, com o tradicional ambiente de festa. Mas paira no ar uma certa apreens\u00e3o e difunde-se o medo do futuro.  Nestas circunst\u00e2ncias, que Mensagem de Natal, que n\u00e3o seja alienante, nem fuga da realidade? Mais do que lamentar-se, importa discernir a situa\u00e7\u00e3o com objectividade e assumir atitudes respons\u00e1veis e construtivas. A vida \u00e9 mais do que permitem os mecanismos da economia de mercado. Nem tudo depende s\u00f3 dos pol\u00edticos de profiss\u00e3o, das for\u00e7as partid\u00e1rias e dos governantes. T\u00eam responsabilidades acrescidas, que n\u00e3o podem escamotear. Mas a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica n\u00e3o se esgota na pol\u00edtica. Cada cidad\u00e3o tem a sua quota-parte de responsabilidade pelo bem comum. Para n\u00f3s crentes, celebrar o Natal de Jesus compromete-nos a trabalhar para os \u00abtempos longos\u00bb da hist\u00f3ria humana, com a firme esperan\u00e7a de alcan\u00e7ar o que ainda n\u00e3o se conseguiu. N\u00e3o estamos no \u00abfim da hist\u00f3ria\u00bb, mas na plenitude dos tempos, em que Deus enviou ao mundo o Seu Filho, para rasgar para a humanidade um caminho de vida com abund\u00e2ncia.  \u00abN\u00e3o temais, pois vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que \u00e9 Cristo Senhor\u00bb (Lc 2, 10-11). Foi o an\u00fancio dos Anjos aos pastores. \u00c9 o an\u00fancio da Igreja, que, ao celebrar o Natal de Jesus, faz mem\u00f3ria de uma presen\u00e7a actual e actuante do Redentor do Homem. Para Ele convergem e n\u2019Ele se realizam as aspira\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria e da civiliza\u00e7\u00e3o (cf. GS 45).  Vivemos o calor desta proximidade, sobretudo na Eucaristia. O Ano da Eucaristia, proposto pelo Papa, n\u00e3o \u00e9 um convite a nos alhearmos dos problemas actuais da conviv\u00eancia humana em sociedade. \u00c9, antes, um apelo a ir \u00e0 fonte da regenera\u00e7\u00e3o humana.  \u00abNeste Ano da Eucaristia \u2013 recomenda o Santo Padre \u2013 haja  por parte dos crist\u00e3os o empenho de testemunhar, com mais vigor, a presen\u00e7a de Deus no mundo. N\u00e3o tenhamos medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da f\u00e9. A \u201ccultura da Eucaristia\u201d promove uma cultura do di\u00e1logo, que nela encontra for\u00e7a e alimento. \u00c9 errado considerar que a refer\u00eancia p\u00fablica \u00e0 f\u00e9 possa ofender a justa autonomia do Estado e das institui\u00e7\u00f5es civis, ou ent\u00e3o encorajar atitudes de intoler\u00e2ncia. Se historicamente n\u00e3o faltaram erros nesta mat\u00e9ria, mesmo entre os crentes \u2013 como fiz quest\u00e3o de reconhecer por ocasi\u00e3o do Jubileu \u2013 h\u00e1 que atribu\u00ed-los, n\u00e3o \u00e0s \u201cra\u00edzes crist\u00e3s\u201d, mas \u00e0 incoer\u00eancia dos crist\u00e3os face \u00e0s suas ra\u00edzes. Quem aprende a dizer \u201cobrigado\u201d, \u00e0 maneira de Cristo Crucificado, poder\u00e1 ser um m\u00e1rtir, mas nunca um algoz\u00bb (Mane Nobiscum Domine, 2004, n\u00ba 26).  Como os pastores, vamos tamb\u00e9m n\u00f3s a Bel\u00e9m, para \u00abver\u00bb o que aconteceu. E, como os pastores, \u00abmanifestemos\u00bb o que vimos e ouvimos, dando raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a (cf. 1 Ped 3, 15).  Com o Natal, Deus torna-Se o \u00abEmanuel\u00bb, Deus-Connosco, companheiro da viagem da vida &#8211; \u00abcum pane\u00bb: come o p\u00e3o juntamente connosco, \u00e0 mesma mesa. Ali\u00e1s, Ele \u00e9 o P\u00e3o: alento da caminhada.  Bom Natal a todos! Sempre e apesar de tudo. N\u00e3o s\u00e3o apenas votos. Exprimem a Promessa de Deus, que n\u00e3o engana, nem desilude. \u00abGl\u00f3ria a Deus! Paz aos homens, por Ele amados\u00bb!  <i>+ Ant\u00f3nio, Bispo de Angra<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. 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