{"id":9153,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/portugal-nega-visto-as-nacoes-unidas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"portugal-nega-visto-as-nacoes-unidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-nega-visto-as-nacoes-unidas\/","title":{"rendered":"Portugal nega <i>visto<\/i> \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas"},"content":{"rendered":"<p>OCPM condena falta de ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Fam\u00edlias, de 1990 <!--more--> O V Dia Internacional do Migrante, proclamado pela ONU em 2000, comemora-se a 18 de Dezembro. Portugal ainda n\u00e3o ratificou a Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Fam\u00edlias, de 1990 \u2013 denuncia a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es (OCPM), promotor da campanha pr\u00f3-ratifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do atropelo aos Direitos Humanos, o pa\u00eds, torna-se passivamente conivente com m\u00e1fias exploradoras e prejudica-se financeiramente: na fuga aos impostos (dos trabalhadores explorados) e na fraude fiscal (dos patr\u00f5es burl\u00f5es). A OCPM inscreve o dia como priorit\u00e1rio na agenda &#8211; pol\u00edtica, social e econ\u00f3mica portuguesa \u2013 ao prosseguir a Campanha pela ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Internacional da ONU.  \u00c9 necess\u00e1ria uma consci\u00eancia proactiva, no discernir das realidade nacional. Portugal habituou-se a ser um pa\u00eds de Emigrantes e recentemente descobriu-se de Imigrantes. A nova realidade multicultural deve despertar os Governos e a coer\u00eancia nacional para a necessidade de proteger Emigrantes e Imigrantes. Ratificar \u00e9 um passo a espelhar-se na protec\u00e7\u00e3o e direitos dos Emigrantes portugueses; ainda hoje explorados, quase sempre em pa\u00edses civilizados e de 1\u00ba mundo. A igualdade de direitos e cidadania a migrantes regulares e irregulares \u00e9 a boa-nova! Ser Homem \u00e9 quanto basta! Ser Migrante n\u00e3o \u00e9 diferente de ser Homem. Ironicamente, \u00e9 preciso criar uma Conven\u00e7\u00e3o espec\u00edfica a relembr\u00e1-lo. Emigrar \u00e9 um direito consagrado de h\u00e1 muito, refor\u00e7ado pela globaliza\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. A Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 instrumento primordial na defesa dos Direitos Humanos, independentemente do estatuto jur\u00eddico.  A novidade da Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 velha! &#8211; sublinha os direitos de cidadania j\u00e1 adquiridos, desde 10 de Dezembro de 1958. No entanto, a viola\u00e7\u00e3o sucessiva de Direitos Humanos, nos Trabalhadores Migrantes, despoletou a cria\u00e7\u00e3o deste mecanismo complementar, de Direito Internacional.  A fragilidade, desinforma\u00e7\u00e3o e desprotec\u00e7\u00e3o do Trabalhador Migrante e sua Fam\u00edlia semeia a Imigra\u00e7\u00e3o clandestina, o tr\u00e1fico de seres humanos, a explora\u00e7\u00e3o laboral, o subemprego, o proliferar de m\u00e1fias organizadas, a especula\u00e7\u00e3o do arrendamento, as expuls\u00f5es arbitr\u00e1rias e regresso volunt\u00e1rio, a viol\u00eancia, tortura e escravatura, a prostitui\u00e7\u00e3o, as vias paralelas para identidade e documentos falsos, a fuga aos seguros de trabalho, impostos e contribui\u00e7\u00f5es para a seguran\u00e7a social.  Portugal ainda n\u00e3o ratificou a Conven\u00e7\u00e3o! \u00c9 um convite \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o entre Governos, com vista a reduzir as causas da Migra\u00e7\u00e3o indocumentada, punir os traficantes de pessoas e preservar a dignidade Humana. A par, favorece a reunifica\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, o acesso \u00e0 cultura, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade. Inova no direito ao contacto e regresso, bem como a participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica e a transfer\u00eancia de fundos. Aplica-se a todo o processo migrat\u00f3rio: prepara\u00e7\u00e3o no pa\u00eds de origem, tr\u00e2nsito e estada no pa\u00eds de acolhimento. O problema n\u00e3o reside no n\u00famero de Imigrantes em Portugal, mas nas lacunas legislativas, as existentes n\u00e3o aplicadas e os instrumentos internacionais n\u00e3o adoptados. Ratificar a Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 um reafirmar do Estado de direito democr\u00e1tico. \u00c9 pugnar pela dignidade dos Migrantes, suas fam\u00edlias e do pa\u00eds de acolhimento, pois ao gozarem um direito assinam contrato com um dever! O Estado de acolhimento beneficia, no plano jur\u00eddico, econ\u00f3mico, pol\u00edtico, social e cultural; sob o olhar colectivo de um Comit\u00e9 fiscalizador, a despoletar mecanismos de press\u00e3o e vigil\u00e2ncia, sobre os infractores. Os sucessivos Governos \u201cmigrat\u00f3rios\u201d n\u00e3o se podem esquecer ou esquivar de ratificar a Conven\u00e7\u00e3o, paradigma t\u00e3o Internacional quanto os movimentos migrat\u00f3rios, transnacionais e globais, sob pena de ferir de morte os Direitos Humanos e lesar, noutros tantos milhares, os cofres do Estado. 300 milh\u00f5es de euros de lucro \u00e9 o resultado do \u00faltimo estudo da Universidade Cat\u00f3lica, a comprovar que os Imigrantes n\u00e3o d\u00e3o despesa, nem gastam a nossa seguran\u00e7a social. De olhos semi-fechados, num adormecer lento e suave, Portugal n\u00e3o pode permanecer na penumbra da viola\u00e7\u00e3o dos direitos do Migrante, a contribuir para a cis\u00e3o social e perda de respeito pelo Estado de Direito. Na luta contra a nova escravatura, que envergonha o 1\u00ba mundo, o esfumar das fronteiras n\u00e3o pode ser uma miragem do sonho e da paz. \u00c9 com  reconhecimento e apre\u00e7o pela dignidade da m\u00e3o de obra qualificada e n\u00e3o-qualificada, que um pa\u00eds progride.  A Conven\u00e7\u00e3o entrou em vigor em Julho de 2003, com o impulso conjugado de tr\u00eas organismos da ONU, da OIM e de dez ONG. A ratifica\u00e7\u00e3o por 25 Estados \u00e9 um marco na coopera\u00e7\u00e3o internacional sobre as Migra\u00e7\u00f5es e na luta pela protec\u00e7\u00e3o internacional dos Direitos Humanos, a forjar fronteiras planet\u00e1rias; no entanto, representa apenas 3% da popula\u00e7\u00e3o Migrante. Os restantes 97% sobrevivem na sombra de pa\u00edses como o Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Am\u00e9rica do Norte, Portugal e outros da Europa, considerados os mais importantes pa\u00edses de acolhimento.  <i>Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OCPM condena falta de ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Fam\u00edlias, de 1990<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[104,189,193,203,206,258,266,269],"class_list":["post-9153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-america","tag-direitos-humanos","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-migracoes","tag-nacoes-unidas","tag-ocpm"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9153\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}