{"id":91265,"date":"2018-01-11T18:07:41","date_gmt":"2018-01-11T18:07:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=91265"},"modified":"2018-01-12T16:44:46","modified_gmt":"2018-01-12T16:44:46","slug":"refugiados-portugal-balanco-positivo-nao-significa-missao-cumprida-rui-marques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-portugal-balanco-positivo-nao-significa-missao-cumprida-rui-marques\/","title":{"rendered":"Refugiados\/Portugal: \u00abBalan\u00e7o positivo n\u00e3o significa miss\u00e3o cumprida\u00bb &#8211; Rui Marques"},"content":{"rendered":"<p>Coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados real\u00e7a um trabalho que \u00e9 para refor\u00e7ar e destaca o papel relevante das institui\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n<p><!--more-->Lisboa, 11 jan 2018 (Ecclesia) \u2013 A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) em Portugal, que junta 400 institui\u00e7\u00f5es sociais e civis incluindo da Igreja Cat\u00f3lica, est\u00e1 empenhada em refor\u00e7ar a sua participa\u00e7\u00e3o no programa de ajuda aos refugiados da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, Rui Marques, coordenador da PAR, faz \u201cum balan\u00e7o positivo\u201d do trabalho iniciado em 2015, aquando do lan\u00e7amento do programa de reinstala\u00e7\u00e3o de refugiados por parte da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Aquele respons\u00e1vel salienta que \u201cPortugal e os portugueses mostraram que sabem acolher\u201d, como mostram os n\u00fameros da primeira etapa de acolhimento: cerca de 1600 refugiados apoiados, dos quais 650 atrav\u00e9s da PAR e metade destas pessoas j\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de autonomia.<\/p>\n<p>Rui Marques frisa no entanto que esta constata\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o serve nem para fechar o cap\u00edtulo de responsabilidade\u201d que o pa\u00eds deve continuar a ter \u201cnem para dizer miss\u00e3o cumprida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muito trabalho a fazer e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma desculpa para que n\u00e3o o continuemos a fazer no futuro\u201d, salienta aquele respons\u00e1vel, que vai coordenar este projeto durante mais um mandato e espera contar com o envolvimento de mais institui\u00e7\u00f5es ao servi\u00e7o desta causa.<\/p>\n<p>Entre as 400 institui\u00e7\u00f5es atualmente inclu\u00eddas naquele organismo, \u201ccom compet\u00eancias e identidades muito distintas\u201d, est\u00e3o 130 institui\u00e7\u00f5es anfitri\u00e3s que se disponibilizaram para acolher fam\u00edlias de refugiados e cuidar destas pessoas durante dois anos.<\/p>\n<p>Mas o objetivo \u201c\u00e9 desafiar novas institui\u00e7\u00f5es a fazerem esta experi\u00eancia \u00fanica de serem zona e territ\u00f3rio de hospitalidade, que saibam acolher quem precisa de um abrigo tempor\u00e1rio\u201d, real\u00e7a Rui Marques, que aproveitou para destacar o envolvimento das institui\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cElas t\u00eam tido um papel muito relevante mas temos assistido que existiriam muito mais institui\u00e7\u00f5es que poderiam cumprir este papel\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Rui Marques foi reconduzido como coordenador da PAR numa assembleia geral onde foram revelados ainda outros n\u00fameros sobre o trabalho concretizado ao longo dos \u00faltimos dois, tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Das 141 fam\u00edlias acolhidas, no \u00e2mbito do projeto \u2018PAR Fam\u00edlias\u2019, 29 por cento foram recebidas por par\u00f3quias,18 por cento por congrega\u00e7\u00f5es religiosas e 30 por cento por funda\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s 654 pessoas inseridas neste projeto, est\u00e3o em causa 297 adultos (idade m\u00e9dia de 33 anos), e 357 crian\u00e7as (m\u00e9dia de 7 anos).<\/p>\n<p>Atualmente restam \u201c41 fam\u00edlias\u201d ainda no programa em processo de autonomiza\u00e7\u00e3o, mas destas \u201cs\u00f3 oito\u201d \u00e9 que n\u00e3o t\u00eam um elemento a trabalhar.<\/p>\n<p>Um balan\u00e7o favor\u00e1vel que, de acordo com Rui Marques, se estende a outros campos de integra\u00e7\u00e3o dos refugiados<\/p>\n<p>\u201cQuando pensamos na educa\u00e7\u00e3o ou na sa\u00fade, onde por exemplo existe 100 por cento de taxa de integra\u00e7\u00e3o, quer das crian\u00e7as no sistema de ensino, quer das fam\u00edlias no sistema nacional de sa\u00fade, os resultados s\u00e3o positivos. Com isto n\u00e3o quero dizer que n\u00e3o haja uma grande margem de melhoria\u201d, admite aquele respons\u00e1vel, pensando em fam\u00edlias que \u201cpoder\u00e3o n\u00e3o ter tanta capacidade\u201d de autonomia, \u201cpor motivos de doen\u00e7a, de idade, ou de algum tipo de trauma mais pesado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMas a\u00ed vigora o mesmo princ\u00edpio que na sociedade portuguesa, em aqueles que n\u00e3o o conseguem beneficiam da solidariedade de toda a comunidade\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A maior parte chegou a Portugal proveniente da Gr\u00e9cia e tamb\u00e9m de It\u00e1lia, estando em causa sobretudo refugiados de nacionalidade s\u00edria.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia do an\u00fancio do Governo em acolher nos pr\u00f3ximos meses mais mil refugiados, no \u00e2mbito da ades\u00e3o a um novo programa de relocaliza\u00e7\u00e3o da UE, a PAR est\u00e1 empenhada em abrir o acolhimento a fam\u00edlias vindas de outros contextos, fora do espa\u00e7o europeu, e tamb\u00e9m a outras nacionalidades.<\/p>\n<p>Para isso pretende intervir ativamente nos crit\u00e9rios de elegibilidade que regem a determina\u00e7\u00e3o dos povos a apoiar, um processo que considera marcado pela \u201cexclus\u00e3o e injusti\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO processo ao n\u00edvel da Uni\u00e3o Europeia \u00e9 irracional e il\u00f3gico, porque decorre de um processo administrativo de quantas pessoas t\u00eam ou n\u00e3o t\u00eam resposta positiva ao seu pedido de asilo. Isso faz com que se tenha deixado de fora nacionalidades que t\u00eam tanto direito e merecem tanto o nosso apoio quanto os s\u00edrios\u201d, real\u00e7a Rui Marques, dando como exemplo a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados afeg\u00e3os.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos chamados muito a aten\u00e7\u00e3o para esta quest\u00e3o, porque os cidad\u00e3os afeg\u00e3os que sofrem tamb\u00e9m das consequ\u00eancias de uma guerra j\u00e1 mais longa do que a guerra da S\u00edria, que tem mais mortos do que a guerra da S\u00edria, e que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para regressarem ao seu pa\u00eds, deviam ter as mesmas condi\u00e7\u00f5es de apoio\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do programa \u2018PAR Fam\u00edlias\u2019, em territ\u00f3rio nacional, a Plataforma de Apoio aos Refugiados mobilizou-se na ajuda ao trabalho no exterior, em especial nos campos de relocaliza\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia, onde s\u00f3 em 2017 chegaram cerca de 30 mil refugiados.<\/p>\n<p>Para este trabalho espec\u00edfico, desenvolvido nos campos de Lesbos e Atenas, a PAR contou com o envolvimento de cerca de 60 volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-91265-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/RuiMarques.m4a?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/RuiMarques.m4a\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/RuiMarques.m4a<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados real\u00e7a um trabalho que \u00e9 para refor\u00e7ar e destaca o papel relevante das institui\u00e7\u00f5es da Igreja 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