{"id":91130,"date":"2018-01-11T15:59:45","date_gmt":"2018-01-11T15:59:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=91130"},"modified":"2025-03-14T15:34:11","modified_gmt":"2025-03-14T15:34:11","slug":"especial-refugiados-permitir-que-o-outro-seja-que-tenha-rosto-que-tenha-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/especial-refugiados-permitir-que-o-outro-seja-que-tenha-rosto-que-tenha-identidade\/","title":{"rendered":"Especial\/Refugiados: \u00abPermitir que o outro seja, que tenha rosto, que tenha identidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em>Dia Mundial do Migrante e Refugiado 2018 visto na perspetiva de quem apoia e de quem chegou a Portugal em busca de ajuda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Lisboa, 11 jan 2018 (Ecclesia) \u2013 Este domingo assinala-se o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, e a Ag\u00eancia ECCLESIA antecipa a iniciativa com a opini\u00e3o do diretor do Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados &#8211; Portugal, Andr\u00e9 Costa Jorge, e do refugiado iraquiano Ali Bilal.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo, em destaque na edi\u00e7\u00e3o desta semana do Programa ECCLESIA, na Antena 1, tem como pano de fundo a mensagem do Papa para o pr\u00f3ximo dia 14 de janeiro.<\/p>\n<p>Um texto que sublinha os verbos \u201cacolher, proteger, promover e integrar\u201d, palavras que para Francisco t\u00eam de estar claramente no cora\u00e7\u00e3o de todos os programas de apoio a migrantes e refugiados.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-91130-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_08jan2018.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_08jan2018.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_08jan2018.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Programa ECCLESIA 08.01.2010<\/p>\n<p>\u201cO que o Papa nos est\u00e1 a dizer \u00e9 que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o internacional, dos Estados que t\u00eam crit\u00e9rios de prote\u00e7\u00e3o de vida humana, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o proteger aqueles que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. E que devemos usar as ferramentas que temos para que estas pessoas encontrem uma oportunidade v\u00e1lida\u201d, real\u00e7a Andr\u00e9 Costa Jorge.<\/p>\n<p>O Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados (JRS \u2013 Jesuit Refugee Service, designa\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas), \u00e9 um projeto da Companhia de Jesus, e tem como miss\u00e3o \u201cacompanhar, eervir e defender\u201d pessoas e fam\u00edlias refugiadas, deslocadas ou emigradas da sua terra natal.<\/p>\n<p>Aquele organismo est\u00e1 presente em cerca de 50 pa\u00edses em todo o mundo, 14 dos quais na Europa, com particular destaque para zonas fortemente atingidas pelo fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es em massa, como Malta, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia, ou pa\u00edses com grande tradi\u00e7\u00e3o de acolhimento, como Portugal.<\/p>\n<p>No contexto do nosso pa\u00eds, o JRS est\u00e1 tamb\u00e9m inserido na Plataforma de Apoio aos Refugiados, que re\u00fane dezenas de institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, entre as quais da Igreja Cat\u00f3lica, na ajuda a quem teve de abandonar o seu pa\u00eds em busca de maior seguran\u00e7a e de uma vida melhor.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, no \u00e2mbito da PAR, Portugal j\u00e1 acolheu cerca de 1500 refugiados, na sua maioria provenientes de pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente, como o Iraque e a S\u00edria.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Costa Jorge recorda que a esmagadora maioria destas pessoas esteve perante situa\u00e7\u00f5es de \u201crisco de vida\u201d, devido a contextos de guerra, de persegui\u00e7\u00e3o \u00e9tnica ou religiosa nos seus pa\u00edses, colocados muitas vezes em marcha pelos \u201cpr\u00f3prios Estados\u201d que as deveriam defender.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-91130-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_09jan2018-1.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_09jan2018-1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_09jan2018-1.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Programa ECCLESIA 09.01.2018<\/p>\n<p>Homens, mulheres e crian\u00e7as, fam\u00edlias que de um momento para o outro se viram sem \u201cos m\u00ednimos\u201d para sobreviver e que chegam \u201ccheias de expetativa\u201d de encontrar uma outra realidade, para melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAcolher \u00e9 colocar a bandeira da hospitalidade, que \u00e9 um valor que n\u00f3s todos procuramos, a bandeira onde a JRS tamb\u00e9m se enquadra\u201d, diz Andr\u00e9 Costa Jorge, que tem a certeza de que quanto mais empenho existir nesta mat\u00e9ria mais o resultado ser\u00e1 \u201ccompensador no futuro\u201d.<\/p>\n<p>Sinal disso mesmo \u00e9 o caso do refugiado Ali Bilal, um iraquiano de 46 anos, h\u00e1 6 em Portugal.<\/p>\n<p>Licenciado em Economia, contabilista de profiss\u00e3o, ele teve de abandonar a sua casa e tudo o que conhecia devido ao conflito no Iraque, e rumar primeiro \u00e0 Turquia, onde ficou \u201ctr\u00eas meses\u201d, e depois mais para Leste, para a R\u00fassia e finalmente a Ucr\u00e2nia, onde ficou sete anos, entre 2004 e 2011.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ali_bilal2018.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Na Turquia, Ali n\u00e3o se sentiu acolhido, e por isso decidiu deixar o pa\u00eds, em busca de um espa\u00e7o onde os \u201cdireitos humanos\u201d n\u00e3o fossem s\u00f3 um slogan bonito que se ouve, mas uma realidade concreta.<\/p>\n<p>Haveria de chegar a Portugal em 2011, atrav\u00e9s da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (ACNUR).<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u201cOs primeiros meses foram um pouco complicados por causa da comunica\u00e7\u00e3o e da barreira da l\u00edngua\u201d, admite Ali Bilal, que no entanto destaca um pa\u00eds \u201cacolhedor, bonito e simp\u00e1tico\u201d, que sente estar \u201cno caminho certo para ajudar e apoiar os refugiados\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortugal \u00e9 um pa\u00eds seguro, e de direitos. Os refugiados procuram por uma vida melhor, melhorar a sua vida. E eu sinto que aqui vivo no meu pa\u00eds, \u00e9 isso mesmo\u201d, real\u00e7a o refugiado iraquiano.<\/p>\n<p>\u201cO ideal da prote\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o sentir a necessidade de ser protegido. Em Portugal isso vive-se com naturalidade, e isso \u00e9 um sinal muito positivo\u201d, admite Andr\u00e9 Costa Jorge.<\/p>\n<p>Mas, acrescenta, \u201c\u00e9 importante que se perceba que a seguir a garantir a prote\u00e7\u00e3o, a dimens\u00e3o do acolhimento e da hospitalidade, o cuidado com a promo\u00e7\u00e3o da vida e dos direitos, a integra\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo cont\u00ednuo\u201d, que implica esfor\u00e7os de parte a parte.<\/p>\n<p>\u201cAo acolhermos o outro, somos tamb\u00e9m n\u00f3s que nos transformamos. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o outro que tem de se adaptar a n\u00f3s, somos n\u00f3s que nos temos de adaptar ao outro, a integra\u00e7\u00e3o, a interculturalidade, \u00e9 para todos\u201d, refor\u00e7a aquele respons\u00e1vel, que destaca \u201co desafio que o Papa deixa aos decisores pol\u00edticos\u201d.<\/p>\n<p>Para que nos seus programas \u201capostem no di\u00e1logo intercultural, no encontro entre as pessoas, e na cria\u00e7\u00e3o de oportunidades para todos\u201d.<\/p>\n<p>Depois de receber o estatuto de refugiado em Portugal, com o com t\u00edtulo de resid\u00eancia por cinco anos, Ali Bilal aprendeu a l\u00edngua portuguesa, fez v\u00e1rios cursos, de atendimento e forma\u00e7\u00e3o profissional, entre os quais de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-91130-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_10jan2018.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_10jan2018.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ecclesia_10jan2018.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Programa ECCLESIA 10.01.2018<\/p>\n<p>A sua experi\u00eancia pessoal, bem como o facto de falar sete l\u00ednguas &#8211; ingl\u00eas, portugu\u00eas, russo, ar\u00e1bico, curdo, farsi e dari \u2013 deram-lhe a possibilidade de trabalhar no Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados em Portugal.<\/p>\n<p>O diretor do JRS, Andr\u00e9 Costa Jorge, retoma um outro ideal refor\u00e7ado pelo Papa Francisco, na sua <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/vaticano\/dia-mundial-da-paz-2018-comeca-com-atencao-a-milhoes-de-migrantes-e-refugiados\/\">mensagem<\/a> para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, de que \u201cn\u00e3o basta olhar para o outro como algu\u00e9m necessitado dos m\u00ednimos\u201d, ou olhar para as pessoas \u201cpela metade\u201d.<\/p>\n<p>Importa trabalhar numa verdadeira promo\u00e7\u00e3o humana, \u201cpermitir que as pessoas sejam o que s\u00e3o, conhecer aquilo que elas s\u00e3o na sua integralidade, na sua totalidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFazer com que a pessoa seja capaz de se manifestar com aquilo que \u00e9 e com a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, para dar aquilo que tem e o que \u00e9, para dar de si, expressar as suas compet\u00eancias\u201d, salienta aquele respons\u00e1vel, recordando que muitos dos refugiados que chegam t\u00eam os seus estudos, as suas forma\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o podem ter apenas no horizonte \u201ctrabalhos muitas vezes n\u00e3o qualificados\u201d.<\/p>\n<p>No caso do Ali, \u201cele trazia a sua hist\u00f3ria, as suas carater\u00edsticas, capacidades e compet\u00eancias, e aquilo que fizemos foi dar-lhe uma oportunidade, um enquadramento sobre o que \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o e o que fazemos. Permitir que ele se possa expressar, encontrar o seu espa\u00e7o\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Costa Jorge, \u00e9 tamb\u00e9m este reconhecimento, \u201cmais t\u00e9cnico\u201d, que deve marcar o esfor\u00e7o feito em prol dos refugiados, para que o trabalho n\u00e3o fique confinado apenas a uma dimens\u00e3o \u201cassistencialista\u201d.<\/p>\n<p>Para isso \u00e9 preciso envolver cada vez mais \u201cas entidades oficiais, ordens profissionais, universidades\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o bloqueemos a integra\u00e7\u00e3o destas pessoas por causa de constrangimentos burocr\u00e1ticos, temos de encontrar formas inteligentes e criativas para que estas pessoas possam rapidamente integrar-se na sociedade\u201d, frisou Andr\u00e9 Costa Jorge.<\/p>\n<p>Ali Bilal tem colaborado por exemplo no acolhimento aos cidad\u00e3os curdos que chegam a Portugal, tamb\u00e9m na tradu\u00e7\u00e3o e no contacto com institui\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses de origem e de passagem dos refugiados.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho de que muito gosto, ajudar outros colegas refugiados. Tamb\u00e9m estes vieram c\u00e1 para Portugal em busca de uma vida melhor, e este g\u00e9nero de institui\u00e7\u00f5es d\u00e3o mais seguran\u00e7a e conforto para eles\u201d, acrescenta o refugiado iraquiano, que frisa a import\u00e2ncia do respeito que \u00e9 preciso ter tamb\u00e9m pela \u201ctradi\u00e7\u00e3o, pela cultura\u201d de quem chega.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante dar oportunidade para eles mostrarem aquilo que podem fazer\u201d, observou.<\/p>\n<p>Sobre esta quest\u00e3o, Andr\u00e9 Costa Jorge conta um epis\u00f3dio que viveu e que serve como exemplo para o muito que os refugiados poder\u00e3o dar, se a sociedade de acolhimento assim o permitir.<br \/>\n\u201cRecentemente fizemos um encontro numa escola, em que uma das nossas refugiadas que tem os seus filhos na escola fez comida da sua terra.<br \/>\nA diretora da escola abriu a cozinha para que a m\u00e3e pudesse fazer a comida, e foi uma festa muito grande, os professores puderam provar a comida, que no caso era da S\u00edria\u201d, recordou.<\/p>\n<p>\u201cIsto s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a professora promoveu esse momento, e promover \u00e9 isto, \u00e9 dar lugar ao outro, \u00e9 dizer: avan\u00e7a, mostra o que sabes fazer. Eu estive l\u00e1 e gostei imenso, foi uma festa, permitir que o outro seja, que o outro tenha rosto, que tenha identidade\u201d, sustentou Andr\u00e9 Costa Jorge.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/25791106_1930884973595353_8083019335779212365_o.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Aproveitando a quest\u00e3o da comida, ficou a pergunta: como \u00e9 que Ali se tem dado com a gastronomia portuguesa?<\/p>\n<p>De acordo com o refugiado iraquiano, a experi\u00eancia tem sido \u201cum pouco diferente\u201d do que estava habituado, at\u00e9 porque no M\u00e9dio Oriente a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 muito \u00e0 base da \u201ccarne frita e grelhada\u201d.\u00a0No entanto, o balan\u00e7o \u00e9 positivo e com direito a b\u00f3nus, pelos pratos que n\u00e3o conhecia e que aprendeu a apreciar.\u00a0\u201cNa comida portuguesa, o bacalhau \u00e9 uma coisa nova, j\u00e1 experimentei e gostei\u201d, atesta Ali.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-91130-4\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/radio_11jan2018_ali.mp3?_=4\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/radio_11jan2018_ali.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/radio_11jan2018_ali.mp3<\/a><\/audio>\n<p>O tema \u2018religi\u00e3o\u2019, sobretudo atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o violenta de v\u00e1rios grupos armados e terroristas, de raiz fundamentalista, como o Estado Isl\u00e2mico (em pa\u00edses como o Iraque e a S\u00edria), ou o Boko Haram (na Nig\u00e9ria), tem estado na base de muitas das desloca\u00e7\u00f5es de refugiados para a Europa.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitas zonas do mundo onde a liberdade religiosa n\u00e3o est\u00e1 garantida, onde o clima social e pol\u00edtico \u00e9 muitas vezes sect\u00e1rio e a viol\u00eancia religiosa est\u00e1 presente todos os dias, e \u00e9 dif\u00edcil exercer a op\u00e7\u00e3o religiosa de forma livre e aberta\u201d, frisa Andr\u00e9 Costa Jorge.<\/p>\n<p>Uma realidade \u201cpreocupante\u201d e que muitas vezes, aponta o diretor da JRS \u2013 Portugal, tem \u201ccausas mais profundas que nada t\u00eam a ver com quest\u00f5es religiosas, mas com outro tipo de interesses, mais ligados ao poder e ao acesso \u00e0 riqueza\u201d.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo com Andr\u00e9 Costa Jorge e Ali Bilal, um refugiado iraquiano h\u00e1 6 anos em Portugal, est\u00e1 em destaque na emiss\u00e3o desta semana do Programa ECCLESIA na Antena 1, dedicado ao Dia Mundial do Migrante e Refugiado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da emiss\u00e3o di\u00e1ria na r\u00e1dio p\u00fablica, a partir das 22h45, o Programa ECCLESIA est\u00e1 tamb\u00e9m dispon\u00edvel em podcast na p\u00e1gina <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">online<\/a> da Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p><em>SN\/JCP\/OC<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_57253\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uj20JUhDIbg?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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