{"id":9100,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/afinal-esta-proximo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"afinal-esta-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/afinal-esta-proximo\/","title":{"rendered":"Afinal, est\u00e1 pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"<p>E podemos, com estas trivialidades rasteirinhas, perder a dimens\u00e3o do horizonte que est\u00e1 \u00e0 nossa frente e da altura que se fixa n\u00e3o se sabe em que nuvem. N\u00e3o \u00e9 novo. Nem \u00e9 por culpa da pol\u00edtica ou da comunica\u00e7\u00e3o social. Nem importa primordialmente falar de culpa. Ou se ela finalmente casa ou fica tranquilamente solteira. \u00c9 assim. E n\u00e3o \u00e9 de agora. Esta composi\u00e7\u00e3o maravilhosa que somos, tem limites, uns mais not\u00f3rios que outros. E, como \u00e9 sabido, apesar de a sociedade se dizer mais desinibida e at\u00e9 apregoar-se sem tabus \u2013 palavra t\u00e3o rec\u00f4ndita que nem a si mesma se revela &#8211; continua a fazer altas estrid\u00eancias que outrora se contavam nos esconsos do povoado. Um pequeno alvoro\u00e7o que outrora passava pela Caf\u00e9 ou pelo cabeleireiro, hoje sobe \u00e0s torres dos jornais e de tudo quanto \u00e9 informa\u00e7\u00e3o de sons e imagens. Porque, mesmo com a aparente desinibi\u00e7\u00e3o dos tempos novos, uma fresta de janela d\u00e1 pano para mangas e para folhetins intermin\u00e1veis que se exp\u00f5em nas bancas multicores que vendem not\u00edcias com colec\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas de filmes, DVD e inutilidades associadas. Estamos a chegar ao ponto: quando damos por n\u00f3s o dia passou e o povo andou aturdido com acontecimentos encenados ao pequeno-almo\u00e7o, almo\u00e7o e jantar, e com novelas e quejandas ao ser\u00e3o. E o calend\u00e1rio vai, como as \u00e1rvores de Outono, perdendo folhas sem grande promessa de copas frondosas ou frutos apetec\u00edveis. Aparentemente nenhum mal vem, com isso, ao mundo. Apenas a distrac\u00e7\u00e3o ocupou lugares indevi-dos, o essencial ficou por dizer, boiando \u00e0 superf\u00edcie dum rio que nem nota que est\u00e1 a correr numa \u00e1gua que n\u00e3o regressa. A sociedade do divertimento desnorteado, na sequ\u00eancia do trabalho de pura rotina tecnol\u00f3gica, pode conduzir a uma cadeia tresloucada de despistes, onde o caminho essencial nunca seja encontrado. O Natal pode escorrer por essas rugas da vida, sem significado nem grandeza. Sem raz\u00f5es formuladas ou campanhas contra Deus ou contra os homens. Apenas porque \u201catr\u00e1s do tempo, tempo vem\u201d e os pequenos nadas deixam de contribuir para a lista preciosa de raz\u00f5es pelas quais vale a pena viver. O Natal \u2013 \u00e9 bom diz\u00ea-lo &#8211; por mais pag\u00e3o que se apresente, n\u00e3o anda longe da celebra\u00e7\u00e3o de Jesus, ao enaltecer a solidariedade, a ternura, a fam\u00edlia, o encontro, ainda que de consoada fugaz. N\u00e3o anda longe. Mas \u00e9 preciso que se fa\u00e7a ver e ouvir, e melhor se explique. Se n\u00e3o, escapa-se como mais uma efem\u00e9ride que n\u00e3o nos autoriza a levantar a cabe\u00e7a para vislumbrar que afinal o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E podemos, com estas trivialidades rasteirinhas, perder a dimens\u00e3o do horizonte que est\u00e1 \u00e0 nossa frente e da altura que se fixa n\u00e3o se sabe em que nuvem. N\u00e3o \u00e9 novo. Nem \u00e9 por culpa da pol\u00edtica ou da comunica\u00e7\u00e3o social. Nem importa primordialmente falar de culpa. Ou se ela finalmente casa ou fica tranquilamente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[206,267,314],"class_list":["post-9100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-familia","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9100\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}