{"id":9078,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/um-futuro-de-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"um-futuro-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-futuro-de-paz\/","title":{"rendered":"Um futuro de paz"},"content":{"rendered":"<p>Carta do Irm\u00e3o Roger, fundador da comunidade de Taiz\u00e9, dirigida aos participantes do Encontro de Lisboa, que reunir\u00e1 milhares de jovens de toda a Europa, entre 28 de Dezembro de 2004 e 1 de Janeiro de 2005 <!--more--> <i>Carta do Irm\u00e3o Roger, fundador da comunidade de Taiz\u00e9, dirigida aos participantes do Encontro de Lisboa, que reunir\u00e1 milhares de jovens de toda a Europa, entre 28 de Dezembro de 2004 e 1 de Janeiro de 2005<\/i>  \u00abDeus tem para v\u00f3s des\u00edgnios de paz e n\u00e3o de calamidade; Deus quer dar-vos um futuro e uma esperan\u00e7a.\u00bb (1) In\u00fameros s\u00e3o aqueles que aspiram hoje a um futuro de paz, a uma humanidade livre das sombras da viol\u00eancia. Se h\u00e1 quem, tomado pela inquieta\u00e7\u00e3o face a um tempo incerto, se quede ainda imobilizado, h\u00e1 tamb\u00e9m, por todo o mundo, jovens cheios de vigor e de criatividade. Esses jovens n\u00e3o se deixam arrastar por uma espiral de melancolia. Sabem que Deus n\u00e3o nos criou para sermos passivos e que a vida n\u00e3o est\u00e1 submetida aos acasos da fatalidade. Est\u00e3o conscientes disto: o que pode paralisar o ser humano \u00e9 o cepticismo ou o des\u00e2nimo. Por isso, procuram, com toda a sua alma, preparar um futuro de paz e n\u00e3o de infelicidade. Mais at\u00e9 do que sup\u00f5em, eles conseguem j\u00e1 fazer de suas vidas uma luz que ilumina tudo \u00e0 sua volta. Alguns deles levam a paz e a confian\u00e7a aonde existem perturba\u00e7\u00f5es e antagonismos. Perseveram mesmo quando as contrariedades e as prova\u00e7\u00f5es pesam sobre os seus ombros. (2)   Em Taiz\u00e9, em certas noites de Ver\u00e3o, sob um c\u00e9u repleto de estrelas, ouvimos os jovens das nossas janelas abertas. Surpreende-nos serem t\u00e3o numerosos. V\u00eam para procurar e para rezar. E pensamos: as suas aspira\u00e7\u00f5es \u00e0 paz e \u00e0 confian\u00e7a s\u00e3o como estas estrelas, pequenas luzes a iluminar a noite.  Vivemos num per\u00edodo em que muitos se interrogam: o que \u00e9 a f\u00e9? A f\u00e9 \u00e9 uma confian\u00e7a muito simples em Deus, um indispens\u00e1vel impulso de confian\u00e7a, permanentemente retomado ao longo da vida. Em cada um de n\u00f3s, pode haver d\u00favidas. Elas n\u00e3o t\u00eam nada de inquietante. Queremos sobretudo ouvir Cristo murmurar nos nossos cora\u00e7\u00f5es: \u00abTens hesita\u00e7\u00f5es? N\u00e3o te inquietes, pois o Esp\u00edrito Santo permanece em ti.\u00bb (3) H\u00e1 quem tenha feito esta descoberta surpreendente: o amor de Deus pode tamb\u00e9m desabrochar num cora\u00e7\u00e3o marcado pela d\u00favida. (4)  Uma das primeiras palavras de Cristo no Evangelho \u00e9: \u00abBem aventurados os pobres em esp\u00edrito!\u00bb (5) Sim, feliz daquele que avan\u00e7a para a simplicidade, a do cora\u00e7\u00e3o e a de uma vida. Um cora\u00e7\u00e3o simples esfor\u00e7a-se por viver o momento presente, acolhendo cada dia como um hoje de Deus. N\u00e3o transparece o esp\u00edrito de simplicidade na felicidade serena e tamb\u00e9m na alegria? Um cora\u00e7\u00e3o simples n\u00e3o tem a pretens\u00e3o de compreender sozinho tudo o que diz respeito \u00e0 f\u00e9. Mas pensa: aquilo que n\u00e3o entendo bem, outros o compreendem melhor e esses ajudam-me a prosseguir caminho. (6) Simplificar a vida permite partilhar com os mais carenciados, de forma a aliviar a dor, onde quer que exista doen\u00e7a, pobreza, fome\u2026 (7)  A nossa ora\u00e7\u00e3o pessoal procurar\u00e1 ser simples tamb\u00e9m. Julgamos que para rezar s\u00e3o necess\u00e1rias muitas palavras? (8) N\u00e3o. Na verdade, bastam poucas palavras, por vezes desajeitadas, para entregar tudo a Deus, tanto os nossos medos como as nossas esperan\u00e7as. Abandonando-nos ao Esp\u00edrito Santo, encontramos o caminho que da inquieta\u00e7\u00e3o conduz \u00e0 confian\u00e7a. (9) E dizemos-lhe: <i>\u00abEsp\u00edrito Santo, ajuda-nos a voltarmo-nos para ti a todo o momento. Esquecemo-nos tantas vezes que tu habitas em n\u00f3s, que rezas em n\u00f3s, que amas em n\u00f3s. A tua presen\u00e7a em n\u00f3s \u00e9 confian\u00e7a e perd\u00e3o sempre oferecido.\u00bb<\/i> Sim, o Esp\u00edrito Santo acende em n\u00f3s uma luz. Mesmo que pare\u00e7a fraca, ela desperta nos nossos cora\u00e7\u00f5es o desejo de Deus. E o simples desejo de Deus j\u00e1 \u00e9 ora\u00e7\u00e3o. A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos afasta das preocupa\u00e7\u00f5es do mundo. Pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 nada de mais respons\u00e1vel que a ora\u00e7\u00e3o: quanto mais vivermos de uma ora\u00e7\u00e3o muito simples e humilde, mais somos levados a amar e a expressar o amor atrav\u00e9s da nossa vida.  Onde encontrar a simplicidade indispens\u00e1vel para viver o Evangelho? Uma palavra de Cristo esclarece-nos. Um dia, disse aos seus disc\u00edpulos: \u00abDeixai as crian\u00e7as vir ter comigo, pois delas \u00e9 o Reino do C\u00e9u.\u00bb (10) Quem poder\u00e1 traduzir adequada mente o que algumas crian\u00e7as conseguem transmitir atrav\u00e9s da sua confian\u00e7a? (11) Gostar\u00edamos ent\u00e3o de pedir a Deus: \u00abDeus que nos amas, faz-nos humildes, d\u00e1-nos uma grande simplicidade na nossa ora\u00e7\u00e3o, nas rela\u00e7\u00f5es humanas, no acolhimento do outro\u2026\u00bb  Jesus Cristo veio \u00e0 terra n\u00e3o para condenar, mas para abrir aos homens caminhos de comunh\u00e3o. H\u00e1 dois mil anos Cristo permanece presente atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, (12) e a sua presen\u00e7a misteriosa torna-se concreta numa comunh\u00e3o vis\u00edvel (13): ela re\u00fane mulheres, homens, jovens, chama dos a avan\u00e7ar juntos sem se separarem uns dos outros. (14) \u00c9 verdade que ao longo da hist\u00f3ria, os crist\u00e3os conheceram m\u00faltiplos abalos: surgiram separa\u00e7\u00f5es entre os que, afinal, se referiam ao mesmo Deus de amor. Restabelecer a comunh\u00e3o \u00e9 hoje urgente, n\u00e3o se pode adiar permanentemente at\u00e9 ao fim dos tempos. (15) Ser\u00e1 que fazemos tudo para que os crist\u00e3os despertem para o esp\u00edrito de comunh\u00e3o? (16) H\u00e1 crist\u00e3os que, sem mais demoras, vivem j\u00e1 em comunh\u00e3o uns com os outros onde quer que estejam, muito humildemente, de forma muito simples. (17) Atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria vida, desejam tornar Cristo presente a muitos outros. Sabem que a Igreja n\u00e3o existe para ela pr\u00f3pria, mas para o mundo, para depositar nele um fermento de paz. \u00abComunh\u00e3o\u00bb \u00e9 um dos mais belos nomes que a Igreja tem: nela, n\u00e3o pode haver severidades rec\u00edprocas, mas s\u00f3 transpar\u00eancia, bondade do cora\u00e7\u00e3o, compaix\u00e3o\u2026 e assim se conseguem abrir as portas da santidade.  No Evangelho, podemos descobrir esta realidade surpreendente: Deus n\u00e3o provoca nem medo nem inquieta\u00e7\u00e3o, Deus s\u00f3 pode amar-nos. Pela presen\u00e7a do seu Esp\u00edrito Santo, Deus vem transfigurar os nossos cora\u00e7\u00f5es. E atrav\u00e9s de uma ora\u00e7\u00e3o muito simples, podemos pressentir que nunca estamos s\u00f3s: o Esp\u00edrito Santo \u00e9 em n\u00f3s o amparo de uma comunh\u00e3o com Deus, n\u00e3o apenas por um instante, mas at\u00e9 \u00e0 vida que n\u00e3o tem fim.  <i>Notas<\/i> 1 Estas palavras foram escritas seiscentos anos antes de Cristo: ver Jeremias 29,11 e 31,17.  2 Neste ano em que dez novos pa\u00edses se juntaram \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, muitos jovens europeus est\u00e3o conscientes de que vivem num continente que, tendo sofrido por muito tempo divis\u00f5es e conflitos, procura a sua unidade e avan\u00e7a no caminho da paz. Ainda h\u00e1, certa mente, tens\u00f5es, injusti\u00e7as, por vezes viol\u00eancias, que suscitam d\u00favidas. \u00c9 preciso n\u00e3o parar no caminho: a procura da paz est\u00e1 na pr\u00f3pria origem da constru\u00e7\u00e3o da Europa. Mas esta n\u00e3o nos interessaria se tivesse como \u00fanica finalidade criar um continente mais forte, mais rico, e se a Europa cedesse \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de se fechar dentro das suas fronteiras.  A Europa torna-se plenamente ela pr\u00f3pria quando se abre aos outros continentes, solid\u00e1ria com as na\u00e7\u00f5es pobres. A sua constru\u00e7\u00e3o encontra sentido como pata mar ao servi\u00e7o da paz de toda a fam\u00edlia humana.  Eis a raz\u00e3o pela qual, se o nosso encontro de fim de ano se chama \u00abEncontro Europeu\u00bb, gostamos ainda mais de o considerar como uma \u00abperegrina\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a atrav\u00e9s da terra\u00bb.  3 Ver Jo\u00e3o 14,16-18 e 27. Deus existe independentemente da nossa f\u00e9 ou das nossas d\u00favidas. Deus n\u00e3o se afasta por causa das nossas d\u00favidas.  4 Dosto\u00efevski escreveu um dia nos seus Cadernos de Notas: \u00abSou um filho da d\u00favida e da descren\u00e7a. Que terr\u00edvel sofrimento me causou e ainda me causa esta sede de acreditar, que \u00e9 tanto mais forte na minha alma quanto mais existem em mim argumentos contr\u00e1rios\u2026 Foi atrav\u00e9s da fornalha da d\u00favida que passou o meu \u2018hossana\u2019.\u00bb E, contudo, Dosto\u00efevski podia continuar: \u00abn\u00e3o h\u00e1 nada de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito que Cristo; e n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 nada como n\u00e3o pode haver.\u00bb Quando este homem de Deus deixa pressentir que o incr\u00e9dulo coexiste nele com o crente, o seu amor apaixonado por Cristo n\u00e3o fica por isso diminu\u00eddo.  5 Mateus 5, 3.  6 Mesmo se a nossa confian\u00e7a continua fr\u00e1gil, n\u00e3o nos apoiamos apenas na nossa pr\u00f3pria f\u00e9, mas na confian\u00e7a de todos aqueles que nos precederam e dos que nos rodeiam.  7 O Programa alimentar mundial da ONU publicou recentemente um mapa da fome no mundo. Apesar dos progressos conseguidos nestes \u00faltimos anos, 840 milh\u00f5es de pessoas passam fome, das quais 180 milh\u00f5es s\u00e3o crian\u00e7as com menos de cinco anos.  8 Ver Mateus 6,7-8.  9 Este caminho de abandono a Deus pode ser apoiado por c\u00e2nticos simples, retomados repetidamente, como este: \u00abS\u00f3 em Deus descansa em paz a minha alma.\u00bb Quando trabalhamos, quando descansamos, estes c\u00e2nticos permanecem dentro do cora\u00e7\u00e3o.  10 Mateus 19,14.  11 Um rapaz de nove anos, que durante uma semana vinha rezar perto de n\u00f3s, disse-me um dia: \u00abO meu pai deixou-nos. Nunca o vejo, mas continuo a am\u00e1-lo e \u00e0 noite rezo por ele.\u00bb  12 Ver 1 Pedro 3,18; Roma nos 1,4 e 1 Tim\u00f3teo 3,16.  13 Esta comunh\u00e3o tem o nome de Igreja. No cora\u00e7\u00e3o de Deus, a Igreja \u00e9 una, n\u00e3o pode estar dividida.  14 Quanto mais nos aproximamos do Evangelho, mais nos aproximamos uns dos outros. E caem as separa\u00e7\u00f5es que tanto magoaram.  15 Cristo pede que nos reconciliemos sem tardar. N\u00e3o podemos esquecer a sua palavra no Evangelho de S. Mateus: \u00abSe fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irm\u00e3o tem alguma coisa contra ti, vai prime iro reconciliar-te\u00bb (5,23). \u00abVai prime iro\u00bb e n\u00e3o: \u00abDeixa isso para mais tarde\u00bb.  16 Em Damasco, nesse M\u00e9dio Oriente que tanto sofre, reside o Patriarca Ortodoxo grego de Antioquia, In\u00e1cio IV. Ele exprime-se com palavras impressionantes: \u00abO movi mento ecum\u00e9nico est\u00e1 a regredir. O que resta do acontecimento prof\u00e9tico do in\u00edcio e que personalidades como o Papa Jo\u00e3o XXIII e o Patriarca Aten\u00e1goras, entre outros, incarnaram?  As nossas divis\u00f5es tornam Cristo irreconhec\u00edvel, s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 sua vontade de que sejamos um, \u2018a fim de que o mundo acredite\u2019. Precisamos urgentemente de iniciativas prof\u00e9ticas para fazer sair o ecumenismo dos meandros nos quais receio que se esteja a atolar. Precisamos urgentemente de profetas e de santos, a fim de ajudar as nossas Igrejas a converter-se atrav\u00e9s do perd\u00e3o rec\u00edproco.\u00bb  17 Aquando da sua visita a Taiz\u00e9 a 5 de Outubro de 1986, o Papa Jo\u00e3o Paulo II sugeriu uma via de comunh\u00e3o dizendo \u00e0 nossa comunidade: \u00abAo quererem ser v\u00f3s mesmos uma \u2018par\u00e1bola da comunidade\u2019, ajudareis n\u00e3o s\u00f3 todos aqueles que encontrais a serem fieis \u00e0 sua perten\u00e7a eclesial, que \u00e9 o fruto da sua educa\u00e7\u00e3o e da sua escolha de consci\u00eancia, mas tamb\u00e9m a penetrar cada vez mais profundamente no mist\u00e9rio de comunh\u00e3o que \u00e9 a Igreja nos des\u00edgnios de Deus.\u00bb<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta do Irm\u00e3o Roger, fundador da comunidade de Taiz\u00e9, dirigida aos participantes do Encontro de Lisboa, que reunir\u00e1 milhares de jovens de toda a Europa, entre 28 de Dezembro de 2004 e 1 de Janeiro de 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