{"id":906,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-chegada-da-nova-concordata\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-chegada-da-nova-concordata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-chegada-da-nova-concordata\/","title":{"rendered":"A chegada da nova Concordata"},"content":{"rendered":"<p>Encontra-se, como \u00e9 sabido, conclu\u00eddo o novo texto do acordo entre o Estado Portugu\u00eas e a Santa S\u00e9, conhecido como Concordata. Salvaguardados os adquiridos e em coordena\u00e7\u00e3o com a Lei da Liberdade Religiosa, o novo texto, segundo se cr\u00ea, dever\u00e1 ser brevemente assinado, constituindo um precioso instrumento de entendimento entre a Igreja e o Estado e um \u201cestatuto jur\u00eddico est\u00e1vel de Liberdade religiosa baseado numa correcta legisla\u00e7\u00e3o nacional, internacional e (espera-se) europeia, que respeite por igual o modo de ser de maiorias e minorias.\u201d Brilhante e rigoroso \u00e9 o trabalho exaustivo do Professor Sousa Franco publicado no \u00faltimo n\u00famero da Communio, Revista Internacional Cat\u00f3lica. Um trabalho oportuno que situa historicamente e enquadra na modernidade um instrumento jur\u00eddico indispens\u00e1vel num Estado laico como \u00e9 o nosso. Para muitos, Concordata ainda se define como uma esp\u00e9cie de neg\u00f3cio secreto de poderes pol\u00edtico e religioso para defesa m\u00fatua de privil\u00e9gios ou at\u00e9 instrumento de promiscuidade para concess\u00f5es m\u00fatuas de benesses arbitr\u00e1rias. Uma Concordata \u00e9 uma pe\u00e7a de demarca\u00e7\u00e3o de terrenos, fun\u00e7\u00f5es, meios e liberdade. Sousa Franco afirma claramente que \u201cmesmo para quem (no seu caso) prefere ver na Igreja o ser e n\u00e3o o ter, o servi\u00e7o e n\u00e3o o poder, o dom n\u00e3o a negocia\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia necess\u00e1ria de normas e institui\u00e7\u00f5es torna poss\u00edvel a emerg\u00eancia f\u00e1cil de conflitos ou inefici\u00eancias no ajustamento entre o ordenamento do Estado e o direito da Igreja. Para aplicar bem a mesma regra h\u00e1 que afinar, por vezes, os pormenores, de forma igual para o que \u00e9 igual e diferente para o diferente. \u00c9 isso a igualdade.\u201d  A hist\u00f3ria antiga &#8211; as \u201cconc\u00f3rdias\u201d ou \u201cconcor-datas\u201d v\u00eam da I Dinastia &#8211; recente e actual, tem-nos ensinado que as boas inten\u00e7\u00f5es, promessas ou amea\u00e7as em momentos de exalta\u00e7\u00e3o ou depress\u00e3o, pouco resistem ao quotidiano no campo da f\u00e9, da cultura, dos meios para concretizar uma e outra, e dos imensos conflitos que as ideologias e poderes sempre desencadeiam, tanto por parte da religi\u00e3o sobre o Estado como do Cesaropapismo. Cremos, pois, e na sequ\u00eancia dos discretos estudos e debates havidos entre representantes do Estado Portugu\u00eas e da Igreja, que Portugal se vai entender melhor consigo mesmo ap\u00f3s este novo instrumento jur\u00eddico. Para n\u00e3o acontecer, como disse Casaroli, de se ter de viver no permanente \u201cmart\u00edrio da paci\u00eancia\u201d. Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontra-se, como \u00e9 sabido, conclu\u00eddo o novo texto do acordo entre o Estado Portugu\u00eas e a Santa S\u00e9, conhecido como Concordata. 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