{"id":8724,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/fiar-uma-presenca-nas-cadeias\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"fiar-uma-presenca-nas-cadeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fiar-uma-presenca-nas-cadeias\/","title":{"rendered":"FIAR \u2013 Uma Presen\u00e7a nas Cadeias"},"content":{"rendered":"<p>Somos uma associa\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios que, atrav\u00e9s de uma presen\u00e7a humana e crist\u00e3, procuram apoiar os homens e as mulheres que se encontram presos. Fomos C.C.C. \u2013 Confraternidade Carcer\u00e1ria Crist\u00e3 \u2013 por tradu\u00e7\u00e3o directa e liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Prison Fellowship Internacional. Mas a express\u00e3o \u201cconfraternidade carcer\u00e1ria\u201d deixou de ter sentido porque, apesar do conservadorismo das institui\u00e7\u00f5es, o carcereiro foi substitu\u00eddo pelo educador prisional, (se ainda n\u00e3o foi, j\u00e1 deveria ter sido). Recuperamos assim uma outra sigla que em tempos um grupo de padres e leigos apresentara aos bispos portugueses: F.I.A.R \u2013 Fraternidade das Institui\u00e7\u00f5es de Apoio a Reclusos. Continuamos filiados no movimento volunt\u00e1rio crist\u00e3o internacional de apoio aos reclusos: P.F.I. &#8211; Prison Fellowship International \u2013 \u00f3rg\u00e3o consultivo da ONU. Afirmarmo-nos crist\u00e3os n\u00e3o \u00e9 mais que reconhecer as nossas humanas limita\u00e7\u00f5es e, ao mesmo tempo, acreditar nas potencialidades de uma viv\u00eancia espiritual capaz de nos transformar ajudando assim a construir uma comunidade mais fraterna e solid\u00e1ria. Somos um grupo plural, n\u00e3o queremos excluir ningu\u00e9m, mas n\u00e3o podemos deixar de afirmar que procuramos o sentido de ser crist\u00e3os nos homens e nas mulheres mais marginalizados, mais desprezados das nossas sociedades. Integra tamb\u00e9m a F.I.A.R., um grupo de crist\u00e3o evang\u00e9licos igualmente preocupados com o meio prisional. Somos uma Associa\u00e7\u00e3o aberta a todos os homens e mulheres a dar um pouco de si aos mais desprotegidos \u2013 aos \u00faltimos, como diz o Evangelho. Porque o \u201c Espirito sopra onde quer e como quer\u201d, precisamos de volunt\u00e1rios que com as suas m\u00faltiplas val\u00eancias possam ajudar a enriquecer a vida nas pris\u00f5es, proporcionando aos presos uma maior valoriza\u00e7\u00e3o do tempo de reclus\u00e3o. Neste sentido pensamos ser uma exig\u00eancia do movimento crist\u00e3o de visita-dores a reflex\u00e3o em ordem \u00e0 proposta de alternativas aos actuais estabelecimentos penitenci\u00e1rios do Pa\u00eds.  Estamos cansados e fartos de ouvir comentar: \u201cAs pris\u00f5es como est\u00e3o ( ou s\u00e3o) transformam-se em Escola de crime\u201d.\t Todos os dias ouvimos dizer: \u201ceste sistema n\u00e3o tem ponta por onde se lhe pegue\u201d &#8230; \u201cAcham que aqui se aprende alguma coisa?!\u201d &#8230; \u201cIsto sai caro ao estado e os resultados s\u00e3o o que se v\u00ea\u201d. \u201cO problema das pris\u00f5es \u00e9 demasiado importante para ser entregue apenas a servi\u00e7os prisionais\u201d. \u201cToda a comunidade deve ser chamada a (re) educar\u201d.  N\u00e3o se deseja destruir o que temos. \u00c9 necess\u00e1rio continuar a melhorar os estabelecimentos prisionais que temos quer nas suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas quer sobretudo no campo da educa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o.  Quando se fala em construir mais pris\u00f5es interrogamo-nos: Mais do mesmo para qu\u00ea?!  \u00c9 urgente ent\u00e3o um novo modelo, um novo paradigma. Embora tenhamos de reconhecer a necessidade da puni\u00e7\u00e3o pensamos que a fun\u00e7\u00e3o mais nobre, mais comum e mais gratificante deve ser a fun\u00e7\u00e3o de educar para a liberdade e para a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e social. O mais elementar bom senso leva a interrogar-se como \u00e9 poss\u00edvel que tal possa acontecer em meios fechados. \u00c9 tempo de propor a cria\u00e7\u00e3o de centros de ressocializa\u00e7\u00e3o para cidad\u00e3os condenados cuja gest\u00e3o e direc\u00e7\u00e3o sejam entregues \u00e0 iniciativa privada asso-ciativa sem fins lucrativos e\/ou \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do Estado sempre que a primeira solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o for poss\u00edvel.  Rui Brejo  Secret\u00e1rio da Direc\u00e7\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos uma associa\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios que, atrav\u00e9s de uma presen\u00e7a humana e crist\u00e3, procuram apoiar os homens e as mulheres que se encontram presos. 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