{"id":8698,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/realeza-de-cristo-nao-se-refere-a-estratos-sociais\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"realeza-de-cristo-nao-se-refere-a-estratos-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/realeza-de-cristo-nao-se-refere-a-estratos-sociais\/","title":{"rendered":"Realeza de Cristo n\u00e3o se refere a estratos sociais"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Armindo Lopes Coelho, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo <!--more--> O t\u00edtulo desta Celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 certamente uma ilus\u00e3o ou um desencanto para quem interpretar \u00e0 letra ou mesmo analogicamente o sentido das palavras. \u00c9 certo que na hist\u00f3ria da piedade crist\u00e3, no desejo e aspira\u00e7\u00e3o de movimentos religiosos em confronto com correntes sociais ou pol\u00edticas, a Realeza de Cristo foi entendida e proclamada com inten\u00e7\u00e3o menos isenta e at\u00e9 com express\u00f5es t\u00e3o exteriores como inexactas. Falar da Realeza de Cristo, e da Realeza universal, n\u00e3o pode entender-se no sentido da nossa linguagem normal relativa a estratos sociais ou regimes pol\u00edticos, com capacidade de influ\u00eancia e de poder. Na verdade \u00e9 de Deus que falamos, e de Deus que se revelou, veio at\u00e9 n\u00f3s e est\u00e1 connosco na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo. Ora, Jesus Cristo foi pr\u00e9-figurado em David, que os anci\u00e3os de Israel ungiram como rei, depois de o Senhor lhe ter dito: \u201cTu apascentar\u00e1s o meu povo de Israel, tu ser\u00e1s rei de Israel\u201d (Cf. 2 Sam. 5, 1-3). Ungido, pastor e rei s\u00e3o tr\u00eas das dimens\u00f5es que indicaram profeticamente Jesus, o Cristo ou Messias, Pastor e Rei. Enquanto Messias, ungido pelo Esp\u00edrito e enviado a realizar a miss\u00e3o de Salvador, Cristo, o Messias, \u00e9 a resposta de Deus \u00e0s preces e expectativas do seu Povo. Mas aquilo que o primeiro povo de Deus v\u00ea concretizar-se de algum modo com o rei David e na esperan\u00e7a de realiza\u00e7\u00e3o no mesmo sentido e em \u00e2mbito mais vasto e concludente, n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o figura e an\u00fancio do que acontecer\u00e1 e aconteceu com o Messias, Jesus Cristo, na Hist\u00f3ria do Povo \u00faltimo e definitivo que principiou com a sua encarna\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o. E de facto a Realeza de Jesus, que hoje celebramos com solenidade, \u00e9 exactamente o contr\u00e1rio da que no nosso mundo a sociedade experimenta, vive ou suporta. \u00c0s vezes tem-se a impress\u00e3o de que muitos crist\u00e3os n\u00e3o passaram do Antigo Testamento, n\u00e3o passaram al\u00e9m dos tipos ou figuras que apontam mas est\u00e3o longe da realidade figurada e concretizada, sonham ainda com triunfos ou vit\u00f3rias, com grandezas e exalta\u00e7\u00f5es devidas \u00e0 sua f\u00e9 crist\u00e3 e \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a \u00e0 Igreja.    Mas o rosto do nosso Rei \u00e9 o do \u201cservo sofredor\u201d que o Evangelho apresenta em sofrimento e Paix\u00e3o. \u00c8 o Messias e Rei, em Paix\u00e3o que levou \u00e0 morte. \u00c8 exactamente enquanto Messias e Rei que Ele sofre e \u00e9 v\u00edtima de zombaria, como Messias que enganou e como Rei fracassado. Protagonistas deste cen\u00e1rio, premonit\u00f3rio para n\u00f3s, s\u00e3o, no dizer dos Evangelistas, os chefes dos judeus, os soldados e um malfeitor: \u201cSalvou os outros: salve-se a Si mesmo, se \u00e9 o Messias de Deus\u201d; \u201cSe \u00e9s o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo\u201d; \u201cN\u00e3o \u00e9s Tu o Messias? Salva-te a Ti mesmo e a n\u00f3s tamb\u00e9m\u201d; Este \u00e9 o Rei dos judeus\u201d, dizia uma legenda fixada na cruz (Cf. Lc. 23, 35-43). Estas cenas do Calv\u00e1rio significam que a Realeza de Cristo constituiu uma ilus\u00e3o e uma frustra\u00e7\u00e3o para quantos identificaram a realeza com poder, for\u00e7a, vingan\u00e7a, prest\u00edgio e grandeza, ou ent\u00e3o n\u00e3o chegaram a acreditar na messianidade (em qualquer tipo de messianidade de Cristo). Mas hoje ou o Calv\u00e1rio aumentou ou se multiplicou em in\u00fameros calv\u00e1rios onde as diversas sociedades, classes ou individualidades continuam a invectivar o Senhor, ou porque \u00e9 Rei, ou porque \u00e9 Salvador, ou porque n\u00e3o acreditam no Salvador e na Salva\u00e7\u00e3o, ou porque se encontram perplexos perante tantos Messias, tantos salvadores, tantos reis e senhores, tantas formas e modelos de salva\u00e7\u00e3o, ou porque se deixaram afundar em ate\u00edsmo, agnosticismo, indiferentismo, cepticismo ou desespero. (H\u00e1 ismos que desapareceram mas h\u00e1 ismos que permanecem, agora ao lado de novos ismos que foram inventados, ao servi\u00e7o de ideologias que resistem ao tempo e a todo o esfor\u00e7o de mudan\u00e7a). Actual na doutrina e aparentemente actualizado quando reflecte e denuncia a sociedade contempor\u00e2nea (dele e nossa), S. Paulo, que estava preso em Roma, sabia das fantasias dos crist\u00e3os que evangelizara e entretanto se tinham deixado seduzir por doutrinas estranhas sobre a exist\u00eancia de poderes e esp\u00edritos superiores a Cristo e dominadores do universo. Na sua resposta e recupera\u00e7\u00e3o de mentalidades e da f\u00e9 crist\u00e3, S. Paulo entoa um hino a Cristo, porventura o mais belo, mais doutrinal e completo exemplo de Cristocentrismo na Escritura e para a Teologia (Cristologia): Ele tem o primado de todas as criaturas, porque n\u2019Ele, por Ele e para Ele tudo foi criado. E \u00e9 o primeiro na nova cria\u00e7\u00e3o, porque n\u2019Ele temos a reden\u00e7\u00e3o e por Ele foram reconciliadas consigo todas as coisas. \u00c9 a imagem de Deus invis\u00edvel, anterior a todas as coisas, n\u2019Ele tudo subsiste. \u00c9 a cabe\u00e7a da Igreja, que \u00e9 o seu corpo (Cf. Col. 1, 12-20). Mesmo que seja naturalmente dif\u00edcil aceitar a ideia de um rei que triunfa quando \u00e9 condenado, ou assimilar o facto de sermos salvos na morte e pela morte de Deus, este \u00e9 o mist\u00e9rio de Deus que se fez Homem, e \u00e9 o mist\u00e9rio da Realeza que celebramos. No momento cr\u00edtico do julgamento que o levou \u00e0 Paix\u00e3o e morte, Cristo afirmou a Pilatos: \u201cSou Rei\u201d; \u201cO meu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u201d; \u201cSe nasci, se vim a este mundo, foi para dar testemunho da Verdade\u201d (Jo. 18, 36 e 37). Quando hoje celebramos a Solenidade de Cristo Rei, n\u00e3o podemos sen\u00e3o pensar neste \u201cReino de verdade e de vida, reino de santidade e de gra\u00e7a, reino de justi\u00e7a, de amor e de paz\u201d (Pref\u00e1cio). \u00c9 o reino de Deus que Jesus Cristo veio iniciar, o Reino de Cristo confiado \u00e0 Igreja para ser edificado no mundo em que vivemos, e no qual devemos viver com f\u00e9, realismo e esperan\u00e7a.  Referindo-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da Igreja na Europa, o Santo Padre lembrou-nos h\u00e1 pouco tempo que nesta Europa se verifica um \u201cofuscamento da esperan\u00e7a\u201d (Exort. Apost. \u201cEcclesia in Europa\u201d, n.\u00ba 7), apesar dos sinais e da nostalgia da esperan\u00e7a. E na Carta Enc\u00edclica \u201cEcclesia de Eucharistia\u201d reconhece que: \u201cMuitos s\u00e3o os problemas que obscurecem o horizonte do nosso tempo. Basta pensar quanto seja urgente trabalhar pela paz, colocar s\u00f3lidas premissas de justi\u00e7a e solidariedade nas rela\u00e7\u00f5es entre os povos, defender a vida humana desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu termo natural. E tamb\u00e9m, continua, que dizer das mil contradi\u00e7\u00f5es dum mundo \u201cglobalizado\u201d, onde parece que os mais d\u00e9beis, os mais pequenos e os mais pobres pouco podem esperar? \u00c9 neste mundo que tem de brilhar a esperan\u00e7a crist\u00e3! Foi tamb\u00e9m para isto que o Senhor quis ficar connosco na Eucaristia, inserindo nesta sua presen\u00e7a sacrificial e comensal a promessa duma humanidade renovada pelo seu amor\u201d (n.\u00ba 19). \u00c9 este o Reino de Deus e \u00e9 este o estado deste Reinado de Cristo e da Igreja no mundo. E \u00e9 por isso ainda que o Papa diz: \u201cAnunciar a morte do Senhor at\u00e9 que Ele venha\u201d (I Cor. 11, 26) inclui, para os que participam na Eucaristia, o compromisso de transformar a vida, de tal forma que esta se torne, de certo modo, toda \u201ceucar\u00edstica\u201d (Ibid.). \u201cA Igreja vive da Eucaristia, diz categoricamente o Papa. Esta verdade n\u00e3o exprime apenas uma experi\u00eancia di\u00e1ria de f\u00e9, mas cont\u00e9m em s\u00edntese o pr\u00f3prio n\u00facleo do mist\u00e9rio da Igreja\u201d (Eccl. de Euch. n.\u00ba 1), porque \u201co sacrif\u00edcio eucar\u00edstico \u00e9 fonte e centro de toda a vida crist\u00e3\u201d (L.G. 11). Os principais documentos pontif\u00edcios que prepararam o Grande Jubileu do ano 2000, e inspiraram a Igreja para o in\u00edcio e orienta\u00e7\u00e3o pastoral no terceiro mil\u00e9nio da era crist\u00e3 s\u00e3o dominados por este pensamento e inten\u00e7\u00e3o do Papa, que reconhece: \u201cA ideia de semelhante iniciativa eucar\u00edstica j\u00e1 a trazia h\u00e1 tempo dentro de mim: de facto constitui o desenvolvimento natural da orienta\u00e7\u00e3o pastoral que quis imprimir \u00e0 Igreja\u201d &#8211; Carta Apost\u00f3lica \u201cMane nobiscum domine\u201d (n.\u00ba 4). &#8211; \u201cFica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo\u201d (Cf. Lc. 24, 29): \u00c9 desta fonte b\u00edblica que ilumina, pela frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, o mist\u00e9rio do Senhor morto e ressuscitado, e o mist\u00e9rio do Reino de Deus, que Jo\u00e3o Paulo II parte para nos convidar a celebrar o Ano da Eucaristia, entre Outubro de 2004 e Outubro de 2005. Inspirou-se em tr\u00eas acontecimentos da Igreja: O Congresso Eucar\u00edstico Internacional (M\u00e9xico, 10 a 17 de Outubro de 2004); a Assembleia Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, que ter\u00e1 lugar no Outono de 2005 e tratar\u00e1 de \u201cA Eucaristia fonte e \u00e1pice de vida e da miss\u00e3o da Igreja\u201d; e a Jornada Mundial da Juventude, que se realizar\u00e1 na Alemanha (Col\u00f3nia) entre 16 e 21 de Agosto de 2005. Nesta Carta Apost\u00f3lica o Papa diz: \u201cConto com a solicitude pessoal dos pastores das Igrejas particulares (as dioceses), aos quais a devo\u00e7\u00e3o por t\u00e3o grande Mist\u00e9rio n\u00e3o deixar\u00e1 de sugerir as oportunas iniciativas&#8230; que n\u00e3o v\u00eam dificultar de modo algum os programas pastorais das diversas Igrejas\u201d (n.\u00ba 5). Temos o nosso programa pastoral diocesano, mas durante o Ano da Eucaristia, que j\u00e1 come\u00e7ou, daremos relevo de fundo ao Mist\u00e9rio e \u00e0 devo\u00e7\u00e3o da Eucaristia, que constitui a raiz e o segredo da vida espiritual dos fi\u00e9is e de cada iniciativa pastoral em curso. Oportunamente daremos as instru\u00e7\u00f5es adequadas para a viv\u00eancia, celebra\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o da Eucaristia, que est\u00e1 no centro do processo de crescimento da Igreja e de constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus na perspectiva da nossa f\u00e9 crist\u00e3.  S\u00e9 Catedral do Porto, 21 de Novembro de 2004 D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Armindo Lopes Coelho, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[108,148,160,187,203,237,311,314],"class_list":["post-8698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-eucaristia","tag-congresso-eucaristico-internacional","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-joao-paulo-ii","tag-sinodo-dos-bispos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}