{"id":867,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-papa-beatifica-a-croata-maria-petkovic\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-papa-beatifica-a-croata-maria-petkovic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-papa-beatifica-a-croata-maria-petkovic\/","title":{"rendered":"O Papa beatifica a croata Maria Petkovic"},"content":{"rendered":"<p>Fundadora da congrega\u00e7\u00e3o franciscana &#8220;Filhas da Miseric\u00f3rdia&#8221; <!--more--> Amanh\u00e3, sexta-feira, Jo\u00e3o Paulo II beatificar\u00e1 Maria Petkovic. Ser\u00e1 na cidade de Dubrovnik que o Papa evocar\u00e1 as virtudes desta religiosa, que apostou na dedica\u00e7\u00e3o a mulheres e crian\u00e7as em necessidade. Maria de Jesus Crucificado Petkovic nasceu em 10 de Dezembro de 1892 na ilha de Kurcula. Era a sexta dos oito filhos de Ant\u00f3nio e Maria Petkovic. \u201cDesde a mais tenra inf\u00e2ncia, apesar da precariedade da sua sa\u00fade, mostrou nobreza de esp\u00edrito, apego \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 Igreja, e sensibilidade para com os necessitados. As mortes e destrui\u00e7\u00f5es causadas pela primeira guerra mundial influenciaram a sua op\u00e7\u00e3o vocacional, j\u00e1 marcada por uma vida familiar crist\u00e3 exemplar, caracterizada pela obedi\u00eancia, o amor filial e a observ\u00e2ncia dos preceitos divinos. Em 21 de Novembro de 1906 fez o voto de virgindade e, depois de alguns anos de contacto com os membros da Associa\u00e7\u00e3o das Filhas de Maria, foi inspirada a fundar a Associa\u00e7\u00e3o do Bom Pastor, cujo carisma viria a ser a visita aos doentes, a prepara\u00e7\u00e3o dos adolescentes para a primeira comunh\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o das ofensas feitas a Jesus. Em 1915 fundou tamb\u00e9m a Sociedade das M\u00e3es Cat\u00f3licas, formada por uma centena de mulheres e, a partir de 1917, passou a orientar as Terceiras Franciscanas, que ent\u00e3o contavam cerca de duzentos membros, ajudando a &#8220;Cozinha Popular&#8221; das Irm\u00e3s Servas da Caridade, a distribuir aproximadamente tr\u00eas mil refei\u00e7\u00f5es \u00e0s pessoas mais necessitadas, e prometendo solenemente ao Bispo Ordin\u00e1rio local que, a partir de ent\u00e3o, viveria no meio dos pobres. E o Senhor infundiu muitos dons na sua alma eleita, que difundia luminosidade \u00e0 sua volta. Em 1919, Maria entrou no convento das Servas da Caridade. Todavia, por motivos pol\u00edticos, as irm\u00e3s fundadoras, que eram italianas, tiveram que regressar \u00e0 p\u00e1tria e assim, o Bispo local nomeou Maria superiora provis\u00f3ria da nova ordem, cujos fundamentos espirituais seriam a obedi\u00eancia, o amor e o altru\u00edsmo. No final desse mesmo ano, Maria fundou tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia \u00e0 inf\u00e2ncia necessitada e, embora se considerasse indigna, compreendeu com grande clarivid\u00eancia que Deus a estava preparando para grandes obras. A nova congrega\u00e7\u00e3o, do ramo franciscano, foi fundada oficialmente no dia 4 de Outubro de 1920, com o t\u00edtulo de Filhas da Miseric\u00f3rdia e a jovem recebeu o nome religioso de Maria de Jesus Crucificado e foi eleita superiora-geral. A jovem fundadora encontrou-se imediatamente diante de infinitas dificuldades, que procurava vencer com a ora\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 em Deus e o trabalho \u00e1rduo:  a educa\u00e7\u00e3o dos jovens membros, o plano de trabalho, a constru\u00e7\u00e3o de novas casas, a falta de meios de sustento, a redac\u00e7\u00e3o das primeiras Constitui\u00e7\u00f5es (aprovadas em 1923), a consolida\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o da identidade da sua institui\u00e7\u00e3o religiosa. Durante quarenta anos \u00e0 frente da Congrega\u00e7\u00e3o (de 1920 a 1952, foi eleita superiora-geral cinco vezes consecutivas), Madre Maria abriu vinte e duas casas, preparando trinta religiosas para as miss\u00f5es na Am\u00e9rica Latina, onde viriam a ser fundadas novas casas (Argentina, Paraguai, Chile, Peru e Uruguai), assim como na It\u00e1lia e na Espanha. A Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para os Religiosos reconheceu esta ordem como &#8220;institui\u00e7\u00e3o can\u00f3nica&#8221; em 1927 atribuindo-lhe, no ano seguinte, a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;direito diocesano&#8221; e, em 1944, por ocasi\u00e3o do 25\u00ba anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m o &#8220;decretum laudis&#8221;. A espiritualidade de Maria apresenta tr\u00eas aspectos de base:  provavelmente marcada pela experi\u00eancia de bondade vivida em fam\u00edlia, manifestava uma rela\u00e7\u00e3o filial repleta de confian\u00e7a no Pai misericordioso; al\u00e9m disso, a profunda confian\u00e7a no amor ao Filho, que inspirou toda a sua vida; por fim, a incessante invoca\u00e7\u00e3o da sabedoria do Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 o actor de toda a santifica\u00e7\u00e3o. As virtudes teologais da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade, em rela\u00e7\u00e3o a Deus e ao pr\u00f3ximo, e as virtudes cardeais que ela exerceu ao n\u00edvel mais excelso, real\u00e7aram a sua sensibilidade ao voto de castidade. Maria de Jesus Crucificado distinguiu-se ainda na fidelidade \u00e0 Igreja e na obedi\u00eancia perfeita, mesmo nos momentos mais dif\u00edceis da sua vida:  quando recebeu respostas negativas dos respons\u00e1veis a v\u00e1rios n\u00edveis, quando deixou o cargo do governo da sua Congrega\u00e7\u00e3o e quando ficou paralisada na parte esquerda do seu corpo, nos \u00faltimos tr\u00eas anos de vida, aceitando como sinal da Vontade divina tudo aquilo que a Igreja lhe ensinava. Foi uma mulher forte, de consci\u00eancia recta, grande trabalhadora e capaz de suportar todo o tipo de dor e sofrimento, permanecendo sempre aberta \u00e0s inspira\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito Santo e aos preceitos da Igreja, como no-lo mostram a sua vida e as suas numerosas obras. \u00c9 por isso que, com fama de santidade e um milagre j\u00e1 reconhecido, agora pode ser elevada \u00e0s honras dos altares pela Igreja que ela tanto amou. A semente de santidade que Deus lan\u00e7ou no cora\u00e7\u00e3o da pequena Maria cresceu primeiro na sua consci\u00eancia e depois no seu compromisso, revigorando-se na fam\u00edlia e na comunidade paroquial, onde amadureceram os primeiros frutos de amor ao pr\u00f3ximo, no carisma que a levou a fundar novas casas em ordem a ajudar as pessoas marginalizadas da sociedade, para maior gl\u00f3ria de Deus e a honra da Igreja cat\u00f3lica. A Serva de Deus faleceu no dia 9 de Julho de 1956, depois de um prolongado per\u00edodo de enfermidade e indiz\u00edveis sofrimentos. (in www.vatican.va) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundadora da congrega\u00e7\u00e3o franciscana &#8220;Filhas da Miseric\u00f3rdia&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[104,154,193,199,206,237,261],"class_list":["post-867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-america","tag-crianca","tag-educacao","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}