{"id":8572,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/santo-agostinho-1650-anos-depois-um-homem-do-nosso-tempo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"santo-agostinho-1650-anos-depois-um-homem-do-nosso-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santo-agostinho-1650-anos-depois-um-homem-do-nosso-tempo\/","title":{"rendered":"Santo Agostinho: 1650 anos depois, um homem do nosso tempo"},"content":{"rendered":"<p>A 13 de Novembro de 2004, a Igreja e o Ocidente celebraram 1650 anos do nascimento de Santo Agostinho, figura fundamental para a cultura ocidental, para a Igreja e para a Teologia, ao ponto de se afirmar que, sem o seu contributo, todas elas seriam hoje diferentes. A Diocese de Leiria-F\u00e1tima, onde o Santo \u00e9 invocado como Padroeiro, organizou de 11 a 13 de Novembro o Congresso \u201cSanto Agostinho \u2013 O Homem, Deus e a Cidade\u201d, com o objectivo de \u201clan\u00e7ar luz sobre as grandes inquieta\u00e7\u00f5es do tempo presente\u201d. O secret\u00e1rio do Congresso, Pe. Armindo Janeiro, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que os 160 participantes foram confrontados com o itiner\u00e1rio do homem, a riqueza e os limites do seu pensamento. \u201cA seriedade com que viveu torna-se um exemplo para o Ocidente e ainda hoje \u00e9 a pessoa mais citada dos autores crist\u00e3os, mesmo fora do contexto eclesial\u201d, frisa. Com a colabora\u00e7\u00e3o de um conjunto de professores universit\u00e1rios e especialistas do pensamento agostiniano a Diocese de Leiria-F\u00e1tima proporcionou uma ocasi\u00e3o privilegiada de tomar consci\u00eancia de toda a riqueza e actualidade daquele que, de um modo ou de outro, foi mestre ou pioneiro do que de mais profundo e decisivo criou a nossa civiliza\u00e7\u00e3o e cultura. \u201cSanto Agostinho como homem continua a ser, para hoje, um modelo da procura da verdade e da abertura \u00e0 gra\u00e7a. Porque se converteu a Deus, converteu-se \u00e0 sabedoria\u201d, pode ler-se na nota conclusiva do Congresso. Henrique Noronha e Galv\u00e3o, presidente da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica do Congresso, escrevia na nossa publica\u00e7\u00e3o que \u201co pensamento de Santo Agostinho continua a ser o que j\u00e1 foi no seu tempo e nunca deixou de ser nas \u00e9pocas posteriores: um despertar constante para a aten\u00e7\u00e3o ao real e uma permanente proposta de novas formas de o pensar\u201d. Quase 17 s\u00e9culos depois do seu nascimento, n\u00e3o faltam hoje motivos para que algu\u00e9m se queira abalan\u00e7ar no estudo deste Padre da Igreja. O seu pensamento, que se destacou num tempo de ruptura, \u00e9 marcado pelos problemas que viveu e aparece, muitas vezes, como surpreendentemente pr\u00f3ximo dos nossos pr\u00f3prios problemas.  \u201cA reflex\u00e3o agostiniana pode iluminar quest\u00f5es do homem moderno: o seu desejo de felicidade, as desola\u00e7\u00f5es das suas debilidades, as dificuldades de viver a f\u00e9 num contexto de confronto com outras convic\u00e7\u00f5es, e as tens\u00f5es entre solid\u00e3o e comunh\u00e3o\u201d, refere o documento final do Congresso. O vig\u00e1rio-geral da Diocese, Pe. Jorge Guarda, insiste nesta ideia: \u201ca reflex\u00e3o agostiniana sobre a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia espiritual e sobre Deus pode iluminar algumas das quest\u00f5es do homem moderno: o seu desejo de felicidade, as desola\u00e7\u00f5es pelas suas debilidades, as dificuldades de viver a f\u00e9 num contexto de confronto com outras convic\u00e7\u00f5es e as tens\u00f5es entre a solid\u00e3o e a comunh\u00e3o\u201d. Sendo um homem que amou o seu tempo, de crise, o Bispo de Hipona retomou, nomeadamente, o tema filos\u00f3fico e b\u00edblico das duas cidades, interpretando-o no sentido de uma vis\u00e3o da hist\u00f3ria que permite tornar a f\u00e9 crist\u00e3 em cr\u00edtica da racionalidade pol\u00edtica \u2013 um tema particularmente premente numa Europa em transforma\u00e7\u00e3o. \u201cA dupla perten\u00e7a (\u00e0 cidade de Deus e \u00e0 cidade terrena) dessacraliza as institui\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas. A legitimidade destas ter\u00e1 de definir-se pela sua refer\u00eancia \u00e0 justi\u00e7a, a ser realizada plenamente no final da hist\u00f3ria\u201d, dizem os congressistas. Os tr\u00eas dias de estudo e debate lembraram que Santo Agostinho desenvolveu uma incans\u00e1vel pr\u00e1tica catequ\u00e9tica e de prega\u00e7\u00e3o, \u201cem que manifestou, como de resto em toda a sua actua\u00e7\u00e3o, um profundo respeito e afecto pelos humildes e todos os que necessitavam da sua ajuda, do seu discernimento e da sua orienta\u00e7\u00e3o\u201d. O Pe. Armindo Janeiro destaca que \u201cAgostinho labora, indaga e reflecte sobre aquilo que est\u00e1 a dizer, o que \u00e9 hoje uma boa not\u00edcia para a Teologia Ocidental, algo especulativa\u201d. \u201cEle \u00e9 um apaixonado, convertido, que v\u00ea tudo com radicalidade e deixa para o futuro algumas posi\u00e7\u00f5es que nem sempre s\u00e3o convergentes\u201d, reconhece ainda. Para o futuro, o Centro de Forma\u00e7\u00e3o e Cultura da Diocese espera aproveitar as novas possibilidades de as pessoas acederem ao conhecimento da pessoa, vida e pensamento de Santo Agostinho, bem como os caminhos de di\u00e1logo que se criaram \u201ccom a arte, o mundo acad\u00e9mico e a espiritualidade\u201d, segundo o Pe. Armindo Janeiro.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=13322\">\u2022Ano Agostiniano: fecho em beleza pede continuidade<\/a> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=13334\">\u2022Congresso \u00abSanto Agostinho: o homem, Deus e a cidade\u00bb<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 13 de Novembro de 2004, a Igreja e o Ocidente celebraram 1650 anos do nascimento de Santo Agostinho, figura fundamental para a cultura ocidental, para a Igreja e para a Teologia, ao ponto de se afirmar que, sem o seu contributo, todas elas seriam hoje diferentes. 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