{"id":8561,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ano-agostiniano-fecho-em-beleza-pede-continuidade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ano-agostiniano-fecho-em-beleza-pede-continuidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-agostiniano-fecho-em-beleza-pede-continuidade\/","title":{"rendered":"Ano Agostiniano: fecho em beleza pede continuidade"},"content":{"rendered":"<p>A cantata Santo Agostinho, o cantor da sede de Deus, executada na S\u00e9 de Leiria completamente cheia, com cerca de um milhar de pessoas, atentas e silenciosas, encerrou, em clima de grande beleza e harmonia, o Ano Agostiniano, em que se celebraram os 1650 anos do nascimento do padroeiro da diocese de Leiria-F\u00e1tima. O prolongado aplauso da assist\u00eancia ao solista, coro e orquestra, que executaram a obra musical composta pelo padre Ant\u00f3nio Cartageno para esta ocasi\u00e3o, demonstrou bem a satisfa\u00e7\u00e3o geral pelo momento de eleva\u00e7\u00e3o espiritual e est\u00e9tica vivido na catedral. Concretizou-se bem o apelo do bispo de Hipona: louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja. Mas ele acrescenta: N\u00e3o deixes de viver santamente e louvar\u00e1s sempre a Deus. Deixas de o louvar quando te afastas da justi\u00e7a e do que lhe agrada. Se nunca te desviares do bom caminho, ainda que se cale a tua l\u00edngua, clamar\u00e1 a tua vida. \u00c9 um apelo \u00e0 continuidade. Nos dias anteriores, teve lugar uma outra realiza\u00e7\u00e3o agostiniana: o congresso O Homem, Deus e a Cidade. Durante ele, v\u00e1rios especialistas expuseram m\u00faltiplos aspectos da vida e do pensamento do autor das Confiss\u00f5es e da Cidade de Deus. Da vasta mensagem, imposs\u00edvel de resumir em poucas palavras, destacamos o seguinte: S. Agostinho fala do Deus que encontrou e lhe satizfaz plenamente a sua sede de ser, saber e amar. Nos seus in\u00fameros escritos, testemunha-O como a resposta para as inquieta\u00e7\u00f5es e desejos mais profundos da alma humana. A sua experi\u00eancia e pensamento sobre o mist\u00e9rio de Deus como Trindade continua a ser um desafio para as interroga\u00e7\u00f5es do homem actual. Foi na Sagrada Escritura que encontrou a Palavra divina que lhe abriu a porta da convers\u00e3o. A reflex\u00e3o agostiniana sobre a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia espiritual e sobre Deus pode iluminar algumas das quest\u00f5es do homem moderno: o seu desejo de felicidade, as desola\u00e7\u00f5es pelas suas debilidades, as dificuldades de viver a f\u00e9 num contexto de confronto com outras convic\u00e7\u00f5es e as tens\u00f5es entre a solid\u00e3o e a comunh\u00e3o. A sabedoria da f\u00e9 permite-nos aprender a conviver com o respeito pelos outros e suas diversas convic\u00e7\u00f5es, mantendo a pr\u00f3pria. S. Agostinho soube usar das linguagens e pensamentos correntes no seu tempo e, ao mesmo tempo, super\u00e1-las pela perspectiva crist\u00e3 da pessoa e do amor divino na comunh\u00e3o trinit\u00e1ria, da rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua e do dom rec\u00edproco entre as pessoas. Ele continua a ser mestre de f\u00e9 e vida crist\u00e3o para hoje. Os eventos mencionados concluem um ano recheado de mais de duas dezenas de realiza\u00e7\u00f5es, que inclu\u00edram iniciativas de estudo e reflex\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, n\u00e3o apenas musicais mas tamb\u00e9m de teatro e pintura, momentos de medita\u00e7\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o, para o aprofundamento e assimila\u00e7\u00e3o espiritual, peregrina\u00e7\u00f5es a F\u00e1tima e aos lugares africanos do itiner\u00e1rio agostiniano, e celebra\u00e7\u00f5es, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, e, finalmente, as publica\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios estudos e documenta\u00e7\u00e3o. Com todas as actividades mencionadas, multiplicaram-se as possibilidades de as pessoas acederem ao conhecimento da pessoa, vida e pensamento do s\u00e1bio e santo doutor da Igreja Cat\u00f3lica.  <i>O que fica?<\/i> De tudo o que se realizou fica, em primeiro lugar, o louvor a Deus pelo dom deste \u201chomem fant\u00e1stico\u201d, como lhe chamou D. Serafim, bispo desta diocese. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m as marcas impressas na experi\u00eancia de quantos participaram nas v\u00e1rias realiza\u00e7\u00f5es, quer como protagonistas quer como assistentes e benefici\u00e1rios. \u00c9 dif\u00edcil ficar indiferente \u00e0 mensagem de vida deste Homem que viveu apaixonadamente na busca do \u201cm\u00e1ximo\u201d  para a vida e o encontrou em Deus, a quem se entregou radicalmente, lamentando apenas ter amado tarde esta \u201cbeleza t\u00e3o antiga e sempre nova\u201d! O Ano Agostiniano suscitou ainda em muitas pessoas o apetite por conhecer mais em profundidade este Mestre t\u00e3o antigo e t\u00e3o actual. Para a Diocese e para a Sociedade leiriense ficam tamb\u00e9m as obras produzidas no campo da pintura e da m\u00fasica, e as publica\u00e7\u00f5es dos estudos e documentos. N\u00e3o menos importante, \u00e9 o estilo das realiza\u00e7\u00f5es, todas elas de grande qualidade e envolvendo m\u00faltiplas parcerias com institui\u00e7\u00f5es eclesiais, sociais e culturais. Esta colabora\u00e7\u00e3o num projecto comum, segundo as compet\u00eancias de cada um, \u00e9 uma marca que dever\u00e1 ter continuidade noutras realiza\u00e7\u00f5es. Este modo de descobrir, conhecer e honrar o padroeiro da Diocese \u00e9, inevitavelmente, um caminho que, a seu modo e nas suas dimens\u00f5es, dever\u00e3o seguir as par\u00f3quias, comunidade e institui\u00e7\u00f5es eclesiais. N\u00e3o podemos festejar os padroeiros apenas com missas, prociss\u00f5es, m\u00fasica e foguetes. \u00c9 preciso mais e melhor, para os honrar verdadeiramente e nos enriquecermos espiritualmente. A celebra\u00e7\u00e3o dos padroeiros h\u00e1-de contribuir para vincar a identidade daqueles que o t\u00eam como protector.   <i>A participa\u00e7\u00e3o da Diocese<\/i> As actividades do Ano Agostiniano envolveram, de variadas formas, muitas pessoas e institui\u00e7\u00f5es. Suscitaram empenho e entusiasmo em muitas pessoas. Superaram as expectativas dos mais desconfiados, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Revelaram que h\u00e1 na Diocese capacidades de projecta\u00e7\u00e3o e de realiza\u00e7\u00e3o, que nem sempre s\u00e3o reconhecidas, valorizadas e aproveitadas. Abre-se, por isso, assim esperamos, uma nova etapa no caminho comum. \u00c9 aqui que vem a continuidade que agora parece requerer-se, depois deste ano extraordin\u00e1rio. O Ano Agostiniano n\u00e3o chegou a envolver substancialmente o clero e muitos dos respons\u00e1veis pastorais das comunidades paroquiais, movimentos, servi\u00e7os e grupos da Diocese. Foi mais a realiza\u00e7\u00e3o de alguns membros do corpo diocesano do que do corpo todo. Aqui h\u00e1 caminho ainda a andar. \u00c9 preciso que o que faz a m\u00e3o, o p\u00e9 ou qualquer outro membro se torne verdadeiramente do corpo todo. E mais ainda quando se trata de algo de dimens\u00e3o diocesana, como era a celebra\u00e7\u00e3o do padroeiro. Certamente que se exige que seja a cabe\u00e7a a coordenar e a mobilizar todo o corpo para agir em coopera\u00e7\u00e3o e unidade. Espero que o projecto diocesano de pastoral em elabora\u00e7\u00e3o d\u00ea um contributo no sentido desejado.  <i>Pe. Jorge Manuel Faria Guarda<\/i>   <B>Dossier AE<\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=12962\">\u2022 Presen\u00e7a Agostiniana na Diocese de Leiria-F\u00e1tima<\/a> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=12963\">\u2022 Ano Agostiniano<\/a> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=12965\">\u2022 O Homem, Deus e a cidade<\/a> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/noticia.asp?noticiaid=12967\">\u2022 Santo Agostinho na cultura portuguesa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cantata Santo Agostinho, o cantor da sede de Deus, executada na S\u00e9 de Leiria completamente cheia, com cerca de um milhar de pessoas, atentas e silenciosas, encerrou, em clima de grande beleza e harmonia, o Ano Agostiniano, em que se celebraram os 1650 anos do nascimento do padroeiro da diocese de Leiria-F\u00e1tima. 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