{"id":85113,"date":"2017-12-18T17:30:00","date_gmt":"2017-12-18T17:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/12\/18\/acolher-e-cuidar-das-fragilidades\/"},"modified":"2019-07-04T16:10:56","modified_gmt":"2019-07-04T15:10:56","slug":"acolher-e-cuidar-das-fragilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/acolher-e-cuidar-das-fragilidades\/","title":{"rendered":"\u00abAcolher e cuidar das fragilidades\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Mensagem de Natal de D. Jos\u00e9 Ornelas, bispo de Set\u00fabal<\/em> <!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/arquivo\/netimages\/noticia\/jose_ornelas_outubro2017.jpg\" width=\"454\" height=\"322\" \/>O quadro que nos habitu\u00e1mos a contemplar nos nossos pres\u00e9pios e que conhecemos pelas tradi\u00e7\u00f5es b\u00edblicas evoca a realidade de\u00a0<strong>uma fam\u00edlia simples, \u00e0 volta de um beb\u00e9<\/strong>rec\u00e9m-nascido. O ambiente que se respira \u00e9 de pen\u00faria e at\u00e9 de drama, pela situa\u00e7\u00e3o desprotegida do casal, longe da sua terra e temendo persegui\u00e7\u00f5es, que h\u00e3o de fazer deles refugiados e exilados. Mas revela igualmente uma imensa ternura, no carinho dos pais, na aten\u00e7\u00e3o dos visitantes, que chegam de perto e de longe, para felicitar o casal de estrangeiros, ver o menino e ajudar de algum modo a minorar as car\u00eancias. No meio do ambiente agreste e preocupado, eles criam uma atmosfera improvisada de conforto acolhedor para esta vida que come\u00e7a a abrir-se num vagido que pede aten\u00e7\u00e3o, ternura e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 assim a vida humana: no luxo das fam\u00edlias abastadas ou na perigosa mis\u00e9ria dos campos de refugiados, nenhuma crian\u00e7a sobreviveria e cresceria como pessoa, sem o carinho e o cuidado daqueles que a cercam. O Natal aponta precisamente para\u00a0<strong>a fam\u00edlia como ber\u00e7o da vida, da ternura, do cuidado<\/strong>\u00a0para com aqueles (todos!) que s\u00e3o fracos. Jesus n\u00e3o teria sobrevivido neste mundo sem o aconchego, o carinho, a diligente entrega de Maria e de Jos\u00e9. Foi a eles, em primeiro lugar, que Deus confiou o cuidado do seu Filho, o Salvador do Mundo.<\/p>\n<p>Mas o Natal revela tamb\u00e9m o outro lado da medalha: Na realidade, nesse menino fr\u00e1gil e dependente, revela-se a prodigiosa for\u00e7a de\u00a0<strong>Deus que vem cuidar da radical fragilidade humana<\/strong>. Deus, o Senhor poderoso do universo, n\u00e3o tem medo de se aproximar, de partilhar a fragilidade humana, com os dramas da pobreza, da injusti\u00e7a, do desamparo, da solid\u00e3o e do des\u00e2nimo. Aos bra\u00e7os ternos, mas igualmente d\u00e9beis de Maria e Jos\u00e9, Ele confia o dom precioso do seu Filho. A for\u00e7a, a grandeza e a nobreza n\u00e3o se revelam no dominar, humilhar e destruir, pr\u00f3pria de predadores, mas no acarinhar, apoiar, levantar e construir que distingue os cuidadores. Assim come\u00e7a a revelar-se o mundo novo!<\/p>\n<p><strong>Neste ano, experiment\u00e1mos dramaticamente a fragilidade<\/strong>\u00a0da natureza, da vida, da sociedade e da humanidade, na cat\u00e1strofe dos inc\u00eandios, das guerras, atentados e tantas outras calamidades. Muitos se moveram tamb\u00e9m solidariamente, para estar pr\u00f3ximos dos mais atingidos, para cuidar dos que n\u00e3o podem bastar a si pr\u00f3prios em tais situa\u00e7\u00f5es. Muitos outros inc\u00eandios de \u00f3dios, destrui\u00e7\u00e3o, injusti\u00e7a e indiferen\u00e7a ficaram por atender.<\/p>\n<p>Neste Natal,\u00a0<strong>Deus confia-nos uns aos outros, para cuidarmos<\/strong>, nas nossas fam\u00edlias, das nossas fragilidades e m\u00e1goas, dos nossos sonhos e esperan\u00e7as. Na Fam\u00edlia-Igreja, confia-nos a pequenez de um Reino que \u00e9 sempre semente a desenvolver-se e fermento a levedar, apelando ao cuidado e ao amor de todos, iluminados e aquecidos pelo sol perene do Seu Esp\u00edrito que nunca nos abandona. No pa\u00eds, na sociedade e no mundo, feridos por desastres naturais, guerras, fome e injusti\u00e7as, o Pai de todos os humanos convida-nos a ser cuidadores da paz, feita de justi\u00e7a, dignidade e solidariedade na diversidade, pois, aos seus olhos, nenhuma pessoa \u00e9 estrangeira, mas irm\u00e3o ou irm\u00e3. O Criador do Universo confia-nos este maravilhoso planeta, para admirarmos e usufruirmos, mas igualmente para respeitarmos e cuidarmos das suas fragilidades, de modo que continue a ser a terra-m\u00e3e para todos os seus habitantes, hoje e no futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal de D. 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