{"id":85050,"date":"2017-12-08T11:31:00","date_gmt":"2017-12-08T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/12\/08\/o-berco-da-patria-e-confundido-com-o-colo-de-maria\/"},"modified":"2019-07-09T12:07:46","modified_gmt":"2019-07-09T11:07:46","slug":"o-berco-da-patria-e-confundido-com-o-colo-de-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-berco-da-patria-e-confundido-com-o-colo-de-maria\/","title":{"rendered":"\u00abO ber\u00e7o da P\u00e1tria \u00e9 confundido com o colo de Maria\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Francisco Senra Coelho conta a hist\u00f3ria de Portugal em sete etapas, a que correspondem outras tantas alian\u00e7as da nacionalidade com Nossa Senhora. A garantia da independ\u00eancia e da soberania, em momentos decisivos e desde a nacionalidade, s\u00e3o atribu\u00eddos pela tradi\u00e7\u00e3o e pelo povo portugu\u00eas a Nossa Senhora, a quem sempre se manifestou agradecido. Em Alcoba\u00e7a, Batalha, Vila Vi\u00e7osa, Sameiro e F\u00e1tima est\u00e3o refer\u00eancias essenciais dessa gratid\u00e3o.<\/em> <!--more--><\/p>\n<p><em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/arquivo\/netimages\/noticia\/d.francisco_senra_coelho.jpg\" width=\"498\" height=\"373\" \/>Ag\u00eancia Ecclesia (AE)\u2013 O que justifica um feriado no dia 8 de dezembro?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Francisco Senra Coelho (FSC)\u2013<\/em> H\u00e1 v\u00e1rios motivos para que, em Portugal, o dia 8 seja feriado. Em primeiro lugar, por raz\u00f5es hist\u00f3ricas, uma vez que a Hist\u00f3ria de Portugal se confunde com a dimens\u00e3o mariana. A pr\u00f3pria independ\u00eancia de Portugal foi atribu\u00edda, no seu m\u00e9rito a na sua capacidade de ajuda, a Nossa Senhora pelo nosso primeiro rei. Por outro lado, h\u00e1 uma constante valoriza\u00e7\u00e3o do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, quando era ainda um tema em aberto e discuss\u00e3o teol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Quando, no dia 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX fez a proclama\u00e7\u00e3o do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o foi uma alegria para Portugal, uma vez que era uma das causas assumidas pela teologia portuguesa. Ao longo de toda a hist\u00f3ria teol\u00f3gica de Portugal, este tema era muito pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o social, neste feriado, marcada pela maternidade: a viv\u00eancia do dia da m\u00e3e, neste dia, que foi sempre muito importante para Portugal. Numa sociedade muito paternal como a portuguesa, a m\u00e3e exerceu sempre o recando da ternura. E Nossa Senhora apareceu associada \u00e0 figura da m\u00e3e, como M\u00e3e de Cristo e modelo para todas as m\u00e3es. E o dia da m\u00e3e fez do dia 8 de dezembro um feriado assumido pelas fam\u00edlias e com uma popularidade enorme e com uma dimens\u00e3o profunda na rede social portuguesa e no viver quotidiano da cidadania.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Deveria voltar a celebrar-se o dia da m\u00e3e no dia 8 de dezembro?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Para mim, sim, faria sentido. O m\u00eas de dezembro \u00e9 marcado pela dimens\u00e3o da fam\u00edlia, da maternidade. O Natal n\u00e3o \u00e9 dissociado da fam\u00edlia, numa grande perspetiva da festa da fam\u00edlia que se junta. Come\u00e7ar o m\u00eas de Natal com o dia da m\u00e3e seria muito oportuno. E tamb\u00e9m e dimens\u00e3o da generosidade que marca o m\u00eas de dezembro, em que toda a gente sente um apelo \u00e0 partilha, \u00e0 fraternidade, \u00e0 dimens\u00e3o da paz universal. E tudo isto cabe no rega\u00e7o e no colo da M\u00e3e, que \u00e9 Nossa Senhora, e que s\u00e3o todas as m\u00e3es!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 A Hist\u00f3ria de Portugal coube tamb\u00e9m no rega\u00e7o e colo de Nossa Senhora? Que marcos da Hist\u00f3ria de Portugal incluem a presen\u00e7a de Nossa Senhora e como os apresenta no livro que acaba de editar \u201cNossa Senhora e a Hist\u00f3ria de Portugal\u201d?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Eu fiz uma op\u00e7\u00e3o por sete marcos, sete alian\u00e7as. Trata-se de um n\u00famero b\u00edblico, que tem uma carater\u00edstica de plenitude e, por isso, fixei-me a\u00ed.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia de Portugal foi, desde logo, agradecida por D. Afonso Henrique a Nossa Senhora. O Mosteiro de Alcoba\u00e7a, a Igreja da Senhora dos M\u00e1rtires em Lisboa, a Igreja das Alc\u00e1\u00e7ovas, em Santar\u00e9m, s\u00e3o votos em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pela independ\u00eancia de Portugal e a dignidade de um reino reconhecido pelo Papa em 1179.<\/p>\n<p>O ber\u00e7o da p\u00e1tria \u00e9 confundido com o colo de Maria.<\/p>\n<p>Encontramos depois a grave crise de 1383-1385, vencida na grande batalha de Aljubarrota, que se transformou numa refer\u00eancia ic\u00f3nica de Portugal. E sabemos que Nossa Senhora, no dia 15 de agosto, \u00e9 invocada como aquela que nos h\u00e1 de ajudar, em 1385, a readquirir a nossa realeza independente, com a proclama\u00e7\u00e3o do Mestre de Aviz, D. Jo\u00e3o I, Rei de Portugal. E o Mosteiro da Batalha \u00e9, de facto, a grande proclama\u00e7\u00e3o dessa vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 A figura de Nossa Senhora acompanha tamb\u00e9m a epopeia mar\u00edtima de Portugal?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Sim! A descoberta do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia \u00e9 qualquer grandioso para o des\u00edgnio de Portugal. Fez do nosso pa\u00eds a primeira pot\u00eancia do mundo de ent\u00e3o. A \u2018Rota da Seda\u2019, que era quase mitol\u00f3gica na hist\u00f3ria da Europa, chegava at\u00e9 Veneza e fazia dos doges de Veneza grandes figuras da economia e finan\u00e7as europeias, passa para o Terreiro do Pa\u00e7o, para Lisboa. Todo o esp\u00f3lio das especiarias j\u00e1 n\u00e3o chega \u00e0 Europa por terra, mas agora vem nas caravelas para Lisboa. N\u00f3s fomos a primeira pot\u00eancia mundial fruto da descoberta do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia. Num tempo ef\u00e9mero, mas foi algo que marcou a grandeza deste povo. E esse rasgar de grandes caminhos e estradas pelo mundo \u00e9 atribu\u00eddo a Nossa Senhora. D. Manuel Faz, por isso, acontecer a Igreja de Nossa Senhora de Bel\u00e9m e depois os Mosteiro dos Jer\u00f3nimos, numa terceira alian\u00e7a de Portugal com Nossa Senhora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Chegamos depois a um dos momentos mais significativos dessa liga\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao Reino de Portugal, com a Restaura\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Temos de come\u00e7ar por perceber o que foi a dor de Portugal quando experimentou, outra vez, a perca da independ\u00eancia com a presen\u00e7a da Dinastia Filipina entre n\u00f3s e o movimento da restaura\u00e7\u00e3o. D. Jo\u00e3o IV, o duque de Bragan\u00e7a, \u00e9 claro na sua afirma\u00e7\u00e3o: foi Nossa Senhora que nos deu a independ\u00eancia. O que se traduz na coroa\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Vila Vi\u00e7osa e na abdica\u00e7\u00e3o da coroa pela corte de Portugal, que deixa de a usar porque Nossa Senhora \u00e9, de facto, a Rainha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Isso seis anos depois da Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 No dia 25 de mar\u00e7o de 1646, quando foi proclamada como Padroeira de Portugal e depois confirmada por Urbano VIII, em forma de breve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O que ter\u00e1 acontecido de relevante, entre 1640 e 1646, que levou D. Jo\u00e3o IV a coroar Nossa Senhora como Rainha de Portugal?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Celebrar a conquista da independ\u00eancia, enquadrada no contexto hist\u00f3rico de Portugal, que sempre sente a gratid\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, e tamb\u00e9m o acentuar do apoio \u00e0 tese teol\u00f3gica, que estava muito sobre a mesa e a amadurecer, que havia de acontecer depois com o Papa Pio IX, do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. Quer-me parecer que h\u00e1 tamb\u00e9m uma atitude de reconhecimento pol\u00edtico de todo o apoio que D. Jo\u00e3o IV recebeu. Porque h\u00e1 um movimento restauracionista, que tinha uma espiritualidade, um s\u00edmbolo que o congregava e unia: a Imaculada. D. Jo\u00e3o IV n\u00e3o seria proclamado rei sem uma grande base de apoio, que tem a sua iconografia e s\u00edmbolo em Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. O Movimento Concecionista foi tamb\u00e9m emergente de apoio pol\u00edtico ao Duque de Bragan\u00e7a. Ao proclamar Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o como Padroeira, agradeceu esse apoio pol\u00edtico, que tinha na sua simbologia m\u00e1xima a defesa e o apoio de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Consagra-se tamb\u00e9m nesse s\u00e9culo XVII a relev\u00e2ncia do Santu\u00e1rio de Vila Vi\u00e7osa?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Muito! Porque a Casa de Bragan\u00e7a, nesse contexto, despendeu de bastantes verbas para melhorar o edif\u00edcio que estava a precisar de obras urgentes. E a valoriza\u00e7\u00e3o daquela casa como s\u00edmbolo de toda a nova dinastia bragantina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Passamos para a quinta alian\u00e7a, com D. Jo\u00e3o VI\u2026<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Acontece em muito sofrimento, provocado pelas invas\u00f5es francesas, com consequ\u00eancias patrimoniais e o sofrimento de vidas. A cidade de \u00c9vora foi martirizada, por exemplo. O bispo auxiliar de \u00c9vora foi morto a tiro de pistola. H\u00e1 um sofrimento por todo o pa\u00eds, com as invas\u00f5es francesas, temendo-se a perca da independ\u00eancia. A coroa foi par ao Brasil e D. Jo\u00e3o VI quis agradecer aos que ficaram em Portugal, com o risco de vida, pela heroicidade na proclama\u00e7\u00e3o do sentido nacional. Criou a Real Ordem da Senhora da Concei\u00e7\u00e3o para homenagear todos os resistentes que permaneceram no Continente e nas Ilhas da Madeira e dos A\u00e7ores, com o sentido da gratid\u00e3o. Faz uma consagra\u00e7\u00e3o \u00e0 Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, voltando \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o de Vila Vi\u00e7osa e \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o do primeiro rei de Portugal, a Senhora da Oliveira, em Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Essa atitude de condecorar os que ficaram e resistiram \u00e0s invas\u00f5es francesas e o agradecimento por n\u00e3o perdermos a liberdade, mas voltar a ser p\u00e1tria, acontece com o regresso da coroa a Portugal. D. Jo\u00e3o VI renova a consagra\u00e7\u00e3o e atribui a liberdade de Portugal face \u00e0s tropas francesas ao poder e ajuda de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Existe a consci\u00eancia de des\u00edgnio, de filhos, num povo que tem uma alian\u00e7a com a M\u00e3e e \u00e9 sempre ela que vem ajuda. Sem ela n\u00e3o ser\u00edamos nada. \u00c9 uma espiritualidade que brota com um cariz muito genu\u00edno, de um cora\u00e7\u00e3o de um pequeno povo, em n\u00famero, que sabe e consegue grandes epopeias. Sentindo-se incapaz de as realizar sozinho, atribui-as a Nossa Senhora, que tem como M\u00e3e.<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 uma P\u00e1tria com M\u00e3e! N\u00e3o uma P\u00e1tria \u00f3rf\u00e3, sem saber de onde vem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 Sexta alian\u00e7a acontece no contexto do liberalismo.<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 O liberalismo \u00e9 importado sobretudo da Fran\u00e7a. Em Portugal, ficam as sementes de uma revolu\u00e7\u00e3o onde se prescinde de uma revela\u00e7\u00e3o, quer judaica, quer crist\u00e3 e mesmo isl\u00e2mica. O iluminismo n\u00e3o aceita a autoridade da tradi\u00e7\u00e3o e de modo algum o Livro Sagrado. Aposta na racionalidade e na compreens\u00e3o de Deus sem dogmas de f\u00e9, apenas pela filosofia, pela teodiceia, pela teologia racional. E essa atitude espanta o nosso povo: como \u00e9 que os intelectuais portugueses, como \u00e9 que os que nos conduzem se afastaram da nossa matriz e da nossa origem crist\u00e3? Essa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa no caso muito concreto do Sameiro: um movimento popular, de cariz espont\u00e2neo, acompanhado pelo padre Martinho Ant\u00f3nio Pereira da Silva, natural de Semelhe, que faz colocar no cume da montanha, em 1869, uma imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. A escultura, esculpida em Roma e benzida pelo Papa Pio IX, porta uma bel\u00edssima e valorosa coroa de 2 quilos e meio em ouro maci\u00e7o e brilhantes, oferecido em 1904 pelas mulheres de Portugal, incluindo a Rainha D. Am\u00e9lia de Orleans.<\/p>\n<p>Voltamos ao dia da m\u00e3e, ao 8 de dezembro: uma coroa de ouro maci\u00e7o mostra um povo que sublinha o quer, para onde quer ir e de quem \u00e9. Por isso, o Sameiro \u00e9 um Santu\u00e1rio tipicamente popular e reativo a um contexto cultural de uma elite muito marcada pelo iluminismo e com condu\u00e7\u00f5es de realidades como a ma\u00e7onaria, que adquiriram grande peso no s\u00e9culo XIX em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 A que se refere a \u00faltima alian\u00e7a, a s\u00e9tima, que apresenta no livro \u201cNossa Senhora e a Hist\u00f3ria de Portugal\u201d?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Vamos a\u00ed encontrar F\u00e1tima. 1917 \u00e9 um ano duro pela I Guerra Mundial, onde Portugal entrou de uma maneira desastrosa. Estamos \u00e0s portas da revolu\u00e7\u00e3o de Sid\u00f3nio Pais e era tal a persegui\u00e7\u00e3o da ma\u00e7onaria \u00e0 Igreja que a ma\u00e7onaria mitigada, na figura de Sid\u00f3nio Pais, faz uma revolu\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o fossem t\u00e3o perseguidos os cat\u00f3licos. Nessa ocasi\u00e3o, o arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, e o arcebispo de \u00c9vora, D. Augusto Eduardo Nunes, estavam expulsos de Portugal, tinham de sair das fronteiras de Portugal. E Sid\u00f3nio Pais faz um decreto, ap\u00f3s a sua revolu\u00e7\u00e3o, que dispensa dessa expuls\u00e3o os dois metropolitas. E \u00e9 morto a tiro de pistola na Esta\u00e7\u00e3o do Rossio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FSC \u2013 \u00c9 neste contexto de grande sofrimento, sem esquecer o contexto mundial, nomeadamente a revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique na R\u00fassia, em outubro de 1917, que se d\u00e1 esta grande manifesta\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, em F\u00e1tima.<\/p>\n<p>\u00c9 aquela com quem um povo fez alian\u00e7a e de quem se socorreu que agora vem pedir ao povo sofrido do extremo da Europa que leve uma mensagem de paz a todo o Continente e ao mundo. \u00c9 este povo, representado nos mais pequeninos, tr\u00eas crian\u00e7as, que \u00e9 convocado para uma resposta \u00e0s alian\u00e7as que com ela Nossa Senhora fez ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 O feriado de 8 de dezembro celebra a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e tem de celebrar tamb\u00e9m toda a hist\u00f3ria de Portugal ligada a Maria?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 Sem d\u00favida! Quando celebramos o dia 8 de dezembro estamos a celebrar Nossa Senhora na sua Concei\u00e7\u00e3o Imaculada. Foi a\u00ed o seu primeiro instante de exist\u00eancia! E ela, desde esse momento, \u00e9 Filha da Luz e absolutamente livre, por fazer sempre a escolha pelo bem, pela justi\u00e7a e nunca ser dominada pela iniquidade.<\/p>\n<p>N\u00f3s estamos tamb\u00e9m a celebrar Maria que tem a ver com toda a hist\u00f3ria de Portugal desde o seu in\u00edcio. \u00c9 o princ\u00edpio da sua vida, proclamando-a desde sempre, desde toda a sua exist\u00eancia, como modelo para n\u00f3s em todos os aspetos da sua vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE \u2013 E que legado \u00e9 esse para a hist\u00f3ria de Portugal?<\/em><\/p>\n<p>FSC \u2013 \u00c9 um legado de humaniza\u00e7\u00e3o, que decorre da palavra m\u00e3e: d\u00e1diva da vida, gratuidade, acolhimento, entrega incondicional, ser m\u00e3e! E isso tem de estar impresso na nossa hist\u00f3ria e no nosso des\u00edgnio nacional, tanto na miss\u00e3o de hoje como no futuro. Portugal tem de ter uma grande dimens\u00e3o human\u00edstica de servi\u00e7o e acolhimento. Portugal n\u00e3o pode ser nunca um pa\u00eds sem cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Paulo Rocha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Francisco Senra Coelho conta a hist\u00f3ria de Portugal em sete etapas, a que correspondem outras tantas alian\u00e7as da nacionalidade com Nossa Senhora. A garantia da independ\u00eancia e da soberania, em momentos decisivos e desde a nacionalidade, s\u00e3o atribu\u00eddos pela tradi\u00e7\u00e3o e pelo povo portugu\u00eas a Nossa Senhora, a quem sempre se manifestou agradecido. 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