{"id":8436,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-santa-se-e-os-concertos-nas-igrejas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-santa-se-e-os-concertos-nas-igrejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-santa-se-e-os-concertos-nas-igrejas\/","title":{"rendered":"A Santa S\u00e9 e os Concertos nas Igrejas"},"content":{"rendered":"<p>Instru\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino <!--more--> <b>I &#8211; A m\u00fasica nas igrejas, fora das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas<\/b> 1. O interesse pela m\u00fasica \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es da cultura contempor\u00e2nea. A facilidade de podermos escutar em casa as obras cl\u00e1ssicas, gra\u00e7as \u00e0 r\u00e1dio, aos discos, \u00e0s cassetes, \u00e0 televis\u00e3o, n\u00e3o diminuiu de modo nenhum o prazer da assist\u00eancia a um concerto ao vivo e acabou mesmo por aument\u00e1-la. Trata-se aqui de um fen\u00f3meno positivo, porque a m\u00fasica e o canto contribuem para a eleva\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito. O aumento do n\u00famero de concertos levou, recentemente, em muitos pa\u00edses, a uma utiliza\u00e7\u00e3o frequente das igrejas para a sua realiza\u00e7\u00e3o. As raz\u00f5es invocadas para tal s\u00e3o variadas: necessidade de ambiente, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar lugares apropriados; raz\u00f5es de ordem ac\u00fastica: as igrejas oferecem geralmente boas garantias a este respeito; raz\u00f5es est\u00e9ticas: no desejo de que o concerto seja realizado num ambiente de beleza; raz\u00f5es de conveni\u00eancia: para restituir \u00e0s composi\u00e7\u00f5es executadas o seu pr\u00f3prio ambiente de cria\u00e7\u00e3o; mas tamb\u00e9m raz\u00f5es simplesmente pr\u00e1ticas, sobretudo para os concertos de \u00f3rg\u00e3o: \u00e9 que as igrejas, geralmente, disp\u00f5em dos referidos instrumentos.    2. Paralelamente a este processo cultural, constata-se na igreja uma nova situa\u00e7\u00e3o: as \u201cscholae cantorum\u201d por um variado n\u00famero de raz\u00f5es, deixaram de ter oportunidade de executar o seu repert\u00f3rio habitual de m\u00fasica sacra polif\u00f3nica no contexto das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. Por esta mesma raz\u00e3o tomaram a iniciativa de executar esta m\u00fasica sacra no interior das igrejas, sob a forma de concerto. O mesmo acabou por acontecer com o canto gregoriano que entrou na elabora\u00e7\u00e3o de programas de concerto tanto no interior como fora das igrejas. Outro facto importante \u00e9 constitu\u00eddo pela iniciativa dos \u201cconcertos espirituais\u201d assim designados porque a m\u00fasica executada pode ser considerada como m\u00fasica religiosa em virtude do tema tratado, do texto que as melodias revestem, do clima no qual  as execu\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas. Em certos casos, estes concertos podem incluir leituras, ora\u00e7\u00f5es ou momentos de sil\u00eancio. Em raz\u00e3o da forma que os caracteriza, tais concertos podem ser mesmo designados como \u201cpia exercitia\u201d.   3. Este progressivo acolhimento dos concertos nas igrejas suscitou entre os p\u00e1rocos e reitores das mesmas algumas interroga\u00e7\u00f5es \u00e0s quais conv\u00e9m responder. Se uma abertura generalizada das igrejas a todo o g\u00e9nero de concertos provoca reac\u00e7\u00f5es e protestos por parte de muitos fi\u00e9is, uma recusa n\u00e3o fundamentada corre igualmente o risco de ser mal compreendida e aceite pelos organizadores de concertos, pelos m\u00fasicos e pelos cantores. Antes de mais \u00e9 importante que nos atenhamos \u00e0 pr\u00f3pria significa\u00e7\u00e3o das igrejas e \u00e0 sua finalidade.  Para isso a Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino julga oportuno propor \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais e, segundo a sua compet\u00eancia, \u00e0s Comiss\u00f5es Nacionais de Liturgia e de M\u00fasica Sacra alguns elementos de reflex\u00e3o e de interpreta\u00e7\u00e3o das normas can\u00f3nicas concernentes ao uso dos diversos g\u00e9neros de m\u00fasica nas igrejas: m\u00fasica e canto para a liturgia, m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o religiosa e m\u00fasica n\u00e3o religiosa,   4. \u00c9 necess\u00e1rio reler, no contexto actual, os documentos j\u00e1 publicados, nomeadamente a Constitui\u00e7\u00e3o \u201cSacrosanctum Concilium\u201d sobre a sagrada liturgia, a Instru\u00e7\u00e3o \u201cMusicam Sacram\u201d de 5 de Mar\u00e7o de 1967, a Instru\u00e7\u00e3o \u201cLiturgicae Instaurationes\u201d de 5 de Setembro de 1970 bem como os can. 1210, 1213 e 1222 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico.  <b>II &#8211; Elementos de reflex\u00e3o<\/b> Natureza e finalidade das igrejas 5.  Segundo a tradi\u00e7\u00e3o ilustrada pelo ritual da dedica\u00e7\u00e3o da igreja e do altar, as igrejas s\u00e3o lugares onde se re\u00fane o Povo de Deus. Este, \u201ccongregado na unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo constitui a Igreja, templo de Deus, edificada com pedras vivas  na qual o Pai \u00e9 adorado em esp\u00edrito e verdade. A justo t\u00edtulo, desde a antiguidade, o nome de igreja se foi estendendo ao edif\u00edcio no qual a comunidade crist\u00e3 se re\u00fane para escutar a palavra de Deus, rezar em comum, receber os sacramentos, celebrar a Eucaristia, e adora-la neste lugar como sacramento permanente\u201d (cfr. Ritual da Dedica\u00e7\u00e3o da Igreja e do Altar, cap. II, 1).  As Igrejas n\u00e3o podem, portanto, ser consideradas como simples lugares p\u00fablicos dispon\u00edveis para reuni\u00f5es de todo o g\u00e9nero. S\u00e3o lugares sagrados, quer dizer, \u201ccolocados \u00e0 parte\u201d de maneira permanente, para o culto prestado a Deus, pela consagra\u00e7\u00e3o ou b\u00ean\u00e7\u00e3o. Como edif\u00edcios vis\u00edveis, as igrejas s\u00e3o sinais da Igreja peregrina sobre a terra; imagens que anunciam a Jerusal\u00e9m celeste; lugares nos quais se actualiza desde c\u00e1 de baixo o mist\u00e9rio da comunh\u00e3o entre Deus e os homens. Nas aglomera\u00e7\u00f5es urbanas e rurais, a igreja \u00e9 ainda a casa de Deus, quer dizer o sinal da sua morada entre os homens. Ela permanece portanto como lugar sagrado mesmo fora das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. Numa sociedade marcada pela agita\u00e7\u00e3o e pelo ru\u00eddo, particularmente nas grandes cidades, as igrejas s\u00e3o lugares prop\u00edcios onde os homens podem encontrar, no sil\u00eancio ou na ora\u00e7\u00e3o, a paz de esp\u00edrito ou a luz da f\u00e9. Isto n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel sen\u00e3o se as igrejas conservarem a sua pr\u00f3pria identidade. Quando forem utilizadas para fins diferentes daquele que lhes \u00e9 pr\u00f3prio, a sua caracter\u00edstica de sinal do mist\u00e9rio crist\u00e3o \u00e9 posta em perigo com danos mais ou menos graves para a pedagogia da f\u00e9 e o sentido do povo de Deus, tal como nos recorda a palavra do Senhor: \u201cA minha casa ser\u00e1 casa de ora\u00e7\u00e3o\u201d (Lc 19, 46).  Import\u00e2ncia da M\u00fasica Sacra 6. A m\u00fasica sacra, tanto vocal como instrumental, merece uma aten\u00e7\u00e3o positiva. Por esta denomina\u00e7\u00e3o entendemos aqui \u201caquela que, composta para a celebra\u00e7\u00e3o do culto divino, \u00e9 dotada de santidade e de perfei\u00e7\u00e3o de forma\u201d (Instr. \u201cMusicam Sacram\u201d n, 4). A Igreja considera-a como \u201cum tesouro de valor inestim\u00e1vel que a eleva acima das outras artes\u201d, reconhecendo-lhe \u201cuma fun\u00e7\u00e3o ministerial no servi\u00e7o divino\u201d (Const. \u201cSacrosanctum Concilium\u201d, n. 112); ela recomenda que \u201ceste tesouro seja conservado e cultivado com a maior solicitude\u201d (Const. \u201cSacrosanctum Concilium\u201d, n. 114).  Quando a execu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica sacra se realiza durante uma celebra\u00e7\u00e3o, ela deve conformar-se ao ritmo e \u00e0s modalidades pr\u00f3prias daquela. Esta disposi\u00e7\u00e3o obriga, muito frequentemente, a limitar o uso de obras criadas numa \u00e9poca em que a participa\u00e7\u00e3o activa dos fi\u00e9is n\u00e3o era proposta como fonte do verdadeiro esp\u00edrito crist\u00e3o (cfr. Const. \u201cSacrosanctum Concilium\u201d, n. 14 e Pio X, Motu Proprio \u201cTra le sollecitudini\u201d). Esta mudan\u00e7a nas execu\u00e7\u00e3o de obras musicais \u00e9 an\u00e1loga \u00e0 realizada por outras cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas no campo lit\u00fargico por raz\u00f5es de celebra\u00e7\u00e3o: por exemplo os santu\u00e1rios foram reestruturados no que diz respeito \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o da cadeira presidencial, do amb\u00e3o, do altar voltado para o povo. Tal n\u00e3o significa de modo nenhum o desprezo pelo passado, mas foi querido em virtude de um fim mais importante como \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da assembleia. A eventual limita\u00e7\u00e3o que pode surgir na utiliza\u00e7\u00e3o de obras musicais no decurso da liturgia pode ser compensada pela apresenta\u00e7\u00e3o integral que delas pode ser feito fora das celebra\u00e7\u00f5es, sob a forma de concerto de m\u00fasica sacra.  O \u00d3rg\u00e3o 7. O uso do \u00f3rg\u00e3o durante as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas limita-se, hoje em dia, a algumas interven\u00e7\u00f5es. No passado, o \u00f3rg\u00e3o substitu\u00eda a participa\u00e7\u00e3o activa dos fi\u00e9is e envolvia a assist\u00eancia daqueles que \u201cse mantinham espectadores mudos e inertes\u201d da celebra\u00e7\u00e3o (Pio XI, Const. \u201cDivini Cultus\u201d, n. 9). O \u00f3rg\u00e3o pode acompanhar e sustentar, durante as celebra\u00e7\u00f5es, os c\u00e2nticos sacros da assembleia ou do coro. Mas o som do \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o deve sobrepor-se \u00e0s ora\u00e7\u00f5es ou aos cantos executados pelo sacerdote celebrante, nem \u00e0s leituras proclamadas pelo leitor ou di\u00e1cono.  O sil\u00eancio do \u00f3rg\u00e3o dever\u00e1 ser mantido, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, igualmente nos tempo penitenciais (Quaresma e Semana Santa), durante o Advento e na liturgia de defuntos. Nestas circunst\u00e2ncias, o som do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 unicamente permitido para acompanhar o canto. \u00c9 bom que o \u00f3rg\u00e3o seja utilizado mesmo longamente para preparar e para concluir as celebra\u00e7\u00f5es. \u00c9 muito importante que em todas as igrejas, mas especialmente nas mais importantes, n\u00e3o faltem os m\u00fasicos competentes e instrumentos musicais de qualidade. Ter-se-\u00e1 um particular cuidado com os \u00f3rg\u00e3os antigos sempre preciosos pelas suas caracter\u00edsticas.  <b>III &#8211; Disposi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/b> 8. A regulamenta\u00e7\u00e3o do uso das igrejas \u00e9 determinada pelo can. 1210 do C\u00f3digo de  Direito Can\u00f3nico: \u201cn\u00e3o ser\u00e1 admitido num espa\u00e7o sagrado sen\u00e3o aquilo que serve o culto, a piedade ou a religi\u00e3o e ser\u00e1 a\u00ed proibido tudo aquilo que n\u00e3o conv\u00e9m \u00e0 santidade do lugar. Entretanto, o Ordin\u00e1rio pode permitir ocasionalmente outros usos que n\u00e3o sejam contudo contr\u00e1rios \u00e0 santidade do lugar\u201d. O princ\u00edpio segundo o qual a utiliza\u00e7\u00e3o das igrejas n\u00e3o deve ser contr\u00e1ria \u00e0 santidade do lugar determina o crit\u00e9rio segundo o qual conv\u00e9m abrir as portas das igreja a um concerto de m\u00fasica sacra ou religiosa e fech\u00e1-las a todas as outras esp\u00e9cies de m\u00fasica. A mais bela m\u00fasica sinf\u00f3nica, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 em si religiosa. Esta qualifica\u00e7\u00e3o deve resultar explicitamente do fim original das pe\u00e7as musicais ou cantos e do seu conte\u00fado.  N\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo programar numa igreja a execu\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica que n\u00e3o \u00e9 de inspira\u00e7\u00e3o religiosa e que foi composta para ser executada em precisos contextos profanos, seja ela cl\u00e1ssica, contempor\u00e2nea, erudita ou popular: tal n\u00e3o respeitaria nem o car\u00e1cter sagrado da igreja, nem mesmo a pr\u00f3pria obra musical pois n\u00e3o seria executada no sem ambiente natural. Compete \u00e0 autoridade eclesi\u00e1stica exercer livremente os seus poderes nos lugares sagrados (cfr. Can. 1213) e portanto regulamentar a utiliza\u00e7\u00e3o das igrejas fazendo respeitar o seu car\u00e1cter sagrado.       9. A m\u00fasica sacra, isto \u00e9, aquela que foi composta para a liturgia, mas que por raz\u00f5es actuais n\u00e3o pode ser executada durante uma celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, e a m\u00fasica religiosa, quer dizer, aquela que se inspira em textos da Sagrada Escritura, da Liturgia ou que est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o com Deus, a Virgem Maria, os Santos ou a Igreja, podem ter o seu lugar na igreja, fora das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. O toque do \u00f3rg\u00e3o ou outras execu\u00e7\u00f5es musicais, vocais ou instrumentais, podem \u201cservir ou favorecer a piedade ou a religi\u00e3o\u201d (cfr. Can. 1210). Elas t\u00eam uma utilidade particular: a) para preparar as principais festas lit\u00fargicas ou dar-lhes uma grande solenidade fora das celebra\u00e7\u00f5es espec\u00edficas; b) para acentuar o car\u00e1cter particular dos diversos tempo lit\u00fargicos c) para criar nas igrejas um clima de beleza e de medita\u00e7\u00e3o que ajuda e promove, mesmo naqueles que est\u00e3o afastados da igreja, uma predisposi\u00e7\u00e3o para acolher os valores do esp\u00edrito; d) para criar um contexto que torne mais f\u00e1cil e acess\u00edvel a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus: por exemplo uma leitura cont\u00ednua do Evangelho; e) para  manter vivos os tesouros da m\u00fasica de igreja que n\u00e3o devem deixar-se perder: m\u00fasicas e cantos compostos para a liturgia, mas que nem sempre nem facilmente podem entrar nas actuais celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas: m\u00fasicas espirituais como os Orat\u00f3rios, as Cantatas Sacras que continuam a ser meios de comunica\u00e7\u00e3o espiritual.  f) para ajudar os visitantes e turistas a melhor apreender o car\u00e1cter sacro da igreja, por meio de concertos de \u00f3rg\u00e3o previstos para horas determinadas.      10. Quando os organizadores pedem para utilizar uma igreja para a realiza\u00e7\u00e3o de um concerto, pertence ao Ordin\u00e1rio dar o seu aval \u00e0 concess\u00e3o \u201cper modum actus\u201d. Isto deve ser entendido sempre como algo ocasional. Tal exclui, por conseguinte, uma concess\u00e3o cumulativa, por exemplo no quadro de um festival ou de um ciclo de concertos. Se o Ordin\u00e1rio o considerasse necess\u00e1rio, poderia, nas condi\u00e7\u00f5es previstas pelo C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, can. 1222, \u00a7 2, destinar uma igreja que n\u00e3o se utiliza j\u00e1 para o culto, como \u201caudit\u00f3rio\u201d para a execu\u00e7\u00e3o de m\u00fasica sacra ou religiosa, ou mesmo para execu\u00e7\u00f5es musicais profanas, com a condi\u00e7\u00e3o de que essas execu\u00e7\u00f5es n\u00e3o destoem da sacralidade do lugar. Nesta tarefa pastoral, o Ordin\u00e1rio encontrar\u00e1 ajuda e conselho, na Comiss\u00e3o Diocesana de Liturgia e M\u00fasica Sacra. Para que a sacralidade das igrejas seja salvaguardada, observar-se-\u00e3o, relativamente \u00e0s autoriza\u00e7\u00f5es de concertos, as condi\u00e7\u00f5es seguintes que o Ordin\u00e1rio poder\u00e1 precisar: a) dever-se-\u00e1, em tempo \u00fatil, apresentar um pedido por escrito ao Ordin\u00e1rio do lugar com a indica\u00e7\u00e3o da data do concerto, o hor\u00e1rio e o programa contendo as obras e nome dos autores; b) depois de ter recebido a autoriza\u00e7\u00e3o do Ordin\u00e1rio, os p\u00e1rocos e reitores das igrejas poder\u00e3o autorizar a utiliza\u00e7\u00e3o da sua igreja aos coros e orquestras que preencher\u00e3o os requisitos adiante assinalados; c)  a entrada nas igrejas ser\u00e1 sempre libre e gratuita d) os executantes e ouvintes dever\u00e3o manter uma postura e um comportamento convenientes ao car\u00e1cter sagrado da igreja; e) Os m\u00fasicos e cantores evitar\u00e3o ocupar o santu\u00e1rio (capela mor); ser\u00e1 reservado o maior respeito para com o altar, a cadeira presidencial e o amb\u00e3o. f) Na medida do poss\u00edvel, o Sant\u00edssimo Sacramento ser\u00e1 conservado numa capela anexa, ou noutro lugar seguro e digno (cfr. Can. 938, \u00a7 4); g) o concerto ser\u00e1 apresentado e eventualmente acompanhado de coment\u00e1rios que n\u00e3o devem ser unicamente de ordem art\u00edstica ou hist\u00f3rica, mas que favore\u00e7am uma melhor compreens\u00e3o e uma participa\u00e7\u00e3o interior dos ouvintes. h) o organizador do concerto assumir\u00e1 por escrito a responsabilidade civil, as despesas, a coloca\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o em ordem e a repara\u00e7\u00e3o de eventuais danos.      11.  As precedentes disposi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas pretendem contribuir para ajudar os Bispos e os reitores de igrejas no esfor\u00e7o pastoral de que est\u00e3o incumbidos no sentido de manter a todo o momento o car\u00e1cter pr\u00f3prio das igrejas destinadas \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao sil\u00eancio. Tais medidas n\u00e3o devem de modo nenhum ser consideradas como uma falta de interesse pela arte musical.  O tesouro da m\u00fasica sacra  permanece como um testemunho do modo como a f\u00e9 crist\u00e3 pode promover a cultura humana. Conferindo o seu verdadeiro valor \u00e0 m\u00fasica sacra ou religiosa, os m\u00fasicos crist\u00e3os e os membros das \u201cScholae cantorum\u201d devem sentir-se encorajados a prosseguir esta tradi\u00e7\u00e3o e a mant\u00ea-la viva ao servi\u00e7o da f\u00e9, segundo o convite que lhes foi feito pelo Conc\u00edlio Vaticano II na sua mensagem aos artistas: \u201cN\u00e3o recuseis colocar o vosso talento ao servi\u00e7o da verdade divina. O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para n\u00e3o cair no desespero. A beleza, como a verdade, p\u00f5e alegria no cora\u00e7\u00e3o dos homens. E isto pelas vossas m\u00e3os\u201d (Conc\u00edlio Vaticano II, \u201cMensagem aos Artistas, 8 de Dezembro de 1965)  Roma, 5 de Novembro de 1987<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instru\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,295,144,168,188,246,261,265,91,294,297,303,308],"class_list":["post-8436","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-biblia","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-da-guarda","tag-direito-canonico","tag-liturgia","tag-missoes","tag-musica","tag-quaresma","tag-sacramentos","tag-santa-se","tag-santuarios","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8436\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}