{"id":84081,"date":"2017-10-10T17:16:00","date_gmt":"2017-10-10T17:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/10\/10\/portugal-doenca-mental-nao-pode-continuar-a-ser-o-parente-pobre-da-saude\/"},"modified":"2017-10-10T17:16:00","modified_gmt":"2017-10-10T17:16:00","slug":"portugal-doenca-mental-nao-pode-continuar-a-ser-o-parente-pobre-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-doenca-mental-nao-pode-continuar-a-ser-o-parente-pobre-da-saude\/","title":{"rendered":"Portugal: Doen\u00e7a mental n\u00e3o pode continuar a ser \u00abo parente pobre\u00bb da Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>V\u00edtor Cotovio real\u00e7a a necessidade de integrar mais esta \u00e1rea nos restantes cuidados m\u00e9dicos <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 10 out 2017 (Ecclesia) &ndash; O m&eacute;dico V&iacute;tor Cotovio, diretor cl&iacute;nico do hospital psiqui&aacute;trico Casa de Sa&uacute;de do Telhal, diz que Portugal precisa de mudar a forma de intervir na doen&ccedil;a mental, que &ldquo;&eacute; muitas vezes o parente pobre&rdquo; nos cuidados de sa&uacute;de.<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, no &acirc;mbito do Dia Mundial da Sa&uacute;de Mental que hoje se assinala, aquele respons&aacute;vel recordou que o nosso pa&iacute;s &eacute; um dos territ&oacute;rios na Europa onde &ldquo;a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a &eacute; maior&rdquo;.<\/p>\n<p> \tUm estudo recente da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de apontou Portugal como o pa&iacute;s do Velho Continente com maior n&uacute;mero de casos de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, como destaque para quadros cl&iacute;nicos como a depress&atilde;o ou a esquizofrenia, esta &uacute;ltima a afetar cerca de 100 mil portugueses. &nbsp;<\/p>\n<p> \tV&iacute;tor Cotovio alerta para um contexto que se tem vindo a agravar ao longo dos &uacute;ltimos anos e que necessita de uma nova estrat&eacute;gia, que tenha em conta todo o processo de acompanhamento das pessoas.<\/p>\n<p> \tDesde &ldquo;os cuidados continuados&rdquo; aos &ldquo;cuidados prim&aacute;rios&rdquo;, a assist&ecirc;ncia &ldquo;nos centros de sa&uacute;de&rdquo; e a &ldquo;psiquiatria da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Uma &aacute;rea muito carenciada e que &eacute; fundamental que existam servi&ccedil;os distribu&iacute;dos geograficamente da forma mais completa poss&iacute;vel&rdquo;, sublinhou.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p> \tV&iacute;tor Cotovio alertou tamb&eacute;m para a urg&ecirc;ncia de combater o &ldquo;estigma&rdquo; que muitas vezes faz desta doen&ccedil;a uma realidade escondida e, consequentemente, &ldquo;complica o progn&oacute;stico&rdquo; que tem de ser feito.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O preconceito, a discrimina&ccedil;&atilde;o, o estereotipo sempre esteve muito associado &agrave; doen&ccedil;a mental&rdquo;, apontou o m&eacute;dico, acrescentando que normalmente &ldquo;entre o primeiro surto de uma doen&ccedil;a e a primeira vez que a pessoa recorre aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental vai uma dist&acirc;ncia muito grande&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; da responsabilidade todos, e da comunica&ccedil;&atilde;o social tamb&eacute;m, desmontar progressivamente o estigma da doen&ccedil;a mental para que as fam&iacute;lias, que t&ecirc;m muitas vezes um &oacute;nus complexo por terem uma pessoa com doen&ccedil;a mental, nomeadamente se for uma doen&ccedil;a mental mais grave no seu seio, se sintam &agrave; vontade para procurar os servi&ccedil;os&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<p> \tAtualmente, muitos casos de sa&uacute;de mental, sobretudo os mais &ldquo;graves e complexos&rdquo;, s&atilde;o encaminhados para institui&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; Igreja Cat&oacute;lica, como o hospital psiqui&aacute;trico Casa de Sa&uacute;de do Telhal, ligado &agrave; Ordem Hospitaleira de S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus.<\/p>\n<p> \tPara V&iacute;tor Cotovio, &ldquo;&eacute; fundamental dar mais condi&ccedil;&otilde;es&rdquo; financeiras a estes e outros organismos, no sentido de poderem continuar a corresponder &agrave;s necessidades &ldquo;dos utentes e das fam&iacute;lias&rdquo;, e favorecer o acesso &agrave; &ldquo;informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &agrave; &ldquo;literacia na sa&uacute;de mental&rdquo;.<\/p>\n<p> \tNo horizonte est&aacute; um novo plano nacional para a sa&uacute;de mental at&eacute; 2020.<\/p>\n<p> \tV&iacute;tor Cotovio, que faz parte do Conselho Nacional para a Sa&uacute;de Mental, espera que este plano abra novas perspetivas para quem sofre com esta doen&ccedil;a, e tamb&eacute;m para os profissionais que os apoiam, nomeadamente atrav&eacute;s de uma maior implica&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel governamental.<\/p>\n<p> \t&ldquo;&Eacute; proposto que exista uma coordena&ccedil;&atilde;o nacional para a implementa&ccedil;&atilde;o do plano, que n&atilde;o existia antes porque mesmo politicamente a sa&uacute;de mental &eacute; sempre tendencialmente o parente pobre&rdquo;, refor&ccedil;ou.<\/p>\n<p> \tO Dia Mundial da Sa&uacute;de Mental, que se assinala a 10 de outubro, tem este ano como tema &lsquo;Dignidade na Sa&uacute;de Mental: Primeiros Socorros de Sa&uacute;de Mental e Psicol&oacute;gica para Todos&rsquo;.<\/p>\n<p> \tA iniciativa, que visa chamar a aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para a quest&atilde;o da sa&uacute;de mental global, foi lan&ccedil;ada em 1992 pela Federa&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de Mental.<\/p>\n<p> \t<em>PR\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edtor Cotovio real\u00e7a a necessidade de integrar mais esta \u00e1rea nos restantes cuidados 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