{"id":83920,"date":"2017-09-26T16:46:00","date_gmt":"2017-09-26T16:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/09\/26\/pedrogao-grande-vidas-que-renascem-gracas-a-generosidade-dos-portugueses\/"},"modified":"2017-09-26T16:46:00","modified_gmt":"2017-09-26T16:46:00","slug":"pedrogao-grande-vidas-que-renascem-gracas-a-generosidade-dos-portugueses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pedrogao-grande-vidas-que-renascem-gracas-a-generosidade-dos-portugueses\/","title":{"rendered":"Pedr\u00f3g\u00e3o Grande: Vidas que renascem gra\u00e7as \u00e0 \u00abgenerosidade\u00bb dos portugueses"},"content":{"rendered":"<p>Trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o coordenados no terreno pela C\u00e1ritas de Coimbra <!--more--> <\/p>\n<p> \tPedrog&atilde;o Grande, 26 set 2017 (Ecclesia) &#8211; As comunidades da regi&atilde;o de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, na Diocese de Coimbra, come&ccedil;am a recuperar a esperan&ccedil;a depois da trag&eacute;dia dos inc&ecirc;ndios, que s&oacute; naquela povoa&ccedil;&atilde;o custou a vida a cerca de 30 pessoas.<\/p>\n<p> \tEm entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Am&iacute;lcar Calhau, um dos moradores do concelho, no lugar de Ramalho, perspetiva agora um futuro melhor, depois de h&aacute; tr&ecirc;s meses as chamas terem destru&iacute;do grande parte da casa onde vive com o seu irm&atilde;o.<\/p>\n<p> \tA generosidade dos portugueses permitiu no total angariar mais de 1 milh&atilde;o e 800 mil euros para a ajuda &agrave;s v&iacute;timas dos inc&ecirc;ndios, e o trabalho da C&aacute;ritas Diocesana de Coimbra, institui&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a coordenar os trabalhos de reconstru&ccedil;&atilde;o na zona de Pedrog&atilde;o Grande.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Nem parece a mesma casa que l&aacute; estava. Foi mais baixa, levou as paredes todas rebocadas, ficou com muito mais seguran&ccedil;a. E agora pronto, &eacute; esperar, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; de levar muito&rdquo;, real&ccedil;a Am&iacute;lcar.<\/p>\n<p> \tDe acordo com o mais recente relat&oacute;rio de &ldquo;A&ccedil;&atilde;o C&aacute;ritas de Coimbra&rdquo;, que faz um ponto da situa&ccedil;&atilde;o nesta regi&atilde;o h&aacute; 13 semanas, no que toca &agrave;s &ldquo;16 interven&ccedil;&otilde;es consignadas, de cariz parcial, com um valor de aproximadamente 100 mil euros, 5 est&atilde;o conclu&iacute;das, 6 com previs&atilde;o de finaliza&ccedil;&atilde;o esta semana e as restantes 5 est&atilde;o em fase de execu&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \tSobre casos de habita&ccedil;&otilde;es em que ser&aacute; necess&aacute;ria a &ldquo;reconstru&ccedil;&atilde;o total&rdquo;, das &ldquo;13 habita&ccedil;&otilde;es&rdquo; em causa faltam &ldquo;dois casos, que ser&atilde;o tratados de forma diferenciada&rdquo;.<\/p>\n<p> \tEnquanto aguardam pelo final dos trabalhos, as pessoas v&atilde;o tamb&eacute;m procurando formas de manterem a sua subsist&ecirc;ncia, j&aacute; que muitas dependem da terra, da agricultura, e perderam as suas propriedades.<\/p>\n<p> \tNo caso de Am&iacute;lcar, os dias s&atilde;o passados &ldquo;a cortar madeira, pinheiros e eucaliptos, ou ent&atilde;o nas obras&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;E &eacute; levantar a cabe&ccedil;a e aguentar, n&atilde;o h&aacute; mais nada a fazer&rdquo;, salienta.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o tem sido f&aacute;cil, porque esta gente &eacute; gente da terra, n&atilde;o vive dela no sentido comercial mas para si pr&oacute;pria, numa agricultura de subsist&ecirc;ncia. As pessoas est&atilde;o habituadas &agrave; terra e n&atilde;o podem viver sem ela&rdquo;, acrescenta o padre J&uacute;lio Santos, o p&aacute;roco de Pedrog&atilde;o Grande.<\/p>\n<p> \tSegundo o sacerdote, a comunidade local continua a enfrentar momentos de &ldquo;revolta&rdquo; e &ldquo;des&acirc;nimo&rdquo;, e mesmo de &ldquo;apatia&rdquo; perante o choque de tudo o que se abateu sobre ela, sobretudo as muitas perdas humanas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Cheguei a pensar que mais valia ter morrido do que ficar c&aacute;&rdquo;, admite Alzira Quevedo, do lugar da Barraca da Boavista, que n&atilde;o esquece a solidariedade de quem a acolheu em sua casa quando as chamas s&oacute; lhe deixaram &ldquo;a roupa que tinha no corpo&rdquo;.<\/p>\n<p> \tHoje vive com o seu marido, &Aacute;lvaro, numa casa doada por uma prima, enquanto a habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria est&aacute; em obras.<\/p>\n<p> \tA solidariedade tem estado sempre bem presente, n&atilde;o s&oacute; nos bens econ&oacute;micos doados mas tamb&eacute;m nos produtos &#8211; alimentos, vestu&aacute;rio, produtos de higiene pessoal e de casa, ra&ccedil;&otilde;es, mobili&aacute;rio e eletrodom&eacute;sticos &#8211; angariados pela C&aacute;ritas junto das popula&ccedil;&otilde;es, mais de 55 mil de acordo com os registos da organiza&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica.&nbsp;<\/p>\n<p> \t&ldquo;Apoios tivemos da C&aacute;ritas, a doutora Mariana tem-nos ajudado naquilo que ela consegue e pode. Temos tido apoios em roupa, em comida&rdquo;, conta Maria Adelaide, da localidade de V&aacute;rzeas, e uma das moradoras que tamb&eacute;m vai ter em breve a sua casa resgatada das ruinas a que foi votada, pela voracidade do fogo.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Custa olhar para aqui, porque a casa era dos meus av&oacute;s e as lembran&ccedil;as que t&iacute;nhamos aqui, perdemos tudo&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p> \tA C&aacute;ritas Diocesana de Coimbra continua a receber donativos, especialmente no que toca a &ldquo;mobili&aacute;rio, eletrodom&eacute;sticos&rdquo; e outro tipo de material para que se possa completar o recheio das habita&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> \t<em>HM\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o coordenados no terreno pela C\u00e1ritas de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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