{"id":8380,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/energias-renovaveis-opcao-crista\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"energias-renovaveis-opcao-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/energias-renovaveis-opcao-crista\/","title":{"rendered":"Energias renov\u00e1veis, op\u00e7\u00e3o crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Revista Mission\u00e1ria \u00abAl\u00e9m-Mar\u00bb defende no seu n\u00famero de Novembro que optar pelas energias renov\u00e1veis \u00e9 sobretudo \u00abuma atitude espiritual\u00bb <!--more--> Com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo acima dos 50 d\u00f3lares por barril e a bater quase diariamente novos recordes, as energias renov\u00e1veis voltam a merecer as aten\u00e7\u00f5es de todos aqueles que v\u00eaem nelas uma forma de reduzir a depend\u00eancia da humanidade daquele combust\u00edvel f\u00f3ssil, cujas reservas poder\u00e3o esgotar-se at\u00e9 meados deste s\u00e9culo. De resto, os efeitos colaterais dessa depend\u00eancia s\u00e3o de tal ordem, que cada dia que passa se torna mais urgente encontrar alternativas vi\u00e1veis. As energias renov\u00e1veis continuam a ser utilizadas em muito pequena escala, quase a t\u00edtulo experimental, e n\u00e3o se pode dizer que pa\u00eds algum tenha j\u00e1 escolhido uma delas como a principal fonte de fornecimento de energia para a sua ind\u00fastria, transportes ou mesmo produ\u00e7\u00e3o de electricidade. Apesar das suas vantagens \u2013 serem inesgot\u00e1veis e n\u00e3o poluentes \u2013 estas energias renov\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o suficientemente aliciantes do ponto de vista econ\u00f3mico. A prova disso \u00e9 que o valor das empresas que se dedicam \u00e0s energias renov\u00e1veis tem vindo a cair nas bolsas mundiais nos \u00faltimos dois anos, enquanto o das petrol\u00edferas subiu astronomicamente.  A verdade \u00e9 que tudo aquilo que representa uma certa no\u00e7\u00e3o de \u00abdesenvolvimento\u00bb \u2013 ind\u00fastrias, autom\u00f3veis, auto-estradas, grandes edif\u00edcios \u2013 est\u00e1 concebido para depender do petr\u00f3leo e da electricidade. Que far\u00edamos com todos os ve\u00edculos que hoje s\u00e3o movidos a gasolina ou gas\u00f3leo, apenas para citar um exemplo? Apesar dos interesses instalados dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo e das empresas petrol\u00edferas, as energias renov\u00e1veis v\u00e3o ganhando terreno, a ponto de algumas delas terem registado uma taxa de crescimento anual da ordem dos 20 por cento ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. A afirma\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida no documento final da Confer\u00eancia Internacional sobre Energias Renov\u00e1veis, realizada em Bona no passado m\u00eas de Junho.  A confer\u00eancia, organizada na sequ\u00eancia da Cimeira sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Joanesburgo 2002), contou com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de 154 pa\u00edses e nela governos, organiza\u00e7\u00f5es internacionais e elementos da sociedade civil assumiram o compromisso de promover o desenvolvimento daquelas energias. Foi afirmado na ocasi\u00e3o que o maior aproveitamento do vento, do sol, da \u00e1gua, da biomassa e do calor natural do centro da Terra proporcionar\u00e1 o acesso \u00e0 electricidade a mais de mil milh\u00f5es de pessoas.  O ministro do Ambiente alem\u00e3o, J\u00fcrgen Trittin, manifestou a convic\u00e7\u00e3o de que o plano de ac\u00e7\u00e3o aprovado em Bona vai permitir a redu\u00e7\u00e3o em 1200 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono para a atmosfera at\u00e9 ao ano 2015, ou seja, \u00abmais do que as emiss\u00f5es produzidas hoje pelo Jap\u00e3o\u00bb. Apesar de as autoridades alem\u00e3s terem considerado esta Renewables 2004 \u00abum \u00eaxito total\u00bb, para os movimentos ecologistas ela foi apenas \u00abum raio de luz em termos de pol\u00edtica energ\u00e9tica\u00bb ou \u00abum pequeno avan\u00e7o em termos de protec\u00e7\u00e3o do clima\u00bb.  \u00abEntre os benef\u00edcios que podem advir de uma maior utiliza\u00e7\u00e3o da energia renov\u00e1vel, contam-se: um aumento da seguran\u00e7a do fornecimento de energia, uma menor amea\u00e7a de altera\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, a estimula\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f3mico, cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho (frequentemente nas \u00e1reas rurais), maiores rendimentos, redu\u00e7\u00e3o da pobreza, maior equidade social e protec\u00e7\u00e3o do ambiente a todos os n\u00edveis\u00bb, l\u00ea-se no documento final da confer\u00eancia.   <i>Brasil pioneiro<\/i> Basicamente, as energias renov\u00e1veis s\u00e3o aquelas que n\u00e3o esgotam as suas reservas num prazo de tempo muito longo, enquanto as n\u00e3o renov\u00e1veis s\u00e3o as energias de origem f\u00f3ssil e que, mais cedo ou mais tarde, esgotar\u00e3o as reservas. Entre as primeiras contam-se a solar, a e\u00f3lica, a das mar\u00e9s, a biomassa e a h\u00eddrica, enquanto na segunda categoria entra o petr\u00f3leo, o g\u00e1s natural, o carv\u00e3o e o ur\u00e2nio.  O desenvolvimento das energias renov\u00e1veis teve in\u00edcio com as crises petrol\u00edferas da d\u00e9cada de 70 e com a tomada de consci\u00eancia de que os recursos f\u00f3sseis n\u00e3o s\u00e3o inesgot\u00e1veis. Por outro lado, a elevada polui\u00e7\u00e3o causada pela utiliza\u00e7\u00e3o destes \u00faltimos tornou-os pouco compat\u00edveis com a exig\u00eancia de um desenvolvimento sustent\u00e1vel e contribui tamb\u00e9m para o aquecimento global do planeta, que tem vindo a verificar-se nas \u00faltimas d\u00e9cadas.  Algumas das energias renov\u00e1veis t\u00eam sido estimuladas na perspectiva de serem uma op\u00e7\u00e3o de baixo custo para abastecer pequenas comunidades, nomeadamente nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde 2000 milh\u00f5es de pessoas vivem sem acesso a formas comerciais de energia. Porque, tamb\u00e9m no caso das renov\u00e1veis, existe uma energia para pobres e uma energia para ricos, como mais adiante veremos.  Cabe aqui uma pequena refer\u00eancia ao Brasil, visto como \u00abo pa\u00eds que melhor det\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es para liderar a transi\u00e7\u00e3o do sistema energ\u00e9tico f\u00f3ssil\/nuclear actual para um sistema baseado totalmente em energias renov\u00e1veis\u00bb, numa an\u00e1lise de um investigador do Laborat\u00f3rio de Energia dos Ventos da Universidade Federal Fluminense, Geraldo M. Tavares.  No seu entender, n\u00e3o se trata de uma utopia, pois o Brasil disp\u00f5e j\u00e1 de hidroel\u00e9ctricas de pequenas dimens\u00f5es, de centrais e\u00f3licas, centrais termoel\u00e9ctricas abastecidas por biomassa, aquecimento solar e arquitectura solar. Al\u00e9m disso, o Brasil \u00ab\u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo que teve sucesso na implanta\u00e7\u00e3o de um programa a n\u00edvel nacional de substitui\u00e7\u00e3o da gasolina por \u00e1lcool na sua frota autom\u00f3vel\u00bb. Apesar das press\u00f5es contra, 25 por cento do combust\u00edvel utilizado pelos autom\u00f3veis \u00e9 etanol misturado na gasolina, \u00e1lcool este utilizado a partir da fermenta\u00e7\u00e3o e destila\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar. Apesar desta aposta nas energias renov\u00e1veis e n\u00e3o poluentes, o Governo brasileiro est\u00e1 a considerar a hip\u00f3tese de levar por diante a constru\u00e7\u00e3o do reactor nuclear Angra 3, para completar um projecto iniciado em 1971 e que dotou j\u00e1 o Brasil com os reactores 1 e 2 do mesmo nome, situados na zona de Angra dos Reis (estado do Rio de Janeiro).   <i>Calor \u00abeterno\u00bb<\/i> A energia solar, como o pr\u00f3prio nome indica, resulta do aproveitamento da energia gerada pelo Sol como fonte de calor e de luz. Esta energia assume duas formas: fotot\u00e9rmica (capta\u00e7\u00e3o e armazenagem da energia do Sol sob a forma de calor, a partir das radia\u00e7\u00f5es solares e que j\u00e1 \u00e9 utilizada hoje em dia para aquecimento de \u00e1gua em resid\u00eancias, hot\u00e9is e hospitais) e fotovoltaica (a energia obtida atrav\u00e9s da convers\u00e3o directa da luz em electricidade, que tem sido utilizada nomeadamente na explora\u00e7\u00e3o espacial). Os especialistas afirmam que ela est\u00e1 garantida para os pr\u00f3ximos 6000 milh\u00f5es de anos e que em cada ano o Sol lan\u00e7a sobre a Terra quatro mil vezes mais energia do que aquela que consumimos.  \u00c9 talvez a energia renov\u00e1vel mais popular, devido \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o, j\u00e1 relativamente ampla, dos pain\u00e9is solares que se podem instalar, por exemplo, nos telhados das casas. Se, por um lado, a energia solar permite o aquecimento de \u00e1guas, por outro, permite tamb\u00e9m aplica\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da refrigera\u00e7\u00e3o. Nos pa\u00edses \u00e1rabes, por exemplo, funcionam aparelhos de ar condicionado a energia solar e, no Brasil, est\u00e1 a ser estudado um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o com base na energia solar. Tamb\u00e9m na agricultura s\u00e3o amplas as suas utiliza\u00e7\u00f5es, nomeadamente nas estufas.  O Sol constitui assim uma fonte de energia renov\u00e1vel ideal para pa\u00edses que registam longas horas de Sol ao longo de todo o ano. Em Setembro deste ano, foi dado a conhecer no Brasil um prot\u00f3tipo de fog\u00e3o solar para cozinhar, enquanto num sub\u00farbio da capital argelina foi inaugurada uma esta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o totalmente alimentada a energia solar, incluindo as pr\u00f3prias bombas de combust\u00edvel.  Um gigantesco fog\u00e3o solar, com capacidade para cozinhar para 1200 pessoas em simult\u00e2neo \u2013 o que faz dele um dos maiores do mundo \u2013 foi inaugurado na \u00cdndia no monte Abu (Rajasthan) em Abril de 1997. Este \u00e9 apenas um exemplo do muito que tem sido feito em termos das energias renov\u00e1veis na \u00cdndia, onde se calcula que mais de um milh\u00e3o de lares, especialmente nas \u00e1reas rurais, possa vir a contar com energia solar dentro de pouco tempo. O mercado das energias renov\u00e1veis neste pa\u00eds est\u00e1 presentemente avaliado em 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares e regista um crescimento anual da ordem dos 15 por cento. Para j\u00e1, n\u00e3o se trata de um neg\u00f3cio lucrativo \u2013 o investimento est\u00e1 calculado em 3000 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013, mas o Governo indiano n\u00e3o abandona os planos de, at\u00e9 ao ano 2012, conseguir satisfazer dez por cento das necessidades de energia do pa\u00eds com as energias renov\u00e1veis.  A pr\u00f3pria empresa petrol\u00edfera Shell, uma das maiores do mundo, est\u00e1 a investir no desenvolvimento e divulga\u00e7\u00e3o da energia solar, nomeadamente no continente asi\u00e1tico. Se, por um lado, se trata de uma oportunidade de neg\u00f3cio para a petrol\u00edfera num mercado inexplorado \u2013 os equipamentos que a Shell monta em cada domic\u00edlio funcionam mediante a introdu\u00e7\u00e3o de um cart\u00e3o previamente pago \u2013, a verdade \u00e9 que constitui tamb\u00e9m um incentivo \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis por uma energia n\u00e3o poluente.  <i>A for\u00e7a do vento<\/i> Pode-se dizer que a energia e\u00f3lica foi das primeiras a ser utilizada pelo homem: no s\u00e9culo VII j\u00e1 se utilizavam moinhos elementares na P\u00e9rsia e, no s\u00e9culo XII, apareceram os primeiros na Europa. Por outro lado, os barcos movidos pelo vento impuseram o seu dom\u00ednio nos mares.  O uso das turbinas a vento para gerar electricidade teve in\u00edcio na Dinamarca em finais do s\u00e9culo XIX, tendo-se estendido depois a todo o mundo. Hoje, a energia e\u00f3lica apresenta-se como uma das energias renov\u00e1veis com mais potencialidades e mais hip\u00f3teses de desenvolvimento futuro, com os cientistas a calcularem que, em meados do s\u00e9culo XXI, dez por cento da electricidade mundial pode ser obtida a partir dos geradores de energia e\u00f3lica. Dez por cento \u00e9 precisamente a meta que a Uni\u00e3o Europeia se prop\u00f5e produzir at\u00e9 2030.  Actualmente, a Dinamarca j\u00e1 produz mais de 12 por cento da sua electricidade a partir do vento, enquanto no Norte da Alemanha a produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica representa 16 por cento do total. Zonas particularmente ventosas, como o Pa\u00eds de Gales, produzem tamb\u00e9m j\u00e1 energia e\u00f3lica, e em Espanha existem parques e\u00f3licos distribu\u00eddos por todo o pa\u00eds.  Se bem que dispendiosa quanto ao investimento necess\u00e1rio, a energia e\u00f3lica acaba por ser produzida a pre\u00e7os competitivos e v\u00e1rios pa\u00edses fora do continente europeu mostram-se tamb\u00e9m interessados nela. Por exemplo, a Argentina, que considera ter na Patag\u00f3nia o maior centro de energia e\u00f3lica do mundo pelas condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, est\u00e1 a levar a cabo um plano para produzir naquela regi\u00e3o 3000 megawatts de energia e\u00f3lica at\u00e9 2010, enquanto a China conta ter at\u00e9 2005 as condi\u00e7\u00f5es para produzir 2500 megawatts desta energia.  <i>Domar as ondas<\/i> As ondas dos mares n\u00e3o servem apenas para as competi\u00e7\u00f5es de \u00absurf\u00bb. Elas podem tornar-se tamb\u00e9m numa fonte de energia e, segundo os seus defensores, com a vantagem de n\u00e3o terem o mesmo impacte visual sobre a paisagem que t\u00eam os parques e\u00f3licos.  A energia dos oceanos pode ser aproveitada de diferentes maneiras, a saber: a energia das mar\u00e9s, a energia associada ao diferencial t\u00e9rmico, a das correntes mar\u00edtimas e a das ondas. Na realidade, mar\u00e9s e ondas s\u00e3o as fontes principais desta energia, que pode ser obtida a partir dos movimentos horizontais ou verticais, produzindo-se milh\u00f5es de watts de electricidade.  Na Europa, a primeira central de energia das ondas dever\u00e1 estar conclu\u00edda no pr\u00f3ximo ano na Cant\u00e1bria (Espanha) e fornecer\u00e1 electricidade \u00e0s 1500 habita\u00e7\u00f5es da localidade de Santo\u00f1a. Em Fran\u00e7a, onde a primeira patente de energia das ondas foi registada em finais do s\u00e9culo XVIII (se bem que s\u00f3 na segunda metade do s\u00e9culo XX tenham come\u00e7ado a desenvolver-se projectos s\u00e9rios deste tipo), existe na regi\u00e3o da Bretanha uma barragem que utiliza a energia das mar\u00e9s.  A Dinamarca est\u00e1 igualmente a desenvolver tecnologia para a constru\u00e7\u00e3o de uma central de grandes dimens\u00f5es e tamb\u00e9m a Austr\u00e1lia e o Jap\u00e3o se preparam para aproveitar a energia das ondas. Entre os pa\u00edses em desenvolvimento, \u00cdndia e China s\u00e3o os que se mostram mais avan\u00e7ados na cria\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos de pequena capacidade e o Brasil considera que, dentro de 15 anos, ser\u00e1 poss\u00edvel satisfazer 15 por cento das necessidades de electricidade do pa\u00eds com a energia dos oceanos.   <i>A energia do lixo<\/i> O biog\u00e1s resulta da degrada\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica anaer\u00f3bica da mat\u00e9ria org\u00e2nica, efectuada por esp\u00e9cies microbianas. Tem a sua origem nos efluentes agro-pecu\u00e1rios, da agro-ind\u00fastria e urbanos. \u00c9 formado por uma mistura de componentes, dos quais se destacam o metano, o di\u00f3xido de carbono, a humidade, o g\u00e1s sulf\u00eddrico e o hidrog\u00e9nio, alguns dos quais t\u00eam de ser eliminados antes da utiliza\u00e7\u00e3o comercial do g\u00e1s. Admite-se que, no futuro, possa vir a substituir o g\u00e1s natural, ou numa fase inicial, se proceda \u00e0 sua injec\u00e7\u00e3o nas redes de g\u00e1s natural. No Nepal, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o do biog\u00e1s tem sido considerada uma experi\u00eancia de sucesso. O pioneiro desta forma de energia foi B.R. Sauboll, um padre e professor belga que, em 1955, construiu uma central de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s a t\u00edtulo demonstrativo. Vinte anos depois, estavam instaladas 250 f\u00e1bricas de biog\u00e1s e hoje s\u00e3o j\u00e1 mais de 100 mil. Com 22 milh\u00f5es de habitantes, dos quais mais de 90 por centro trabalham na agricultura, o Nepal satisfazia 91 por cento das suas necessidades de energia a partir de fontes tradicionais (lenha, subprodutos agr\u00edcolas e dejectos animais), que j\u00e1 foram parcialmente substitu\u00eddas pelo biog\u00e1s. A divulga\u00e7\u00e3o do biog\u00e1s junto das popula\u00e7\u00f5es tem sido feita atrav\u00e9s de cartazes, an\u00fancios na r\u00e1dio e televis\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de energia estimulou ao mesmo tempo o fabrico de aparelhos de uso dom\u00e9stico adaptados ao biog\u00e1s e ajudou a reduzir o tempo e o trabalho das mulheres a recolher lenha para cozinhar.   <i>Os perigos da biomassa<\/i> A biomassa tem a sua origem nos produtos e res\u00edduos da agricultura (incluindo subst\u00e2ncias vegetais e animais), nos res\u00edduos das florestas e ind\u00fastrias derivadas e na parte biodegrad\u00e1vel dos res\u00edduos industriais e urbanos. Res\u00edduos industriais e cultivos destinados especificamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia representam uma fonte mais recente da biomassa. Tradicionalmente, a biomassa \u00e9 utilizada para cozinhar e para aquecimento nos pa\u00edses em desenvolvimento. O Banco Mundial calcula que 50\/60 por cento da energia nos pa\u00edses pobres da \u00c1sia e 70\/90 por cento nos pa\u00edses africanos prov\u00eam da biomassaganiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.  O desafio consiste em tornar este tipo de combust\u00edvel menos poluente, ou em conceber fog\u00f5es de queima com melhores condi\u00e7\u00f5es de exaust\u00e3o, podendo assim reduzir-se em 80 por cento a polui\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica. Uma produ\u00e7\u00e3o da energia da biomassa em condi\u00e7\u00f5es menos poluentes pode tornar-se num factor importante para a economia mundial.  <i>D\u00e1diva das profundezas<\/i> A geotermia \u00e9 o conjunto das ci\u00eancias que estudam e exploram o calor terrestre. Ou melhor, que sai de dentro da Terra e que pode ser libertado atrav\u00e9s dos vulc\u00f5es, dos geysers ou das fontes termais de \u00e1gua doce. Na Isl\u00e2ndia faz-se j\u00e1 um bom aproveitamento da energia geot\u00e9rmica. A Indon\u00e9sia, por outro lado, apresenta um potencial para produzir 100 por cento da sua electricidade a partir da geotermia, mas as convuls\u00f5es pol\u00edticas da \u00faltima d\u00e9cada adiaram os estudos que j\u00e1 vinham sendo feitos nesse sentido. Al\u00e9m disso, trata-se de uma forma de energia que envolve riscos \u2013 a energia libertada pela Terra n\u00e3o \u00e9 facilmente dom\u00e1vel \u2013, que n\u00e3o se encontra acess\u00edvel em toda a parte e que nem sempre se revela compensadora do ponto de vista financeiro.  <i>Hidrog\u00e9nio: \u00ablimpo\u00bb como a \u00e1gua<\/i> O hidrog\u00e9nio est\u00e1 a ser encarado como a energia do futuro: inesgot\u00e1vel e praticamente n\u00e3o poluente. \u00c9 o elemento qu\u00edmico mais abundante no universo, o mais leve e o que cont\u00e9m maior valor energ\u00e9tico. A \u00fanica complica\u00e7\u00e3o reside no facto de nunca se encontrar isoladamente, mas sempre combinado com outros elementos. Pode ser produzido atrav\u00e9s da electr\u00f3lise de solu\u00e7\u00f5es aquosas ou da reac\u00e7\u00e3o entre vapor da \u00e1gua e hidrocarbonetos. Como o recurso aos hidrocarbonetos continua a envolver a elimina\u00e7\u00e3o de poluentes, a esperan\u00e7a dos investigadores centra-se sobretudo na \u00e1gua (H2O), o que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de perceber: imagine-se um motor que s\u00f3 liberte vapor&#8230; At\u00e9 aqui a maior dificuldade consiste na quantidade de energia necess\u00e1ria para \u00ablibertar\u00bb o hidrog\u00e9nio do oxig\u00e9nio, bem como os custos do processo. Infelizmente, no futuro imediato o recurso aos hidrocarbonetos continua a ser a alternativa mais econ\u00f3mica e vi\u00e1vel.  Nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, a Europa tem investido amplos recursos na investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento desta energia, que, ao n\u00e3o produzir emiss\u00f5es poluentes, pode ajudar a alcan\u00e7ar os objectivos do Protocolo de Quioto (1997) de reduzir em mais de cinco por cento a emiss\u00e3o de gases com efeito de estufa entre 2008 e 2012. A BMW alem\u00e3, por exemplo, produz j\u00e1 modelos de autom\u00f3veis a hidrog\u00e9nio. Ainda recentemente foi assinado nos A\u00e7ores um protocolo que visa a instala\u00e7\u00e3o de uma central de produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00e9nio na ilha Terceira. O hidrog\u00e9nio que vier a ser produzido destina-se \u00e0 rede de electricidade do arquip\u00e9lago e a ac\u00e7\u00f5es de demonstra\u00e7\u00e3o na propuls\u00e3o de ve\u00edculos e aquecimento de \u00e1guas. Nos Estados Unidos, o Presidente George Bush anunciou no ano passado um investimento de 1700 milh\u00f5es de d\u00f3lares no desenvolvimento de autom\u00f3veis movidos a hidrog\u00e9nio e f\u00e1bricas como a Ford e a General Motors aderiram j\u00e1 ao projecto. Esta \u00faltima conta vender na pr\u00f3xima d\u00e9cada um milh\u00e3o de ve\u00edculos a hidrog\u00e9nio.  <i>Aquecimento: pior que o terrorismo<\/i> Em Fevereiro deste ano, o Pent\u00e1gono elaborou um relat\u00f3rio onde afirma que o aquecimento global da Terra \u00e9 uma amea\u00e7a maior do que o terrorismo. Opini\u00e3o semelhante foi expressa, em contextos separados, por Hans Blix, o inspector da ONU para os armamentos no Iraque, e por David King, o principal conselheiro do Governo brit\u00e2nico para assuntos de ci\u00eancia.  O documento admite que as altera\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas provocadas pelo aquecimento global do planeta possam ter tais consequ\u00eancias na vida dos povos que acabar\u00e3o por degenerar em situa\u00e7\u00f5es de anarquia e at\u00e9 mesmo de guerra nuclear. Um dos perigos apontados \u00e9 o da fus\u00e3o dos glaciares, que poderia conduzir ao aumento do n\u00edvel das \u00e1guas do mar, deixando mesmo submersas algumas cidades costeiras.  Outros estudiosos t\u00eam alertado para a possibilidade de os efeitos do aquecimento global virem a incidir mais nas zonas dos tr\u00f3picos, onde vive a maioria dos habitantes mais pobres da Terra, agravando assim ainda mais a sua situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria ao afectar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e o abastecimento de \u00e1gua.  A causa principal deste aquecimento global tem sido atribu\u00edda \u00e0 emiss\u00e3o de gases com efeito de estufa por parte das ind\u00fastrias e dos transportes. Entre esses gases conta-se o anidrido carb\u00f3nico, o metano e o \u00f3xido nitroso, resultantes em grande parte da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis como o petr\u00f3leo e o carv\u00e3o, enquanto o hexafluoreto est\u00e1 mais associado aos sistemas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de electricidade. Estados Unidos, parte da Uni\u00e3o Europeia, R\u00fassia, Jap\u00e3o e \u00cdndia contam-se entre os principais emissores de anidrido carb\u00f3nico para a atmosfera.  <i>Petr\u00f3leo: um segredo da terra<\/i> Uma pergunta que est\u00e1 na mente de toda a gente refere-se \u00e0 verdadeira dimens\u00e3o das reservas mundiais de petr\u00f3leo e \u00e0 sua dura\u00e7\u00e3o. A verdade \u00e9 que ningu\u00e9m sabe. Apenas podem fazer-se estimativas e o facto de alguns pa\u00edses produtores reverem periodicamente os seus pr\u00f3prios n\u00fameros permite duas interpreta\u00e7\u00f5es: ou n\u00e3o sabem efectivamente ou n\u00e3o t\u00eam interesse em divulgar os n\u00fameros reais. Num artigo publicado no passado m\u00eas de Setembro e intitulado \u00abA grande inc\u00f3gnita das reservas de petr\u00f3leo\u00bb, o conceituado jornal franc\u00eas Le Monde escrevia: \u00abSobre os membros da Organiza\u00e7\u00e3o de Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (OPEP) recai repetidamente a suspeita de que sobreavaliam as suas reservas \u201cconfirmadas\u201d, uma vez que a sua quota de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tanto mais elevada quanto o forem as reservas.\u00bb  Os n\u00fameros declarados pelos pa\u00edses da OPEP aumentaram consideravelmente nos \u00faltimos vinte anos, sem que tenham sido descobertas novas jazidas importantes. Assim, por exemplo, a Ar\u00e1bia Saudita, o maior produtor mundial, declarou um aumento das suas reservas da ordem dos 165 mil milh\u00f5es de barris para os 259 mil milh\u00f5es, enquanto a Venezuela passou de 20 mil para 72 mil milh\u00f5es.  Ainda de acordo com o mesmo artigo, os especialistas mais pessimistas calculam em 780 mil milh\u00f5es de barris as reservas mundiais de petr\u00f3leo, enquanto outras fontes apontam para os 1100 milh\u00f5es de barris. H\u00e1 quem admita que elas poder\u00e3o esgotar-se por volta de meados do s\u00e9culo XXI. A \u00fanica certeza \u00e9 que as reservas mundiais de petr\u00f3leo n\u00e3o s\u00e3o inesgot\u00e1veis, sobretudo se tivermos em considera\u00e7\u00e3o que se consomem diariamente 80 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo em todo o mundo e que a tend\u00eancia \u00e9 para este valor subir na mesma medida em que cresce a economia de alguns pa\u00edses. \u00c9 o caso, por exemplo da China, que j\u00e1 desalojou o Jap\u00e3o do lugar de segundo maior consumidor de petr\u00f3leo (5,6 milh\u00f5es di\u00e1rios, depois dos EUA, com 20 milh\u00f5es).  <i>Nuclear: a energia mais controversa<\/i> A energia nuclear n\u00e3o \u00e9, em si mesma, mais cara do que as outras. Ent\u00e3o o que a torna t\u00e3o pol\u00e9mica? Simplesmente as medidas de seguran\u00e7a que h\u00e1 que tomar \u00e0 sua volta e que s\u00e3o, essas sim, extraordinariamente dispendiosas. De acordo com um documento recente sobre \u00abA economia da energia nuclear\u00bb, publicado pelo Uranium Information Centre, com sede em Melburne (Austr\u00e1lia), a energia nuclear custa em m\u00e9dia 0,4 c\u00eantimos de euro por kW\/hora, mais ou menos o mesmo que a energia hidroel\u00e9ctrica, enquanto a do carv\u00e3o passa de 4,1 c\u00eantimos, a do g\u00e1s varia entre 1,3 e 2,3 c\u00eantimos, e s\u00f3 a energia e\u00f3lica bate a nuclear em pre\u00e7o: 0,2 c\u00eantimos por kW\/hora.  A energia nuclear apresenta ainda a vantagem de n\u00e3o produzir fumos nem di\u00f3xido de carbono, n\u00e3o contribuindo assim para o efeito de estufa, e de produzir quantidades consider\u00e1veis de energia a partir de pequenas quantidades de combust\u00edvel. O grande problema reside na seguran\u00e7a. Quem n\u00e3o se lembra ainda do acidente na central nuclear de Chernobyl (Ucr\u00e2nia), em 1986? A cria\u00e7\u00e3o de todas as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para impedir fugas de material radioactivo \u00e9 extremamente dispendiosa, bem como a armazenagem dos res\u00edduos nucleares, que necessitam de permanecer selados e enterrados durante muitos anos at\u00e9 eliminar toda a radioactividade. Tamb\u00e9m o processo de desactiva\u00e7\u00e3o de uma central nuclear quando chega ao termo da sua vida \u00fatil tem custos elevad\u00edssimos, por vezes mesmo superiores aos da pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o. Em 2000, a Alemanha decidiu encerrar gradualmente as suas 18 centrais nucleares, que produziam um ter\u00e7o da electricidade do pa\u00eds. Posteriormente, no entanto, aprovou um acordo limitando a 32 anos o per\u00edodo de vida de uma central nuclear e, at\u00e9 ao presente, apenas uma foi na realidade desactivada, a de Stade (perto de Hamburgo), que estava em funcionamento desde 1972. Os custos da opera\u00e7\u00e3o: 500 milh\u00f5es de euros, comparados com os 300 milh\u00f5es de marcos (153 milh\u00f5es de euros) que tinha custado a sua constru\u00e7\u00e3o&#8230;  <i>Portugal: devagar devagarinho<\/i> Portugal vai tamb\u00e9m avan\u00e7ando no campo das energias renov\u00e1veis, mas bastante mais lentamente do que outros pa\u00edses com caracter\u00edsticas ou recursos semelhantes. E arrisca-se mesmo, segundo afirmava numa entrevista recente o engenheiro Carlos Pimenta, director do Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente, a pagar multas por n\u00e3o cumprir os limites m\u00e1ximos de emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono impostos pela Uni\u00e3o Europeia e pelo Protocolo de Quioto. Para cumprir estes objectivos, Portugal necessita de produzir 39 por cento da sua energia el\u00e9ctrica atrav\u00e9s de energias renov\u00e1veis at\u00e9 2010. No caso da energia e\u00f3lica, existem j\u00e1 perto de 30 parques e\u00f3licos, que n\u00e3o produzem mais do que 350 megawatts, ou seja, 0,5 por cento da electricidade consumida em Portugal. Segundo a citada entrevista, por exemplo, s\u00f3 a Galiza produz 2000 megawatts.  No entanto, est\u00e1 prevista at\u00e9 finais de 2007 a instala\u00e7\u00e3o de 11 novos parques e\u00f3licos na regi\u00e3o do Minho, no que dever\u00e1 ser o maior empreendimento do Pa\u00eds para a produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica. A adjudica\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas primeiros era aguardada at\u00e9 finais de Outubro e, a cumprirem-se todos os prazos, dever\u00e3o entrar em funcionamento no Ver\u00e3o de 2005.  A geotermia, principalmente no arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, dada a origem vulc\u00e2nica das suas ilhas, pode tamb\u00e9m contribuir para alcan\u00e7ar os objectivos em mat\u00e9ria de redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases poluentes. O aproveitamento dos recursos geot\u00e9rmicos nos A\u00e7ores teve in\u00edcio em 1980, na Ribeira Grande (S\u00e3o Miguel) e, neste momento, \u00e9 respons\u00e1vel por um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica da ilha. Em resultado de projectos em desenvolvimento neste momento, prev\u00ea-se que, at\u00e9 2007, possam ser produzidos mais 30 megawatts, tanto em S\u00e3o Miguel como na Terceira.  Os estudos realizados at\u00e9 agora indicam que todas as ilhas do arquip\u00e9lago, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o da de Santa Maria, t\u00eam um potencial geot\u00e9rmico suficiente para satisfazer as suas necessidades em mat\u00e9ria de energia.  Portugal possui ainda um potencial enorme a n\u00edvel de energia solar e das mar\u00e9s \u2013 quem dera \u00e0 maior parte dos pa\u00edses ter uma t\u00e3o grande exposi\u00e7\u00e3o ao longo do ano e uma costa t\u00e3o extensa e com ondas t\u00e3o \u00abpoderosas\u00bb \u2013, que est\u00e1 muito longe de ser convenientemente explorado.  <i>Ana Gl\u00f3ria Lucas, Al\u00e9m-Mar \u2013 n\u00ba 531<\/i>   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/pub\/47\/noticia.asp?jornalid=47&#038;noticiaid=13016\">\u2022 Espiritualidade sustent\u00e1vel<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Mission\u00e1ria \u00abAl\u00e9m-Mar\u00bb defende no seu n\u00famero de Novembro que optar pelas energias renov\u00e1veis \u00e9 sobretudo \u00abuma atitude espiritual\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[122,168,169,191,199,203,261,316],"class_list":["post-8380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-brasil","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-angra","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-missoes","tag-terco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}