{"id":83691,"date":"2017-09-11T17:08:00","date_gmt":"2017-09-11T17:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/09\/11\/dialogo-abertura-presenca-e-proximidade\/"},"modified":"2017-09-11T17:08:00","modified_gmt":"2017-09-11T17:08:00","slug":"dialogo-abertura-presenca-e-proximidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dialogo-abertura-presenca-e-proximidade\/","title":{"rendered":"\u00abDi\u00e1logo, abertura, presen\u00e7a e proximidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia ECCLESIA transcreve a \u00faltima entrevista concedida por D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, falecido bispo do Porto <!--more--> <\/p>\n<p> \tA Ag&ecirc;ncia ECCLESIA transcreve a &uacute;ltima entrevista concedida por D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, falecido bispo do Porto, concedida durante a peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, a 9 de setembro. Uma conversa sobre temas sociais, a fam&iacute;lia, o trabalho, a vida da diocese e o poder local que fica como um testemunho do percurso e do pensamento do prelado.<\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; A Diocese do Porto peregrinou ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Um momento significativo no centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es da Cova da Iria e um in&iacute;cio de uma tradi&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>D. Ant&oacute;nio Francisco Santos (AFS) &ndash;<\/em> &Eacute; a segunda vez que a Diocese do Porto faz uma peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. A primeira ocorreu em 1968, e este ano, depois da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o que constituiu a visita da imagem peregrina a toda a diocese. Depois de ver a aflu&ecirc;ncia o entusiasmo, o encanto e a alegria que todos os diocesanos\/as, n&oacute;s sentimos que dev&iacute;amos vir agradecer essa visita. Sentimos que dev&iacute;amos vir celebrar tamb&eacute;m aqui, no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, o dia da dedica&ccedil;&atilde;o da nossa catedral. Abrindo assim um espa&ccedil;o novo fora de portas e para l&aacute; de fronteiras nesta dedica&ccedil;&atilde;o Igreja da catedral e do in&iacute;cio do ano pastoral.<\/p>\n<p> \tA Diocese veio agradecer a visita da Virgem Peregrina, vimos celebrar o centen&aacute;rio e vimos iniciar uma nova etapa do caminho pastoral da diocese que queremos que seja sempre aben&ccedil;oada por Nossa Senhora que teve sempre presente no percurso da Igreja. N&atilde;o sejamos n&oacute;s, a cidade da Virgem, dedicada a Nossa Senhora de Vandoma, e uma diocese que tem como padroeira Nossa Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tA aflu&ecirc;ncia e o encanto destes mais de 30 mil diocesanos do Porto e mais de duzentos sacerdotes e a presen&ccedil;a de todas as 477 par&oacute;quias e da 22 vigararias e de muitos movimentos apost&oacute;licos. Uma grande moldura humano onde v&iacute;amos jovens, crian&ccedil;as, idosos e fam&iacute;lias. Estiveram mais de 300 doentes e fr&aacute;geis e uma presen&ccedil;a muito significativa de 50 pessoas sem-abrigo da cidade do Porto para que tamb&eacute;m aqui Nossa Senhora nos inspire a irmos a todas as periferias e abrirmos caminhos novos de renova&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Para quando a pr&oacute;xima peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> Agora vamos fazer a avalia&ccedil;&atilde;o desta bela iniciativa. Depois, penso que este esp&iacute;rito que nos envolveu e mobilizou a todos vai continuar com novas iniciativas. N&oacute;s temos muito o sentido da criatividade da a&ccedil;&atilde;o pastoral. N&atilde;o &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o pela repeti&ccedil;&atilde;o. Temos de fazer sempre as coisas com sentido, com horizonte, com objetivos e com metas. Daqui podemos levar mais vigor, entusiasmo e dinamismo para a a&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p> \tO ano pastoral que hoje [09 setembro NR] inici&aacute;mos tem como lema: &laquo;Movidos pelo amor de Deus&raquo;. Um ano centrado no servi&ccedil;o da caridade e na aten&ccedil;&atilde;o aos que mais precisam. Esta experi&ecirc;ncia de sermos uma Igreja Diocesana por inteiro que se re&uacute;ne e congrega em F&aacute;tima, nos 600 autocarros que vieram, diz-nos que por aqui passa o caminho de futuro da Igreja do Porto.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Para al&eacute;m de bispo do Porto, D. Ant&oacute;nio Francisco Santos &eacute; tamb&eacute;m presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. Como encara este desafio que a Igreja lhe confiou?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> Fui surpreendido para este cargo por parte dos meus irm&atilde;os bispos. Vejo este cargo com alguma apreens&atilde;o, mas tamb&eacute;m com algum realismo. Todos somos necess&aacute;rios e a Igreja tem de estar muito presente nesta vanguarda da miss&atilde;o. Iniciei o meu trabalho h&aacute; um m&ecirc;s&hellip; Estamos a dar passos e temos preocupa&ccedil;&otilde;es, mas temos tamb&eacute;m sonhos e prop&oacute;sitos. Temos tamb&eacute;m um desejo muito grande de trabalhar e estar presente neste espa&ccedil;o t&atilde;o necess&aacute;rio como &eacute; a a&ccedil;&atilde;o socio-caritativa da Igreja. Temos de ter capacidade de lermos a realidade e escutarmos o mundo. Temos de estar dispon&iacute;veis para dar resposta &agrave;s novas formas de pobreza e aos novos desafios da sociedade moderna.<\/p>\n<p> \tA Igreja sempre teve capacidade de estar presente onde &eacute; necess&aacute;rio. O Papa Francisco lidera tamb&eacute;m e abre-nos caminhos. Saibamos aprender com ele e a Pastoral Social da Igreja em Portugal saber&aacute; cumprir a sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A Semana da Pastoral Social realiza-se de 19 a 21 deste m&ecirc;s e coloca o sublinhado na import&acirc;ncia da fam&iacute;lia. &Eacute; no seio da fam&iacute;lia que se trabalha a caracteriza&ccedil;&atilde;o social e a capacidade transformadora das sociedades.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> &Eacute; verdade. &Eacute; ali que se acolhe o melhor do amor de Deus por cada um de n&oacute;s. Este des&iacute;gnio e este lema vai ajudar-nos a perceber que a fam&iacute;lia &eacute; um eixo essencial e imprescind&iacute;vel da renova&ccedil;&atilde;o da Igreja e da transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade. Temos de olhar com gratid&atilde;o, estima e compreens&atilde;o porque muitas vezes as fam&iacute;lias s&atilde;o vulneradas e fragilizadas na sua vida e n&oacute;s, &agrave;s vezes, n&atilde;o nos apercebemos. A Igreja tem de estar cada vez mais atenta &agrave;s dores, sofrimentos e clamores da fam&iacute;lia. Mas tamb&eacute;m, cada vez mais, decidida em envolver a fam&iacute;lia por inteiro na transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Embora a fam&iacute;lia v&aacute; registando muta&ccedil;&otilde;es ao longo dos tempos. &Eacute; necess&aacute;rio estar atento aos v&aacute;rios desenhos familiares?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> Devemos dar espa&ccedil;o a que a ci&ecirc;ncia fa&ccedil;a progressos e avan&ccedil;os. Devemos estar abertos aos caminhos novos da cultura. Devemos estar muito convictos e presentes daqueles valores que s&atilde;o sagrados e perenes, mas devemos ter tamb&eacute;m uma grande capacidade de di&aacute;logo, abertura, presen&ccedil;a e proximidade das fam&iacute;lias na sua diversidade e complexidade. A Igreja n&atilde;o se pode fechar nem voltar as costas &agrave; realidade atual. Ela tem de saber iluminar e escutar esta realidade. N&atilde;o somos os &uacute;nicos a querer o bem do mundo, mas temos uma mensagem que nos vem do Evangelho. A mensagem do Evangelho n&atilde;o &eacute; apenas para ser estudada como um repert&oacute;rio da hist&oacute;ria que j&aacute; passou, mas um desafio para a hist&oacute;ria que se constr&oacute;i.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As fam&iacute;lias t&ecirc;m sido esquecidas, mesmo nas pol&iacute;ticas governamentais.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> N&oacute;s, muitas vezes, temos esquecido a fam&iacute;lia. Mesmo na Igreja, a nossa a&ccedil;&atilde;o pastoral &eacute; muito sectorizada. Pensamos nas crian&ccedil;as da catequese, nos jovens e a pastoral juvenil&hellip; mas a fam&iacute;lia no seu todo, que nos traz e traduz a beleza e a perfei&ccedil;&atilde;o, nem sempre &eacute; bem cuidada e nem sempre &eacute; bem tratada. Penso que o Papa, na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica, nos abre muitos caminhos que n&oacute;s ainda n&atilde;o fomos capazes de percorrer. Nem fomos capazes de perceber como sinais dos tempos e inspira&ccedil;&otilde;es do Esp&iacute;rito para o futuro.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Os tempos atuais falam muito de retoma econ&oacute;mica, aumento de produtividade e baixa do desemprego. Existe um clima de otimismo. Todavia, isso n&atilde;o evita que continuam a existir muitas situa&ccedil;&otilde;es de fragilidade.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> &Eacute; fundamental olharmos o futuro numa atitude positiva e proactiva de esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a. A confian&ccedil;a leva-nos a pensar que todos juntos somos capazes de resolver os problemas, &eacute; j&aacute; de si um passo em frente. Estou contente com esta capacidade de olharmos o futuro com esperan&ccedil;a e de n&atilde;o passarmos a vida a lamentar-nos e a queixar-nos da crise e a viver submetidos a esta tirania de que tudo &eacute; mau e que estamos no pior tempo da hist&oacute;ria. Mas depois disso, n&atilde;o podemos esquecer aqueles que mais precisam, que mais sofrem e aqueles em quem ningu&eacute;m pensa. N&atilde;o podemos viver o idealismo do otimismo f&aacute;cil e n&atilde;o vivermos a realidade de uma exig&ecirc;ncia concreta. Temos a obriga&ccedil;&atilde;o para as situa&ccedil;&otilde;es reais e objetivas. A conjuga&ccedil;&atilde;o do &acirc;nimo, da esperan&ccedil;a e da capacidade de ver o futuro com a certeza que somos capazes &eacute; essencial, sem esquecer a aten&ccedil;&atilde;o aos mais pobres. Quando temos vontade de fazer o bem e nos unimos para o fazer em conjunto, conseguimos dar respostas reais aos problemas reais.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O Papa Francisco tem sido muito cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o ao sistema econ&oacute;mico vigente e tamb&eacute;m como as empresas lidam com os colaboradores. A Igreja tamb&eacute;m faz esta den&uacute;ncia com frequ&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m &eacute; uma entidade empregadora. Ela precisa de olhar para dentro?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash; <\/em>Tem raz&atilde;o. Todos n&oacute;s temos as nossas fragilidades. N&oacute;s, como diocese, somos dos maiores empregadores da &aacute;rea geogr&aacute;fica do Porto e nem sempre tivemos capacidades para manter os mesmos trabalhos e os mesmos empregos para dar respostas com realismo de aumentos dos sal&aacute;rios a quem o merece. Isto obriga-nos a sermos mais competentes, mais profissionais e tamb&eacute;m mais ousados no sistema da justi&ccedil;a e da equidade entre todos.<\/p>\n<p> \tH&aacute; muito a fazer na Igreja no campo laboral. Eu pr&oacute;prio sinto isto no dia-a-dia e &eacute; uma das minhas preocupa&ccedil;&otilde;es prementes neste campo. N&oacute;s crescemos naquele humanismo pr&oacute;prio de querer dar emprego a toda a gente e agora estamos circunscritos pela realidade. Muitas vezes n&atilde;o somos capazes de dar respostas atrav&eacute;s das nossas institui&ccedil;&otilde;es para manter todos os trabalhadores. Isso d&oacute;i-nos, rasga-nos a alma e dilacera-nos o cora&ccedil;&atilde;o. A Igreja tem de saber denunciar, mas saber tamb&eacute;m em denunciar-se a si pr&oacute;pria quando n&atilde;o &eacute; capaz de viver aquilo que a Doutrina Social da Igreja nos prop&otilde;e e nos imp&otilde;e.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas est&atilde;o pr&oacute;ximas, fala-se muito do local e do poder local. Os discursos falam muito no valor das pessoas, mas &eacute; importante que isso n&atilde;o se esque&ccedil;a ap&oacute;s a contagem dos votos.<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash; <\/em>Creio que todos n&oacute;s somos devedores, ap&oacute;s o 25 de Abril de 1974, a um grande caminho feito no poder aut&aacute;rquico. O servi&ccedil;o dos autarcas, a quem eu presto homenagem e admira&ccedil;&atilde;o, quando realizado como t&oacute;nica de dimens&atilde;o de servi&ccedil;o. Aqueles que servem, tanto nas juntas de freguesia como nas c&acirc;maras municipais, s&atilde;o os que est&atilde;o mais pr&oacute;ximos de n&oacute;s e conhecem melhor a realidade. Todavia h&aacute; realidades que demoram muito tempo. A burocracia e a administra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muitas vezes lentas. Estas atrasam solu&ccedil;&otilde;es que prejudicam e tornam a injusta a vida das popula&ccedil;&otilde;es. Este &eacute; um caminho grande a percorrer&hellip; E depois a transpar&ecirc;ncia. Acho que a verdade, a autenticidade e entrega s&atilde;o essenciais. Todavia, considero que o rosto das cidades, vilas e aldeias transformou-se e, gra&ccedil;as a Deus, para bem de todos.<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Este poder aut&aacute;rquico devia ser refor&ccedil;ado para aumentar a proximidade &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>AFS &ndash;<\/em> Entendo que sim. Devemos fazer uma grande reforma da administra&ccedil;&atilde;o central, administra&ccedil;&atilde;o regional e local. Quanto mais aproximarmos os servidores, seja a n&iacute;vel do Estado, das autarquias e institui&ccedil;&otilde;es daqueles a quem servem para que seja olhos nos olhos, cora&ccedil;&atilde;o a cora&ccedil;&atilde;o, rosto a rosto&hellip; N&oacute;s estamos a construir um Portugal melhor, mas nesta &aacute;rea temos muito a aprender com outros povos para refor&ccedil;ar o poder aut&aacute;rquico. Aqueles que nos conhecem podem servir-nos melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia ECCLESIA transcreve a \u00faltima entrevista concedida por D. 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