{"id":8361,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/um-colegio-para-o-homem-moderno\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"um-colegio-para-o-homem-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-colegio-para-o-homem-moderno\/","title":{"rendered":"Um col\u00e9gio para o homem moderno"},"content":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o de D. Jorge Ortiga, no Col\u00e9gio D. Diogo, em Braga <!--more--> A educa\u00e7\u00e3o foi e continua a ser uma quest\u00e3o problem\u00e1tica e emblem\u00e1tica. Emblem\u00e1tica porque dela depende o n\u00edvel da sociedade no presente e no futuro; problem\u00e1tica porque complexa e envolvente de muitas perspectivas. Muitas quest\u00f5es podem ser equacionadas. Corremos, por\u00e9m, o risco de n\u00e3o centralizar no essencial. Tudo \u00e9 importante. Creio, por\u00e9m, que importa colocar o educando como o p\u00f3lo de refer\u00eancia e factor condicionante de qualquer sistema educativo. Muitas coisas e pessoas se interpenetram em corresponsabilidade m\u00fatua. Creio, por\u00e9m, que tudo deveria girar \u00e0 volta do educando, crian\u00e7a ou adolescente. As outras vertentes, no reconhecimento de direitos e obriga\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o de ser instrumentos ou comunidades de servi\u00e7o para que ele atinja um desenvolvimento integral de todas as faculdades. Daqui emerge o princ\u00edpio que a Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa, como tantas outras, consagra com toda a evid\u00eancia e clareza, ou seja, a liberdade de aprender e de ensinar. Nesta dupla liberdade e perante o dever indel\u00e9vel e primordial de serem os pais os primeiros educadores, estes ter\u00e3o de ter o direito de escolher o tipo de educa\u00e7\u00e3o que melhor entendem para os seus filhos. Ningu\u00e9m desconhece que, hoje, se referem e sublinham os princ\u00edpios da liberdade de ensino e do direito dos pais \u00e0 escolha da educa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que os modelos alternativos ao sistema estatal continuam a ser desconsiderados, menosprezados e interpretados num car\u00e1cter meramente supletivo. Revestem-se, ainda, de actualidade as palavras do Dr. M\u00e1rio Pinto \u201cDesde os tempos iluministas e autorit\u00e1rios do Marqu\u00eas de Pombal que a escola \u00e9 quase s\u00f3 escola estatal. A escola n\u00e3o estatal foi desde ent\u00e3o absurda e sistematicamente maltratada, exclu\u00edda ou at\u00e9 mesmo extinta\u201d. Ningu\u00e9m nega o direito de cria\u00e7\u00e3o de escolas privadas e elas existem &#8211; quer de \u00edndole cooperativa quer da responsabilidade de pessoas ou institui\u00e7\u00f5es. O concreto nem sempre facilita a sua viabilidade. A Igreja, como encarregada pelo seu fundador de anunciar e promover um humanismo integral, n\u00e3o tem fugido aos desafios e, com igualdade e autonomia ou sem elas, interpretou iniciativas de forma\u00e7\u00e3o a quem o pa\u00eds muito deve. Reconhecemos que a rede escolar est\u00e1 implementada em todo o pa\u00eds. Mas \u00e9 dentro desta rede que os pais deveriam poder escolher sem terem a necessidade de recurso a gastos econ\u00f3micos que dificultam o or\u00e7amento familiar. Muito caminho foi percorrido. Continuam, por\u00e9m, sombras que amea\u00e7am e aterrorizam. Envolver-se nesta dignifica\u00e7\u00e3o e qualidade do ensino privado para que possa corresponder aos seus objectivos exige muito trabalho e dedica\u00e7\u00e3o. Regra geral quem se apaixona por esta causa n\u00e3o se contenta com um mero funcionalismo sujeito a hor\u00e1rios a cumprir. Toda a vida fica comprometida e s\u00f3 a dedica\u00e7\u00e3o plena oferece as respostas mais consent\u00e2neas capazes de se imporem. S\u00e3o necess\u00e1rias estruturas com qualidade, mas s\u00f3 as pessoas conseguem imprimir um projecto educativo pautado por valores e gerador de personalidades construtoras dum mundo novo. O dia de hoje \u00e9 de festa para o Col\u00e9gio D. Diogo. Com a inaugura\u00e7\u00e3o duma Piscina pretendemos manifestar o desejo duma igualdade diferente. Proporcionando melhores condi\u00e7\u00f5es estamos a dar certezas duma educa\u00e7\u00e3o integral. N\u00e3o esquecemos Aquele que nos move e Aquela a que nos gloriamos de pertencer. Sentimo-nos de Cristo e protagonistas dum mundo novo na Igreja como Seu prolongamento. N\u00e3o queremos perder a nossa identidade e recorremos a tudo para oferecer um humanismo que proporcione felicidade adquirida na viv\u00eancia de todos os valores. N\u00e3o pretendemos luxos ou vangl\u00f3ria. Contentamo-nos com a alegria de servir a sociedade com um projecto que, n\u00e3o esquecendo os valores humanos, aponta para outros horizontes. \u00c9 dia de festa por mais este sonho tornado realidade mas, tamb\u00e9m, e sobretudo, porque as grandes causas, como j\u00e1 referi, exigem homens que as coordenem e com capacidade de envolver uma equipa. Testemunhamos, por isso, a gratid\u00e3o ao Dr. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Gomes Marques. A sua vida sacerdotal tem a marca do Col\u00e9gio D. Diogo e este n\u00e3o o pode esquecer. Ele recordar\u00e1 momentos dif\u00edceis; n\u00f3s reconhecemos a fidelidade a um projecto que assumiu na continuidade doutro pioneiro, o Mons. El\u00edsio Ara\u00fajo Fernandes, ao qual deu o seu toque inconfund\u00edvel. Viveram-se momentos conturbados. Experimentaram-se situa\u00e7\u00f5es complicadas. A f\u00e9 foi maior e a coragem ultrapassou as in\u00fameras barreiras. Sabemos que, hoje, o Col\u00e9gio D. Diogo \u00e9 uma refer\u00eancia no contexto do ensino particular. N\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. \u00c9 mais um que acredita na import\u00e2ncia dos educandos e que quer comprometer-se com os pais na dif\u00edcil tarefa de educar. O Dr. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Gomes Marques pode sentir-se contente e lisonjeado pela obra que foi edificando. Hoje agradecemos-lhe e testemunhamos a certeza de que continuaremos a obra iniciada. Num ano em que a Igreja de Braga est\u00e1 empenhada num Programa de Pastoral Vocacional sabemos que um Col\u00e9gio Cat\u00f3lico tamb\u00e9m tem uma voca\u00e7\u00e3o e vamos, impelidos por Aquele que nos atraiu, ser dignos daqueles que deram vida a este projecto. Dr. Marques aceite as nossas homenagens e gratid\u00e3o e permita que lhe prometa: por aquilo que fez, aqui e agora, o Col\u00e9gio aceita o Duc in altum, programa do Papa para este mil\u00e9nio, ou seja, mais e melhor, pois os alicerces foram s\u00f3lidos.  D. Jorge Ortiga, A. P.  Braga, 30.10.2004<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o de D. Jorge Ortiga, no Col\u00e9gio D. 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