{"id":83469,"date":"2017-08-23T16:57:00","date_gmt":"2017-08-23T16:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/08\/23\/refugiados-arcebispo-de-tanger-alerta-para-cenario-de-morte-que-marca-a-regiao-subsaariana\/"},"modified":"2017-08-23T16:57:00","modified_gmt":"2017-08-23T16:57:00","slug":"refugiados-arcebispo-de-tanger-alerta-para-cenario-de-morte-que-marca-a-regiao-subsaariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-arcebispo-de-tanger-alerta-para-cenario-de-morte-que-marca-a-regiao-subsaariana\/","title":{"rendered":"Refugiados: Arcebispo de T\u00e2nger alerta para cen\u00e1rio de morte que marca a regi\u00e3o subsaariana"},"content":{"rendered":"<p>\u00abNo deserto morre muita gente, mas n\u00e3o parece que a Europa fique muito afetada com isso\u00bb, lamenta D. Santiago Agrelo <!--more--> <\/p>\n<p> \tF&aacute;tima, 23 ago 2017 (Ecclesia) &#8211; O arbispo de T&acirc;nger, em Marrocos, diz que a sociedade europeia precisa urgentemente de tomar maior &ldquo;consci&ecirc;ncia&rdquo; acerca das repercuss&otilde;es da crise de refugiados, sublinhando que manter as pessoas &ldquo;fora das fronteiras&rdquo; n&atilde;o pode ser solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \tD. Santiago Agrelo, em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA em F&aacute;tima, d&aacute; como exemplo uma realidade bem pr&oacute;xima de si, com a qual tem lidado todos os dias na sua miss&atilde;o, a dos migrantes e refugiados subsaarianos que atravessam o deserto em busca de uma entrada na Europa.<\/p>\n<p> \t&ldquo;No deserto morre muita gente, e n&atilde;o se fala nem dos perigos, nem das humilha&ccedil;&otilde;es, nem das mortes que os migrantes sofrem na travessia do deserto. A Europa sabe que se passa com os emigrantes e refugiados no Mediterr&acirc;neo, sabe o que se passa com os emigrantes e refugiados no Estreito de Gibraltar, mas n&atilde;o parece que fiquem muitos afetados com isso&rdquo;, lamenta aquele respons&aacute;vel.<\/p>\n<p> \tPara o arcebispo espanhol, que est&aacute; em miss&atilde;o na Arquidiocese de T&acirc;nger h&aacute; 10 anos, real&ccedil;a o desespero que marca hoje a vida de muitas pessoas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Mesmo que entrem de forma legal num pa&iacute;s, depressa passam &agrave; ilegalidade. A&iacute; multiplicam-se os problemas, no acesso a alojamento, a alimenta&ccedil;&atilde;o, a vestu&aacute;rio, s&atilde;o obst&aacute;culos que a maior parte dos europeus n&atilde;o imaginam porque n&atilde;o passaram por eles&rdquo;, aponta aquele respons&aacute;vel, que vai ainda mais longe.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A ilegalidade n&atilde;o escorre nas veias dos refugiados. As na&ccedil;&otilde;es euroepeias &eacute; que os levam &agrave; ilegalidade, quando n&atilde;o lhes deixam nenhuma alternativa de buscar o futuro, futuro esse que t&ecirc;m todo o direito do mundo a buscar, onde lhes pare&ccedil;a melhor. &Eacute; um direito reconhecido por todas as na&ccedil;&otilde;es que assinaram a Carta dos Direitos Fundamentais do Homem, entre eles est&aacute; o direito a emigrar, est&aacute; o direito &agrave; integridade f&iacute;sica, direitos que se violam constantemente&rdquo;, salienta.<\/p>\n<p> \tD. Santiago Agrelo est&aacute; em Portugal a participar como orador na assembleia europeia das Servas Mission&aacute;rias do Esp&iacute;rito Santo, que est&aacute; a decorrer em F&aacute;tima, na Casa do Verbo Divino.<\/p>\n<p> \tEm cima da mesa tem estado a quest&atilde;o dos migrantes e refugiados, com que a congrega&ccedil;&atilde;o tem lidado em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa, e inclusivamente &ldquo;come&ccedil;ou agora um novo projeto na Gr&eacute;cia&rdquo;, revelou a irm&atilde; Maria Jos&eacute; Rebelo.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&oacute;s estamos nos cinco continentes e a nossa zona da Europa tomou a decis&atilde;o de come&ccedil;armos uma miss&atilde;o em movimento na Gr&eacute;cia. Estaremos al&iacute; enquanto for necess&aacute;rio servir os refugiados. Poder partilhar este grito que vem dos mais pobres, n&atilde;o s&oacute; servindo, estando e aprendendo e deixando-nos converter por essas pessoas, pelas suas necessidades, mas tamb&eacute;m para ser uma voz de defesa destas pessoas&rdquo;, concretizou aquela respons&aacute;vel. &nbsp;<\/p>\n<p> \tPara o arcebispo de T&acirc;nger, um dos primeiros passos para vencer o desafio desta crise de refugiados &eacute; ganhar a batalha da &ldquo;informac&atilde;o&rdquo;, quer nos media quer depois na garantia de que &ldquo;os migrantes e refugiados tenham acesso a &ldquo;informac&atilde;o &uacute;til para resolverem a sua situac&atilde;o&rdquo;. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p> \t&ldquo;Em torno das fronteiras de Ceuta e Melilla, em Marrocos, um dos problemas que denuncio frequentemente &eacute; a opacidade informativa que ali impera, s&oacute; sai c&aacute; para fora o que &eacute; dito pelas autoridades, e quer se queira quer n&atilde;o essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre uma imforma&ccedil;&atilde;o parcial&rdquo;, salienta.<\/p>\n<p> \tPor outro lado, estas pessoas &ldquo;precisam tamb&eacute;m urgentemente de ser respeitadas&rdquo; e isso passa em primeiro lugar por uma mudan&ccedil;a de linguagem.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o &eacute; a mesma coisa dizer ilegal ou migrante, n&atilde;o &eacute; o mesmo dizer salta-fronteiras ou um pobre que quer passar a fronteira, mesmo que seja obrigado a faz&ecirc;-lo de forma ilegal&rdquo;, aponta D. Santiago Agrelo, que no que toca ao trabalho da Igreja Cat&oacute;lica, frisa que tem de passar sobretudo pela &ldquo;perce&ccedil;&atilde;o das necessidades das pessoas e trabalhar para ajudar a ultrapassar os problemas&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Respostas pol&iacute;ticas cabem aos pol&iacute;ticos, e neste momento eles n&atilde;o est&atilde;o a d&aacute;-las, n&atilde;o vemos respostas pol&iacute;ticas para esta crise, eles est&atilde;o simplesmente a ignorar o problema e a tentar manter os pobres fora das suas fronteiras&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p> \t<em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abNo deserto morre muita gente, mas n\u00e3o parece que a Europa fique muito afetada com isso\u00bb, lamenta D. 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