{"id":8342,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/presenca-agostiniana-na-diocese-de-leiria-fatima\/"},"modified":"2019-07-11T15:42:24","modified_gmt":"2019-07-11T14:42:24","slug":"presenca-agostiniana-na-diocese-de-leiria-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/presenca-agostiniana-na-diocese-de-leiria-fatima\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a Agostiniana na Diocese de Leiria-F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Santo Agostinho no actual territ\u00f3rio da diocese de Leiria-F\u00e1tima est\u00e1 documentada nas v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es religiosas que seguiram a chamada regra de Santo Agostinho e no culto prestado ao Santo Padroeiro, em igrejas, ermidas e simples imagens. Santo Agostinho \u00e9 padroeiro \u201cigualmente principal\u201d da diocese.<\/p>\n<p>O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dos C\u00f3negos Regrantes de Santo Agostinho tinha uma vigararia em Leiria, que foi o embri\u00e3o da diocese leiriense, criada, pelo Papa Paulo III, a 22 de Maio de 1545. O primeiro bispo da diocese leiriense, D. Frei Br\u00e1s de Barros (1545-1556), apesar de n\u00e3o ser da ordem de Santo Agostinho, tinha sido reformador daquele mosteiro conim-bricense. O segundo bispo da diocese, D. Frei Gaspar do Casal (1557-1579), que pertencia \u00e0 Ordem dos Religiosos Eremitas Mendicantes de Santo Agostinho, tamb\u00e9m chamados Eremitas Cal\u00e7ados ou Gracianos, mandou edificar um convento da sua Ordem, na cidade de Leiria, em Agosto de 1577.<\/p>\n<p>O Convento de Santo Agostinho veio a ser extinto em 1834, continuando a igreja aberta ao culto. Depois da proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em 1910, a igreja foi profanada, servindo de refeit\u00f3rio de um regimento militar, instalado no convento. Pela concordata entre Portugal e a Santa S\u00e9, em 1940, a igreja foi entregue \u00e0 Diocese, a 7 de Agosto de 1944, reabrindo ao culto no dia 28 de Agosto de 1945. Dez anos depois, no XVI Centen\u00e1rio do Nascimento de Santo Agostinho (354-1954), o Bispo D. Jos\u00e9 Alves Correia da Silva promoveu comemora\u00e7\u00f5es especiais, que decorreram de 1 a 8 de Maio de 1955.<\/p>\n<p>A igreja, no decorrer das celebra\u00e7\u00f5es do 1.650\u00ba anivers\u00e1rio do nascimento do Santo, foi enri-quecida com uma colec\u00e7\u00e3o de 13 telas, evocativas das Confiss\u00f5es, da autoria da pintora Irene Gomes. O Convento do Bom Jesus, dos Agostinhos Descal\u00e7os de Porto de M\u00f3s, foi fundado, com licen\u00e7a do bispo de Leiria, D. Pedro Vieira da Silva, por provis\u00e3o do dia 19 de Outubro de 1874. O convento de Porto de M\u00f3s foi extinto em 1834.<\/p>\n<p>Foi para a igreja do Bom Jesus que passou a sede da par\u00f3quia de S. Pedro de Porto de M\u00f3s, depois da demoli\u00e7\u00e3o da igreja paroquial, em 1875, por amea\u00e7ar ru\u00edna. Nos anos sessenta do s\u00e9culo XX, a Pia Uni\u00e3o da \u201cObra dos Santos Anjos\u201d, fundada na \u00c1ustria, informou-se, junto da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Religiosos, \u201cda possibilidade de fundar uma nova Ordem ou Congrega\u00e7\u00e3o Religiosa, com espiritualidade pr\u00f3pria, tendo os Anjos, n\u00e3o como finalidade, mas como protectores e auxiliares no caminho da santidade, como no caso do Anjo de Portugal, na vida dos Pastorinhos. Assim, a finalidade principal \u00e9 a gl\u00f3ria de Deus e salva\u00e7\u00e3o das almas, e, no seu centro, a Cruz e a Sagrada Eucaristia, fruto da mesma Cruz\u201d. A Congrega\u00e7\u00e3o aconselhou a estudar a possibilidade de se ligarem a uma Ordem antiga, em vias de extin\u00e7\u00e3o, ou a restaurar uma Ordem j\u00e1 extinta.<\/p>\n<p>Descobriu-se que a Ordem dos C\u00f3negos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra, extinta pelo Governo Portugu\u00eas, em 1834, podia ser canonicamente restaurada, pois um decreto pontif\u00edcio de 1836, n\u00e3o reconhecendo a extin\u00e7\u00e3o estatal, nomeou um Prior Geral vital\u00edcio, que s\u00f3 faleceu em 1901. Como n\u00e3o haviam passado ainda cem anos, e sabendo a Pia Uni\u00e3o que a antiga diocese de Leiria era, na sua quase totalidade, da jurisdi\u00e7\u00e3o da Ordem da Santa Cruz, pediu ao bispo de Leiria, D. Alberto Cosme do Amaral, para solicitar a restaura\u00e7\u00e3o. O pedido foi apresentado em Roma, por D. Jo\u00e3o Pereira Ven\u00e2ncio, bispo em\u00e9rito da mesma diocese, desde 1972, que confidenciou que pedira a resigna\u00e7\u00e3o do bispado, para satisfazer o desejo antigo de passar o resto dos seus dias numa Ordem contemplativa.<\/p>\n<p>Na P\u00e1scoa de 1977, foi publicado em Roma um decreto que dava licen\u00e7a para se come\u00e7ar um noviciado experimental e nomeava D. Ant\u00f3nio Bull, Abade Primaz da Confedera\u00e7\u00e3o dos C\u00f3negos Regrantes de Santo Agostinho, como Prior Geral da Ordem, at\u00e9 \u00e0 sua restaura\u00e7\u00e3o definitiva. A Ordem foi restaurada oficialmente no dia 29 de Maio de 1979. Por morte de D. Ant\u00f3nio Bull, superior delegado, mas n\u00e3o membro da Ordem, a 12 de Outubro de 1982, D. Jo\u00e3o Pereira Ven\u00e2ncio foi nomeado Primeiro Superior Geral, pelo per\u00edodo de tr\u00eas anos, vindo a falecer a 2 de Agosto de 1985. A Ordem dos C\u00f3negos Regrantes de Santa Cruz tem actualmente em Portugal tr\u00eas comunidades, nas dioceses de Braga, \u00c9vora e Leiria-F\u00e1tima. O ramo feminino, Sociedade das Irm\u00e3s de Santa Cruz, foi fundado em 1967, na \u00c1ustria, e entrou em Portugal em 1976. Est\u00e1 estabelecida nas dioceses de Braga e de Leiria-F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Passamos a elencar, por ordem cronol\u00f3gica, alguns sinais do culto e devo\u00e7\u00e3o a Santo Agostinho no actual territ\u00f3rio da diocese de Leiria-F\u00e1tima, a partir da documenta\u00e7\u00e3o conhecida e da inventaria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio m\u00f3vel diocesano, feita de 1993 a 2000: imagem de S. Agostinho, de pedra, atribu\u00edvel ao s\u00e9culo XVI, na capela de Santa Marta, da par\u00f3quia de Santa Euf\u00e9mia (concelho de Leiria); dois frescos com as imagens de Santo Ambr\u00f3sio e de Santo Agostinho, na antiga ermida de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, do lugar da Concei\u00e7\u00e3o, par\u00f3quia do Olival (concelho de Our\u00e9m), reedificada no ano de 1578; tela de Santo Agostinho, pintada por Amaro do Vale, entre 1605 e 1606, na Capela do Sant\u00edssimo Sacramento da S\u00e9 de Leiria, hoje guardada no Museu de Arte Sacra do Semin\u00e1rio Diocesano de Leiria; imagem de Santo Agostinho, atribu\u00edvel aos s\u00e9culos XVII-XVIII, na igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o Baptista de Porto de M\u00f3s, talvez proveniente da igreja do antigo convento do Bom Jesus, da mesma vila; capela de S. Agostinho, existente, em 1758, no lugar da Charneca (actual Vilar dos Prazeres) da freguesia de Nossa Senhora das Miseric\u00f3rdias de Our\u00e9m, de que ainda subsistiam alguns vest\u00edgios, h\u00e1 poucos anos; imagem de Santo Agostinho, de madeira pintada, atribu\u00edvel ao s\u00e9culo XIX, na igreja paroquial dos Marrazes (concelho de Leiria); medalh\u00e3o pintado, dos meados do s\u00e9culo XIX, que representa um santo bispo com uma pena na m\u00e3o, no coro da igreja paroquial do Juncal (concelho de Porto de M\u00f3s), identificado pela comiss\u00e3o do invent\u00e1rio do patrim\u00f3nio m\u00f3vel da diocese como sendo Santo Agostinho; \u201cHospital de Santo Agostinho\u201d, institu\u00eddo por testamento, em 1885, pelo Dr. Agostinho Albano de Almeida, m\u00e9dico de Aldeia da Cruz (depois Vila Nova de Our\u00e9m e actualmente, cidade de Our\u00e9m, freguesia de Nossa Senhora da Piedade), \u201cem comemora\u00e7\u00e3o do seu nome\u201d, fundado em Outubro de 1891. Desconhece-se se a diocese de Leiria teve padroeiro nomeado, desde a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em provis\u00e3o de 30 de Mar\u00e7o de 1955, anunciando as comemora\u00e7\u00f5es do XVI centen\u00e1rio do nascimento de Santo Agostinho, o Bispo de Leiria, D. Jos\u00e9 Alves Correia da Silva, escrevia: \u201cQuando esta diocese foi restaurada, em 1918, tomou este grande Santo como seu Padroeiro\u201d.<\/p>\n<p>Esta escolha radicava, certamente, no facto, j\u00e1 referido, de Leiria ter sido uma vigararia do Mosteiro de C\u00f3negos Regran-tes de Santa Cruz de Coimbra, da Ordem de Santo Agostinho, e \u00e0 semelhan\u00e7a da diocese de Coimbra, que tamb\u00e9m o tem como padroeiro. Em Dezembro de 1962, o Bispo de Leiria, D. Jo\u00e3o Pereira Ven\u00e2n-cio, pedia \u00e0 Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos ratificasse a escolha, ent\u00e3o feita, de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima, como \u201cPadroeira Principal\u201d, de S\u00e3o Jos\u00e9, como \u201cPadroeiro igualmente principal\u201d e de Santo Agostinho, como Padroeiro Secund\u00e1rio\u201d da Diocese.<\/p>\n<p>Por decreto de 13 de Dezembro de 1962, a Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos constituiu e confirmou Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima como \u201cPadroeira principal\u201d e Santo Agostinho como \u201cPadroeiro igualmente principal\u201d. O breve \u201cMiris modis\u201d de Jo\u00e3o XXIII, tem a mesma data. Luciano Coelho Cristino Diocese de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[119,146,168,172,174,175,177,187,207,238,275,285,297],"class_list":["post-8342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-arte-sacra","tag-concordata","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-evora","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-diocese-do-porto","tag-fatima","tag-joao-xxiii","tag-pascoa","tag-patrimonio","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8342\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}