{"id":83350,"date":"2017-08-11T00:06:00","date_gmt":"2017-08-11T00:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/08\/11\/viana-do-castelo-templo-de-santa-luzia\/"},"modified":"2017-08-11T00:06:00","modified_gmt":"2017-08-11T00:06:00","slug":"viana-do-castelo-templo-de-santa-luzia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viana-do-castelo-templo-de-santa-luzia\/","title":{"rendered":"VIANA DO CASTELO: Templo de Santa Luzia"},"content":{"rendered":"<p> \tO Templo-Monumento glorifica o nome de Santa Luzia, advogada da vista a quem o Capit&atilde;o de Cavalaria Lu&iacute;s de Andrade e Sousa recorre, na extinta capela de Santa Luzia, acometido de uma grave oftalmia. J&aacute; convalescido, institui a Confraria de Santa Luzia, como forma de gratificar a gra&ccedil;a recebida.<\/p>\n<p> \tContudo, &eacute; o Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus o padroeiro do monumento, cuja devo&ccedil;&atilde;o dos vianenses j&aacute; vinha desde 1743. Mas foi durante a pandemia da Pneum&oacute;nica, corria o ano de 1918, que a cidade, chorosa pelos seus entes queridos que haviam perecido, e aterrorizada com a viol&ecirc;ncia de tal flagelo, se consagrou ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, prometendo subir anualmente em peregrina&ccedil;&atilde;o ao Monte de Santa Luzia se a pneum&oacute;nica n&atilde;o ceifasse mais nenhuma vida. Cessada a mortandade, os vianenses fizeram jus ao prometido e, em 1921, rumaram monte acima onde, desde 1904, se constru&iacute;a o templo. Tal promessa ainda hoje se cumpre, no domingo mais pr&oacute;ximo da festa lit&uacute;rgica do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p> \tImbu&iacute;das neste esp&iacute;rito, j&aacute; se realizavam peregrina&ccedil;&otilde;es, embora sem calend&aacute;rio, desde o s&eacute;culo anterior. Foi precisamente durante uma dessas piedosas romagens, por ocasi&atilde;o das Festas d&rsquo;Agonia de 1894, que o Padre Dias Silvares lan&ccedil;ou a ideia de erigir no alto do monte uma est&aacute;tua ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, que aben&ccedil;oasse a cidade de Viana do Castelo, o Minho e toda a Na&ccedil;&atilde;o. Tal proposta foi logo entusiasticamente acolhida, e na mesma altura indicado e admitido o nome do escultor minhoto Aleixo Queiroz Ribeiro para executar a dita obra.<\/p>\n<p> \tDa&iacute; ao Templo-Monumento foi s&oacute; um passo. Depois de executada a monumental e art&iacute;stica coluna que haveria de servir de suporte &agrave; est&aacute;tua, verificou-se que a mesma n&atilde;o conseguiria suportar a sua posi&ccedil;&atilde;o fortemente inclinada para frente. Ent&atilde;o, a est&aacute;tua foi colocada num pedestal em frente &agrave; dita capelinha de Santa Luzia, que s&oacute; seria demolida em 1926. Aproveitando a majestosa coluna, Miguel Ventura Terra, um dos maiores arquitectos do seu tempo, idealizou uma coluna igual para as implantar diante do templo a construir e servir de suporte a dois anjos. Entre essas duas colunas, Ventura Terra riscou o projecto de um magn&iacute;fico templo, cuja beleza e magnific&ecirc;ncia &eacute; apenas igual&aacute;vel pela paisagem onde este se insere.<\/p>\n<p> \tAs obras de constru&ccedil;&atilde;o iniciaram-se em 1904, tendo-se desenvolvido animadamente at&eacute; &agrave; proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, data a partir da qual esmoreceram como consequ&ecirc;ncia do conturbado contexto pol&iacute;tico e social, e ainda mais abrandaram durante a I Guerra Mundial. Entretanto, o arquitecto Miguel Nogueira, que tinha sido aprendiz de Ventura Terra, assume a direc&ccedil;&atilde;o das obras no ano de 1925, ficando encarregue de concluir o projecto do seu Mestre, devido ao falecimento deste. No ano seguinte deu-se por conclu&iacute;da a capela-mor do templo, tendo sido aberta ao culto pelo Arcebispo e Senhor de Braga e Primaz das Espanhas. As obras do exterior do templo conclu&iacute;ram-se no final do ano de 1943, e as do interior em 1959. O resultado &eacute; uma imponente mole gran&iacute;tica cinzelada e executada pelos mestres canteiros da regi&atilde;o dirigidos por Em&iacute;dio Pereira Lima.<\/p>\n<p> \tArquitectonicamente, o edif&iacute;cio apresenta uma planta centrada em cruz grega, de raiz&nbsp;bizantina. &Agrave; mesma matriz vai buscar a enorme c&uacute;pula que coroa o edif&iacute;cio, bem como as pequenas c&uacute;pulas que encabe&ccedil;am as quatro torres, estas j&aacute; inspiradas no estilo&nbsp;rom&acirc;nico, assim como a decora&ccedil;&atilde;o que serpenteia pela fachada do edif&iacute;cio. De gosto g&oacute;tico&nbsp;s&atilde;o as enormes ros&aacute;ceas, as maiores da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, emoldurando os belos vitrais que inundam com luz e cor o interior da igreja. Aqui dentro, dois anjos, da autoria de Leopoldo de Almeida, oferecem os escudos de Portugal e de Viana do Castelo ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, uma r&eacute;plica da est&aacute;tua bronze da entrada, esculpida em m&aacute;rmore de Vila Vi&ccedil;osa por Martinho de Brito. A aten&ccedil;&atilde;o popular e a devo&ccedil;&atilde;o dos vianenses &eacute; dirigida &agrave; imagem do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus que veio do convento dos Cr&uacute;zios, e para imagem de Santa Luzia que, juntamente com a da Senhora da Abadia, vieram da capela que antecedeu o templo. E, j&aacute; que falamos de imagens, a de Nossa Senhora de F&aacute;tima merece aten&ccedil;&otilde;es especiais por parte do povo crente, tanto lusitano como galego.<\/p>\n<p> \tO altar-mor em granito e m&aacute;rmore, e os altares laterais, dedicados a Santa Luzia e &agrave; Senhora da Abadia, foram esculpidos pela m&atilde;o de Em&iacute;dio Lima, assim como os p&uacute;lpitos de linhas ondulantes, cujo desenho &eacute; de Miguel Nogueira. As tr&ecirc;s ros&aacute;ceas foram executadas pela oficina lisboeta Ricardo Leone. Os frescos que rodeiam a &aacute;bside da capela-mor e a c&uacute;pula da mesma, representam respectivamente, parte das esta&ccedil;&otilde;es da Via-Sacra e a Ascens&atilde;o de Jesus, da autoria de Manuel Pereira da Silva, natural de Avintes, Vila Nova de Gaia. E, finalmente, o sacr&aacute;rio de prata foi cinzelado pelo mestre ourives portuense Filinto El&iacute;sio de Almeida.<\/p>\n<p> \tHoje, admir&aacute;vel a quil&oacute;metros de dist&acirc;ncia, &eacute; um incontorn&aacute;vel ponto de refer&ecirc;ncia da regi&atilde;o, e um forte motivo de orgulho para a cidade que o ergueu.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tHor&aacute;rios:<\/p>\n<p> \tO Templo-Monumento&nbsp;est&aacute; aberto todos os dias, no seguinte hor&aacute;rio:<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Inverno &ndash; das 8h00 &agrave;s 17h00<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Ver&atilde;o &ndash; das 8h00 &agrave;s 19h00<\/p>\n<p> \tCafetaria\/Bar<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Inverno &ndash; das 9h00 &agrave;s 17h00<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Ver&atilde;o &ndash;&nbsp;das 9h00 &agrave;s 18h00<\/p>\n<p> \tCasa das Estampas (Loja de Recorda&ccedil;&otilde;es)<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Inverno &ndash; das 9h00 &agrave;s 17h00<\/p>\n<p> \t&sect;&nbsp; Ver&atilde;o &ndash; das 9h00 &agrave;s 18h00<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&Eacute; poss&iacute;vel subir ao ponto mais alto do edif&iacute;cio (Zimb&oacute;rio) e tamb&eacute;m a um ponto interm&eacute;dio, nestes espa&ccedil;os pode contemplar ainda melhor o panorama que foi considerado pela National Geographic Magazine como um dos melhores do mundo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tComo chegar<\/p>\n<p> \tO acesso a este Santu&aacute;rio pode ser feito a p&eacute;, de carro, ou pelo Funicular de Santa Luzia. Quem optar por ir a p&eacute;,&nbsp; tem tamb&eacute;m o escad&oacute;rio com 659 degraus; optando pelo funicular far&aacute; um percurso de 650m, vencer&aacute; um desn&iacute;vel de 160m, e realizar&aacute; uma agrad&aacute;vel viagem com a dura&ccedil;&atilde;o de 7 minutos.<\/p>\n<p> \twww.templosantaluzia.org<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tConfraria de Santa Luzia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Templo-Monumento glorifica o nome de Santa Luzia, advogada da vista a quem o Capit&atilde;o de Cavalaria Lu&iacute;s de Andrade e Sousa recorre, na extinta capela de Santa Luzia, acometido de uma grave oftalmia. J&aacute; convalescido, institui a Confraria de Santa Luzia, como forma de gratificar a gra&ccedil;a recebida. Contudo, &eacute; o Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[172,182],"class_list":["post-83350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-viana-do-castelo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}