{"id":83348,"date":"2017-08-10T23:53:00","date_gmt":"2017-08-10T23:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/08\/10\/viseu-dois-conventos-em-terras-do-satao\/"},"modified":"2017-08-10T23:53:00","modified_gmt":"2017-08-10T23:53:00","slug":"viseu-dois-conventos-em-terras-do-satao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viseu-dois-conventos-em-terras-do-satao\/","title":{"rendered":"VISEU: Dois conventos em Terras do S\u00e1t\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3> \tConvento de Nossa Senhora da Oliva | Tojal<\/h3>\n<p> \tA iniciativa de funda&ccedil;&atilde;o de um convento feminino, dedicado a Nossa Senhora da Oliva, foi do sacerdote Feliciano de Oliva e Sousa, natural do lugar do Tojal. A constru&ccedil;&atilde;o, iniciada em 1632, justificava-se por ser &ldquo;a Beira est&eacute;ril de similhantes Casas, e havendo n&rsquo;ella muita gente nobre, era grande o disp&ecirc;ndio, grande o trabalho, de dar o estado santo da Clausura a suas filhas&rdquo;. O fundador encontra-se sepultado na capela-mor.<\/p>\n<p> \tAs primeiras freiras entraram solenemente no mosteiro em 1640.<\/p>\n<p> \tNos in&iacute;cios do s&eacute;culo XIX, a escassez de meios humanos e financeiros levou ao seu encerramento. Com o decreto de 1834 o edif&iacute;cio transitou para a posse do Estado, que vendeu os materiais construtivos, subsistindo a Igreja e o Mirante, unidos por um muro e portal.<\/p>\n<p> \tO interior constitui um espa&ccedil;o de absoluta relev&acirc;ncia art&iacute;stica, conjugando talha dourada e policromada, al&eacute;m de azulejos e pintura nos caixot&otilde;es e no arco-cruzeiro.<\/p>\n<p> \tOs tr&ecirc;s ret&aacute;bulos identificam o processo criativo enquadrado nos c&acirc;nones joaninos, com linguagem do barroco italiano. O ret&aacute;bulo-mor integra as imagens de Nossa Senhora da Oliva, do Menino Jesus, de S&atilde;o Domingos de Gusm&atilde;o e de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<h3> \tConvento de Santa Euf&eacute;mia | Ferreira de Aves<\/h3>\n<p> \tO convento beneditino de Santa Euf&eacute;mia de Ferreira de Aves, S&aacute;t&atilde;o, fundado no s&eacute;culo XII, por Soeiro Viegas, junto a uma capela com a mesma invoca&ccedil;&atilde;o, foi ampliado por sua neta D. Maior Soares, abadessa do convento. Em 1163 j&aacute; se encontrava ocupado pelas religiosas. Em 1444, por significativa ruina do mosteiro, o bispo D. Jo&atilde;o Vicente ordenou a sa&iacute;da das religiosas e disponibilizou o espa&ccedil;o para religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco, que a&iacute; ficaram at&eacute; 1456, regressando as freiras quatro anos depois.<\/p>\n<p> \tEm 1891, com a morte da &uacute;ltima freira, o edif&iacute;cio passou a ser propriedade do Estado. A igreja, a torre, os sinos e o rel&oacute;gio foram concedidos &agrave; Junta da Par&oacute;quia e as restantes depend&ecirc;ncias e espa&ccedil;os da cerca foram sendo vendidos a particulares.<\/p>\n<p> \tNos finais do s&eacute;culo XVI iniciou-se um per&iacute;odo de interven&ccedil;&otilde;es que, juntamente com as realizadas nos s&eacute;culos XVII e XVIII, alteraram de forma significativa o edif&iacute;cio medieval: o gradeamento de ferro para o coro-alto, o gradeamento e a roda para o coro-baixo. O portal principal, no al&ccedil;ado lateral, como &eacute; caracter&iacute;stico das institui&ccedil;&otilde;es mon&aacute;sticas femininas, tem tra&ccedil;a maneirista. No interior, as paredes foram revestidas, em 1664, por azulejos de padr&atilde;o vegetalista, incorporando um painel figurativo com S&atilde;o Bento.<\/p>\n<p> \tNo s&eacute;culo XVIII as altera&ccedil;&otilde;es incidiram na execu&ccedil;&atilde;o de estruturas de talha dourada e policromada, com cinco composi&ccedil;&otilde;es retabulares, de estilo joanino. A capela-mor tem um tecto artesoado, com caixot&otilde;es de moldura simples, enquadrando pinturas de tem&aacute;tica hagiogr&aacute;fica. A talha foi tamb&eacute;m utilizada em duas mesas em forma de arca, no p&uacute;lpito de estilo rococ&oacute;, no gradeamento do coro alto e nas sanefas das janelas.<\/p>\n<p> \tO ret&aacute;bulo da capela-mor, de estilo barroco joanino, executado por volta de 1730, denota alinhamento com a escola do Porto. Os ret&aacute;bulos colaterais e laterais, anunciam j&aacute; as propostas est&eacute;ticas do rococ&oacute;. Ao fundo da igreja tem a grade da comunh&atilde;o e a roda, inseridos numa parede que demarca o coro-baixo, destinado &agrave;s freiras. No coro-alto possui o cadeiral, com espaldar policromado, configurando grandes flor&otilde;es.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Convento de Nossa Senhora da Oliva | Tojal A iniciativa de funda&ccedil;&atilde;o de um convento feminino, dedicado a Nossa Senhora da Oliva, foi do sacerdote Feliciano de Oliva e Sousa, natural do lugar do Tojal. 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