{"id":8273,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/eucaristia-fonte-de-vida-e-de-fraternidade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"eucaristia-fonte-de-vida-e-de-fraternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eucaristia-fonte-de-vida-e-de-fraternidade\/","title":{"rendered":"Eucaristia, fonte de vida e de fraternidade"},"content":{"rendered":"<p>Carta Pastoral do Bispo de Aveiro no Ano da Eucaristia <!--more--> Motiva\u00e7\u00e3o para viver a gra\u00e7a deste Ano 1. O Santo Padre proclamou o ano pastoral que estamos a come\u00e7ar como o  Ano da Eucaristia. Esta providencial decis\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II vai dar oportunidade para que se intensifique, mediante a Eucaristia, a renova\u00e7\u00e3o da Igreja Diocesana, das suas comunidades e de cada um de n\u00f3s, seus membros.  Renovar a Igreja Diocesana foi o prop\u00f3sito do II S\u00ednodo Diocesano e \u00e9, tamb\u00e9m, prop\u00f3sito do Plano Diocesano de Pastoral no tri\u00e9nio que estamos a completar que tem como lema: \u201cRenovar a Igreja Diocesana pelo Domingo e com os jovens\u201d.  O Ano da Eucaristia, vem, portanto, refor\u00e7ar o que j\u00e1 estava previsto para este ano pastoral de 2004\/2005, que come\u00e7\u00e1vamos a programar \u00e0 volta de uma frase estimulante : \u201c A Eucaristia gera fraternidade\u201d. Temos, no entanto, de nos precaver, desde o in\u00edcio, para n\u00e3o cairmos na tenta\u00e7\u00e3o paralisante de pensar que a Eucaristia, porque j\u00e1 faz parte habitual da nossa vida e ac\u00e7\u00e3o, pouco poder\u00e1 adiantar fazer-se dela o ponto central e aglutinador do um novo ano pastoral. \u00c9 verdade que a Eucaristia, a maior riqueza da Igreja, a alma e o cora\u00e7\u00e3o do Domingo, Dia do Senhor, que \u00e9 tamb\u00e9m o Dia que d\u00e1 sentido a todos os outros dias, n\u00e3o pode deixar de estar presente na vida da comunidade crist\u00e3, pois que \u00e9 o sacramento fundamental para alimentar e renovar a Igreja e a vida espiritual dos crentes. Por\u00e9m, a rotina introduz-se at\u00e9 nas coisas mais santas e, muita gente que se diz crist\u00e3 e mant\u00e9m na sua vida uma fidelidade regular a alguns actos religiosos, est\u00e1 ainda muito longe de uma verdadeira viv\u00eancia eucar\u00edstica.  Podemos acrescentar que a muitos crist\u00e3os e comunidades falta ainda  descobrir, em ordem \u00e0 sua vida e compromisso apost\u00f3lico, o que comporta, para nosso bem e da Igreja e da sociedade, este manancial inesgot\u00e1vel do amor de Deus, que \u00e9 o Sant\u00edssimo Sacramento da Eucaristia. Disponhamo-nos, por isso mesmo, com f\u00e9 viva e generosidade activa, a beneficiar de tudo o que nos vai proporcionar o ANO DA EUCARISTIA. N\u00e3o apenas a n\u00f3s, mas \u00e0s nossas fam\u00edlias, comunidades e movimentos apost\u00f3licos, enfim, a toda a Igreja Diocesana. Disponibilizemo-nos, tamb\u00e9m, para podermos colaborar nas iniciativas propostas pela Diocese e pelo arciprestados e par\u00f3quias, e sermos mediadores desta mensagem de gra\u00e7a, junto de outros crist\u00e3os, porventura mais distra\u00eddos ou menos ligados ao dia a dia da Igreja, e para os quais a Eucaristia j\u00e1 n\u00e3o tem sentido renovador.  Uma experi\u00eancia religiosa  motivadora 2. Vamos partir da experi\u00eancia pessoal de cada um de n\u00f3s para melhor nos dispormos a acolher, de cora\u00e7\u00e3o aberto, o dom de Deus que \u00e9 a Eucaristia. Todos quantos nascemos e crescemos em fam\u00edlias e ambientes crist\u00e3os, trazemos connosco, desde a inf\u00e2ncia, uma refer\u00eancia muito forte, na mem\u00f3ria e no cora\u00e7\u00e3o, ao Sacramento da Eucaristia.  Foi a nossa primeira comunh\u00e3o ou comunh\u00e3o solene, a catequese na igreja, o respeito que nos foi incutido pela Casa de Deus e pelo sacr\u00e1rio, o aprender a ajoelhar e a genuflectir diante do Senhor e o significado destes gestos, a missa dominical, logo de crian\u00e7as, as prociss\u00f5es eucar\u00edsticas na manh\u00e3 de P\u00e1scoa, na festa do Corpo de Deus e, por vezes, em determinados domingos que foram entrando na tradi\u00e7\u00e3o local, as jaculat\u00f3rias eucar\u00edsticas (Bendito e louvado seja o Sant\u00edssimo Sacramento da Eucaristia\u2026 Gra\u00e7as e louvores de d\u00eaem a todo o momento\u2026Sant\u00edssima Trindade, adoro-Vos profundamente) que, cantadas ou rezadas, as aprendemos nos primeiros anos e fazem parte do nosso devocion\u00e1rio, tal como a consagra\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora. Recordemos, ainda, que as Confrarias ou Irmandades mais conhecidas nas nossas par\u00f3quias s\u00e3o as do Senhor ou do Sant\u00edssimo Sacramento, marcando presen\u00e7a com as suas opas vermelhas em muitos domingos e sempre nas festas principais da par\u00f3quia.  Tudo isto nos foi marcando no respeito e no amor \u00e0 Eucaristia e, concretamente, \u00e0 sagrada comunh\u00e3o e \u00e0 adora\u00e7\u00e3o e visita ao Sant\u00edssimo. Muitas vezes vi, em cursilhos de cristandade, homens e mulheres chorando em frente do sacr\u00e1rio, porque s\u00f3 ent\u00e3o compreenderam, melhor e como nunca, o sentido e o dom desta presen\u00e7a de amor do Senhor, t\u00e3o perto de  n\u00f3s e por causa de n\u00f3s.  N\u00e3o fora o que, desde crian\u00e7a, anda dentro do nosso cora\u00e7\u00e3o, embora por vezes esquecido ou j\u00e1 menos apreciado, e esta manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 e de gratid\u00e3o ao Senhor na Eucaristia, bem sentida e expressada por parte de pessoas adultas, n\u00e3o seria talvez poss\u00edvel. \u00c9 comovedor deparar, como me tem acontecido muitas vezes em hospitais e pris\u00f5es e at\u00e9 em casas de fam\u00edlia, como jovens, adultos e idosos, muitas vezes afastados da Igreja, n\u00e3o t\u00eam outro modo de abrir di\u00e1logo, sen\u00e3o falando logo da sua primeira comunh\u00e3o.  O mesmo acontece, em viagem, quando ao nosso lado se senta um desconhecido que, ao aperceber-se que o seu companheiro \u00e9 padre, fala, com espontaneidade, da primeira comunh\u00e3o, da igreja da sua terra, das suas festas e santos, do seu padre. A mem\u00f3ria est\u00e1 carregada de sinais religiosos que n\u00e3o se apagaram e podem activar-se em ordem a uma melhor compreens\u00e3o e ades\u00e3o religiosa.  A import\u00e2ncia da mem\u00f3ria e dos costumes no activar da f\u00e9 3. A mem\u00f3ria do sagrado, fruto de uma experi\u00eancia pessoal, tem grande import\u00e2ncia, quando se pretende avivar e alimentar a f\u00e9 e a confian\u00e7a em Deus, nosso Pai. E a Eucaristia, quando entra nesta mem\u00f3ria com marcas inapag\u00e1veis, predisp\u00f5e para se ir mais al\u00e9m numa rela\u00e7\u00e3o enriquecedora com o Senhor e com a comunidade crist\u00e3. \u00c9 verdade que, o ambiente secularista em que hoje se vive, contribui para que muita gente deixe cair ou desvanecer, na sua vida, a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. A vida mostra-nos que \u00e9 sempre assim, logo que se deixa de participar na Eucaristia dominical.  Muitos crist\u00e3os ficaram-se apenas na recorda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o alimentada nem esclarecida, de sentimentos religiosos e de tradi\u00e7\u00f5es que lhe v\u00eam da inf\u00e2ncia.  Sente-se, hoje, menos respeito no interior dos templos, onde se fala mais e em voz alta, assim como se passa, sem um sinal de adora\u00e7\u00e3o, em frente do sacr\u00e1rio, como se de qualquer outra casa ou objecto se tratasse.  O tirar silenciosamente o chap\u00e9u ao passar em frente de uma igreja com o Sant\u00edssimo Sacramento, bem como o descobrir a cabe\u00e7a quando se pronunciava o Nome do Senhor, eram gestos sempre significativos e nos nossos meios crist\u00e3os e que se foram perdendo a pouco e pouco. De igual modo as sauda\u00e7\u00f5es correntes, como \u201cVenha com Deus! V\u00e1 com Deus! Guarde-o Deus!    A renova\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e o seu alcance N\u00e3o obstante tudo isto, verificamos que melhorou, por parte de muitos fieis, a participa\u00e7\u00e3o lit\u00fargica na assembleia eucar\u00edstica; se diversificaram os minist\u00e9rios lit\u00fargicos e se multiplicou o n\u00famero dos que os realizam; em muitas par\u00f3quias \u00e9 sens\u00edvel a dignidade das celebra\u00e7\u00f5es dominicais; h\u00e1 mais pessoas, jovens e adultos, homens e mulheres, a comungar em cada Domingo; em muitas par\u00f3quias, ao longo m\u00eas, h\u00e1 dias certos de exposi\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento; a distribui\u00e7\u00e3o dominical da comunh\u00e3o aos doentes, aos idosos e a quem deles cuida, tem aumentado progressivamente; em muitos lugares, onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por falta de padre, celebrar a Eucaristia ao Domingo, as pessoas acorrem \u00e0s Celebra\u00e7\u00f5es da Palavra e, muitas vezes, tamb\u00e9m nestas se distribui a Sagrada Comunh\u00e3o. Ao evocar todas estas coisas que fazem parte do nosso imagin\u00e1rio e do nosso dia a dia, pretendo sublinhar que n\u00e3o partimos do nada quando nos empenhamos em reavivar e tornar consequente, na nossa vida e na vida das nossas comunidades, a riqueza da Eucaristia, a maior riqueza da Igreja de Cristo posta ao nosso alcance, de modo t\u00e3o simples e t\u00e3o significativo. Ela constitui um desafio permanente \u00e0 nossa f\u00e9 e \u00e0 nossa viv\u00eancia crist\u00e3.  Caminho indispens\u00e1vel para a renova\u00e7\u00e3o 4. O que parece importante e deve iluminar cada dia o caminho da renova\u00e7\u00e3o que procuramos, \u00e9 o aprofundamento do sentido do Mist\u00e9rio Eucar\u00edstico, para que esteja mais facilitada a nossa pasrticipa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que temos, fazemos, acreditamos e celebramos. Neste contexto, todo o nosso esfor\u00e7o deve centrar-se na compreens\u00e3o e na viv\u00eancia da eucar\u00edstica dominical, o momento e o meio mais acess\u00edvel a todos os crist\u00e3os das nossas comunidades, e que o pode ser tamb\u00e9m para os que assistem ocasionalmente \u00e0 missa, pelos mais variados motivos. Este prop\u00f3sito exige uma reflex\u00e3o cuidada e permanente, efectiva e consequente, de modo a favorecer uma verdadeira renova\u00e7\u00e3o espiritual dos crist\u00e3os e das comunidades paroquiais. A renova\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial, segundo os princ\u00edpios e normas que nos v\u00eam da tradi\u00e7\u00e3o e do magist\u00e9rio da Igreja, que nossa experi\u00eancia pastoral confirma, opera-se, antes de mais, nas par\u00f3quias, comunidades situadas e locais, a\u00ed onde os crist\u00e3os vivem, celebram a sua f\u00e9 e come\u00e7am a concretizar o seu dever apost\u00f3lico, o qual depois se vai alargando a outros espa\u00e7os e ambientes. O dever de renova\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se opera eficazmente sem a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, pois que \u00e9 Ele o verdadeiro renovador, exige a participa\u00e7\u00e3o consciente e generosa, que nos atinge e compromete a todos.  Sem Eucaristia n\u00e3o h\u00e1 Igreja 5. A vida da Igreja est\u00e1 totalmente centrada em Jesus Cristo. O  conhecimento de Cristo pressup\u00f5e a f\u00e9, que leva \u00e0 ades\u00e3o e ao seguimento da Sua Pessoa e \u00e0 abertura respons\u00e1vel e comprometida ao Seu projecto e miss\u00e3o.  A f\u00e9 crist\u00e3 deve ser cada dia alimentada e esclarecida, para que possa ser tamb\u00e9m, com alegria e coragem, uma f\u00e9 celebrada, professada e comunicada.  Alimentam a f\u00e9 a Palavra de Deus, a ora\u00e7\u00e3o e os sacramentos, o amor aos outros e a pr\u00e1tica das boas obras.  A Igreja vive de Jesus Cristo. Conhec\u00ea-L0, segui-L0, am\u00e1-L0, permanecer no Seu amor, d\u00e1-L0 a conhecer, sentir-se cada dia mais comprometida com Ele e com a miss\u00e3o que recebeu, constitui o primeiro e o principal dever da Igreja, no seu dia a dia e at\u00e9 o fim dos tempos. O des\u00edgnio salvador de Deus Pai realiza-o Jesus Cristo, de modo pleno, no Tr\u00edduo Pascal, no qual se celebra o mist\u00e9rio da Sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o. Neste Mist\u00e9rio, o momento central \u00e9 a Ceia do Senhor, instaura\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Eucaristia, que precede a crucifix\u00e3o e morte de Jesus e a Sua vit\u00f3ria sobre a morte, pela Sua gloriosa Ressurrei\u00e7\u00e3o. A Eucaristia \u00e9 a s\u00edntese deste Mist\u00e9rio Redentor e ficar\u00e1 a ser, para sempre, a fonte de vida da Igreja e dos crentes.  Vejamos o que nos diz Jo\u00e3o Paulo II na sua Enc\u00edclica \u201c A Igreja vive da Eucaristia\u201dn.3:  \u201c Do Mist\u00e9rio Pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que \u00e9 o sacramento por excel\u00eancia do Mist\u00e9rio Pascal, est\u00e1 colocada no centro da vida eclesial. Isto \u00e9 vis\u00edvel desde as primeiras imagens da Igreja que nos d\u00e3o os Actos dos Ap\u00f3stolos: \u201cEram ass\u00edduos ao ensino dos Ap\u00f3stolos, \u00e0 uni\u00e3o fraterna, \u00e0 frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es. (Act.2,42). Na \u201cfrac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u201d \u00e9 evocada a Eucaristia. Dois mil anos depois, continuamos a realizar aquela imagem primordial da Igreja. E, ao faz\u00ea-lo na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, os olhos da alma voltam-se para o Tr\u00edduo Pascal: para o que se realizou na noite de Quinta-feira Santa, durante a \u00daltima Ceia, e nas horas sucessivas\u201d.  6. Na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, portanto, celebra-se e actualiza-se, em cada lugar e at\u00e9 ao fim dos tempos, o mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o que Jesus realizou por n\u00f3s e  para n\u00f3s, e nos oferece a todos, como dom gratuito e universal.  A Igreja, de facto, jamais pode passar sem a Eucaristia. \u00c9 a\u00ed que ela encontra a sua raz\u00e3o de ser e o est\u00edmulo para a sua vida e miss\u00e3o universal O \u201cDeus connosco\u201d, que \u00e9 uma presen\u00e7a consoladora multiforme, torna-se mais sens\u00edvel e estimulante na Sant\u00edssima Eucaristia. Mist\u00e9rio de f\u00e9, dom por excel\u00eancia do Pai, sacrif\u00edcio redentor da total entrega de Jesus a todos os homens e mulheres, de todos lugares e tempos, alimento espiritual indispens\u00e1vel para o crente, presen\u00e7a sacramental, permanente e consoladora, de um Amigo de todas as horas, a Eucaristia vai, assim, edificando a Igreja, promovendo a incorpora\u00e7\u00e3o em Cristo iniciada no Baptismo, gerando comunh\u00e3o e tornando esta vis\u00edvel em cada comunidade de irm\u00e3os na f\u00e9, estimulando a dimens\u00e3o e o dever apost\u00f3lico da Igreja e de cada um dos seus membros. Uma certeza e um programa de vida!  A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominial e o seu alcance pastoral 7. \u00c9 na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia que a Igreja encontra, verdadeiramente, a sua fonte de renova\u00e7\u00e3o. Na medida em que se tornarem, mais conscientes e participativos, os crist\u00e3os que constituem cada assembleia eucar\u00edstica dominical, se dar\u00e1 a renova\u00e7\u00e3o da Igreja Diocesana, atrav\u00e9s e a partir da Eucaristia. Dada a progressiva seculariza\u00e7\u00e3o do Domingo, que para um crist\u00e3o ser\u00e1 sempre o Dia do Senhor, o esfor\u00e7o por centrar a vida crist\u00e3 na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica comunit\u00e1ria, esta constitui o cora\u00e7\u00e3o do Domingo, \u00e9 um esfor\u00e7o em que todos temos de nos empenhar seriamente, sem cansa\u00e7os nem des\u00e2nimos. Como afirmou Jo\u00e3o Paulo II na Carta Apost\u00f3lica \u201cO Dia do Senhor\u201d (n.32): \u201cA dimens\u00e3o eclesial intr\u00ednseca da Eucaristia realiza-se todas as vezes que ele \u00e9 celebrada. Mas com maior raz\u00e3o, exprime-se no dia em que toda a comunidade \u00e9 convocada para relembrar a ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. De modo significativo, o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica ensina que a   \u201ccelebra\u00e7\u00e3o dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor est\u00e1 no centro da vida da Igreja.\u201dE continua o Santo Padre (n.33): \u201c\u00c9 precisamente na Missa dominical que os crist\u00e3os revivem, com particular intensidade, a experi\u00eancia feita pelos Ap\u00f3stolos na tarde de P\u00e1scoa, quando, estando reunidos, o Ressuscitado lhes apareceu.\u201d E, mais adiante diz (n.34): \u201cA Eucaristia dominical, por\u00e9m, com a obriga\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a comunit\u00e1ria e a solenidade especial que a caracteriza &#8211; precisamente por ser celebrada no dia em que Cristo venceu a morte e nos fez participantes da sua vida imortal \u2013 manifesta com maior \u00eanfase a pr\u00f3pria dimens\u00e3o eclesial , tornando-se quase paradigm\u00e1tica para as demais celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas. Cada comunidade, reunindo todos o seus membros para a \u201cfrac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u201d, sente-se como que um lugar privilegiado onde o mist\u00e9rio da Igreja se realiza concretamente. Na pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o a comunidade abre-se \u00e0 comunh\u00e3o com a Igreja universal, rezando ao Pai para que se lembre da Igreja dispersa por toda a terra e a fa\u00e7a crescer, na unidade de todos os crentes como Papa e com os Pastores de cada Igreja Particular, at\u00e9 chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o da caridade.\u201d \u00c9 neste sentido que, a partir da celebra\u00e7\u00e3o dominical da Eucaristia, propomos que seja esta celebra\u00e7\u00e3o o acontecimento fundamental a merecer a nossa especial aten\u00e7\u00e3o durante este ano pastoral.  8. Consideremos alguns aspectos relevantes da prepara\u00e7\u00e3o, da celebra\u00e7\u00e3o e da continua\u00e7\u00e3o da Eucaristia dominical, para melhor orientarmos a nossa reflex\u00e3o e o nosso esfor\u00e7o de renova\u00e7\u00e3o. Sem que nos dispensemos de uma catequese alargada, que permita a todos fieis reflectir e aprofundar o Mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Eucaristia, e n\u00e3o nos faltam hoje nem meios nem subs\u00eddios para isso, proponho-vos uma passagem pelos diversos momentos da celebra\u00e7\u00e3o, deixando pelo caminho algumas notas que podem ajudar a tornar mais viva a consci\u00eancia do que estamos celebrando em cada Domingo.  Prepara\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o A prepara\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominical comporta tudo quanto \u00e9 necess\u00e1rio para uma maior dignidade desta celebra\u00e7\u00e3o, para a participa\u00e7\u00e3o mais activa dos fieis, para a maior viv\u00eancia da Eucaristia na vida das pessoas e da comunidade, a saber: &#8211; prepara\u00e7\u00e3o regular nos aspectos doutrin\u00e1rio, espiritual, lit\u00fargico e pr\u00e1tico, de todos os que exercem minist\u00e9rios lit\u00fargicos na celebra\u00e7\u00e3o; &#8211; aten\u00e7\u00e3o cuidada ao local da celebra\u00e7\u00e3o (altar, amb\u00e3o, presid\u00eancia, assentos dos fieis, lugar do coro, aparelhagem sonora); \u00e0s vestes e alfaias lit\u00fargicas (t\u00fanicas, paramentos, c\u00e1lice\u2026 ); aos livros lit\u00fargicos (missal, evangeli\u00e1rio, lecion\u00e1rio, livro da ora\u00e7\u00e3o universal); \u00e0 cruz processional, aos casti\u00e7ais, \u00e0s flores\u2026 &#8211; cuidado com os membros de toda a assembleia, preparando-os para que participem activamente nas respostas, nos c\u00e2nticos, nas posi\u00e7\u00f5es, na ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os, nas desloca\u00e7\u00f5es para comungarem, nos gestos previstos, de modo a evitar que surjam pessoas ou grupos a exprimir ou a fomentar atitudes individualistas.  &#8211; aten\u00e7\u00e3o a pequenas coisas como a pontualidade, o acolhimento cordial \u00e0s pessoas que v\u00e3o chegando, a especial aten\u00e7\u00e3o a pessoas n\u00e3o conhecidas, \u00e0 folha que distribui aos participantes, a um brev\u00edssimo ensaio da assembleia, quando tal se justifique. H\u00e1, por\u00e9m, uma prepara\u00e7\u00e3o remota, que, pela sua import\u00e2ncia fundamental, nunca se poder\u00e1 descuidar. Trata-se de proporcionar tempo regular e suficiente,  para acolher e celebrar o sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, em favor dos fieis que o pedirem ou desejarem. Recorda-nos o Vat.II que  \u201ca mais perfeita participa\u00e7\u00e3o na Missa para os fieis, depois da comunh\u00e3o do sacerdote, \u00e9 receber, tamb\u00e9m eles, do mesmo Sacrif\u00edcio, o Corpo do Senhor\u201d (SC 55).  N\u00e3o se pode menosprezar a verifica\u00e7\u00e3o que se vai generalizando de que s\u00e3o cada vez mais as pessoas que comungam e cada vez menos as que se confessam  A celebra\u00e7\u00e3o  9. Referirei da celebra\u00e7\u00e3o alguns aspectos que nos merecem aten\u00e7\u00e3o especial. Este ano pode e deve ajudar-nos a um maior aprofundamento da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, nos seus diversos aspectos e momentos celebrativos. Do cortejo de entrada ao cortejo final, toda a celebra\u00e7\u00e3o deve manter a sua unidade, sem que alguma coisa possa prejudicar cada uma das partes da mesma, mas tamb\u00e9m sem se perder ou diminuir, o sentido da Liturgia da Palavra e da Liturgia Eucar\u00edstica, pois que estas constituem os grandes momentos da celebra\u00e7\u00e3o e os maiores apelos de renova\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria. Cada gesto, cada cerim\u00f3nia, cada rito tem o seu sentido. Toda a celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 pedag\u00f3gica e nela nada se pode nem deve minimizar, substituir ou alterar. De tudo se deve perceber o alcance e o sentido, para ajudar todos a uma participa\u00e7\u00e3o frutuosa. As breves moni\u00e7\u00f5es, preparadas com saber e crit\u00e9rio, podem ajudar. A\u00ed sim, h\u00e1 alguma liberdade e criatividade.  Ritos iniciais  10. Tudo na Igreja come\u00e7a em nome da Trindade Sant\u00edssima. O convite a benzer-se, pr\u00e9vio \u00e0 sauda\u00e7\u00e3o do presidente, coloca a assembleia na sua verdade e na sua necess\u00e1ria liga\u00e7\u00e3o a Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo e ao Seu mist\u00e9rio de amor.   Muita gente j\u00e1 tem de aprender de novo a benzer-se, pois no modo como o faz, j\u00e1 n\u00e3o se percebe que se trata de uma cruz, tra\u00e7ada \u201cda cabe\u00e7a ao peito, do ombro esquerdo ao direito\u201d.  Ap\u00f3s este gesto que evoca e exprime a mesma f\u00e9, a assembleia exprime a sua  confian\u00e7a em Deus, misericordioso e santo, pedindo humildemente o perd\u00e3o dos pecados e a purifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, usando formas variadas, previstas liturgicamente, para assim estimular os sentimentos e evitar a rotina. Ouvem-se, por vezes, c\u00e2nticos desadequados, que n\u00e3o favorecem, nem pelas palavras, nem pelo seu ritmo, o clima implorativo e penitencial deste momento. Tais c\u00e2nticos devem corrigir-se ou p\u00f4r-se de parte. Uma atitude penitente requer um ambiente prop\u00edcio \u00e0 interioriza\u00e7\u00e3o e \u00e0 verdade do que se suplica, que \u00e9 sempre o perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia de Deus. Neste, como em todos os momentos, a celebra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode depender do gosto dos cantores. S\u00e3o estes que, devidamente preparados, se devem adaptar ao sentido de cada momento. A sua miss\u00e3o \u00e9, sempre e s\u00f3, ajudar a assembleia a participar e a viver melhor o mist\u00e9rio que se celebra. A ora\u00e7\u00e3o colecta, sempre precedida de um breve momento de sil\u00eancio, dita ou cantada, torna a assembleia orante uma fam\u00edlia, dominada pelo mesmo sentido de abertura, confian\u00e7a e entrega.  Liturgia da Palavra 11. Assim se entra na Liturgia da Palavra. Momento de serenidade e de acolhimento religioso e filial. N\u00e3o se pode improvisar o leitor, nem permitir distrac\u00e7\u00f5es, barulhos ou outras preocupa\u00e7\u00f5es, enquanto se proclama a Palavra, nem alterar as leituras do lecion\u00e1rio, a n\u00e3o ser de harmonia com o que est\u00e1 previsto para determinadas circunst\u00e2ncias.  Do leitor ao microfone, tudo deve ser cuidado, para que a assembleia possa beneficiar de uma proclama\u00e7\u00e3o digna e intelig\u00edvel da Palavra de Deus. \u00c9 Deus que nos fala. Nada mais importante nesse momento para quem est\u00e1 presente, do que escutar o que Deus, pelo minist\u00e9rio da Igreja, diz a todos e a cada um. N\u00e3o pode ser leitor sen\u00e3o algu\u00e9m preparado para exercer este minist\u00e9rio, que sabe o que vai fazer e o faz com capacidade e dignidade, consciente de que presta um servi\u00e7o importante \u00e0 comunidade, reunida para celebrar a Eucaristia. \u00c9 urgente dar-se maior aten\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio de leitor e acabar de vez com os leitores ocasionais e improvisados, chamados a ler porque se v\u00e3o confirmar ou casar ou est\u00e3o implicados, de algum modo, na celebra\u00e7\u00e3o.  Desde o modo como est\u00e1 vestido e como se deve dirigir ao amb\u00e3o, ao saber qual leitura que vai proclamar, \u00e0 maneira de utilizar o microfone, como iniciar e terminar a proclama\u00e7\u00e3o, como regressar, com simplicidade, ao seu lugar, tudo tem import\u00e2ncia para dar dignidade ao momento.  O salmo responsorial explicita a express\u00e3o orante de quem acolheu bem a Palavra proclamada. \u00c9 um c\u00e2ntico sereno e contemplativo, de resposta \u00e0 Palavra escutada, em que toda a assembleia deve participar. Vejo que, por vezes, que o salmo se pode tornar um acto de exibi\u00e7\u00e3o do cantor que o proclama. Quase um pr\u00e9mio para os que melhor cantam. Toda a tenta\u00e7\u00e3o de vaidade \u00e9 descabida, e mais ainda no templo e na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, onde e quando s\u00f3 Deus \u00e9 digno de toda a honra e louvor.   Na celebra\u00e7\u00e3o dominical deve usar-se sempre o evangeli\u00e1rio, levado em cortejo para o amb\u00e3o, a partir do altar, com cerofer\u00e1rios ou ac\u00f3litos, e incenso, sen\u00e3o todos os domingos, pelo menos nas festas lit\u00fargicas, mais significativas.  Cantando-se a introdu\u00e7\u00e3o e a conclus\u00e3o das primeiras leituras e do Evangelho, denuncia-se o sentido festivo da proclama\u00e7\u00e3o da Palavra, levando-se a assembleia a aclam\u00e1-la tamb\u00e9m festivamente, numa express\u00e3o de gratid\u00e3o e de louvor. A homilia, a cargo do presidente, merece grande cuidado por parte de quem a faz. Nela se deve real\u00e7ar, de maneira simples e compreens\u00edvel a todos, a refer\u00eancia \u00e0 palavra b\u00edblica, ao mist\u00e9rio que se celebra e \u00e0 vida e acontecimentos concretos da comunidade crist\u00e3 ou da sociedade. A prepara\u00e7\u00e3o da homilia, feita em grupo, pode ajudar a que ela seja mais concreta e incarnada na vida. Ap\u00f3s a homilia, deve-se convidar a assembleia a um momento de sil\u00eancio acolhedor e orante. O sil\u00eancio tem na celebra\u00e7\u00e3o grande sentido, mas devem os membros da assembleia saber qual a sua raz\u00e3o e sentido. Dada a crescente import\u00e2ncia da homilia e as dificuldades que \u00e0 sua volta se p\u00f5em, convido os presb\u00edteros e di\u00e1conos a reflectir sobre ela durante este Ano da Eucaristia, para que seja, quanto de n\u00f3s depende, um servi\u00e7o qualificado aos fieis em cada celebra\u00e7\u00e3o dominial. Vamos facultar a todos elementos de reflex\u00e3o que ajudem neste prop\u00f3sito.  S\u00edmbolo ou Profiss\u00e3o de F\u00e9 Para a proclama\u00e7\u00e3o de f\u00e9, s\u00e3o-nos apresentadas diversas f\u00f3rmulas:  O S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos, a f\u00f3rmula mais simples que se aprende na catequese, agora poucas vezes se v\u00ea proclamado na Eucaristia, o que \u00e9 pena.  O Credo de Niceia \u2013 Constantinopla, mais desenvolvido e explicitado, f\u00f3rmula longa e mais dif\u00edcil compreens\u00e3o para as pessoas com menos forma\u00e7\u00e3o doutrinal, \u00e9 o mais proclamado nas nossas par\u00f3quias, talvez por uma certa rotina, n\u00e3o advertida, nem contrariada. O Credo, proclamado segundo a f\u00f3rmula baptismal, que se usa na Confirma\u00e7\u00e3o e na Vig\u00edlia Pascal, pouco se usa nos domingos, mas nada impede que se use com proveito, dada a sua forma directa e interpelativa. \u00c9 educativo e pedag\u00f3gico variar estas f\u00f3rmulas na celebra\u00e7\u00e3o dominical. A assembleia de crentes \u00e9 chamada, em cada Domingo, ao terminar a Liturgia da Palavra e antes de entrar na Liturgia Eucar\u00edstica  a tomar consci\u00eancia do significado e do alcance da profiss\u00e3o de f\u00e9, comum a toda a Igreja.  N\u00e3o \u00e9 por acaso que a profiss\u00e3o p\u00fablica da nossa f\u00e9 se faz em cada domingo e em toda a Igreja.  Na Ora\u00e7\u00e3o Universal ou dos Fieis, deve seguir-se a proposta lit\u00fargica, acrescentando sempre algumas inten\u00e7\u00f5es, locais e outras ou, pelo menos respeitar o esquema proposto pela Igreja quer nas inten\u00e7\u00f5es quer no modo de as formular.  Ao celebrar a Eucaristia e depois para que seja de igual modo na vida di\u00e1ria, a f\u00e9 e a solidariedade fraterna levam os participantes ao encontro de outros irm\u00e3os, para partilhar com eles pela ora\u00e7\u00e3o e pela partilha, as suas preocupa\u00e7\u00f5es e necessidades.  Liturgia Eucaristica  12. O cortejo do ofert\u00f3rio exprime a colabora\u00e7\u00e3o da assembleia no mist\u00e9rio que se vai celebrar. O p\u00e3o e o vinho s\u00e3o express\u00e3o da vida e do trabalho di\u00e1rio, com as suas alegrias e tristezas, que Deus assumir\u00e1 para os tornar Corpo e Sangue de Jesus. Outros dons que os acompanhem dever\u00e3o ser ofertas destinadas aos pobres e \u00e0s necessidades da Igreja, pois que fazem parte da causa de Deus. Est\u00e3o a generalizar-se nas celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas grandes cortejos com muitos objectos simb\u00f3licos que, no fim, voltam aos seus donos e n\u00e3o t\u00eam, normalmente, express\u00e3o de d\u00e1diva ou oferenda.  Em celebra\u00e7\u00f5es de Confirma\u00e7\u00e3o, por exemplo, em vez de um multiplicidade de s\u00edmbolos, como guitarras, bolas de futebol, pedras, correntes e cadeados, vasos de \u00e1gua, livros de escola, globo do mundo e at\u00e9 a B\u00edblia\u2026, porque n\u00e3o levar o fruto de uma ren\u00fancia dos confirmados, traduzido em g\u00e9neros aliment\u00edcios, roupas, livros para distribuir por alunos mais pobres ou outras coisas \u00fateis, a favor de alguma necessidade especial da par\u00f3quia ou da comunidade? Nada impede que numa vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o da comunidade, os crismandos ilustrem a sua experi\u00eancia e o seu prop\u00f3sito de continuar a caminhada, com s\u00edmbolos que sejam significativos para si.  O cortejo ofertorial da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica n\u00e3o deve perder o seu sentido pr\u00f3prio. No ofert\u00f3rio levam-se as coisas necess\u00e1rias para a celebra\u00e7\u00e3o e outras que se oferecem de facto. Toda a celebra\u00e7\u00e3o deve ser norteada pelo sentido e pela verdade do que se celebra.  O ofert\u00f3rio \u00e9 um rito de prepara\u00e7\u00e3o e de passagem que n\u00e3o deve ser demorado. Por isso mesmo, deve haver gente suficiente para recolher as ofertas, de modo a n\u00e3o demorar muito, e n\u00e3o prolongar os c\u00e2nticos para n\u00e3o se desequilibrar a unidade da celebra\u00e7\u00e3o.  Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica 13. \u00c9 o momento central da celebra\u00e7\u00e3o. \u00c9 desej\u00e1vel que a Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica seja iniciada cantando-se a introdu\u00e7\u00e3o ao Pref\u00e1cio, e depois o Mist\u00e9rio da F\u00e9 e a doxologia final, que exprime a glorifica\u00e7\u00e3o de Deus que a assembleia ratifica com a proclama\u00e7\u00e3o solene do \u201c\u00c1men\u201d. O Missal Romano prop\u00f5e diversas ora\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas, todas elas muito ricas de doutrina e de sentido. Devem usar-se segundo as ocasi\u00f5es. A Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica \u00e9 dita totalmente apenas pelo presidente da celebra\u00e7\u00e3o e pelos concelebrantes, quando os h\u00e1. \u201cExige que todos a escutem com rever\u00eancia e em sil\u00eancio, e que nela participem por meio das aclama\u00e7\u00f5es previstas no pr\u00f3prio rito\u201d.  Venho chamando a aten\u00e7\u00e3o para a posi\u00e7\u00e3o dos fieis durante a Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica. A pr\u00e1tica vem-nos dizendo que convidemos a assembleia a permanecer de p\u00e9, fazendo uma inclina\u00e7\u00e3o de adora\u00e7\u00e3o no momento da consagra\u00e7\u00e3o. A escassez de espa\u00e7o em muitos templos, a dificuldade que t\u00eam os mais idosos de ajoelhar, o habito que se foi generalizando em muitas par\u00f3quias e dioceses, assim o recomendam. E n\u00e3o tem sentido, para a unidade da assembleia, que cada um tenha a posi\u00e7\u00e3o que lhe parece ou lhe agrada. Trata-se de um acto comunit\u00e1rio no qual os gestos s\u00e3o convidativos aos mesmos sentimentos.  Rito da Comunh\u00e3o 14. Todos os momentos conduzem \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos presentes na comunh\u00e3o eucar\u00edstica. Apesar de serem agora mais os comungantes, a celebra\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem verdadeiro sentido quando comungarem todos os que o podem fazer e para isso se preparam. Tamb\u00e9m aqui h\u00e1 rotina, deficiente compreens\u00e3o do mist\u00e9rio que se celebra, peso de uma tradi\u00e7\u00e3o que se foi empobrecendo. A Ora\u00e7\u00e3o dominical ou o Pai-Nosso abre esta parte da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia dos filhos de Deus, reunidos na casa do Pai para redobrar a sua confian\u00e7a e acolher os Seus dons. Deve cantar-se ou rezar-se pausadamente. Por vezes reza-se a um ritmo t\u00e3o r\u00e1pido que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fixar-se no que se diz e enriquecer-se com os sentimentos que se  expressam. O rito da paz n\u00e3o \u00e9 um momento de cumprimentos, nem de procura de familiares, amigos e conhecidos. Ali a fam\u00edlia reunida \u00e9 da gra\u00e7a, n\u00e3o a do sangue ou da vontade humana. Conhecido ou desconhecido, quem est\u00e1 ao meu lado na celebra\u00e7\u00e3o, para que o seja tamb\u00e9m na vida, \u00e9 sempre um meu irm\u00e3o. O gesto exprime sempre que, vivendo na paz que a todos nos vem de Cristo, queremos ter acesso ao P\u00e3o Eucar\u00edstico, porque por Ele tamb\u00e9m n\u00f3s formamos uma s\u00f3 fam\u00edlia ou comunidade de filhos e de irm\u00e3os. Exprime o nosso desejo de todos de que a Igreja viva na unidade e \u00e9, ainda, um sinal vis\u00edvel da nossa m\u00fatua caridade. Devem formar-se as crian\u00e7as a que se habituem a dar a paz ao companheiro que est\u00e1 ao seu lado e a n\u00e3o andar pela Igreja \u00e0 procura dos familiares e a n\u00e3o fazer cortejo para o altar, para trocar com o celebrante o gesto da paz. \u00c9 um momento de serenidade que n\u00e3o deve perturbar a celebra\u00e7\u00e3o nem desviar a aten\u00e7\u00e3o do essencial. A Comunh\u00e3o do Corpo de Cristo \u00e9 um convite feito a todos e que enriquece de gra\u00e7a e de felicidade os que o acolhem e lhe respondem. Tudo no momento deve ser express\u00e3o de respeito e de gratid\u00e3o.  Onde ainda n\u00e3o acontece, eduquem-se as pessoas para que se aproximem ordenadamente e sem pressa, do local onde v\u00e3o comungar regressem e igual modo ao seu lugar. Por vezes \u00e9 um momento da celebra\u00e7\u00e3o cheio de confus\u00e3o e nada convidativo \u00e0 serena devo\u00e7\u00e3o de quem se aproxima do Senhor para O receber.  A Comunh\u00e3o do Sangue do Senhor, que continua a ser em muitas par\u00f3quias uma excep\u00e7\u00e3o ou que nunca chega a acontecer, deve tornar-se mais frequente nos domingos e noutras festas da Igreja. Pelo menos que se comungue o Precioso Sangue na Quinta Feira Santa, na festa do Corpo de Deus, e celebra\u00e7\u00f5es que se justifique e para as quais se faz uma especial prepara\u00e7\u00e3o. Com uma assist\u00eancia numerosa s\u00f3 se deve fazer por intin\u00e7\u00e3o, comungado depois na l\u00edngua. A comunh\u00e3o na m\u00e3o, que n\u00e3o se pode impor nem impedir, deve ajudar as pessoas a que a recebam se assim desejarem, tendo em conta a posi\u00e7\u00e3o da m\u00e3o para receber o Corpo do Senhor e o momento de logo comungar, em atitude de reverente adora\u00e7\u00e3o.  A ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as que deve dispor sempre de um momento de sil\u00eancio orante, \u00e9 muito importante para viver o momento e rever toda a celebra\u00e7\u00e3o com as gra\u00e7as  recebidas e os apelos sentidos. De algum modo a assembleia beneficia destes sentimentos na ora\u00e7\u00e3o conclusiva que ela faz sua, com a proclama\u00e7\u00e3o do \u00c1men.  Rito de conclus\u00e3o e envio 15. Este rito ajudar\u00e1 a assembleia a tomar consci\u00eancia da palavra de Jo\u00e3o Paulo II, quando nos diz que o ritmo de vida de um crente \u00e9 \u201c da Missa \u00e0  miss\u00e3o\u201d . A celebra\u00e7\u00e3o continua em casa com a fam\u00edlia e nos lugares de trabalho ou de lazer com aqueles que a\u00ed se encontram. S\u00e3o lugares e tempos para testemunhar o valor que tem a Eucaristia na vida de um crist\u00e3o e o sentido e a dimens\u00e3o que ela d\u00e1 a todos os momentos da vida. Uma palavra do presidente, antes da b\u00ean\u00e7\u00e3o, deve dar este sentido apost\u00f3lico aos fieis. A ben\u00e7\u00e3o final, para a qual se devem usar as diversas f\u00f3rmulas propostas no Missal para certos dias e ocasi\u00f5es, \u00e9 sempre, a partir do gesto do presidente da celebra\u00e7\u00e3o, o refor\u00e7ar da certeza de que Deus nos acompanha com a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o de Pai e conta connosco para continuar a realizar a Sua obra de salva\u00e7\u00e3o. Toda a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica convida os que nela participaram a partilharem, ao termin\u00e1-la e j\u00e1 fora do templo, em momentos de gratuidade e de conv\u00edvio, a alegria do encontro.  Fica-se sempre com uma impress\u00e3o negativa e desoladora ao vermos como as pessoas, terminada a Missa, dispersam rapidamente, como sen\u00e3o se conhecessem ou nada tivessem a dizer umas \u00e0s outras, acerca do que viveram na celebra\u00e7\u00e3o e do que levam que as ajude a viver, como crist\u00e3os, a nova semana que come\u00e7a.  Sacerd\u00f3cio existencial e celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica 16. A vida crist\u00e3 ligada \u00e0 Eucaristia vive-se a ritmo semanal, de Domingo a Domingo, e \u00e9 marcada pela viv\u00eancia evang\u00e9lica di\u00e1ria, que se alimenta da Eucaristia e tem o seu ponto mais alto e sempre estimulante, de novo na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. \u00c9 sempre uma vida em que Deus \u00e9 louvado e reconhecido como o Senhor. A este respeito, e de modo elucidativo, diz-nos o Vaticano II na Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja (LG) n.34, depois de salientar a gra\u00e7a da participa\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, pelo Baptismo, no munus sacerdotal de Jesus Cristo, \u201ca fim de que exer\u00e7am um culto espiritual para gl\u00f3ria de Deus e salva\u00e7\u00e3o dos homens\u201d: \u201cTodos os seus trabalhos, ora\u00e7\u00f5es e empreendimentos apost\u00f3licos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do esp\u00edrito e do corpo, se foram feitos no Esp\u00edrito, e as pr\u00f3prias incomodidades da vida, suportadas com paci\u00eancia, se tornam em outros tantos sacrif\u00edcios espirituais, agrad\u00e1veis a Deus por Jesus Cristo; sacrif\u00edcios estes que s\u00e3o piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a obla\u00e7\u00e3o do corpo do Senhor, na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. E, deste modo, os crist\u00e3os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o pr\u00f3prio mundo.\u201d A Eucaristia, porque sintetiza toda a ac\u00e7\u00e3o lit\u00fargica a Igreja, \u00e9 \u201co cume para onde tende toda a vida da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde dimana toda a sua for\u00e7a. Os trabalhos apost\u00f3licos ordenam-se para que todos, feitos filhos de Deus pela f\u00e9 e pelo Baptismo, se re\u00fanam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem no sacrif\u00edcio e comam a ceia do Senhor.\u201d  (Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Liturgia n.10)   Dois textos conciliares que enriquecem a nossa reflex\u00e3o e podem inspirar um programa de vida iluminado pela viv\u00eancia eucar\u00edstica no dia a dia de  um crist\u00e3o.  <i>Disposi\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas<\/i> 17. Tendo em conta a import\u00e2ncia de um ano pastoral voltado para uma maior viv\u00eancia da Eucaristia e para conseguirmos a renova\u00e7\u00e3o da Igreja Diocesana, a partir deste dom inef\u00e1vel, programamos diversas actividades neste sentido e com este objectivo. Em rela\u00e7\u00e3o a toda a Diocese &#8211; Adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento ao longo do ano, em cada par\u00f3quia e comunidade de consagrados (Laus perene pelo menos durante o dia) &#8211; Incentivar a celebra\u00e7\u00e3o arciprestal da festa do Corpo de Deus &#8211; Congresso Eucar\u00edstico Diocesano no m\u00eas de Junho &#8211; Peregrina\u00e7\u00e3o Diocesana a F\u00e1tima no m\u00eas de Setembro &#8211; Semana da Fraternidade na Quaresma &#8211; Revis\u00e3o dos lugares, templos e altares, onde se celebra e dos livros e alfaias ao servi\u00e7o do culto eucar\u00edstico &#8211; Estudo cuidado dos lugares onde se deve fazer a celebra\u00e7\u00e3o dominical da Palavra e prepara\u00e7\u00e3o dos animadores dessas celebra\u00e7\u00f5es &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o nas par\u00f3quias e nos encontros de livros forma\u00e7\u00e3o sobre a  Eucaristia  Em rela\u00e7\u00e3o ao clero (presb\u00edteros e di\u00e1conos) &#8211; Jornadas de reflex\u00e3o \u00e0 volta do tema \u201c A Eucaristia gera a Fraternidade\u201d &#8211; Encontros sobre a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e nomeadamente sobre a homilia &#8211; Dia mensal de ora\u00e7\u00e3o &#8211; Aprofundamento, ao longo do ano, das rela\u00e7\u00f5es sacramentais e pastorais &#8211; Participa\u00e7\u00e3o alargada no Retiro anual  Actividades de forma\u00e7\u00e3o &#8211; Para os que exercem ou podem vir a exercer minist\u00e9rios lit\u00fargicos e para os coros lit\u00fargicos &#8211; Para os membros das Irmandades ou Confrarias do Sant\u00edssimo &#8211; Para os ministros extraordin\u00e1rios da Comunh\u00e3o &#8211; Para os casais, em ordem a uma maior viv\u00eancia eucar\u00edstica da fam\u00edlia &#8211; Para os catequistas, em ordem \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia dos catequisandos  A concluir: Certamente que as actividades, antes anunciadas, n\u00e3o anulam iniciativas arciprestais e paroquiais, bem como dos diversos servi\u00e7os, movimentos e associa\u00e7\u00f5es da Diocese. O Ano da Eucaristia deve ser um ano de muita generosidade da parte de todos. Ele ajudar\u00e1 n\u00e3o apenas a fazer a revis\u00e3o do que j\u00e1 se faz, mas tamb\u00e9m a lan\u00e7ar de novas ac\u00e7\u00f5es renovadoras da f\u00e9 dos crist\u00e3os e do compromisso apost\u00f3lico e de fraternidade que n\u00e3o pode ser iludido por uma comunidade que celebra dominicalmente a Eucaristia, de uma par\u00f3quia ou de um lugar que tem o Sant\u00edssimo Sacramento na sua igreja e dos crist\u00e3os, em geral, que comungam regularmente o Corpo do Senhor.  Que o nosso cuidado em viver bem este Ano constitua o grande agradecimento ao Papa pela sua feliz iniciativa.  <i>D. Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo de Aveiro<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Pastoral do Bispo de Aveiro no Ano da Eucaristia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[98,108,127,154,170,206,207,237,246,275,91,294,314],"class_list":["post-8273","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-acolitos","tag-ano-da-eucaristia","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-de-aveiro","tag-familia","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-sacramentos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8273\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}