{"id":82689,"date":"2017-06-17T16:59:00","date_gmt":"2017-06-17T16:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/06\/17\/acolher-e-integrar-as-pessoas-com-deficiencia-temos-de-mudar-os-coracoes-um-a-um\/"},"modified":"2017-06-17T16:59:00","modified_gmt":"2017-06-17T16:59:00","slug":"acolher-e-integrar-as-pessoas-com-deficiencia-temos-de-mudar-os-coracoes-um-a-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/acolher-e-integrar-as-pessoas-com-deficiencia-temos-de-mudar-os-coracoes-um-a-um\/","title":{"rendered":"Acolher e integrar as pessoas com defici\u00eancia: Temos de mudar os cora\u00e7\u00f5es um a um"},"content":{"rendered":"<p>Isabel Vale \u00e9 diretora do Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia criado pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa em novembro de 2010. Nos dias 17 e 18 o SPPD promove a peregrina\u00e7\u00e3o jubilar das pessoas com defici\u00eancia ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima e espera que este acontecimento seja uma ocasi\u00e3o de mudan\u00e7a na forma como a Igreja Cat\u00f3lica acolhe e integra 17% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa nas comunidades crist\u00e3s, que em muitos casos tem permanecido \u00e0 margem <!--more--> <\/p>\n<p> \t<em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia (AE) &ndash; Em que circunst&acirc;ncias surge o Servi&ccedil;o Pastoral a Pessoas com Defici&ecirc;ncia (SPPD)<\/em><\/p>\n<p> \t<em>Isabel Vale (IV) &ndash;<\/em> Surge da vontade maravilhosa e f&eacute;rrea de Alice Caldeira Cabral que, tendo um filho com uma defici&ecirc;ncia grave e pertencendo ao Movimento F&eacute; e Luz, n&atilde;o se conformava por n&atilde;o haver um servi&ccedil;o da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal que tomasse a s&eacute;rio esta problem&aacute;tica.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Sem esse servi&ccedil;o, as pessoas com defici&ecirc;ncia eram esquecidas na pastoral da Igreja Cat&oacute;lica?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> N&atilde;o propriamente esquecidas, porque h&aacute; bastantes anos h&aacute; dois movimentos da Igreja Cat&oacute;lica para pessoas com defici&ecirc;ncia: a Fraternidade Crist&atilde; de Doentes Cr&oacute;nicos e Deficientes F&iacute;sicos e o Movimento F&eacute; e Luz, que j&aacute; tem 40 anos em Portugal (a Fraternidade tem mais). S&atilde;o movimentos das pessoas com defici&ecirc;ncia e com pessoas com defici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> \tEm causa estava era um olhar diferente: como &eacute; que na Igreja acolhemos e ouvimos as pessoas com defici&ecirc;ncia. E a&iacute; &eacute; que havia uma grande desaten&ccedil;&atilde;o, uma vez que apenas existiam comunidades dos movimentos, que se implementaram aqui e acol&aacute; (no Norte, por exemplo, as comunidades F&eacute; e Luz t&ecirc;m crescido muito por causa da experi&ecirc;ncia dos seminaristas que, durante um ano no tempo de forma&ccedil;&atilde;o, acompanhavam uma comunidade F&eacute; e Luz).<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A primeira aposta do SPPD foi, antes de tudo, sensibilizar as lideran&ccedil;as pastorais para este setor?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Claramente! Sendo um servi&ccedil;o pastoral, dirigimos-mos aos agentes de pastoral que s&atilde;o, de alguma maneira, os p&aacute;rocos. Mas isso depende sobretudo da forma&ccedil;&atilde;o!<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>17% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute; deficiente<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; De que popula&ccedil;&atilde;o estamos a falar?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> De acordo com o Eurostat, 17% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa tem alguma defici&ecirc;ncia (2% desses t&ecirc;m alguma incapacidade por causa da idade). Esta &eacute; a m&eacute;dia europeia e Portugal n&atilde;o est&aacute; fora. &Eacute; uma percentagem igual &agrave; taxa de pobreza e superior &agrave; dos desempregados. S&atilde;o realidades que, na sua grande dimens&atilde;o, s&atilde;o completamente esquecidas na sociedade, nomeadamente na Igreja.<\/p>\n<p> \tGrande parte dos pobres s&atilde;o pessoas com defici&ecirc;ncia, porque n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de se autossustentar, e o mesmo se passa com os desempregados. Por isso, quando falamos em determinadas faixas da sociedade, n&atilde;o estamos a identificar a&iacute; as pessoas com defici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; S&atilde;o n&uacute;meros que desafiaram a Confer&ecirc;ncia Episcopal para criar o SPPD?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Penso que foi a partir da press&atilde;o da Alice Caldeira Cabral que se foi gerando uma consci&ecirc;ncia na Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) para este tema. O senhor D. Carlos Azevedo teve um papel muito importante porque ele pr&oacute;prio, enquanto p&aacute;roco, tinha acompanhado comunidades F&eacute; e Luz e estava na Comiss&atilde;o Episcopal deste setor, a da Pastoral Social. Ele fez a proposta &agrave; CEP da cria&ccedil;&atilde;o deste servi&ccedil;o que, para al&eacute;m do apoio, teve a manifesta&ccedil;&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o por parte de alguns bispos que nos disseram: &ldquo;isso na minha diocese &eacute; um problema grave e precisamos de instituir esse servi&ccedil;o&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Como abordar este setor da pastoral, que estrat&eacute;gias para uma pastoral com pessoas com defici&ecirc;ncia? <\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &#8211;<\/em> O problema que se prende com a defici&ecirc;ncia &eacute; a sua diversidade, por um lado, e por outro, saber como nos situamos face &agrave; defici&ecirc;ncia. <strong>Ser&aacute; que as pessoas com defici&ecirc;ncia precisam do nosso olhar solid&aacute;rio dando-lhes coisas? Ou, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o crist&atilde;os batizados de pleno direito, que t&ecirc;m um papel ativo que n&oacute;s temos de ouvir e acolher?<\/strong><\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Mais do que destinat&aacute;rios deste servi&ccedil;o, s&atilde;o os seus protagonistas&hellip;<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> &Eacute; evidente! Nas diversas equipas h&aacute; pessoas com defici&ecirc;ncia, que tamb&eacute;m s&atilde;o os protagonistas deste servi&ccedil;o.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Como foi a implanta&ccedil;&atilde;o deste servi&ccedil;o nas v&aacute;rias dioceses?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Costumo dizer: &ldquo;d&ecirc;em-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu levantarei o mundo&rdquo;. A alavanca &eacute; este servi&ccedil;o pastoral. S&oacute; nos faltam pontos de apoio nas 20 dioceses, onde temos senhores bispos que se t&ecirc;m visto aflitos para encontrar um ponto de apoio. Na Guarda, por exemplo, tem sido o pr&oacute;prio bispo diocesano o ponto de apoio e 45 pessoas da diocese v&atilde;o &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o nacional, a F&aacute;tima. Depois, as mais de 3000 par&oacute;quias: s&oacute; precis&aacute;vamos de uma pessoa em cada par&oacute;quia.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Mas porque &eacute; dif&iacute;cil essa mudan&ccedil;a: h&aacute; indiferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com a defici&ecirc;ncia?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> O Jean Vanier diz que <strong>tamb&eacute;m h&aacute; o medo de olhar<\/strong>. N&atilde;o &eacute; s&oacute; a diferen&ccedil;a, que &eacute; muita e &eacute; o pior pecado, como diz o Papa Francisco.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Indiferen&ccedil;a e medo<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Trata-se de ter medo da amea&ccedil;a da defici&ecirc;ncia?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash; <\/em>Penso que &eacute; o medo de enfrentarmos a nossa finitude e a nossa limita&ccedil;&atilde;o. Todos nos damos conta de que somos finitos e limitados, somos fr&aacute;geis e a vida amea&ccedil;a-nos com a fragilidade, at&eacute; &agrave; fragilidade &uacute;ltima que &eacute; a morte. Na sociedade, por outro lado, prevalece o &iacute;dolo da perfei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Que enriquecimento encontramos na defici&ecirc;ncia?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> <strong>As pessoas com defici&ecirc;ncia querem ser protagonistas do seu destino, da sua voz na Igreja<\/strong>, t&ecirc;m dons para nos dar, t&ecirc;m capacidade de se exprimirem em formas diferentes. O que &eacute; dif&iacute;cil para a Igreja, que gosta de tudo muito organizado. Se nos deparamos com uma cadeira de rodas e &eacute; preciso pegar nela ao colo para subir tr&ecirc;s degraus, isso j&aacute; nos desorganiza e &eacute; mais f&aacute;cil dizer &ldquo;fique na rua&rdquo;. Mas n&atilde;o haver&aacute; tr&ecirc;s rapazes ou raparigas que peguem na cadeira de rodas e a coloquem onde &eacute; preciso? Claro que &eacute; preciso haver acessibilidades, rampas&hellip; Mas, no limite, temos bra&ccedil;os, cora&ccedil;&atilde;o e cabe&ccedil;a para resolver os problemas.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; E essa &eacute; a grande convers&atilde;o, dos cora&ccedil;&otilde;es, mais do que dos espa&ccedil;os?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> S&atilde;o as duas necess&aacute;rias! Quando se convertem os espa&ccedil;os, verifica-se que o que &eacute; bom para as pessoas com defici&ecirc;ncia &eacute; bom para toda a gente. Por exemplo rampas para levar um carrinho de compras ou de crian&ccedil;a ou o elevador para subir uns andares com compras&hellip;<\/p>\n<p> \t<strong>A acessibilidade &eacute; para todos e humaniza o mundo<\/strong>. Este &eacute; um dos exemplos do bem que as pessoas com defici&ecirc;ncia nos podem ensinar: o que &eacute; bom para n&oacute;s &eacute; bom para voc&ecirc;s! Voc&ecirc;s andam a perder. A rela&ccedil;&atilde;o entre todas as pessoas leva ao que nunca t&iacute;nhamos imaginado e ajuda a concretizar sonhos!<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Em quantas dioceses est&aacute; o SPPD?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Est&aacute; formalizado, com equipas diocesanas, em Bragan&ccedil;a-Miranda, Algarve, Portalegre-Castelo Branco e Lisboa.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; As outras dioceses n&atilde;o t&ecirc;m as portas fechadas ao assunto?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> N&atilde;o! H&aacute; muitas outras dioceses que v&ecirc;m &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima: da Diocese de Angra v&ecirc;m 7 pessoas, um grupo grande de Vila Real, 55 pessoas de Viseu, 45 da Guarda, 50 de Bragan&ccedil;a, o Porto e Braga v&ecirc;m inseridos na Fraternidade e em comunidades F&eacute; e Luz, por ser mais f&aacute;cil a organiza&ccedil;&atilde;o, do Algarve v&ecirc;m tamb&eacute;m 50 pessoas, &Eacute;vora, Santar&eacute;m, etc.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<strong>Peregrina&ccedil;&atilde;o jubilar das pessoas com defici&ecirc;ncia ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima<\/strong><\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Que relev&acirc;ncia tem esta Peregrina&ccedil;&atilde;o jubilar das pessoas com defici&ecirc;ncia ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Vai ser um marco para sensibilizar, envolver e procura de caminhos. &Eacute; mesmo uma peregrina&ccedil;&atilde;o! Pusemo-nos a caminho h&aacute; dois anos para chegar a este n&uacute;mero de participantes: 400. Queremos que cada um participe como pode. E sabemos que &eacute; tudo muito caro: os transportes adaptados, que exigem apoio das c&acirc;maras, das institui&ccedil;&otilde;es e esfor&ccedil;o para contornar os obst&aacute;culos que surgem.<\/p>\n<p> \tH&aacute; um m&ecirc;s e pouco os v&aacute;rios grupos come&ccedil;aram a enviar propostas de participa&ccedil;&atilde;o. E n&oacute;s queremos que todos participem, que ningu&eacute;m fique de fora.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; A peregrina&ccedil;&atilde;o pode ajudar &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o do SPPD nas restantes dioceses?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Sim. H&aacute; grupos que institu&iacute;ram uma comiss&atilde;o &ldquo;ad hoc&rdquo; para a peregrina&ccedil;&atilde;o para, num segundo momento, pensarem na cria&ccedil;&atilde;o das equipas. Creio que esta peregrina&ccedil;&atilde;o pode ser uma forma de se encontrarem os &ldquo;pontos de apoio&rdquo; que s&atilde;o necess&aacute;rios.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; O objetivo do SPPD &eacute; considerar igualmente todas as pessoas nas propostas pastorais das comunidades?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Igualdade tem de significar tratar igual o que &eacute; igual e diferente o que &eacute; diferente. &Eacute; necess&aacute;rio reconhecer as diferen&ccedil;as e, reconhecendo-as, n&atilde;o excluir ningu&eacute;m por ser diferente. O que nem sempre &eacute; f&aacute;cil, porque muitas vezes dizemos &ldquo;isto &eacute; igual para todos!&rdquo; Igual de oportunidades e de reconhecimento, mas as participa&ccedil;&otilde;es podem ser diferentes, a maneira de exprimir &eacute; diferente, assim como o di&aacute;logo e o que se pode esperar de cada um.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Como se deve enquadrar a participa&ccedil;&atilde;o nos sacramentos das pessoas com defici&ecirc;ncia?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> A participa&ccedil;&atilde;o nos sacramentos prende-se &agrave; perten&ccedil;a e &agrave; viv&ecirc;ncia na Igreja. &Eacute; importante haver uma catequese adaptada, que os catequistas tenham uma forma&ccedil;&atilde;o. E tamb&eacute;m importante que n&atilde;o fiquem perdidas as experi&ecirc;ncias interessantes de integra&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ou adultos que j&aacute; existem. E esse &eacute; um dos objetivos do nosso servi&ccedil;o: recolher informa&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncias. Como n&atilde;o queremos que cada pessoa com defici&ecirc;ncia fique sozinha, tamb&eacute;m n&atilde;o queremos que os catequistas fiquem sozinhas.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Mas como encaminhar as pessoas com defici&ecirc;ncia no acesso aos sacramentos?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> Se algu&eacute;m se preocupou em ir ao encontro das pessoas com defici&ecirc;ncia foi Jesus Cristo, que foi ao encontro dos cegos, dos surdos, dos leprosos&#8230;<\/p>\n<p> \tPodemos ter um olhar sobre as capacidades de compreens&atilde;o de cada um de n&oacute;s acerca dos sacramentos ou assumirmos que o sacramento &eacute; um sinal eficaz da gra&ccedil;a. E nesse caso, a efic&aacute;cia n&atilde;o est&aacute; na capacidade intelectual de quem o recebe, mas em Nossa Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tSe a participa&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a na missa &eacute; a sua capacidade de estar muito controlada e ter o comportamento esperado, h&aacute; crian&ccedil;as que nunca v&atilde;o &agrave; missa. &Eacute; necess&aacute;rio que as comunidades reconhe&ccedil;am uma crian&ccedil;a ou um adulto e a sua forma particular de se exprimir, nem que seja com um grito em determinada altura da missa, que toda a gente acaba por reconhecer, como o momento mais importante onde se exprime como pode.<\/p>\n<p> \tPercebe-se, nessas ocasi&otilde;es, que essa pessoa &eacute; sacramento para a comunidade, &eacute; presen&ccedil;a de Jesus na comunidade.<\/p>\n<p> \tN&atilde;o h&aacute; nada do ponto de vista formal na Igreja Cat&oacute;lica que exclua uma pessoa com defici&ecirc;ncia. O complicado &eacute; gerir as informa&ccedil;&otilde;es estando distantes, uma vez que &agrave; medida que conhecemos as pessoas com defici&ecirc;ncia, tudo se resolve.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \t<em>AE &ndash; Que projetos tem o SPPD, para al&eacute;m do desejo de, a breve prazo, as equipas diocesanas possam estar a funcionar?<\/em><\/p>\n<p> \t<em>IV &ndash;<\/em> H&aacute; um aspeto muito importante: o papel e a responsabilidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. As refer&ecirc;ncias e a ajuda da Ecclesia, por exemplo, tem tido muito importante! Temos tido uma grande proximidade com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, e ainda bem! Obrigado!<\/p>\n<p> \tDepois, temos o exemplo de organismos internacionais que nos podem inspirar, nomeadamente a Confer&ecirc;ncia Episcopal Italiana, que tem um departamento para pessoas com defici&ecirc;ncia em cada Comiss&atilde;o Episcopal, onde o catecismo est&aacute; dispon&iacute;vel com todos os tipos de comunica&ccedil;&atilde;o, na mesma edi&ccedil;&atilde;o, em braile e tamb&eacute;m na linguagem dos s&iacute;mbolos, que permite a participa&ccedil;&atilde;o de outras pessoas.<\/p>\n<p> \tDepois, o Santu&aacute;rio de Lourdes tem um servi&ccedil;o permanente de acolhimento a pessoas com defici&ecirc;ncia muito interessante que seria bom ver replicado em F&aacute;tima. Eles est&atilde;o dispon&iacute;veis par anos ajudar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabel Vale \u00e9 diretora do Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia criado pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa em novembro de 2010. 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