{"id":82674,"date":"2017-06-16T11:27:00","date_gmt":"2017-06-16T11:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/06\/16\/igreja-solidariedade-casa-betania-uma-familia-para-pessoas-com-deficiencia-intelectual\/"},"modified":"2017-06-16T11:27:00","modified_gmt":"2017-06-16T11:27:00","slug":"igreja-solidariedade-casa-betania-uma-familia-para-pessoas-com-deficiencia-intelectual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-solidariedade-casa-betania-uma-familia-para-pessoas-com-deficiencia-intelectual\/","title":{"rendered":"Igreja\/Solidariedade: \u00abCasa Bet\u00e2nia\u00bb, uma fam\u00edlia para pessoas com defici\u00eancia intelectual"},"content":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Maria Jo\u00e3o Neves fala do percurso percorrido desde a sua experi\u00eancia familiar <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 16 jun 2017 (Ecclesia) &#8211; &lsquo;A Casa de Bet&acirc;nia&rsquo; celebra 25 anos em julho, um projeto que visa criar autonomia na vida de pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual.<\/p>\n<p> \tUma casa &ldquo;onde se vive&rdquo;, de perman&ecirc;ncia, e n&atilde;o de &ldquo;passagem&rdquo;, explica a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves, mentora do projeto, numa entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, recordando que come&ccedil;ou este trabalho acolhendo o seu irm&atilde;o Manuel, j&aacute; falecido, e outras duas pessoas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Ele n&atilde;o sabia ler e movia-se em Lisboa como ningu&eacute;m. H&aacute; coisas que n&oacute;s podemos aprender&rdquo;, assinala.<\/p>\n<p> \tHoje as pessoas chegam, sobretudo, atrav&eacute;s de &ldquo;outras institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de resposta&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&atilde;o &eacute; gerido, vai-se gerindo: como numa fam&iacute;lia, quando chega um filho, &eacute; preciso tratar dele, mas depois com 2 &eacute; outra realidade, com 3, com 10. N&oacute;s tentamos que cada um seja ele pr&oacute;prio e come&ccedil;ar um processo, como com qualquer pessoa&rdquo;, refere a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves.<\/p>\n<p> \tA associa&ccedil;&atilde;o reparte o seu trabalho por tr&ecirc;s espa&ccedil;os: a casa de Bet&acirc;nia, em Queijas, &eacute; a resid&ecirc;ncia principal, a &ldquo;casa m&atilde;e&rdquo;, onde vivem 9 jovens e 2\/3 respons&aacute;veis; a Casa do Farol, em Oeiras, &eacute; um apartamento para 8 jovens ou adultos com defici&ecirc;ncia intelectual, acompanhados e apoiados por dois respons&aacute;veis que orientam a vida em comunidade; a Casa do Girassol, em Carnaxide, &eacute; um apartamento para 5 jovens ou adultos com defici&ecirc;ncia intelectual, aut&oacute;nomos nas suas atividades de vida di&aacute;ria, integrados no mercado de trabalho ou em forma&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>\n<p> \t&ldquo;N&oacute;s procuramos fazer ao m&aacute;ximo uma fam&iacute;lia, que vive junta. Tentamos que as tr&ecirc;s casas sejam a mesma fam&iacute;lia, n&atilde;o s&oacute; que eles possam ir l&aacute; passar um dia, um fim de semana&rdquo;, observa a religiosa.<\/p>\n<p> \tH&aacute; pessoas que s&atilde;o mais &ldquo;desprendidas&rdquo; do lugar e para a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves t&ecirc;m esse direito.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O meu irm&atilde;o esteve aqui muito bem, ele estava aqui como em sua casa, mas era desprendido, sa&iacute;a para aqui e acol&aacute;, fez a sua forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p> \tA associa&ccedil;&atilde;o promove o direito a uma forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para que cada pessoa possa desempenhar uma atividade laboral ou ser uma presen&ccedil;a de apoio a diferentes sectores da sociedade, de acordo com as suas capacidades.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Temos criado parcerias com institui&ccedil;&otilde;es diferentes porque a situa&ccedil;&atilde;o deles tamb&eacute;m &eacute; diferente&rdquo;, explica a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves, para quem &ldquo;&eacute; preciso preparar o ambiente, prepar&aacute;-los a eles, atrav&eacute;s dos t&eacute;cnicos e das pessoas que trabalham connosco&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA &lsquo;Casa de Bet&acirc;nia&rsquo;, baseando-se em experi&ecirc;ncias vividas pela religiosa e por Isabel Pinto nas Comunidades da Arca de Jean Vanier, quer ser um sinal de esperan&ccedil;a num mundo marcado por tantas rejei&ccedil;&otilde;es, sinal da fraternidade entre pessoas de diferentes origens sociais e culturais e de diferentes n&iacute;veis intelectuais.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Todas as institui&ccedil;&otilde;es, neste momento, est&atilde;o a dar passos na vida que criam para as pessoas com defici&ecirc;ncia e que j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m fam&iacute;lia&rdquo;, observa a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves.<\/p>\n<p> \tA respons&aacute;vel sublinha a &ldquo;disponibilidade&rdquo; que estas pessoas t&ecirc;m para estar com os outros e a capacidade de &ldquo;estabelecer rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, algo que nem sempre &eacute; habitual na sociedade.<\/p>\n<p> \t&ldquo;H&aacute; pessoas que est&atilde;o doentes, sozinhas, que est&atilde;o a tratar do marido ou da mulher, e eles v&atilde;o l&aacute;. As pessoas acham extraordin&aacute;rio&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p> \tA inclus&atilde;o &ldquo;plena&rdquo; continua a ser uma meta dif&iacute;cil, uma &ldquo;luta&rdquo; constante e uma aprendizagem<\/p>\n<p> \t&ldquo;Todos temos a dar uns aos outros: temos muito para dar &agrave; pessoa com defici&ecirc;ncia, mas ela tem tamb&eacute;m muito para nos dar&rdquo;, conclui a irm&atilde; Maria Jo&atilde;o Neves.<\/p>\n<p> \tO tema da Pastoral a Pessoas com Defici&ecirc;ncia est&aacute; hoje em destaque na edi&ccedil;&atilde;o semanal da revista ECCLESIA, dia em que come&ccedil;a a peregrina&ccedil;&atilde;o jubilar a F&aacute;tima dedicado a este setor da a&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p> \t<em>LS\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Maria Jo\u00e3o Neves fala do percurso percorrido desde a sua experi\u00eancia 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