{"id":82388,"date":"2017-05-26T12:51:00","date_gmt":"2017-05-26T12:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2017\/05\/26\/centenario-d-carlos-azevedo-desafia-historiadores-a-sujar-as-maos-nos-arquivos-e-documentos-sobre-fatima\/"},"modified":"2017-05-26T12:51:00","modified_gmt":"2017-05-26T12:51:00","slug":"centenario-d-carlos-azevedo-desafia-historiadores-a-sujar-as-maos-nos-arquivos-e-documentos-sobre-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centenario-d-carlos-azevedo-desafia-historiadores-a-sujar-as-maos-nos-arquivos-e-documentos-sobre-fatima\/","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio: D. Carlos Azevedo desafia historiadores a \u00absujar as m\u00e3os\u00bb nos arquivos e documentos sobre F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>Especialistas analisaram escritos da Irm\u00e3 L\u00facia <!--more--> <\/p>\n<p> \tLisboa, 26 mai 2017 (Ecclesia) &ndash; O delegado do Conselho Pontif&iacute;cio da Cultura (Santa S&eacute;), D. Carlos Azevedo, disse hoje em Lisboa que os historiadores t&ecirc;m de &ldquo;sujar as m&atilde;os&rdquo; nos arquivos e nos documentos de F&aacute;tima para continuar o seu trabalho sobre os acontecimentos de 1917.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Nenhum discurso hist&oacute;rico pode prescindir do contacto direto com as fontes&rdquo;, sustentou o bispo portugu&ecirc;s, que esteve ligado &agrave; publica&ccedil;&atilde;o da Documenta&ccedil;&atilde;o Cr&iacute;tica de F&aacute;tima, durante o col&oacute;quio &lsquo;F&aacute;tima. Hist&oacute;ria e mem&oacute;ria&rsquo;.<\/p>\n<p> \tA iniciativa conjunta da Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria e do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, que come&ccedil;ou esta manh&atilde; em Lisboa e prossegue no s&aacute;bado em F&aacute;tima.<\/p>\n<p> \tD. Carlos Azevedo sustentou que &ldquo;continua a haver ignor&acirc;ncia das fontes por parte dos escritores de F&aacute;tima&rdquo;, lamentando a &ldquo;ligeireza&rdquo; com que alguns falam dos acontecimentos, &ldquo;repetindo olhares aprior&iacute;sticos e ideol&oacute;gicos&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A hist&oacute;ria de F&aacute;tima n&atilde;o se reduz aos tr&ecirc;s ciclos de vis&otilde;es que lhe deram origem&rdquo;, precisou o especialista em Hist&oacute;ria da Igreja.<\/p>\n<p> \tPara o delegado do Conselho Pontif&iacute;cio da Cultura, os &ldquo;factos e os testemunhos primitivos s&atilde;o essenciais&rdquo;, mas &eacute; essencial observar a evolu&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, nestes 100 anos, do ponto de vista &ldquo;religioso, urbano, social, religioso, art&iacute;stico&rdquo;.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Hoje situamo-nos perante a hist&oacute;ria de um Santu&aacute;rio e n&atilde;o apenas a reconstru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica das vis&otilde;es&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p> \tD. Carlos Azevedo recordou depois a import&acirc;ncia de &ldquo;validar&rdquo; as fontes com edi&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas, cient&iacute;ficas, apresentando uma listagem de documenta&ccedil;&atilde;o existente em F&aacute;tima, vinda de v&aacute;rias fontes, incluindo &ldquo;recados e pedidos&rdquo; dirigidos a Nossa Senhora.<\/p>\n<p> \tA estas fontes somam-se outras, como Arquivo Episcopal de Leiria, os epistol&aacute;rios de e para a Irm&atilde; L&uacute;cia ou o chamado &lsquo;Arquivo Formig&atilde;o&rsquo;, &ldquo;grande difusor eclesial das experi&ecirc;ncias vividas em F&aacute;tima&rdquo;.<\/p>\n<p> \tPara o bispo portugu&ecirc;s, n&atilde;o faz sentido &ldquo;repetir as mesmas coisas sem ir &agrave;s fontes&rdquo; quando se fala de F&aacute;tima, &ldquo;um dos acontecimentos maiores do s&eacute;culo XX, declaradamente universal e prof&eacute;tico&rdquo;.<\/p>\n<p> \tOs trabalhos desta manh&atilde; abordaram ainda a primeira edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica das mem&oacute;rias da Irm&atilde; L&uacute;cia, permitindo ao leitor um encontro com os escritos originais da vidente, publicada pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima em 2016.<\/p>\n<p> \tCristina Sobral, respons&aacute;vel pelo projeto, diz que a inten&ccedil;&atilde;o nestes casos &eacute; sempre &ldquo;dar a conhecer o texto segundo a &uacute;ltima vontade do autor&rdquo;, real&ccedil;ando que, inicialmente, L&uacute;cia n&atilde;o se via propriamente como &ldquo;autora, mas como informante&rdquo;, uma testemunha privilegiada que entrega a outros a divulga&ccedil;&atilde;o dos seus escritos.<\/p>\n<p> \tA curadora da obra, docente e investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, aludiu, por exemplo, &agrave; publica&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita do texto de um question&aacute;rio de 315 perguntas enviadas pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima &agrave; religiosa e a divulga&ccedil;&atilde;o da chamada &ldquo;quinta mem&oacute;ria&rdquo; numa vers&atilde;o que n&atilde;o estava publicada, a partir do manuscrito que estava no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.<\/p>\n<p> \tJ&aacute; a professora universit&aacute;ria e especialista em Paleografia, Maria Jos&eacute; Azevedo Santos, analisou o manuscrito da terceira parte do segredo de F&aacute;tima, destacando a &ldquo;uniformidade assinal&aacute;vel&rdquo; na caligrafia da Irm&atilde; L&uacute;cia.<\/p>\n<p> \tA an&aacute;lise paleogr&aacute;fica-diplom&aacute;tica, que concluiu pela autenticidade do escrito, estudou a letra, o uso de abreviaturas, o esmero na execu&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, a assinatura (que o documento n&atilde;o possui), a data de lugar e a data cronol&oacute;gica, o tipo e tamanho de papel, a tinta.<\/p>\n<p> \tPara a especialista, a aus&ecirc;ncia de assinatura n&atilde;o &eacute; um dado que permita &ldquo;fazer ou negar prova da verdade ou autenticidade de um documento&rdquo;.<\/p>\n<p> \tA este respeito, Maria Jos&eacute; Azevedo Santos recordou uma conversa mantida a 8 de agosto de 2016, conversa com a prioresa do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, Madre Celina de Jesus Crucificado, que faleceu em mar&ccedil;o de 2017 e viveu com a Irm&atilde; L&uacute;cia durante d&eacute;cadas.<\/p>\n<p> \t&ldquo;A Irm&atilde; L&uacute;cia n&atilde;o assinou porque considerava que o texto n&atilde;o lhe pertencia&rdquo;, precisou.<\/p>\n<p> \tO Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Centro Pastoral Paulo VI, acolhe os participantes no segundo dia onde s&atilde;o abordados os temas: &lsquo;F&aacute;tima, O Estado Novo e o 25 de Abril&rsquo;; &lsquo;A quest&atilde;o religiosa ao tempo do Estado Novo&rsquo; e &lsquo;F&aacute;tima e o discurso religioso contempor&acirc;neo&rsquo;.<\/p>\n<p> \t<em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas analisaram escritos da Irm\u00e3 L\u00facia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[92,174,207],"class_list":["post-82388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-25-de-abril","tag-diocese-de-coimbra","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82388\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}