{"id":8219,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/missao-na-cidade-dos-media\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"missao-na-cidade-dos-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-na-cidade-dos-media\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o na cidade dos Media"},"content":{"rendered":"<p>Quase todos os queixumes do nosso tempo envolvem os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, se n\u00e3o como causa, ou como m\u00e3e, ao menos como ve\u00edculo de todos os v\u00edcios. Ningu\u00e9m se sente bem representado nos jornais, na r\u00e1dio ou na televis\u00e3o. Quando \u00e9 concedida a benesse de um tempo ou espa\u00e7o, quase sempre quem l\u00e1 entra se considera injusti\u00e7ado, com retrato parcial, fragmentado, imperfeito e injusto. Entre o discurso herm\u00e9tico e empolgante que cada pessoa ou institui\u00e7\u00e3o tem de si pr\u00f3prio, e o que se conta nos media, parece sempre existir esse abismo do di\u00e1logo entre o rico avarento e o Pai Abra\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que os media parecem um castelo impenetr\u00e1vel ou acess\u00edvel a muito poucos. Sempre os mesmos, com poder econ\u00f3mico, pol\u00edtico, medi\u00e1tico\u2026e assim sucessivamente. O meio \u00e9 a mensagem (quem tem os meios utiliza-os como instrumento da sua ideologia, te\u00f3rica ou pragm\u00e1tica) e em consequ\u00eancia, o cidad\u00e3o comum parece indefeso diante do imp\u00e9rio esmagador, a chuva ininterrupta de palavras, sons e imagens que lhe sufocam o pensamento e a palavra.  E talvez n\u00e3o seja bem assim: os pobres, esquecidos, espoliados, v\u00edtimas de acidentes ou viol\u00eancia, cada vez ocupam mais tempo e espa\u00e7o na informa\u00e7\u00e3o. O cidad\u00e3o an\u00f3nimo cada dia o \u00e9 menos, pois tem acesso \u00e0s cartas, mails, telefonemas e interven\u00e7\u00f5es directas nos media mais glamourosos e clamorosos. E se o povo n\u00e3o \u00e9 est\u00fapido para votar, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser para dizer o que pensa sobre a sua pr\u00f3pria vida. Usar da palavra \u00e9 um direito de cidadania que se torna cada vez mais exigente para todos. A fim de que n\u00e3o deixe instrumentalizar a sua presen\u00e7a como artista barato do espect\u00e1culo medi\u00e1tico. Em segundo lugar, para dizer o que tem a dizer sobre todas as mat\u00e9rias e convic\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 liberdade de express\u00e3o poder falar apenas do que os outros querem. Talvez nunca, como hoje, tantos puderam dizer da sua justi\u00e7a. Precisamos ter essa consci\u00eancia e sentir mais pesados os nossos sil\u00eancios de nada dizermos acerca de nada. A vida merece mais o nosso olhar e a nossa palavra.  Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todos os queixumes do nosso tempo envolvem os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, se n\u00e3o como causa, ou como m\u00e3e, ao menos como ve\u00edculo de todos os v\u00edcios. Ningu\u00e9m se sente bem representado nos jornais, na r\u00e1dio ou na televis\u00e3o. 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